Domingo, 01 de fevereiro de 2026
Com a abertura do ano legislativo nesta segunda-feira (2), o Senado retoma a análise de 45 pedidos de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF. As representações aguardam despacho desde 2021.
O número deve crescer nos próximos dias, com um novo pedido articulado pela oposição na Câmara dos Deputados. A proposta não exige número mínimo de assinaturas, mas os parlamentares buscam reunir apoio recorde.
O pedido mais recente foi apresentado em 20 de janeiro, durante o recesso, por iniciativa popular. Levantamento aponta que quatro pedidos também citam outros ministros da Corte. Outros 14 pedidos já foram arquivados, incluindo um apresentado por Jair Bolsonaro em 2021.
Moraes lidera o ranking de representações no Senado, seguido por Luís Roberto Barroso (20 pedidos) e Gilmar Mendes (13). O ministro é alvo preferencial da oposição por sua atuação como relator do inquérito da trama golpista, que resultou na condenação de Bolsonaro.
O novo pedido questiona a atuação de Moraes e supostas relações com o Banco Master. O ministro confirmou ter conversado com Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, mas negou tratar de assuntos ligados à instituição.
Como funciona o impeachment de ministros do STF
Cabe ao Senado Federal processar e julgar ministros do STF por crimes de responsabilidade. Qualquer cidadão pode apresentar pedido, mas o avanço depende do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União-AP).
O rito pode mudar. Senadores pretendem retomar neste ano a discussão sobre a atualização da Lei do Impeachment. Em dezembro, uma decisão de Gilmar Mendes restringiu temporariamente os pedidos à PGR, mas o ministro recuou após reação do Senado.
Permaneceu, porém, a regra que exige dois terços dos votos (54 senadores) para aprovar o afastamento e a vedação ao uso do mérito de decisões judiciais como fundamento para impeachment.

Opinião dos leitores
Tá mais do que na hora de tirar da Praça dos Três Poderes a prerrogativa de indicar e exonerar discricionariamente, os membros do STF e o PGR. Muita proximidade. Ficam todos os votantes nas rédeas dos “referendados’. Se não tem como ser por eleições diretas, que seja então por um colegiado formado por um representante por município. Votação remota, qualificada e com algum coeficiente de peso populacional.
Acumula mas não tira, quero v, vão botar uns 100 pedidos sem solução para o caso, tira nunca.
O Senado encontra-se acovardado. Mas nessas eleições vamos renovar a maioria dos senadores.
Já deveria ter uma lei onde com cinco pedidos de impeachment os presidentes do Senado ou da Câmara Federal seriam obrigados a colocar em pauta/votação.