Domingo, 01 de fevereiro de 2026
De acordo com o delegado Renan Balbino, um dos quatro adolescentes inicialmente mencionados na investigação já foi ouvido. O jovem afirmou que não estava na Praia Brava no momento do crime, e, até este ponto da apuração, sua participação direta no espancamento foi afastada. Ainda assim, o telefone celular do adolescente foi apreendido para análise técnica, procedimento comum em investigações desse tipo.
“A gente tem a versão dele e agora aguarda a análise do telefone para verificar se há algum elemento que confirme ou contradiga o relato”, explicou o delegado à imprensa local, destacando que a apuração segue em curso e depende da checagem de provas digitais.
A investigação avançou após o retorno ao Brasil, na última quinta-feira (29), de dois adolescentes que estavam fora do país. Logo após o desembarque, a polícia cumpriu mandados de busca e apreensão, recolhendo celulares e peças de vestuário que podem contribuir para o esclarecimento dos fatos. Antes disso, outros mandados já haviam sido executados em endereços ligados a suspeitos que permaneceram no Brasil.
As oitivas dos demais adolescentes envolvidos estão previstas para a próxima semana. Conforme determina o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), os depoimentos serão acompanhados por responsáveis legais. Por envolver menores de idade, todo o procedimento tramita sob sigilo absoluto, sem divulgação de nomes ou idades.
Orelha era um cão comunitário conhecido e estimado por frequentadores da Praia Brava. Após sofrer agressões físicas severas, foi encontrado agonizando por banhistas, socorrido e levado a uma clínica veterinária. Apesar dos esforços da equipe médica, o animal não resistiu à gravidade dos ferimentos. O caso provocou ampla repercussão, gerando indignação nas redes sociais e forte comoção entre moradores de Santa Catarina.

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