martins em pauta

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Flávio Bolsonaro quebra o silêncio sobre a "interferência política" de Dino (veja o vídeo)

Sexta, 11 de setembro de 2026

Flávio Bolsonaro soltou o verbo contra o ministro Flávio Dino e operação envolvendo o filme sobre Jair Bolsonaro:

“Interferência política. Não tem nada de errado com esse filme, nem um centavo de dinheiro público. 
Pode revirar do avesso que não vai encontrar nada.
O fundamento dessa operação? Político. Ultrapassei Lula nas pesquisas. 
Tenho convicção de que vamos ganhar!”

Veja: 

Flávio tenta colar Moraes em Lula; ala petista defende distância do ministro

Sexta, 11 de setembro de 2026

Foto: Reprodução

A crise no Supremo Tribunal Federal entrou de vez na disputa presidencial. A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) pretende intensificar os ataques a Alexandre de Moraes e associar o ministro ao presidente Lula (PT), enquanto uma ala da campanha petista defende que o presidente marque distância do magistrado.

No entorno de Flávio, a avaliação é que o prolongamento da crise pode favorecer sua candidatura. A estratégia é manter Moraes e decisões do STF no discurso e na propaganda eleitoral, evitando ataques à Corte como instituição. Nos bastidores, a linha é resumida pela expressão “Lula é Moraes”.

Ao mesmo tempo, a campanha do senador teme os desdobramentos da investigação sobre o filme “Dark Horse”. A preocupação aumentou com a volta de Andrei Rodrigues ao comando da Polícia Federal e a possibilidade de novas medidas contra pessoas ligadas à produção, entre elas integrantes da produtora e o deputado Mario Frias.

Na campanha de Lula, parte dos aliados considera que a associação com Moraes pode trazer desgaste eleitoral e defende uma posição mais enfática diante da crise. O governo, porém, já entrou institucionalmente no caso ao recorrer contra o afastamento da cúpula da PF. Lula também defendeu a quebra completa do sigilo das investigações do caso Master, sem citar Moraes.

Com informações do g1


CRISE NO STF: PT vê campanha de Lula em risco e convoca reunião de emergência

Sexta, 11 de setembro de 2026

Foto: Tânia Rego/Agência Brasil

A crise no STF acendeu o alerta no PT sobre possíveis impactos na campanha de Lula. Com pesquisas apontando avanço de Flávio Bolsonaro e empate técnico na disputa presidencial, a direção petista convocou reuniões de emergência para discutir uma reação a menos de um mês do primeiro turno.

O presidente do PT, Edinho Silva, terá encontros nesta quinta-feira (10) com a Executiva Nacional e partidos da base. Na sexta (11), a reunião será com centrais sindicais.

Segundo a Folha de S.Paulo, aliados reclamam da demora da campanha para reagir à crise, da pouca mobilização de movimentos sociais e sindicatos, da falta de material e do atraso na distribuição de recursos partidários.

Com informações da Folha de S.Paulo

 

The Economist diz que STF se tornou uma ameaça à democracia no Brasil

Sexta, 11 de setembro de 2026

Foto: Reprodução

Em artigo publicano nesta quinta-feira (10), a The Economist repercutiu a crise que atinge o STF (Supremo Tribunal Federal). A revista afirma que a corte está no centro de um escândalo de corrupção e se tornou uma ameaça à democracia, destacando a disputa que envolve os ministros Alexandre de Mores e André Mendonça.

A revista lembra que o Supremo responsabilizou Jair Bolsonaro por tentativa de golpe e condenou o ex-presidente a 27 anos de prisão, mesmo diante de ameaças constantes, inclusive do presidente americano Donald Trump.

“Agora, com a aproximação das eleições gerais de 4 de outubro, os defensores da democracia se tornaram uma ameaça. O Supremo está no centro de um escândalo de corrupção desagradável e cada vez maior. No centro dele está o ministro que supervisionou o processo contra Bolsonaro, Alexandre de Moraes”, afirma a publicação.

A Economist afirma que Moraes tomou “várias decisões questionáveis”, como derrubar perfis nas redes sociais, e destaca que ele exercia simultaneamente os papéis de vítima, acusador e juiz no âmbito do inquérito das Fake News.

A revista destaca ainda os vínculos de Moraes com o banqueiro Daniel Vorcaro, reforçados em conversas que foram reveladas em relatório da Polícia Federal, e a resposta de Moraes com o pedido para investigar o também ministro do STF André Mendonça, relator do Caso do Banco Master.

Com informações da CNN

Dino proíbe Mario Frias de sair do Brasil e de se comunicar com investigados do caso Dark Horse

Sexta, 11 de setembro de 2026

Foto: Breno Esaki/Metrópoles | Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O deputado federal Mario Frias (PL-SP) foi proibido de deixar o Brasil e de manter contato com outros investigados na Operação Make Up, deflagrada nesta quinta-feira (10) pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União (CGU).

As medidas cautelares foram determinadas pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), no inquérito que apura suspeitas de desvios de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares.

A operação cumpriu 49 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e no Distrito Federal. Ao todo, 29 pessoas são alvos das medidas de restrição. Entre os principais investigados está a produtora Karina Gama, além de duas entidades ligadas a ela.

Segundo a PF, uma organização criminosa teria direcionado recursos repassados a uma organização da sociedade civil para empresas subcontratadas irregularmente, sem comprovação da execução dos serviços. As investigações apuram suspeitas de peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, organização criminosa e crimes licitatórios.

Auditoria da CGU identificou indícios de irregularidades no direcionamento de R$ 2 milhões em emendas indicadas por Mario Frias para entidades ligadas a Karina Gama.

Frias também é roteirista e produtor-executivo do filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. O longa teria recebido recursos de Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, por meio de transferências destinadas a um fundo nos Estados Unidos.

Mendonça recebe novas informações chocantes sobre monitoramento ilegal de outros três ministros do STF

Sexta, 11 de setembro de 2026

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), recebeu informações de que a área de inteligência da Polícia Federal teria produzido relatórios com dados sobre outros integrantes da Corte. Segundo os relatos levados ao gabinete do magistrado, ao menos quatro ministros teriam sido alvo desse tipo de levantamento: o próprio Mendonça, Dias Toffoli, Nunes Marques e Luiz Fux.

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, tem até sexta-feira (10) para prestar esclarecimentos sobre um documento interno encaminhado a Alexandre de Moraes e utilizado para apontar supostas irregularidades na atuação de Mendonça. A apuração sobre um possível monitoramento irregular do ministro está sob responsabilidade do presidente do STF, Luiz Edson Fachin.

Relator dos inquéritos relacionados ao Banco Master, Mendonça avalia que a PF teria buscado reunir informações a seu respeito e também sobre o advogado-geral da União, Jorge Messias. O ministro classificou o documento produzido pela corporação como uma “arapongagem institucional”.

As informações recebidas pelo gabinete de Mendonça indicam que Dias Toffoli, que anteriormente era responsável pela relatoria do inquérito, também teria sido mencionado em um levantamento interno da Polícia Federal.

Segundo os dados apresentados ao ministro, agentes da corporação avaliavam que Toffoli estaria “interferindo na atuação” da PF durante as etapas iniciais da Operação Compliance Zero.

O episódio que intensificou o conflito ocorreu na noite de 12 de fevereiro, quando Fachin realizou uma reunião reservada com os 9 ministros do STF para tratar de uma Arguição de Suspeição apresentada pelo diretor-geral da Polícia Federal contra Toffoli.

NUNES MARQUES E FUX

Também chegou ao conhecimento de Mendonça a informação de que Luiz Fux e Kássio Nunes Marques podem ter sido monitorados pela área de inteligência da Polícia Federal.

Os dois ministros têm demonstrado apoio às decisões tomadas por Mendonça na condução das investigações relacionadas à operação, contexto que passou a ser considerado relevante diante das suspeitas de produção de relatórios sobre integrantes da Corte.

O documento de inteligência da PF referente a Mendonça tornou-se público em 3 de setembro, após uma decisão de Alexandre de Moraes. Diferentemente de elementos reunidos em investigações criminais, o material não apresenta embasamento probatório dessa natureza.

Para que um ministro do STF seja formalmente investigado, é necessária autorização expressa do plenário da Corte.


Fonte: Jornal da Cidade Online

Mendonça agiu na hora exata

Sexta, 11 de setembro de 2026

É preciso entender que a intenção de Fachin, e até do grupo de Gilmar era levar a questão do Master para depois das eleições, onde com calma, construiriam meios para abafar a situação e salvar Alexandre. Quando Mendonça afastou Andrei, ele desestabilizou esse plano.

Fachin foi obrigado a agir como um paizão quando os filhos brigam, anulando a decisão dos dois. Porém não viu outra saída a não ser marcar a sessão para o dia 15. Então, mesmo com Andrei voltando a direção da PF, ainda vejo como positivo. A Corte está exposta. Ou vai ou racha.

Moraes desistiu do pronunciamento, e apesar de muita gente achar que era uma renúncia, com certeza não era. No entanto eu não afasto essa possibilidade. Para isso, Xerxes teria de abrir mão de sua psicopatia e olhar pelo lado pragmático. Isso é uma coisa difícil para ele.

Fillrate
Foto de Victor Vonn Serran

Victor Vonn Serran

Articulista

Fonte: Jornal da Cidade Online

“TUDO EM CASA”: Para não piorar imagem do STF, Fachin é pressionado a fazer sessão fechada em julgamento de Moraes

Sexta, 11 de setembro de 2026

Foto: Carlos Moura

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Edson Fachin, tem sido pressionado a realizar uma sessão fechada para a análise, na próxima terça-feira (15), do pedido de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes.

O objetivo seria não expor publicamente, por meio de transmissão televisiva, eventuais desavenças e discussões entre os ministros, — principalmente Moraes e André Mendonça.

Além disso, o argumento do grupo favorável a Moraes é de que uma transmissão televisiva pode aumentar a pressão popular magistrados a votarem a favor da investigação.

São citados, por exemplo, os casos dos ministros Kassio Nunes Narques e Carmen Lúcia, que costumam ser mais sucetíveis à opinião pública em seus votos.

Fachin, porém, ainda não tomou uma decisão. Ele sinalizou que fechar a sessão pode, na verdade, passar uma impressão negativa de que a Suprema Corte não está aberta à transparência.

Hoje, o placar da votação marcada para terça-feira (15) é inconclusivo. A expectativa é de que o ministro Dias Toffoli se declare impedido, já que também é suspeito de envolvimento com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

No STF, há ainda a aposta de que um dos ministros possa pedir vista com o objetivo de jogar uma análise do episódio para depois do período eleitoral deste ano, assim como fez Gilmar Mendes na análise do afastamento do delegado-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

Moraes planeja fazer um pronunciamento na próxima segunda-feira (14), véspera do julgamento. O objetivo é se defender das suspeitas e reafirmar que nunca teve envolvimento pessoal com Vorcaro.

Com informações da CNN


URGENTE: Durante operação, PF encontra documento que pode atingir Flávio Dino em cheio

Sexta, 11 de setembro de 2026

Durante o cumprimento de mandados de busca nesta quinta-feira, a Polícia Federal apreendeu um documento de quatro páginas na residência ou em instalações ligadas à empresária Karina Gama, proprietária da Go Up Entertainment e responsável pela produção do filme Dark Horse, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

No material, apresentado como uma declaração juramentada, Karina relata ter sido procurada por três pessoas que, segundo ela, tentaram convencê-la a realizar uma delação premiada que envolveria o senador Flávio Bolsonaro. O documento não apresenta provas dos fatos narrados, mas registra as declarações da empresária sobre as abordagens que afirma ter recebido.

Karina sustenta que os contatos ocorreram em meio às investigações sobre possíveis irregularidades e desvios de recursos relacionados à produção do filme. Um dos nomes citados é o empresário Fernando Sarney, filho do ex-presidente José Sarney.

Segundo o relato, Sarney teria se apresentado como alguém que “possui grande proximidade com o ministro Flávio Dino” e teria oferecido apoio jurídico caso a empresária aceitasse colaborar com as autoridades.

“No dia 20 de maio de 2026, fui procurada pelo Dr. Fernando Sarney. Não o atendi naquela oportunidade, tendo o contato efetivamente ocorrido apenas no dia 22 de maio de 2026, às 9h07. Durante a conversa, o Dr. Fernando Sarney ofereceu-me apoio jurídico e afirmou possuir grande proximidade com o Ministro Flávio Dino. Na mesma ocasião, declarou que poderia me apoiar caso eu tivesse interesse em realizar uma ‘delação premiada'”, diz o documento.

A empresária afirma que rejeitou a possibilidade de colaboração porque não via motivo para adotar esse caminho. Segundo ela, sua intenção sempre foi prestar esclarecimentos por meio dos documentos disponíveis e exercer seu direito de defesa.

“Diante da abordagem, não manifestei interesse em realizar colaboração premiada, pois não identificava — e continuo não identificando — qualquer razão para adotar tal medida. Minha posição sempre foi a de esclarecer os fatos mediante a apresentação dos documentos pertinentes e o regular exercício do direito de defesa”, segue Karina.

No mesmo documento, a produtora faz uma ressalva sobre a menção a Flávio Dino. Ela afirma que a alegada proximidade entre Fernando Sarney e o ministro “partiu exclusivamente do próprio Dr. Fernando Sarney”.

“Não presenciei qualquer conversa entre ambos e não possuo elementos próprios que me permitam afirmar que o Ministro tivesse conhecimento, participação ou envolvimento nesse contato.”, segue Karina.

Procurado, Fernando Sarney negou que o episódio tenha ocorrido. O empresário afirmou que sequer conhece Karina Gama e classificou o relato como algo que “não faz sentido nenhum”.

Pastor também teria procurado empresária

Outro contato descrito na declaração teria ocorrido com um pastor conhecido da produtora. Segundo Karina, o religioso afirmou ter proximidade com pessoas ligadas ao Governo Lula e com ministros do Supremo Tribunal Federal.

A empresária relata que o pastor teria dito que conversara com pessoas relacionadas a essas autoridades e que teria recebido um pedido para transmitir a ela a possibilidade de uma delação premiada. A colaboração teria sido apresentada como uma maneira de evitar uma eventual “complicação” para a produtora.

“Relatou-me que teria conversado com pessoas ligadas a essas autoridades e que lhe teriam solicitado que entrasse em contato comigo para transmitir a possibilidade de realização de uma ‘delação premiada’, apresentada, segundo suas palavras, como uma forma de me retirar do risco de uma possível ‘complicação’. Segundo o interlocutor, se eu fizesse uma ‘delação premiada’, nada ocorreria comigo e eu não seria alvo de nenhuma operação policial”, segue Karina.

O contato com o religioso teria acontecido em 27 de agosto de 2026, às 11h22. A empresária registrou que recebeu uma ligação do pastor, a quem descreveu como amigo de longa data, demonstrando preocupação com sua situação.

“Recebi ligação telefônica de um pastor e amigo de longa data, que demonstrou preocupação com minha situação”, registra a empresária.

Jornalista também teria sugerido delação

O terceiro episódio relatado por Karina envolve um jornalista que, segundo ela, já havia feito questionamentos anteriores sobre a possibilidade de uma colaboração premiada. De acordo com a produtora, o profissional teria insistido para que ela considerasse essa alternativa.

“Nesse novo contato, afirmou que eu estaria ‘servindo de bucha de canhão para o candidato’, em aparente referência ao contexto político relacionado aos fatos atualmente investigados, dando a entender que, se eu não fizesse nenhuma colaboração premiada, eu poderia ser alvo de medidas judiciais”, relata Karina.

Para a empresária, a proximidade entre os diferentes contatos e a semelhança das mensagens recebidas levantaram preocupações sobre uma possível interferência externa em sua situação jurídica.

Karina afirma que passou a temer que eventuais medidas contra ela pudessem ter motivação política, especialmente porque a delação teria sido apresentada como uma forma de evitar problemas judiciais.

A produtora também sustenta que não praticou irregularidades e que não pretende apresentar uma colaboração baseada em fatos que, segundo ela, não ocorreram.

“Segundo o contexto que me foi apresentado por tais interlocutores, se eu não fizesse uma delação premiada, assumindo que alguma irregularidade teria ocorrido na produção do filme, o que seria equivalente a dizer mentiras, eu poderia ser alvo de operações policiais contra a minha pessoa. Como não cometi nenhuma irregularidade e como não fiz nenhuma delação premiada, tenho receio de que alguma operação policial possa ser realizada contra a minha pessoa por retaliação política e não porque cometi algum ilícito. E estou registrando aqui aquilo que efetivamente me foi comunicado por terceiros, justamente para preservar contemporaneamente os fatos e permitir sua posterior verificação pelas autoridades competentes, caso necessário”, diz Karina.

O documento foi encontrado pela Polícia Federal durante a operação que investiga possíveis irregularidades relacionadas a recursos públicos e à produção de Dark Horse. As declarações nele contidas deverão ser avaliadas pelos investigadores juntamente com os demais elementos reunidos na apuração.

Pesquisa inédita revela a força de Flávio para conquistar o voto dos outros candidatos num eventual 2º turno contra Lula

 Sexta, 11 de setembro de 2026

Os votos não desaparecem quando um candidato fica pelo caminho. Eles precisam escolher um destino — e os números mostram um movimento que merece atenção.

Segundo levantamento do Instituto Veritá, entre os eleitores dos candidatos que não estariam no segundo turno, a preferência se distribui de maneira bastante diferente.

Entre os eleitores de Pablo Marçal, por exemplo, 83,3% indicam Flávio, enquanto apenas 7,4% escolheriam Lula. Entre os eleitores de Zema, 53,8% migram para Flávio. No eleitorado de Ronaldo Caiado, Flávio aparece com 39,7%, contra 6,8% para Lula.

Já entre os eleitores de Renan Santos, a divisão também chama atenção: 43,7% apontam Flávio e 4,9% Lula.

O cenário entre os eleitores de Augusto Cury: 44,8% indicam Flávio e 23,1% Lula.

Mas há um dado ainda mais importante: uma parcela desses eleitores não está necessariamente decidida. O restante corresponde a quem declarou não saber, não respondeu ou pretende votar branco/nulo.

Isso significa que uma eleição não se ganha apenas com os votos já consolidados. Ganha-se também pela capacidade de conquistar quem ficou no meio do caminho.

A pesquisa sugere que existe uma transferência relevante de votos de candidatos identificados com a direita para Flávio. Mas também mostra que há uma parcela significativa ainda disponível — e é justamente aí que estará uma das grandes disputas de um eventual segundo turno.

No fim das contas, eleição não é apenas sobre quem tem mais votos hoje.

É sobre quem consegue convencer os eleitores de que seu projeto merece receber os votos de amanhã.

Pesquisa Veritá: 3.840 eleitores, realizada de 1º a 4 de setembro de 2026, margem de erro de 2,0 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

Fonte: Jornal da Cidade Online

Falta comando no STF

 Sexta, 11 de setembro de 2026

Mesmo tentando fazer a coisa certa, o ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal-STF, não possui o perfil necessário para resolver as questões relacionadas a uma suposta corrupção envolvendo alguns ministros da Corte, nem tampouco promover qualquer reforma moralizadora. Tanto as denúncias de corrupção divulgadas pela imprensa quanto o papel do tribunal no combate à impunidade, dividem as opiniões sobre o comportamento de alguns dos seus membros, gerando duras críticas quanto as manifestações de defesa da instituição. A impunidade atribuída ao Supremo chegou a um ponto que a nação não tolera mais. A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e a Academia Brasileira de Ciências (ABC), acabam de divulgar uma nota juntamente com outras 57 entidades, manifestando suas preocupações com a crise político-institucional envolvendo o STF, a Polícia Federal (PF) e a Procuradoria Geral da República (PGR).

Todas defendem a apuração rigorosa e imparcial das suspeitas e eventuais irregularidades que suscitaram “as tensões que envolvem instituições centrais da República”, pois “Os fatos se esclarecem com evidências, procedimentos claros e decisões fundamentadas, não com disputas de versões”. Segundo sustentam as entidades, rejeitando qualquer tentativa de proteção pessoal a autoridades que possam ter infringido a lei.

“A confiança pública não se recupera pelo silêncio nem pela precipitação, mas pela capacidade demonstrada de apurar e responder, sem desqualificar questionamentos legítimos nem antecipar condenações. A autonomia técnica dos órgãos de investigação, fiscalização e controle e a independência do Poder Judiciário devem ser preservadas. Nenhuma disputa entre autoridades justifica interferências indevidas em suas atribuições ou o uso desses órgãos em embates pessoais, políticos ou eleitorais”, acrescentam as entidades.

O problema é a preocupação do retorno do mesmo esquema montado que acabou por anular todo o processo da Lava Jato. Segundo os críticos, as decisões colegiadas e monocráticas que resultaram na anulação de provas, na suspensão de multas bilionárias e na invalidação de condenações da Operação Lava Jato enfraqueceram o combate à corrupção no país, e que isso não pode ser repetido com a corrupção do Banco Master envolvendo autoridades dos três poderes da União. Veículos de imprensa independentes e de oposição apontam que o "entulho autoritário" e o ativismo judicial da Corte exorbitam suas funções e blindam os aliados políticos de alguns dos seus ministros.

Quando o “notório” ministro Luís Roberto Barroso (“nós derrotamos o bols0narismo”) foi presidente do STF, ele próprio confessou que o tribunal teve uma atuação "controvertida" no enfrentamento à corrupção, equilibrando o papel de preservar a democracia com o desgaste institucional que essas decisões geram na opinião pública. O debate reflete o cenário onde o STF é visto por uma parcela da sociedade como um agente de impunidade e abusos, e isso requer um presidente forte e capaz de decidir e fazer respeitar suas decisões. Não é o caso do ministro Edson Fachin, alvo de críticas e rótulos de omissão por parte de analistas e críticos.

Diante de comentários recorrentes na imprensa e em redes sociais apontando-o como um gestor "fraco" ou sem pulso firme para lidar com a crise, fica difícil acreditar que suas decisões repetidas de adiamento das soluções possam chegar a algum desfecho compatível com a dignidade da instituição. Fachin foi o percussor da anulação da Lava Jato. Se não tomar cuidado, vai ser o percussor da anulação da Operação Compliance Zero, que apura a corrupção do Banco Master envolvendo ministro do próprio tribunal.

O passado de Fachin demonstra isso. Seu histórico de aproximação com o PT antes de sua nomeação pode provocar esse processo. Antes de se tornar magistrado, Fachin era um jurista de perfil progressista. Em 2010 ele participou ativamente da campanha eleitoral e gravou vídeos lendo um manifesto de apoio à candidatura de Dilma Roussef.  Anos depois, em abril de 2015, a própria Dilma Rousseff (já na presidência da República),  o indicou para a vaga de ministro do Supremo. Durante sua sabatina no Senado, Fachin minimizou o episódio do vídeo, afirmando que agiu como cidadão e garantiu que atuaria com total imparcialidade na Corte. Pelo visto, o caso da Lava Jato parece ter demonstrado o contrário, pois ele levou cinco anos para dizer que a Vara de Curitiba era incompetente para julgar o caso. Agora, o problema é saber quanto tempo ele vai levar para decidir sobre as suspeitas de corrupção envolvendo alguns dos seus próprios colegas.

Foto de Luiz Holanda

Luiz Holanda

Advogado e professor universitário


Fonte: Jornal da Cidade Online

Contato : (84) 9 9151-0643

Contato : (84) 9 9151-0643