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domingo, 7 de junho de 2026

Operador Nacional do Sistema Elétrico aciona plano emergencial pela primeira vez para cortar geração de excedente de energia

Domingo, 07 de junho de 2026

Imagem: reprodução

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) acionou neste sábado (6), pela primeira vez, um plano emergencial para reduzir a geração de energia no país. A medida preventiva busca evitar desequilíbrios no sistema elétrico diante da previsão de baixa demanda neste domingo (7).

Além de determinar a redução da geração das usinas sob seu controle, o ONS colocou em prática o Plano Emergencial de Gestão de Excedentes de Energia na Rede de Distribuição, aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Com isso, distribuidoras também foram orientadas a reduzir a produção de pequenas usinas em suas áreas de concessão.

O plano foi criado para enfrentar situações de excesso de oferta de energia, especialmente em fins de semana, feriados e períodos de baixo consumo, quando a geração pode superar a demanda.

A necessidade da medida está ligada ao crescimento da geração distribuída, principalmente por meio de painéis solares. Em dias de consumo reduzido, a produção pode exceder a necessidade do sistema, exigindo cortes para evitar riscos de instabilidade e apagões.

Segundo o ONS, o sistema seguirá sendo monitorado em tempo real para garantir a segurança e a eficiência do fornecimento de energia.


IMPOSTÔMETRO: brasileiros já pagaram R$ 1,77 trilhão em impostos de 1º de janeiro até este sábado (6)

Domingo, 07 de junho de 2026

Foto: Divulgação/Impostômetro

O Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) registrou que os brasileiros já pagaram R$ 1.775.158.220.004,13 em impostos entre 1º de janeiro e 6 de junho de 2026, o que corresponde a aproximadamente R$ 1,77 trilhão.

O dado reforça o ritmo acelerado da arrecadação tributária no país em poucos meses do ano, em meio a críticas recorrentes sobre a alta carga de impostos.

Apesar dos números expressivos, o debate sobre a qualidade dos serviços públicos volta a ganhar força, com questionamentos sobre a relação entre o volume arrecadado e a entrega de infraestrutura, saúde, educação e segurança à população.

A marca bilionária reacende discussões sobre o sistema tributário brasileiro, frequentemente apontado como complexo e pesado para o contribuinte.

O levantamento é do Impostômetro, ferramenta que contabiliza em tempo real os tributos pagos pelos brasileiros ao longo do ano.

 

Temendo sanções dos EUA, empresas brasileiras checam possíveis ligações de parceiros comerciais com PCC e Comando Vermelho

Domingo, 07 de junho de 2026

Foto: reprodução/Correio Braziliense

A classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas pelos Estados Unidos levou empresas brasileiras a reforçarem a análise de clientes, fornecedores e parceiros comerciais.

Companhias de diversos setores iniciaram uma revisão interna para identificar possíveis vínculos com as facções e evitar riscos de sanções futuras. A medida aumentou a procura por serviços de compliance e assessoria jurídica.

A preocupação é que a legislação americana permita investigações e punições contra empresas que, mesmo indiretamente, mantenham relações comerciais com pessoas ou organizações ligadas aos grupos criminosos.

Entre as possíveis consequências estão bloqueio de bens, restrições financeiras e dificuldades para operar em mercados internacionais.

Setores mais vulneráveis

Os setores considerados mais vulneráveis incluem combustíveis, transporte, construção civil, mercado imobiliário, apostas, mineração e, principalmente, o sistema financeiro.

Mesmo antes de eventuais sanções, a nova classificação já eleva custos, amplia exigências de fiscalização e aumenta a percepção de risco para negócios envolvendo o Brasil.

O caso mexicano é visto como referência. Após cartéis do país serem enquadrados como organizações terroristas pelos EUA, empresas ampliaram controles internos e enfrentaram maior fiscalização em operações financeiras e comerciais.

A avaliação do mercado é que a adaptação às novas regras e exigências deve se tornar parte permanente da rotina das empresas com atuação internacional.

Glossário do compliance contra o terrorismo:

  • AML (Anti-Money Laundering): Conjunto de leis, normas e controles destinados a prevenir, detectar e reportar lavagem de dinheiro
  • Asset Freeze (Congelamento de Ativos): Bloqueio de contas bancárias, participações societárias, imóveis e outros bens pertencentes a pessoas ou entidades sancionadas
  • Beneficial Owner: Pessoa que, em última instância, possui, controla ou se beneficia economicamente de uma empresa ou estrutura societária, ainda que não apareça formalmente nos documentos da companhia
  • CFT (Countering the Financing of Terrorism): Conjunto de medidas voltadas a prevenir e combater o financiamento de organizações terroristas
  • Correspondent Banking: Relação pela qual um banco mantém conta em outra instituição financeira, normalmente nos EUA, para liquidar pagamentos internacionais. O risco de perder essas relações é um dos principais instrumentos de pressão das sanções americanas
  • De-risking: Prática pela qual bancos e instituições financeiras encerram contas ou recusam clientes considerados de alto risco regulatório, jurídico ou reputacional, mesmo quando não há comprovação de ilegalidade
  • Designated Entity: Pessoa física, empresa, organização ou grupo formalmente incluído em uma lista de sanções ou de terrorismo
  • EDD (Enhanced Due Diligence): Investigação aprofundada aplicada a clientes, parceiros ou operações consideradas de alto risco para dectar possíveis vínculos com atividades ilícitas
  • FinCEN (Financial Crimes Enforcement Network): Unidade de inteligência financeira do Tesouro dos EUA responsável pelo combate à lavagem de dinheiro, financiamento do terrorismo e outros crimes financeiros. Produz alertas para o sistema financeiro e recebe relatórios de operações suspeitas
  • KYC (Know Your Customer): Conjunto de procedimentos para identificar e verificar a identidade de clientes. É um dos pilares dos programas de prevenção à lavagem de dinheiro e ao financiamento do terrorismo
  • Lista SDN: Cadastro de pessoas, empresas e entidades sancionadas pela OFAC. Quem entra na lista tem seus bens sob jurisdição americana bloqueados e fica proibido de negociar com cidadãos, empresas e instituições financeiras dos EUA, mas também dificulta ou inviabiliza o acesso ao sistema financeiro internacional
  • Material Support: Conceito jurídico do direito americano que abrange qualquer forma de apoio a uma organização terrorista. Pode incluir dinheiro, bens, treinamento, transporte, hospedagem, tecnologia, serviços profissionais, assistência logística ou conhecimento especializado
  • OFAC (Office of Foreign Assets Control): Agência do Tesouro dos EUA responsável por administrar e aplicar programas de sanções econômicas. Mantém a lista SDN, emite licenças e orientações e pode impor multas bilionárias a instituições que violem sanções
  • Overcompliance: Fenômeno pelo qual empresas e bancos adotam restrições mais severas do que as exigidas pela lei para evitar riscos regulatórios. É comum após a designação de grupos terroristas
  • Reputational Risk (Risco Reputacional): Perda potencial de clientes, investidores, parceiros comerciais ou acesso a financiamento após associação direta ou indireta com sancionados
  • SAR (Suspicious Activity Report): Relatório de atividade suspeita que instituições financeiras devem enviar ao FinCEN quando identificam operações potencialmente ligadas a atividades ilícitas
  • Sanctions Screening: Processo de verificação de clientes, fornecedores, acionistas e contrapartes contra listas de sanções, listas terroristas e bases de pessoas politicamente expostas ou investigadas
  • Secondary Sanctions (Sanções Secundárias): Mecanismo pelo qual os EUA podem restringir ou punir empresas e instituições estrangeiras que realizem negócios relevantes com pessoas ou entidades sancionadas, mesmo sem presença física em território americano
  • UBO (Ultimate Beneficial Owner): Expressão usada em compliance para designar o beneficiário final efetivo de uma empresa
  • Watchlist: Lista de monitoramento utilizada por bancos, seguradoras e empresas para identificar clientes, fornecedores ou parceiros associados a sanções, terrorismo ou crimes financeiros

Com informações de Folha de S. Paulo


URGENTE: Influenciadora, algoz de Jojo Todynho, é alvo de prisão preventiva

Domingo, 07 de junho de 2026





Segundo a defesa, a representação pela prisão foi recebida com surpresa, embora os advogados afirmem estar tranquilos em relação ao andamento do processo. O comunicado destaca que as investigadas teriam colaborado com as autoridades durante toda a apuração dos fatos.

“A defesa recebeu com espanto e serenidade a notícia da representação pela decretação de prisão preventiva, uma vez que sempre cooperou com as investigações e inclusive tomou as medidas judiciais cabíveis contra a parte contrária”, afirmou o advogado.

Ainda conforme o posicionamento da defesa, a prisão preventiva possui caráter excepcional na legislação brasileira e somente pode ser aplicada quando existem requisitos específicos previstos em lei. Os advogados sustentam que tais condições não estariam presentes no caso.

“O ordenamento jurídico brasileiro estabelece a prisão preventiva como medida absolutamente excepcional, cabível apenas quando demonstrados, de forma concreta e inequívoca, os requisitos previstos em lei, o que está longe de ser o caso”, acrescentou a nota.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro informou que o inquérito foi conduzido pela Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) Centro. De acordo com a corporação, as duas investigadas foram indiciadas pelos crimes de difamação, perseguição, ameaça, violência psicológica, coação e injúria racial. O procedimento já foi encaminhado ao Poder Judiciário para análise.

A informação sobre o pedido de prisão preventiva foi divulgada inicialmente pelo jornalista Luiz Bacci. Segundo as informações publicadas, a solicitação foi encaminhada ao Ministério Público e está relacionada a acusações envolvendo supostas ameaças, perseguição e difamação contra Jojo Todynho.

A origem da disputa remonta a uma polêmica envolvendo o cabeleireiro Robson Souza. Na ocasião, Malévola Alves afirmou ter sido vítima de cobranças que considerou indevidas durante um atendimento realizado em abril. Segundo seu relato, serviços que não haviam sido solicitados teriam elevado significativamente o valor final cobrado.

Ao sair em defesa do profissional, Jojo Todynho fez declarações que foram interpretadas por Malévola como ofensivas. A influenciadora alegou ter sido alvo de comentários que considerou transfóbicos e afirmou que as falas atingiram não apenas sua identidade, mas também outras mulheres que enfrentam dificuldades relacionadas à gestação.

A discussão se intensificou quando ambas passaram a trocar acusações e críticas públicas nas redes sociais. Entre os temas debatidos estavam questões relacionadas à condição financeira, patrimônio e estilo de vida exibidos pelas influenciadoras em suas plataformas digitais.

Durante cerca de uma semana, as duas protagonizaram uma série de publicações e respostas que ampliaram a repercussão do caso. Em determinado momento, chegaram a surgir especulações sobre um possível confronto físico entre elas, hipótese que nunca se concretizou.

Agora, o caso segue em análise pelas autoridades competentes, que deverão avaliar os elementos reunidos durante a investigação e decidir sobre os próximos desdobramentos judiciais.


Fonte: Jornal da Cidade Online

“EQUIVOCO GROSSEIRO”: Diretor da PF rebate EUA sobre PCC e CV e diz que medida não muda nada no país

Domingo, 07 de junho de 2026

Foto: Reprodução

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, criticou a decisão dos Estados Unidos de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.

Segundo ele, a medida é um “equívoco grosseiro” e não tem efeito prático sobre a legislação brasileira nem sobre as investigações conduzidas no país, segundo informações da coluna Mirelle Pinheiro, do Metrópoles.

Andrei afirmou que a decisão dos EUA não altera a política de combate ao crime organizado no Brasil. “Não existe nenhuma força executória de uma decisão de outro país capaz de mudar algo dentro do Brasil”, disse.

Ele disse ainda que há diferença técnica entre terrorismo e facções criminosas. “Organizações terroristas têm motivações ideológicas ou religiosas, enquanto facções como PCC e CV atuam principalmente com foco no lucro do narcotráfico”.

Apesar das críticas, Andrei afirmou que a decisão dos EUA pode abrir espaço para ampliar a cooperação internacional.

Ele citou a possibilidade de ações conjuntas para prisão de foragidos brasileiros no exterior, bloqueio de bens usados para lavagem de dinheiro e recuperação de ativos ligados ao crime organizado.

“Se os Estados Unidos querem enfrentar essas facções, podemos colaborar”, afirmou.

O diretor também ressaltou a parceria já existente com agências norte-americanas como o FBI e a DEA. Segundo ele, muitas operações da Polícia Federal dependem dessa troca de informações.

Andrei alertou, porém, que a nova classificação pode gerar entraves burocráticos na cooperação internacional, dependendo de como os EUA vão implementar a medida.

Fachin cria grupo para fazer ‘pente-fino’ em penduricalhos de magistrados

Domingo, 07 de junho de 2026

Foto: Rosinei Coutinho/STF

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Edson Fachin, vai criar um grupo de trabalho para realizar um amplo pente-fino nos chamados “penduricalhos” pagos a magistrados em todo o país.

A comissão terá prazo de 180 dias para elaborar propostas voltadas à padronização, transparência e previsibilidade das verbas remuneratórias e indenizatórias pagas a integrantes do Judiciário.

A medida ocorre em meio ao esforço do CNJ e do STF para enfrentar distorções salariais e ampliar o controle sobre pagamentos que, em alguns casos, permitem que magistrados recebam valores acima do teto constitucional.

O objetivo é produzir um diagnóstico detalhado sobre a remuneração dos magistrados e propor soluções de longo prazo para uniformizar critérios adotados pelos tribunais brasileiros.

A iniciativa surge poucos meses após o STF fixar limites para o pagamento de verbas indenizatórias, conhecidas popularmente como penduricalhos.

Em março, a Corte definiu parâmetros para essas parcelas e estabeleceu regras para reduzir distorções remuneratórias.

Já em maio, o CNJ aprovou a criação de um contracheque único para magistrados de todo o país, reunindo em um único documento salários, benefícios e verbas extras.

Agora, o novo grupo de trabalho deverá aprofundar a discussão e avaliar mudanças legislativas que possam consolidar um sistema remuneratório mais uniforme para a magistratura.

Segundo o plano de trabalho elaborado pelo CNJ, uma das primeiras etapas será a produção de um “Mapa de Parcelas Remuneratórias”, levantamento que identificará todas as verbas remuneratórias e indenizatórias atualmente pagas aos juízes, classificando cada uma delas conforme sua natureza jurídica e seus efeitos sobre o teto constitucional.

Fachin cita desigualdades e falta de transparência

Nos documentos que embasam a criação do grupo, Fachin afirma que a remuneração da magistratura se tornou um tema de intenso debate devido à existência de interpretações distintas adotadas por mais de 90 tribunais espalhados pelo país.

Segundo o ministro, a falta de uniformidade contribuiu para a criação de cenários marcados por desigualdades, insegurança jurídica e deficiência na transparência dos pagamentos.

Fachin também menciona o uso de verbas indenizatórias com efeitos práticos semelhantes aos de parcelas remuneratórias, mecanismo frequentemente apontado por especialistas e entidades de controle como uma das principais formas de superar o teto salarial do funcionalismo.

“O mais grave [foi a] utilização de subterfúgios conceituais dissociados da realidade. Em outras palavras: utilização de verbas indenizatórias com efeitos de verbas remuneratórias, objetivando superar a defasagem do teto remuneratório”, escreveu o presidente do STF e do CNJ.

O colegiado será coordenado por integrantes da Presidência do CNJ e contará também com representantes convidados de diversos órgãos públicos.

Justiça Potiguar

Moraes diz "não" a simples pedido de Filipe Martins

Domingo, 07 de junho de 2026




A solicitação dos advogados foi apresentada após o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) receber autorização para visitar Filipe Martins pelo período de apenas uma hora. A defesa argumentou que o tempo seria insuficiente, especialmente considerando os deslocamentos realizados por parlamentares para comparecer ao local de custódia.

Os defensores sustentaram que as normas do sistema penitenciário do Paraná permitem visitas com duração de até três horas semanais. Com base nesse entendimento, solicitaram a ampliação do período autorizado para Nikolas Ferreira e a aplicação do mesmo critério a outros parlamentares que já receberam ou venham a receber autorização para visitar o ex-assessor.

Outro pedido apresentado buscava assegurar que eventual aumento do tempo destinado às visitas parlamentares não comprometesse os horários reservados aos familiares de Filipe Martins.

Ao analisar o recurso, Alexandre de Moraes destacou que as autorizações concedidas seguem os parâmetros estabelecidos pela Portaria nº 499/2014 do Departamento de Execução Penal do Paraná. Segundo o ministro, a regulamentação prevê visitas nos fins de semana, respeitando determinados critérios administrativos e operacionais da unidade prisional.

O magistrado observou que a concessão de uma hora para cada visitante está em conformidade com as normas internas do estabelecimento e atende aos requisitos de segurança e organização necessários ao funcionamento da unidade.

Na decisão, Moraes ressaltou que a limitação estabelecida busca equilibrar o direito às visitas com as exigências administrativas do sistema prisional. Para o ministro, o período atualmente autorizado é suficiente para preservar os vínculos pessoais do custodiado e permitir contatos institucionais com representantes políticos.

“Não há qualquer fato novo ou circunstância superveniente apta a justificar a ampliação do tempo deferido”, escreveu o magistrado ao negar o recurso apresentado.

Com a decisão, continuam valendo as condições anteriormente fixadas para as visitas parlamentares a Filipe Martins, sem alterações nos critérios já estabelecidos pelo Supremo Tribunal Federal.


Fonte: Jornal da Cidade Online

Contato : (84) 9 9151-0643

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