Flávio Bolsonaro (PL) disse que voltou a ser ameaçado por facções criminosas. E respondeu sem rodeios:
"Eu não tenho medo de você".
Segundo o candidato, um chefe do Comando Vermelho postou nas redes uma imagem dele na tela da TV, com um fuzil apontado, ameaçando quem votar nele.
Flávio também contou que, em áreas de São Paulo dominadas pelo PCC, o material de campanha dele e de Guilherme Derrite não podia entrar e chegou a ser queimado.
Ele avisou que, a partir do ano que vem, quem vai andar com medo na rua são os criminosos, e não os cidadãos de bem. Aos moradores dessas áreas, lembrou que "o voto é secreto".
O plano de governo de Flávio propõe classificar facções e milícias como organizações narcoterroristas. Em agosto, ele disse ter recebido mais de 1.800 ameaças de morte desde que anunciou a ideia. Em setembro, já tinha denunciado que facções queimavam santinhos dele em comunidades.
Informações que acabam de surgir dão conta de que a empresária Roberta Luchsinger, investigada no inquérito que apura sua relação com o empresário Antônio Camilo Antunes e com Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula, concedeu entrevista exclusiva à CNN.
É a primeira vez que ela fala a uma emissora de televisão desde o início das investigações.
Eis o que diz a CNN:
A entrevista, conduzida pelos jornalistas Iuri Pitta e Débora Bergamasco, vai ao ar hoje, às 20 horas, no CNN Prime Time.
Na conversa, gravada neste sábado (17) em seu apartamento em São Paulo, Roberta fala sobre sua relação com Lulinha e com o presidente Lula, sobre as investigações às quais responde e sobre as declarações públicas do presidente a seu respeito.
A empresária também aborda os encontros que diz ter presenciado entre o filho do presidente e integrantes do governo, sua relação com o ex-chefe de gabinete da Presidência e a possibilidade de colaborar com a Justiça.
Roberta comenta ainda a mudança de Lulinha para a Espanha, as medidas cautelares que ela cumpre desde dezembro e as ameaças que ela afirma receber.
Ao ser sabatinado na TV Globo, na sexta-feira (16), Flávio Bolsonaro (PL) voltou a destacar que o dinheiro investido pelo ex-banqueiro Daniel Vorcaro na produção do filme Dark Horse, sobre a trajetória política do seu pai e ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), foi um recurso “totalmente lícito”.
Ele comparou o patrocínio do filme com os contratos de publicidade firmados pelo ex-dono do extinto Banco Master com a própria TV Globo. “O programa do Luciano Huck recebeu mais de R$ 160 milhões para fazer uma propaganda do banco do Vorcaro. O que tem de errado nisso? Nada”, pontuou.
Questionado na sabatina da TV Globo, na sexta-feira (16), se daria um cargo ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), caso seja eleito no próximo dia 25, Flávio Bolsonaro (PL) disse que seu pai “nunca tratou de cargo” com ele e que isso “não está no radar”.
O senador e candidato a Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), disse durante a Sabatina da TV Globo que respeitará o resultado das urnas em caso de derrota, mas afirmou que o Brasil “já escolheu a mudança”. A fala do presidenciável aconteceu após questionamento da jornalista Renata Lo Prete, que estava conduzindo a entrevista.
“Eu vou disputar as eleições com as regras que estão ai. Independente de qual for o resultado, mas eu tenho a convicção que o Brasil já escolheu a mudança. No 1° turno foi assim, o Brasil já escolheu a mudança e no 2° vai continuar escolhendo a mudança, porque ninguém aguenta mais um governo com que é recordista em assassinato de mulheres, em mulheres que são espancadas, em queimadas na Amazônia. Um governo que é recordista em pessoas endividadas, em empresas que são fechadas e em empresas que deixam o país para ir para o Paraguai. Um governo que é um caos, o Brasil que está sem presidente”, disparou Flávio.
O primeiro debate entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) em um debate presidencial será realizado neste domingo (18), às 20h, na Band, em São Paulo. Os candidatos terão 30 minutos de discussão livre no primeiro bloco do programa.
O debate terá três blocos e será mediado pelos jornalistas Eduardo Oinegue e Adriana Araújo. Nos blocos seguintes, além das perguntas dos apresentadores, os candidatos poderão questionar um ao outro. O encontro terminará com as considerações finais.
A transmissão será feita pelos veículos do Grupo Bandeirantes e por emissoras parceiras, incluindo TV Cultura, TV Gazeta e Jovem Pan. A programação terá duração prevista de duas horas.
A participação de Flávio foi confirmada na quarta-feira (14), após o senador anunciar inicialmente que não compareceria. Ele afirmou que a declaração anterior foi uma “armadilha” para pressionar Lula a confirmar presença. A campanha do presidente também confirmou sua participação.
Os dois candidatos não participaram de debates no primeiro turno. Flávio terminou a primeira etapa da eleição com 47% dos votos, contra 45% de Lula. O último debate do segundo turno está previsto para sexta-feira (23), na TV Globo.
Flávio Bolsonaro (PL) aparece à frente do presidente Lula (PT) nas intenções de voto na disputa do segundo turno das eleições presidenciais, segundo pesquisa nacional do instituto Veritá divulgada neste sábado (17).
De acordo com o levantamento, Flávio registra 51,1% das intenções de voto, contra 48,9% de Lula. A diferença entre os candidatos é de 2,2 pontos percentuais.
A pesquisa foi realizada entre os dias 12 e 16 de outubro, com 15.554 entrevistados. O levantamento tem margem de erro de um ponto percentual, intervalo de confiança de 95% e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01107/2026.
Flávio Bolsonaro (PL) aparece numericamente à frente do presidente Lula (PT) na disputa pelo segundo turno das eleições de 2026, segundo pesquisa Ipespe/Abrapel divulgada neste sábado (17). Considerando os votos válidos, Flávio registra 51,2%, contra 48,8% de Lula. O cálculo exclui votos brancos e nulos.
A pesquisa Ipespe/Abrapel entrevistou 1.500 eleitores de todo o país entre os dias 13 e 15 de outubro. A margem de erro do levantamento é de 2,6 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95,45%. O estudo foi realizado com recursos próprios do instituto e está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-00223/2026.
O “Bloquinho 22”, ato da campanha do candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro reuniu uma multidão na manhã deste sábado (17) na Praia de Camburi, em Vitória, capital do Espírito Santo.
Flávio estava acompanhado do governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas e do deputado federal, também reeleito, Nikolas Ferreira. Imagens publicadas por Tarcísio mostram uma multidão a perder de vista.
Após o evento, Flávio segue para Salvador, na Bahia, onde também vai cumprir agenda de campanha.
A consultoria internacional de risco político Eurasia Group estima em 75% a probabilidade de vitória de Flávio Bolsonaro (PL) contra o presidente Lula (PT) no segundo turno das eleições de 2026. A empresa considera improvável uma virada do petista.
A Eurasia Group é maior e mais renomada consultoria de risco político do mundo e pioneira em introduzir a análise política institucional como uma disciplina metodológica para mercados financeiros.
O relatório aponta que que a abstenção pode favorecer o senador e acrescentar cerca de um ponto percentual à sua vantagem. Lula, por sua vez, teria dificuldade para conquistar mais de 60% dos votos dos eleitores cujos candidatos ficaram fora do segundo turno.
A consultoria também afirma que a desvantagem do presidente nos temas de segurança pública e corrupção, além de insatisfação econômica entre setores da classe média pesam contra a reeleição de Lula.
A empresa afirma que Lula ainda pode até melhorar seu desempenho na reta final, especialmente com propostas voltadas à segurança e ao custo de vida. Debates, ataques políticos e medidas econômicas do governo podem reduzir a diferença, avalia a Eurasia, mas dificilmente seriam suficientes para reverter o cenário.
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou neste sábado (17) que Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, subirá a rampa do Palácio do Planalto ao lado do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Dia 6 de janeiro, ele (Flávio) vai estar subindo a rampa. Ele não vai subir a rampa sozinho, vai subir com cada um de nós. E junto com Jair Messias Bolsonaro”, declarou Nikolas.
A declaração foi feita durante um ato de campanha em Vitória (ES), onde Flávio percorreu a orla da cidade em um trio elétrico, acompanhado por apoiadores.
O evento também contou com a presença do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e do candidato ao governo do Espírito Santo Lorenzo Pazolini (Republicanos).
O candidato à Presidência Presidência Flávio Bolsonaro (PL) reuniu milhares de apoiadores na tarde deste sábado (17) em Salvador, na Bahia. Vestida predominantemente de verde e amarelo, a multidão ocupou trechos da Avenida Oceânica e no Farol da Barra à espera do candidato e de lideranças políticas.
Flávio chegou à capital baiana acompanhado do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e seguiu para o trio elétrico montado na Barra, de onde as lideranças discursaram para os presentes.
A reportagem de capa da Revista VEJA da semana passada mostrou com áudios e documentos parte das informações que o ex-banqueiro já se dispôs a entregar às autoridades competentes. Na matéria em questão, Vorcaro diz ter pago 30 milhões de reais para ajudar no financiamento do documentário sobre Lula, de Oliver Stone, além de um valor não revelado ao Instituto Lula, sendo tudo isso uma espécie de “pedágio” para ter acesso aos fundos de pensão das estatais. O ex-banqueiro disse ter levado, por meio de seus advogados, essas informações à Procuradoria-Geral da República.
Diálogos do celular do ex-dono do Master, apreendido pela Polícia Federal, reproduzidos na reportagem de VEJA, comprovam que, depois disso, Vorcaro teve encontros com Alexandre Padilha, então ministro de Relações Institucionais de Lula, e contou com a ajuda de auxiliares dele para realizar uma série de reuniões em instituições como Postalis, Previ e Petros para tratar de um negócio que renderia aos cofres do Master 10 bilhões de reais. Em sua proposta de delação, o ex-banqueiro diz que, em contrapartida, pagaria a esses operadores uma propina de 10% sobre o dinheiro arrecadado.
A autenticidade do áudio foi confirmada por diferentes fontes. Advogado de Vorcaro, Daniel Bialski divulgou nota dizendo que a voz da gravação é realmente do seu cliente. Natália Vorcaro, irmã do ex-banqueiro, também atestou à VEJA a mesma informação. VEJA também submeteu esses áudios a uma perícia, de forma a comprovar a autenticidade da voz e a ausência de qualquer edição ou manipulação no material.
Perícia em áudio divulgado por VEJA (Imagem: Reprodução)
O laudo, assinado pelo perito Leocadio Casanova, não deixa dúvidas. Sobre a autenticidade da voz, o especialista escreve o seguinte: “Os exames instrumentais são COMPATÍVEIS com a hipótese de que a voz presente nos cinco áudios questionados é a de Daniel Vorcaro, e nenhum parâmetro examinado é contrário a essa hipótese”. Leocadio também descarta qualquer possibilidade de manipulação no material divulgado por VEJA: “Submetidos aos exames estrutural, espectral, de continuidade temporal, de duplicação e de indicadores de síntese, os cinco arquivos identificados pelos hashes da Tabela 1 não apresentam qualquer elemento técnico indicativo de montagem, edição, corte, inserção, reordenação, síntese ou manipulação de voz por inteligência artificial”.
Perícia em áudio divulgado por VEJA (Imagem: Reprodução)
O perito responsável por essa análise tem mais de duas décadas de experiência e atuação em casos criminais de alta repercussão no Brasil. Um deles foi o áudio em que o empresário Joesley Batista, do grupo J&F, gravou secretamente em 2017 o então presidente Michel Temer.
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) reagiu nesta quarta-feira (14) à ordem do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para apagar o vídeo em que crianças criticam Lula (PT).
“O PT pediu a retirada do meu vídeo da internet do Dia das Crianças”, disse, em vídeo gravado dentro do carro.
Com ironia, ele afirmou que as crianças estavam “falando verdade sobre o governo do Lula, sobre o PT”. Para Nikolas, o incômodo é sinal de que a mensagem está chegando a muita gente.
E deixou o recado: de onde veio aquele vídeo “tem muito mais”. Segundo ele, no dia 25 “a gente vai aposentar o PT”.
Nikolas também disse que começa a ir às ruas nesta quinta-feira (15).
A ordem é do ministro Marco Aurélio Bellizze, do TSE. Na terça-feira (13), ele deu 24 horas para Nikolas e o candidato Flávio Bolsonaro (PL) tirarem o vídeo das redes.
O pedido foi da coligação de Lula. Para o ministro, o vídeo “configura desinformação de segunda geração”. A decisão é liminar.
Nikolas publicou a gravação na segunda-feira (12), Dia das Crianças.
A senador eleita Bia Kicis (PL-DF) defendeu o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e afirmou que a punição de um magistrado levaria os demais a respeitar os limites constitucionais.
Em entrevista à Folha de S.Paulo, Kicis apontou o ministro Alexandre de Moraes como prioridade e rejeitou a possibilidade de um acordo para que ele renuncie ao cargo. “Eu acho que a gente precisa fazer o impeachment de um e ver o que acontece”, afirmou.
A parlamentar também defendeu mudanças nas regras do STF, como o aumento da idade mínima para ingresso na Corte, a criação de mandatos para ministros e uma regra de transição para os atuais integrantes.
Kicis ainda afirmou que o PL deveria ocupar as presidências da Câmara dos Deputados e do Senado. Questionada sobre uma possível concentração de poder caso Flávio Bolsonaro (PL) vença a eleição presidencial, disse não estar preocupada com esse cenário.
Sobre a possibilidade de integrar um eventual governo de Flávio, a deputada afirmou que poderia aceitar um convite para o Ministério da Justiça ou até uma vaga no Supremo, embora sua prioridade seja exercer o mandato de senadora. Ela também declarou que pretende votar a favor do impeachment de ministros e da anistia.
O senador Hamilton Mourão (PL-RS), em entrevista ao “Estúdio i”, na Globonews, nesta sexta-feira (16), defendeu o nome do senador Rogério Marinho (PL) para presidir o Senado em 2027.
“O Rogério, dentro do nosso grupo, é aquele que tem liderado as nossas principais ações. Eu vejo que ele é alguém que está muito bem posicionado para ser eleito o novo presidente do Senado”, afirmou.
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tenta viabilizar a votação da PEC da Segurança Pública no Senado na próxima semana, mas quer deixar a discussão sobre a redução da maioridade penal para uma proposta separada. O tema provocou divergências entre governistas e oposição e levou ao adiamento da votação prevista para quinta-feira (15).
A intenção do governo é aprovar o texto e permitir a criação do Ministério da Segurança Pública antes do segundo turno das eleições. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), retirou a proposta da pauta para ampliar o debate e permitir um acordo sobre as emendas apresentadas.
Lula defendeu, durante sabatina no Jornal Nacional, reduzir de 18 para 16 anos a maioridade penal em casos de crimes hediondos. A declaração marcou uma mudança em relação à posição tradicional do PT, mas o governo quer discutir o assunto separadamente da PEC da Segurança.
A oposição, por sua vez, quer incluir a redução no texto. O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição, apresentou uma emenda que prevê maioridade penal de 16 anos como regra geral e de 14 anos para crimes como homicídio hediondo, tortura, tráfico de drogas, terrorismo e participação em organizações criminosas.
O governo busca um acordo para votar a PEC sem essas alterações. A proposta amplia a integração entre União, estados e municípios no combate à criminalidade e fortalece a atuação federal na área. A retomada da votação depende das negociações entre os senadores.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta sexta-feira (16) a entrada de dez pessoas na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para participar de um almoço em comemoração ao aniversário de sua filha caçula, Laura Firmo Bolsonaro. O encontro familiar está previsto para este domingo (18), e a permissão se restringe ao período necessário para a realização da celebração.
A autorização foi concedida após a defesa do ex-presidente apresentar ao STF uma lista com os nomes dos convidados.
No despacho, Moraes estabeleceu que todos os visitantes deverão respeitar as normas de segurança aplicáveis ao acesso e à permanência no imóvel. Os convidados também terão de seguir as orientações dos agentes responsáveis pela segurança da residência.
Quem poderá participar da comemoração
A relação autorizada pelo ministro inclui dez pessoas, entre familiares de Michelle Bolsonaro e um profissional contratado para trabalhar no almoço.
Entre os nomes estão Vicente de Paulo Reinaldo, pai de Michelle Bolsonaro; Maisa Torres Antunes, madrasta da ex-primeira-dama; Diego Torres Dourado, meio-irmão de Michelle por parte de pai; e Carlos Eduardo Antunes Torres, irmão de criação de Michelle e filho de Maisa.
Também receberam autorização Geovanna Kathleen Ferreira Lima, Suyane Lanuze Ferreira Lima e Yuri Daniel Ferreira Lima, três meio-irmãos de Michelle por parte de mãe.
A lista contempla ainda Claudiane da Costa Torres e Victor Vinícius Machado Ribeiro. O décimo autorizado é Geraldo Barbosa de Araujo, contratado para atuar como churrasqueiro durante a confraternização.
A atriz Deborah Secco repudiou comentários de teor sexual feitos sobre ela pelo banqueiro Daniel Vorcaro e pelo ex-executivo da Globo Fred Kachar em conversas obtidas pela Polícia Federal (PF). Em nota enviada à coluna de Lucas Pasin, do Metrópoles, a assessoria classificou as mensagens como “machistas, desrespeitosas e irresponsáveis”.
As conversas ocorreram após o Baile da Vogue de 2024, no Rio de Janeiro. Em uma delas, Kachar afirmou que Deborah “estava pra jogo”. Vorcaro respondeu que ela estava “muito feia”, enquanto o ex-executivo declarou que só olhava para o corpo da atriz.
A assessoria esclareceu que Deborah nunca conheceu Vorcaro e que sua relação com Kachar sempre foi estritamente profissional, sem vínculo pessoal. Também negou que a atriz e Sabrina Sato, igualmente citada nas mensagens, estivessem em uma festa com os dois. Segundo a equipe, elas trabalhavam no evento.
A nota criticou ainda o uso da imagem da artista para alimentar especulações e afirmou que comentários desrespeitosos sobre mulheres não devem ser tratados com naturalidade.
Na quinta-feira (15), o Grupo Globo anunciou a demissão de Fred Kachar do cargo de diretor-geral de Mídia Impressa e Rádio, após a repercussão das conversas.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 51,49% das intenções de voto, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registra 48,51%, segundo o Monitor Eleitoral da Inteligov, divulgado em parceria com a EXAME. Os números fazem parte da consolidação dos levantamentos sobre o segundo turno das eleições presidenciais de 2026.
Em comparação com a média das pesquisas realizadas antes do primeiro turno, o senador ampliou sua participação de 50,43% para 51,49%. Lula, por sua vez, passou de 49,57% para 48,51% no mesmo período, conforme os dados apresentados pelo agregador.
A atualização reúne pesquisas eleitorais disponíveis até as 18h de 12 de outubro de 2026. Nesta rodada, foram acrescentados 23 levantamentos registrados no sistema PesqEle, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), aos 182 estudos que integravam a compilação anterior.
O Monitor Eleitoral utiliza uma média ponderada para acompanhar a evolução das intenções de voto. O método considera as pesquisas divulgadas na quinzena mais recente e atribui pesos distintos aos levantamentos, levando em conta fatores como a metodologia empregada e a data de realização.
Como é calculada a média das pesquisas eleitorais?
O Monitor Eleitoral da Inteligov não utiliza uma média aritmética simples dos levantamentos disponíveis. Em vez disso, aplica o método de Média Móvel Ponderada, que atribui diferentes pesos às pesquisas de acordo com critérios metodológicos e com o período em que foram realizadas.
Os levantamentos presenciais domiciliares recebem peso integral no cálculo. Já as pesquisas conduzidas por IVR, sistema automatizado de entrevistas telefônicas, e aquelas realizadas pela internet têm sua influência estatística reduzida entre 30% e 45%.
A data de realização também interfere no resultado. Conforme a metodologia apresentada, o peso de uma pesquisa diminui 25% a cada quinzena de envelhecimento. Dessa forma, levantamentos antigos permanecem no histórico, mas exercem influência progressivamente menor sobre a média atual.
O objetivo é privilegiar as informações mais recentes sem desconsiderar a evolução das intenções de voto ao longo do tempo. A cada nova atualização, outras pesquisas registradas no TSE são incorporadas à base de dados, permitindo acompanhar as mudanças no cenário eleitoral desde março.
Rosângela da Silva, conhecida como Janja, transformou o papel tradicional de primeira-dama em protagonismo político constante. Sem cargo eletivo ou função oficial no Executivo, ela atua como articuladora, censora informal de discursos, interfere em agendas e é presença onipresente nos palanques.
O resultado, segundo relatos de bastidores e avaliações públicas, é uma combinação de exposição excessiva, sequências de declarações polêmicas e desgaste que agora atinge o próprio entorno de Luiz Inácio Lula da Silva, especialmente após o primeiro turno das eleições de 2026, em que Lula ficou atrás de Flávio Bolsonaro.
A imagem negativa dela já batia 58% em pesquisas anteriores, e a atuação na campanha reforçou críticas internas no PT. Petistas e aliados passaram a questionar, em reuniões reservadas, o espaço ocupado por Janja — maior, em alguns momentos, que o do vice-presidente Geraldo Alckmin.
A ex-senadora Kátia Abreu chegou a defender publicamente “menos Janja e mais Alckmin”, recebendo aplausos. Interlocutores descrevem a primeira-dama como barreira que filtra informações ao presidente, mantém-no isolado em uma bolha e decide sobre prioridades, discursos e até quem sobe ao palco.
Sequência de tropeços diplomáticos e quebra de protocolo
Desde o início do terceiro mandato, Janja colecionou episódios que misturam despreparo institucional e busca de protagonismo. Em visita ao barracão da Portela, divulgou imagens da águia — símbolo tradicionalmente revelado só no desfile —, gerando revolta entre sambistas por quebra de tradição; o material foi apagado depois.
No G20 Social, interrompida por um apito de navio, ironizou dizendo “deve ser o Elon Musk” e soltou um “F* you, Elon Musk”, desviando o foco do evento internacional e recebendo resposta do bilionário. Em outro painel, reagiu com grosseria a uma mulher que chamou o festival de música de “Janjapalooza”.
Em encontro com o presidente chinês Xi Jinping, ela pediu a palavra para falar de supostos danos do TikTok a mulheres e crianças, causando constrangimento diplomático.
Janja também acusou o casal Bolsonaro de ter “levado tudo” do Alvorada (móveis que depois reapareceram, com o governo condenado a indenizar), enquanto comandava reforma de mais de R$ 26 milhões.
Durante as enchentes no Rio Grande do Sul, a primeira-dama postou vídeo dançando na Índia. Sobre o autor do suposto atentado na Praça dos Três Poderes, ironizou que “o bestão lá acabou se matando com fogos de artifício”.
Viagens internacionais com hotéis de luxo e gastos elevados também geraram questionamentos no TCU (posteriormente arquivados). Em declarações, Janja chegou a afirmar autonomia total e ausência de “linha de hierarquia” com o marido, posicionando-se como interlocutora independente.
Na disputa de 2026, Janja passou a discursar em comícios, cantar jingle de tom gospel (“Tapete vermelho”), interferir em reuniões, repreender o presidente publicamente e influenciar a escolha de atrações e estratégias. Relatos apontam que ela centraliza decisões, prepara falas e insiste em agendas com artistas — público já capturado, segundo críticos internos. A indicação de nomes para a comunicação digital, como a de Ana Elisa, resultou em uma série de fracassos nas redes.
Após o resultado do primeiro turno, as críticas se intensificaram nos bastidores. O tema é tratado como tabu no Planalto: quem ousa tocar no assunto corre risco de ser chamado de misógino. Ainda assim, lideranças admitem, sob reserva, que ela “manda em absolutamente tudo”, afasta o presidente do contato direto com eleitores sob pretexto de segurança e contribui para uma visão estreita da realidade. Em Minas Gerais, xingar o deputado Nikolas Ferreira de “piá de bosta” teria irritado parte do eleitorado.
Para a jornalista e vereadora de Porto Alegre Fernanda Barth, Janja é a rainha das gafes e das falas desastrosas:
“Ela não tem noção de institucionalidade de cargo, de política, do que quer que seja, é uma alpinista social em busca de protagonismo, querendo cacifar seu nome para um dia ser candidata a alguma coisa. Quando ela faz vídeos, tentando dar a entender para as mulheres que votar no Flávio vai ser uma perda de algum tipo, na verdade, só quem perde é ela. Perde esbanjar o nosso dinheiro em viagens desnecessárias com cartões corporativos, sem limite, tudo com sigilo de 100 anos”, ressaltou.
De acordo com Fernanda, Janja é a censora número um do Lula:
“Ela é aquela que dirige a campanha, que dirige a vida e que mantém o Lula dentro da bolha da extrema esquerda, iludido, inclusive achando que ia ganhar no primeiro turno. A Janja é um desserviço para o Brasil, mas ela também é um desserviço para a esquerda, porque causa mal-estar até entre os extremistas de esquerda que não aguentam mais vê-la dando palpite furado. Ou seja, Janja é quase cabo eleitoral do Flávio. De tanta bobagem que faz, está levando o seu marido para o fundo do buraco, mas eu prefiro o Lula no fundo do buraco que o Brasil no fundo do buraco!”, completou, em entrevista exclusiva à Revista A Verdade.
Opinião dos leitores
Flávio Bolsonaro ontem seu aula na Globo lixo.