Em 2006, a escola paulista Leandro de Itaquera foi pra avenida com um samba exaltando, acredite, a despoluição do rio Tietê. Que por uma dessas coincidências, um desses alinhamentos de planeta, era um programa do governador do estado, Geraldo Alckmin.
Em cima de um carro alegórico colocaram o boneco gigante de três caciques tucanos, entre os quais Alckmin, que sairia candidato a presidente naquele ano. O PT tentou proibir o desfile porque, naquela época, achava que isso era propaganda eleitoral antecipada.
Agora vem a Acadêmicos de Niterói fazendo a mesma coisa, só que de forma mais descarada, contando a vida do candidato Lula. Com ataques a Bolsonaro, Michel Temer, uso de jingle da campanhas antigas de Lula, e repetição cantada do número do partido.
O TSE tem um belo desafio. Passa pano, como aconteceu com Alckmin em 2006. Ou faz alguma coisa até para evitar que a bajulação politica vire moda no carnaval, usando a liberdade de expressão como escudo para a propaganda política desavergonhada?
O Brasil ainda não se tornou um país rico porque resiste a reformas estruturais, e o Partido dos Trabalhadores (PT) é parte central desse problema. A avaliação é do ex-ministro da Fazenda Maílson da Nóbrega, em entrevista ao Poder 360.
Segundo Maílson, o PT mantém uma visão econômica ultrapassada, rejeita mudanças que aumentariam a produtividade e ainda tende a rever reformas aprovadas por outros governos. “O Brasil precisa de uma esquerda moderna. O PT não é esse partido”, afirmou.
Aos 83 anos, o economista acaba de lançar o livro O Brasil ainda pode ser um país rico?, pela Matrix Editora. Na obra, ele aponta nove entraves ao desenvolvimento, como a baixa qualidade da educação, a rigidez do Orçamento imposta pela Constituição de 1988, o excesso de vinculações de receitas, o peso das estatais e a “insustentabilidade fiscal crônica”.
Maílson alerta ainda para o risco de uma grave crise fiscal nos próximos anos e avalia que uma eventual reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva dificultaria a adoção das reformas que considera essenciais.
Sócio da Tendências Consultoria, ele afirma que, mesmo em caso de vitória do PT em 2026, o partido não teria competitividade eleitoral em 2030.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende discutir com Donald Trump o possível retorno da Petrobras à exploração de petróleo na Venezuela, durante um encontro presencial em Washington, D.C. previsto para a segunda quinzena de março.
A conversa, ainda sem data definida, busca um aval norte-americano para a estatal brasileira atuar novamente no país caribenho após anos de instabilidade e sanções que a afastaram da região.
Apelo por Cuba
Lula também quer abordar com Trump as sanções dos EUA a Cuba, que incluem tarifas sobre países que fornecem petróleo à ilha, medidas que têm agravado a crise energética e econômica por lá.
A expectativa do governo brasileiro é apresentar um possível interesse da Petrobras na Venezuela e pedir atenção para os impactos humanitários do embargo cubano, especialmente em meio a negociações maiores entre os dois países.
O Partido Liberal (PL) ajuizou uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) acusando o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de operar um suposto orçamento paralelo por meio de transferências voluntárias a prefeituras e entidades sem o devido processo orçamentário. A legenda alega que a prática fere a Constituição e compromete a transparência fiscal, motivo pelo qual pediu ao STF que determine a suspensão das medidas e impeça o uso de recursos públicos fora das regras legais.
Na ação apresentada pela bancada do PL no Congresso, os parlamentares argumentam que houve remoção de recursos do orçamento principal para operações consideradas paralelas, sem a devida previsão na lei orçamentária anual. Segundo o partido, essa forma de alocação de verba teria sido utilizada para influenciar gestões municipais e ampliar a base política do governo, em detrimento do cumprimento das normas que regem as finanças públicas.
Os autores da ação citam dispositivos da Constituição Federal e da Lei de Responsabilidade Fiscal para sustentar que a concessão de transferências voluntárias sem observância estrita das etapas legais gera desequilíbrio nas contas públicas e pode configurar ato inconstitucional. O pedido protocolizado no STF pede ainda que o tribunal determine que quaisquer atos dessa natureza sejam considerados nulos, preservando a legalidade do orçamento federal.
O PL também solicitou que, enquanto o mérito da ação não for julgado, o STF conceda uma medida cautelar para bloquear a efetivação de novas operações consideradas paralelas, impedindo a execução de despesas que não estejam claramente autorizadas por lei orçamentária.
A ação representa mais um capítulo na intensa disputa política entre a oposição e o governo federal, que tem sido alvo de críticas constantes sobre a condução das contas públicas e a transparência na gestão dos recursos. Até o momento, o STF não marcou data para análise do pedido, que dependerá do despacho do ministro relator.
É o sétimo presidente num período de 10 anos. Nesta terça-feira (17), o Congresso do Peru destituiu o presidente interino José Jerí após processo de impeachment por acusações de má conduta e inadequação para o cargo. A votação marca mais um episódio na instabilidade política do país andino.
Fernando Rospigliosi, que assumiu interinamente a presidência do Congresso após a votação, anunciou o resultado:
"Os presidentes das casas legislativas declaram vago o cargo de presidente da República".
O Parlamento peruano realizará nesta quarta-feira a eleição de um novo presidente, que automaticamente assumirá o comando do país até 28 de julho.
Jerí chegou ao poder em outubro de 2025, quando ocupava a presidência do Congresso e assumiu o Executivo após o impeachment de Dina Boluarte. Durante seu mandato de quatro meses, ele enfrentou sete moções de censura impulsionadas tanto pela oposição de esquerda quanto por partidos de direita.
O deputado Jorge Marticorena, representante da direita peruana, afirmou durante o debate parlamentar:
"Ele decepcionou o Congresso por causa dos erros que cometeu. O Congresso errou ao elegê-lo, e podemos corrigir esse erro".
Entre as acusações contra Jerí está a suposta influência indevida nas nomeações de nove mulheres para cargos governamentais. O Ministério Público peruano anunciou na sexta-feira a abertura de investigação para apurar "se o chefe de Estado exerceu influência indevida" nessas designações.
O programa investigativo Cuarto Poder revelou que cinco dessas mulheres receberam empregos no gabinete presidencial e no Ministério do Meio Ambiente após encontros com Jerí. Os promotores afirmam que o número total chega a nove funcionárias nomeadas sob circunstâncias suspeitas.
Jerí declarou no domingo à televisão peruana: "Não cometi nenhum crime". Ele também enfrenta investigação por suposto "patrocínio ilegal de interesses" após um encontro secreto com um empresário chinês que mantém relações comerciais com o governo peruano.
Manifestantes protestavam do lado de fora do Congresso exigindo a saída de Jerí. Cartazes acusavam o presidente interino de ter transformado o palácio presidencial "em um bordel".
O novo presidente interino que será eleito amanhã governará o Peru até julho, quando um novo mandatário assumirá após as eleições marcadas para 12 de abril. Jerí está impedido de concorrer no pleito do próximo mês por determinação constitucional.