O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tenta viabilizar a votação da PEC da Segurança Pública no Senado na próxima semana, mas quer deixar a discussão sobre a redução da maioridade penal para uma proposta separada. O tema provocou divergências entre governistas e oposição e levou ao adiamento da votação prevista para quinta-feira (15).
A intenção do governo é aprovar o texto e permitir a criação do Ministério da Segurança Pública antes do segundo turno das eleições. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), retirou a proposta da pauta para ampliar o debate e permitir um acordo sobre as emendas apresentadas.
Lula defendeu, durante sabatina no Jornal Nacional, reduzir de 18 para 16 anos a maioridade penal em casos de crimes hediondos. A declaração marcou uma mudança em relação à posição tradicional do PT, mas o governo quer discutir o assunto separadamente da PEC da Segurança.
A oposição, por sua vez, quer incluir a redução no texto. O senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição, apresentou uma emenda que prevê maioridade penal de 16 anos como regra geral e de 14 anos para crimes como homicídio hediondo, tortura, tráfico de drogas, terrorismo e participação em organizações criminosas.
O governo busca um acordo para votar a PEC sem essas alterações. A proposta amplia a integração entre União, estados e municípios no combate à criminalidade e fortalece a atuação federal na área. A retomada da votação depende das negociações entre os senadores.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta sexta-feira (16) a entrada de dez pessoas na residência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para participar de um almoço em comemoração ao aniversário de sua filha caçula, Laura Firmo Bolsonaro. O encontro familiar está previsto para este domingo (18), e a permissão se restringe ao período necessário para a realização da celebração.
A autorização foi concedida após a defesa do ex-presidente apresentar ao STF uma lista com os nomes dos convidados.
No despacho, Moraes estabeleceu que todos os visitantes deverão respeitar as normas de segurança aplicáveis ao acesso e à permanência no imóvel. Os convidados também terão de seguir as orientações dos agentes responsáveis pela segurança da residência.
Quem poderá participar da comemoração
A relação autorizada pelo ministro inclui dez pessoas, entre familiares de Michelle Bolsonaro e um profissional contratado para trabalhar no almoço.
Entre os nomes estão Vicente de Paulo Reinaldo, pai de Michelle Bolsonaro; Maisa Torres Antunes, madrasta da ex-primeira-dama; Diego Torres Dourado, meio-irmão de Michelle por parte de pai; e Carlos Eduardo Antunes Torres, irmão de criação de Michelle e filho de Maisa.
Também receberam autorização Geovanna Kathleen Ferreira Lima, Suyane Lanuze Ferreira Lima e Yuri Daniel Ferreira Lima, três meio-irmãos de Michelle por parte de mãe.
A lista contempla ainda Claudiane da Costa Torres e Victor Vinícius Machado Ribeiro. O décimo autorizado é Geraldo Barbosa de Araujo, contratado para atuar como churrasqueiro durante a confraternização.
A atriz Deborah Secco repudiou comentários de teor sexual feitos sobre ela pelo banqueiro Daniel Vorcaro e pelo ex-executivo da Globo Fred Kachar em conversas obtidas pela Polícia Federal (PF). Em nota enviada à coluna de Lucas Pasin, do Metrópoles, a assessoria classificou as mensagens como “machistas, desrespeitosas e irresponsáveis”.
As conversas ocorreram após o Baile da Vogue de 2024, no Rio de Janeiro. Em uma delas, Kachar afirmou que Deborah “estava pra jogo”. Vorcaro respondeu que ela estava “muito feia”, enquanto o ex-executivo declarou que só olhava para o corpo da atriz.
A assessoria esclareceu que Deborah nunca conheceu Vorcaro e que sua relação com Kachar sempre foi estritamente profissional, sem vínculo pessoal. Também negou que a atriz e Sabrina Sato, igualmente citada nas mensagens, estivessem em uma festa com os dois. Segundo a equipe, elas trabalhavam no evento.
A nota criticou ainda o uso da imagem da artista para alimentar especulações e afirmou que comentários desrespeitosos sobre mulheres não devem ser tratados com naturalidade.
Na quinta-feira (15), o Grupo Globo anunciou a demissão de Fred Kachar do cargo de diretor-geral de Mídia Impressa e Rádio, após a repercussão das conversas.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 51,49% das intenções de voto, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registra 48,51%, segundo o Monitor Eleitoral da Inteligov, divulgado em parceria com a EXAME. Os números fazem parte da consolidação dos levantamentos sobre o segundo turno das eleições presidenciais de 2026.
Em comparação com a média das pesquisas realizadas antes do primeiro turno, o senador ampliou sua participação de 50,43% para 51,49%. Lula, por sua vez, passou de 49,57% para 48,51% no mesmo período, conforme os dados apresentados pelo agregador.
A atualização reúne pesquisas eleitorais disponíveis até as 18h de 12 de outubro de 2026. Nesta rodada, foram acrescentados 23 levantamentos registrados no sistema PesqEle, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), aos 182 estudos que integravam a compilação anterior.
O Monitor Eleitoral utiliza uma média ponderada para acompanhar a evolução das intenções de voto. O método considera as pesquisas divulgadas na quinzena mais recente e atribui pesos distintos aos levantamentos, levando em conta fatores como a metodologia empregada e a data de realização.
Como é calculada a média das pesquisas eleitorais?
O Monitor Eleitoral da Inteligov não utiliza uma média aritmética simples dos levantamentos disponíveis. Em vez disso, aplica o método de Média Móvel Ponderada, que atribui diferentes pesos às pesquisas de acordo com critérios metodológicos e com o período em que foram realizadas.
Os levantamentos presenciais domiciliares recebem peso integral no cálculo. Já as pesquisas conduzidas por IVR, sistema automatizado de entrevistas telefônicas, e aquelas realizadas pela internet têm sua influência estatística reduzida entre 30% e 45%.
A data de realização também interfere no resultado. Conforme a metodologia apresentada, o peso de uma pesquisa diminui 25% a cada quinzena de envelhecimento. Dessa forma, levantamentos antigos permanecem no histórico, mas exercem influência progressivamente menor sobre a média atual.
O objetivo é privilegiar as informações mais recentes sem desconsiderar a evolução das intenções de voto ao longo do tempo. A cada nova atualização, outras pesquisas registradas no TSE são incorporadas à base de dados, permitindo acompanhar as mudanças no cenário eleitoral desde março.
Rosângela da Silva, conhecida como Janja, transformou o papel tradicional de primeira-dama em protagonismo político constante. Sem cargo eletivo ou função oficial no Executivo, ela atua como articuladora, censora informal de discursos, interfere em agendas e é presença onipresente nos palanques.
O resultado, segundo relatos de bastidores e avaliações públicas, é uma combinação de exposição excessiva, sequências de declarações polêmicas e desgaste que agora atinge o próprio entorno de Luiz Inácio Lula da Silva, especialmente após o primeiro turno das eleições de 2026, em que Lula ficou atrás de Flávio Bolsonaro.
A imagem negativa dela já batia 58% em pesquisas anteriores, e a atuação na campanha reforçou críticas internas no PT. Petistas e aliados passaram a questionar, em reuniões reservadas, o espaço ocupado por Janja — maior, em alguns momentos, que o do vice-presidente Geraldo Alckmin.
A ex-senadora Kátia Abreu chegou a defender publicamente “menos Janja e mais Alckmin”, recebendo aplausos. Interlocutores descrevem a primeira-dama como barreira que filtra informações ao presidente, mantém-no isolado em uma bolha e decide sobre prioridades, discursos e até quem sobe ao palco.
Sequência de tropeços diplomáticos e quebra de protocolo
Desde o início do terceiro mandato, Janja colecionou episódios que misturam despreparo institucional e busca de protagonismo. Em visita ao barracão da Portela, divulgou imagens da águia — símbolo tradicionalmente revelado só no desfile —, gerando revolta entre sambistas por quebra de tradição; o material foi apagado depois.
No G20 Social, interrompida por um apito de navio, ironizou dizendo “deve ser o Elon Musk” e soltou um “F* you, Elon Musk”, desviando o foco do evento internacional e recebendo resposta do bilionário. Em outro painel, reagiu com grosseria a uma mulher que chamou o festival de música de “Janjapalooza”.
Em encontro com o presidente chinês Xi Jinping, ela pediu a palavra para falar de supostos danos do TikTok a mulheres e crianças, causando constrangimento diplomático.
Janja também acusou o casal Bolsonaro de ter “levado tudo” do Alvorada (móveis que depois reapareceram, com o governo condenado a indenizar), enquanto comandava reforma de mais de R$ 26 milhões.
Durante as enchentes no Rio Grande do Sul, a primeira-dama postou vídeo dançando na Índia. Sobre o autor do suposto atentado na Praça dos Três Poderes, ironizou que “o bestão lá acabou se matando com fogos de artifício”.
Viagens internacionais com hotéis de luxo e gastos elevados também geraram questionamentos no TCU (posteriormente arquivados). Em declarações, Janja chegou a afirmar autonomia total e ausência de “linha de hierarquia” com o marido, posicionando-se como interlocutora independente.
Na disputa de 2026, Janja passou a discursar em comícios, cantar jingle de tom gospel (“Tapete vermelho”), interferir em reuniões, repreender o presidente publicamente e influenciar a escolha de atrações e estratégias. Relatos apontam que ela centraliza decisões, prepara falas e insiste em agendas com artistas — público já capturado, segundo críticos internos. A indicação de nomes para a comunicação digital, como a de Ana Elisa, resultou em uma série de fracassos nas redes.
Após o resultado do primeiro turno, as críticas se intensificaram nos bastidores. O tema é tratado como tabu no Planalto: quem ousa tocar no assunto corre risco de ser chamado de misógino. Ainda assim, lideranças admitem, sob reserva, que ela “manda em absolutamente tudo”, afasta o presidente do contato direto com eleitores sob pretexto de segurança e contribui para uma visão estreita da realidade. Em Minas Gerais, xingar o deputado Nikolas Ferreira de “piá de bosta” teria irritado parte do eleitorado.
Para a jornalista e vereadora de Porto Alegre Fernanda Barth, Janja é a rainha das gafes e das falas desastrosas:
“Ela não tem noção de institucionalidade de cargo, de política, do que quer que seja, é uma alpinista social em busca de protagonismo, querendo cacifar seu nome para um dia ser candidata a alguma coisa. Quando ela faz vídeos, tentando dar a entender para as mulheres que votar no Flávio vai ser uma perda de algum tipo, na verdade, só quem perde é ela. Perde esbanjar o nosso dinheiro em viagens desnecessárias com cartões corporativos, sem limite, tudo com sigilo de 100 anos”, ressaltou.
De acordo com Fernanda, Janja é a censora número um do Lula:
“Ela é aquela que dirige a campanha, que dirige a vida e que mantém o Lula dentro da bolha da extrema esquerda, iludido, inclusive achando que ia ganhar no primeiro turno. A Janja é um desserviço para o Brasil, mas ela também é um desserviço para a esquerda, porque causa mal-estar até entre os extremistas de esquerda que não aguentam mais vê-la dando palpite furado. Ou seja, Janja é quase cabo eleitoral do Flávio. De tanta bobagem que faz, está levando o seu marido para o fundo do buraco, mas eu prefiro o Lula no fundo do buraco que o Brasil no fundo do buraco!”, completou, em entrevista exclusiva à Revista A Verdade.
O Comando da Aeronáutica negou ao UOL acesso aos planos de voo do jato que levaria Daniel Vorcaro a Dubai em novembro de 2025, na noite em que o então dono do Banco Master foi preso pela Polícia Federal no aeroporto de Guarulhos.
O pedido foi feito com base na Lei de Acesso à Informação (LAI). A Aeronáutica alegou que os dados são pessoais e recusou até mesmo o fornecimento parcial, com nomes ocultados. A decisão contraria entendimento da Controladoria-Geral da União (CGU), que já havia determinado a divulgação de registros semelhantes.
Os documentos poderiam esclarecer quando a viagem foi agendada e quantas vezes foi alterada. Mensagens recuperadas pela PF indicam que Vorcaro antecipou a saída do Brasil após conversar com um contato identificado em seu celular como “Alexandre de Moraes BRASILIA”.
Em 15 de novembro, Vorcaro perguntou ao contato se deveria “estar fora” na segunda-feira. A PF não recuperou uma resposta. Dois dias depois, o empresário foi preso ao chegar ao jato de sua empresa, a Viking Participações, que seguiria para Dubai.
O plano apresentado à Justiça previa a viagem para a noite de 18 de novembro, mas o voo foi antecipado para o dia 17. Os registros da FAB poderiam indicar quando a mudança foi feita.
A negativa ainda pode ser contestada em recurso, que será analisado por instâncias superiores e, posteriormente, pela CGU, se necessário.
O candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, mandou um recado aos caminhoneiros de todo o país em vídeo gravado com o deputado federal Zé Trovão (PL-SC).
A gravação foi publicada nesta quarta-feira (14). Zé Trovão abriu o vídeo lembrando a "maldade que o PT fez com os caminhoneiros" na MP do Frete.
Flávio, então, prometeu que vai estar ao lado da categoria, "valorizando os caminhoneiros de novo". O candidato citou redução de tributos sobre quem vive na estrada e combate à criminalidade "para reduzir a quantidade de assaltos e roubos de carga".
"É assim que a gente vai trabalhar", disse Flávio, que também prometeu valorizar quem quer trabalhar e quem quer empreender.
Zé Trovão foi o relator da MP do Frete na Câmara. A medida endureceu a cobrança do piso mínimo do frete rodoviário. No texto, o deputado incluiu a anistia às multas aplicadas a caminhoneiros pelos bloqueios de rodovias depois da eleição de 2022.
Lula vetou a anistia ao sancionar a medida, em agosto. O Planalto alegou que o trecho era inconstitucional por interferir na separação dos Poderes.
Também caiu o dispositivo que trocava por advertência as multas de quem descumpriu o piso do frete.
Diálogos encontrados pela Polícia Federal no celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, indicam que ele autorizou cerca de R$ 51,9 milhões em pagamentos ao Metrópoles entre 2024 e 2025 e tratou os negócios com o portal como prioridade. As conversas foram reveladas pelo Estadão.
As mensagens também apontam que Vorcaro participava diretamente das negociações com a CEO do grupo, Lilian Tahan, e que reportagens do site sobre um diretor do Banco Central eram discutidas com o banqueiro. Segundo a publicação, o portal teria recebido orientações sobre pautas e submetido conteúdos ao crivo de Vorcaro.
Em dezembro de 2024, quando a então superintendente de comunicação do Master, Ana Lúcia Matos, sugeriu renegociar um contrato de R$ 20 milhões por considerar o valor elevado, Vorcaro rejeitou a proposta. “Não! Coisa mais importante nossa vida é esse Metrópoles”, escreveu.
Entre os negócios citados nas conversas estão um contrato de R$ 6 milhões relacionado à transmissão de jogos da Série D do Campeonato Brasileiro e outro projeto de R$ 25 milhões. Também aparecem pagamentos vinculados a iniciativas de educação financeira.
Um relatório do Coaf, divulgado anteriormente pelo Estadão, identificou R$ 27,2 milhões em repasses diretos do Banco Master ao Metrópoles, apontando transferências subsequentes para empresas ligadas à família do proprietário do portal, Luiz Estevão.
Uma foto de Lulinha com o pai foi utilizada pela lobista Roberta Luchsinger para viabilizar negociatas. A denúncia é de Andreza Matais do site Metrópoles.
Luchsinger usou uma foto de Lulinha com seu pai para tentar impressionar o empresário Leo Slezynger, da petroquímica Unigel. A foto de Lula com o filho, inédita, é do dia 26 de abril de 2023, ainda no começo do governo do petista.
Na ocasião, Lula estava em missão oficial na Europa. Ele viajou para Portugal dias antes, em 20 de abril, e foi também à Espanha.
Lulinha não consta na comitiva oficial do presidente da República, mas esteve na viagem. Além de tirar foto com o pai, ele mesmo mandou mensagem a Leo Slezynger dizendo que estaria no país europeu na época.
“Estamos juntos meu amigo. Domingo agora (dia 23 de abril de 2023) vou pra portugal e volto no outro sábado. Pode marcar quando vc quiser”, diz Lulinha a Slezynger em 20 de abril de 2023.
O empresário mandou um “print” da troca de mensagens com o filho do presidente a Roberta Luchsinger.
Luchsinger, que apresentava Lulinha como seu sócio, foi contratada por Slezynger para representar a empresa junto à Petrobras e ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
No caso da Petrobras, o objetivo era fechar um contrato de processamento de gás por encomenda com a petroleira. O acordo foi de fato assinado em 29 de dezembro de 2023 — mas foi desfeito meses depois, em junho de 2024, após o Tribunal de Contas da União (TCU) apontar alto risco de prejuízo para a Petrobras.
Segundo investigações da Polícia Federal, Slezynger pagou a Luchsinger pelo menos R$ 1,26 milhão entre março de 2023 e julho de 2024.
Lulinha manda a foto com o pai para Luchsinger na manhã de 26 de abril de 2023.
“Olha isso… não manda (para) ninguem heim”, diz ele.
“Que lindeza”, responde Roberta.
“Posso mandar foto sua com papis p Léo?”, pergunta Luchsinger.
“Ele me mandou aqui mensagem q temos q ver as nomeações no conselho”, diz.
“E eu já quero me exibir”.
“Vou falar: o Fábio está acompanhando algumas agendas do presidente, temos q ver a melhor data p ele”, diz ela.
“Acho chic falar isso”.
“Acompanhando agendas do presidente eh mto fino”, diz ela.
A resposta de Lulinha:
“Hehehehe vc não presta”.
De fato, momentos depois de pedir autorização para Lulinha, Luchsinger mandou a foto para Leo Slezynger.
“Fábio tá acompanhando o presidente em agenda internacional”, disse ela.
Na época, Roberta Luchsinger instruiu Leo Slezynger a convidar Lulinha para atuar como conselheiro de um fundo de investimentos ambientais que o empresário estava estruturando. O convite foi feito.
Na mesma conversa com Slezynger, Roberta Luchsinger disse que ela também iria na viagem.
“Olha, devo ir p Portugal na comitiva”, disse. “Do presidente”, disse ela, em 20 de março. Apesar disso, a lobista acabou não viajando com Lula.
A Meta, responsável por Facebook, Instagram e WhatsApp, negou nesta sexta-feira (16) ter favorecido qualquer candidato na disputa presidencial. Em nota, a empresa afirmou falhas técnicas recentes afetaram as campanhas dos dois candidatos.
A manifestação ocorreu após a campanha de Lula acionar a empresa, alegando falhas recorrentes na entrega de publicações. Segundo a Meta, a conta de anúncios do petista ficou desativada por pouco mais de uma hora, em 23 de setembro, após um anúncio ser classificado incorretamente como possível tentativa de fraude envolvendo um programa social. A empresa afirmou que as páginas oficiais de Lula no Facebook e no Instagram não foram bloqueadas.
A companhia também reconheceu falhas técnicas nas contagens de visualizações de Reels, em 7 de outubro, e no Gerenciador de Anúncios, dois dias depois. Segundo a Meta, o primeiro problema atingiu criadores em mais de 100 países e também foi relatado pela campanha de Flávio Bolsonaro (PL).
Sobre a inteligência artificial da empresa, a Meta afirmou ter identificado lacunas nos mecanismos que impediam a ferramenta de gerar conteúdos eleitorais envolvendo candidatos. De acordo com a nota, o sistema nem sempre reconhecia referências a um candidato quando o primeiro nome era combinado com o número eleitoral.
O pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, reagiu em vídeo à carta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) divulgou nesta quarta-feira (14) aos evangélicos.
“Lula debocha do povo evangélico”, disparou.
“Ele está pensando que nós somos idiotas?”
Na carta, a 11 dias do segundo turno, Lula diz que não é evangélico, escreve que “as famílias são a base do Brasil que queremos” e pede aos fiéis “discernimento a Deus” na hora do voto.
Para Malafaia, o petista repete o tema central da carta que mandou aos evangélicos em 2022: a família.
O pastor então exibiu falas antigas do próprio Lula sobre aborto e sobre a família, para contrastar com o discurso da carta.
Segundo ele, Lula tenta dividir evangélicos e católicos e “mente na maior cara lavada” por fins eleitorais. Malafaia chegou a dizer que o petista “tem o demônio da mentira”.
O Partido Liberal (PL) elegeu 19 senadores no último pleito, que irão tomar posse a partir de fevereiro de 2027.
Permanecem no Senado, 9 senadores que já estavam exercendo o mandato e possuem vaga garantida na Casa até 2031.
Fora isso, com a eleição de Sérgio Moro e Cleitinho Azevedo, as duas vagas serão preenchidas por suplentes do PL.
O advogado Luis Felipe Cunha, suplente de Moro, trocou o União Brasil pelo PL, na quinta-feira (8). Ele assinou a ficha de filiação da sigla durante o encontro do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) com governadores e senadores eleitos no Sul do país.
Por outro lado, o empresário Alex Diniz, suplente que assumirá a vaga de Cleitinho, já pertence ao PL.
Com isso, a bancada do partido no Senado terá 30 senadores, algo inédito na história da casa.
Vera Magalhães, colunista de O Globo, jornalista de esquerda sem vínculo aberto com o petismo-raiz, mas adversária declarada da família Bolsonaro, publicou nesta sexta-feira (16) um diagnóstico que desmonta a narrativa de recuperação do governo.
Segundo ela, a aproximação de Lula a Flávio decorre da perda de fôlego do senador, dentro da margem de erro, não de ganho do presidente.
Entre um turno e outro, o Planalto contou com jovens nas ruas, influenciadores de esquerda nas redes e uma sucessão de medidas que a colunista classifica como aleatórias e eleitoreiras. O ponteiro não se moveu.
A Quaest desta semana mantém no vermelho o saldo entre aprovação e reprovação, e a aprovação está abaixo de 50% há mais de um ano.
A frase mais dura não parte da oposição. Vera aponta “a completa abolição de limites” no uso do cargo e dos cofres públicos.
Desde a redemocratização, nenhum candidato atrás no primeiro turno virou no segundo, e a reeleição de um incumbente com avaliação líquida negativa seria exceção. A constatação central, porém, vem de quem não deseja a volta dos Bolsonaro: o governo gastou capital político e fiscal sem recuperar terreno.
O deputado federal Nikolas Ferreira (PL) publicou nesta sexta-feira (16) um vídeo ironizando declarações do presidente Lula (PT) sobre as apostas esportivas, as chamadas Bets, e a redução da maioridade penal. Na gravação, o parlamentar debocha do que apresenta como contradições entre promessas e posicionamentos do petista.
Ao abordar as Bets, Nikolas imita Lula e ironiza: “Mas eu vou acabar com as Bets, hein! Já acabei, inclusive. Por que que eu não fiz antes? Porque eu esqueci! Eu esqueci!”.
O vídeo também mira o posicionamento de Lula sobre a maioridade penal, tema em debate no Congresso durante a tramitação da PEC da Segurança Pública. O presidente declarou ser favorável à redução de 18 para 16 anos em casos de crimes hediondos, mas defendeu que a discussão ocorra somente após a votação da proposta.
“Eu sou favorável a reduzir para 16, mas não discutindo nessa PEC, porque essa PEC não é para discutir isso. Primeiro, você discute a PEC, aprova a PEC e aí pode discutir a maioridade penal ou não”, declarou Lula.
Pesquisa Gerp divulgada nesta sexta-feira (16) aponta Flávio Bolsonaro (PL) com 50% das intenções de voto no segundo turno da disputa presidencial, contra 45% do presidente Lula (PT). A diferença é de cinco pontos percentuais.
Segundo o levantamento, 3% dos entrevistados não souberam responder e 2% disseram que não votariam em nenhum dos dois candidatos.
A pesquisa ouviu 2.400 pessoas entre os dias 14 e 16 de outubro, com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-05187/2026.
Flávio Bolsonaro (PL) incendiou a plateia num comício no centro de Porto Alegre nesta quarta-feira (14) e partiu para cima do PT.
Diante de uma multidão, com a bandeira do Rio Grande do Sul no ombro, o candidato à Presidência perguntou quem "protege o bandido" e apontou o partido de Lula, seu adversário no segundo turno. "E eu vou proteger o Brasil desses caras", prometeu.
"A gente vence o PT", afirmou Flávio.
No mesmo comício, ele bateu na PEC da Segurança Pública mandada por Lula ao Congresso. Segundo Flávio, a proposta original "era para combater a polícia", e os parlamentares já mudaram o texto para proteger o cidadão ordeiro.
Ele também defendeu a emenda do PL que baixa a maioridade penal para 16 anos, bandeira da sua campanha.
Na agenda gaúcha, Flávio teve a companhia dos governadores eleitos Sergio Moro (PR), Jorginho Mello (SC) e Luciano Zucco (RS), todos do PL, e de Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo.
Mais cedo, no Sarandi, bairro castigado pelas enchentes de 2024, Flávio acusou o governo Lula de abandonar a região. Para ele, o petista só quis "explorar a dor do povo gaúcho" em busca de votos.
Nem mesmo a pesquisa Datafolha conseguiu esconder a realidade.
O último levantamento - divulgado ontem, mostrou Flávio Bolsonaro (PL) com 51% das intenções de votos válidos, ante 49% de Lula (PT).
Um resultado surpreendente levando em conta o estranho "histórico" do Datafolha.
O instituto ouviu 2.520 eleitores de terça (13) a quarta (14) em 153 municípios, em um trabalho encomendado pela Folha. A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o código BR-00466/2026.
Foto: Eduardo Anizelli/Folhapress e Ricardo Stuckert
Pesquisa CNT/MDA divulgada nesta sexta-feira (16) aponta Flávio Bolsonaro (PL) com 50,5% dos votos válidos no 2º turno da eleição presidencial, contra 49,5% do presidente Lula (PT). A diferença de 1 ponto percentual configura empate técnico, considerando a margem de erro de 2,2 pontos.
Nos votos totais, Flávio registra 46,8% das intenções de voto, contra 45,9% de Lula. Brancos e nulos somam 4,9%, enquanto 2,4% não indicaram candidato.
O levantamento foi contratado pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) e realizado pelo Instituto MDA. Nos votos válidos, são excluídos os votos brancos, nulos e as respostas sem indicação de candidato.
A pesquisa ouviu 2.014 eleitores entre os dias 13 e 15 de outubro, tem margem de erro de 2,2 pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00652/2026.
Com informações do UOL
Opinião dos leitores
Lula acha que o povo é Otario, ele pode comprar todas as pesquisas, mas chibatadas será mais de 6 milhões de votos pra Flávio Bolsonaro.
CNT Confederação Nacional do Trabalhador um órgão ligado a CUT Central Única dos Trabalhadores,um sindicato ligado ao PT e quem comanda o PT ? O Lula é claro entendeu ou quer que eu desenhe?
Vou falar do fundo do meu coração. Acho que Lula vai ter menos votos no segundo turno, do que no primeiro. Quem for vivo virá. Portanto essas pesquisas não me enganam, não exister nenhum fato novo que faça Lula crescer, pelo contrário. E os votos do Renan, Caiado, Curi foram todos pro Lula? Não, não foram. Brancos e nulos são distribuidos pros dois. Ok!! É somente uma opinião lógica. Se não haver mormota, Flávio é o novo presidente do Brasil.
Opinião dos leitores
Lula acha que o povo é Otario, ele pode comprar todas as pesquisas, mas chibatadas será mais de 6 milhões de votos pra Flávio Bolsonaro.
Vamos enterrrar essa quadrilha dia 25. 22 neles.
CNT Confederação Nacional do Trabalhador um órgão ligado a CUT Central Única dos Trabalhadores,um sindicato ligado ao PT e quem comanda o PT ? O Lula é claro entendeu ou quer que eu desenhe?
Vou falar do fundo do meu coração.
Acho que Lula vai ter menos votos no segundo turno, do que no primeiro.
Quem for vivo virá.
Portanto essas pesquisas não me enganam, não exister nenhum fato novo que faça Lula crescer, pelo contrário.
E os votos do Renan, Caiado, Curi foram todos pro Lula?
Não, não foram.
Brancos e nulos são distribuidos pros dois.
Ok!!
É somente uma opinião lógica.
Se não haver mormota, Flávio é o novo presidente do Brasil.
Lula já virou em boa parte do Brasil
Ele vai virar mesmo é na serra de doutor. KKKKKKK
Verdade Lula já virou ex presidente e futuro TRI presidiário em boa parte do Brasil