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domingo, 26 de abril de 2026

Aliados de Bolsonaro começam a cumprir penas de até 26 anos; ex-diretor da PRF está entre condenados

 Domingo, 26 de abril de 2026

Foto: STF

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou o início do cumprimento das penas de cinco condenados apontados como integrantes do núcleo de articulação de uma suposta tentativa de golpe após as eleições de 2022. As condenações chegam a até 26 anos e 6 meses de prisão, segundo decisão já sem possibilidade de recurso.

De acordo com informações do processo, os condenados fariam parte de um grupo responsável por ações que, segundo a acusação, tinham como objetivo manter o então presidente Jair Bolsonaro (PL) no poder, mesmo após o resultado das urnas.

Entre os nomes está o ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, condenado a 24 anos e 6 meses. Também foram condenados o general da reserva Mário Fernandes, com pena de 26 anos e 6 meses, e o coronel Marcelo Câmara, que recebeu 21 anos de prisão. O ex-assessor Filipe Martins também foi condenado a 21 anos.

Segundo decisão do STF, todos já estavam presos preventivamente e agora passam a cumprir pena definitiva. Silvinei está detido no Complexo da Papuda, em Brasília, enquanto outros condenados cumprem prisão em unidades militares ou prisionais, conforme o caso.

A delegada Marília Ferreira de Alencar, condenada a 8 anos e 6 meses, seguirá inicialmente em prisão domiciliar por 90 dias, conforme determinação de Moraes. Em nota e conforme registros do processo, a Polícia Federal realizou buscas na residência da investigada e apreendeu documentos.

23 vítimas denunciam abusos e médico ginecologista é preso

Domingo, 26 de abril de 2026



A delegada Gabriela Moura, da Delegacia da Mulher de Senador Canedo, solicitou a prisão preventiva. A medida foi tomada "considerando o percentual de reincidência e o perfil predatório sexual" do investigado.

As autoridades identificaram vítimas em Senador Canedo e Goiânia. Treze mulheres foram identificadas como vítimas na primeira cidade. Na capital goiana, dez pacientes prestaram depoimentos sobre os abusos. A polícia trabalha com a possibilidade de que novos casos sejam reportados após a divulgação.

As investigações revelam que Arantes cometia os abusos durante atendimentos ginecológicos. O médico se valia da condição de fragilidade das mulheres durante os procedimentos clínicos. As vítimas relataram toques sem justificativa médica, práticas libidinosas sem autorização e estupros.

"É uma pessoa que, em qualquer oportunidade e pretexto, vai cometer os mesmos crimes", afirmou a delegada Gabriela Moura.

A declaração fundamentou o pedido de prisão preventiva. A medida visa impedir a continuidade das práticas criminosas durante as investigações.

Os registros policiais contra o ginecologista por crimes de natureza sexual remontam a anos anteriores. O primeiro boletim de ocorrência data de 2017. Em 2020, uma segunda denúncia foi formalizada. O Ministério Público já apresentou ação penal referente a um dos casos investigados

As autoridades autorizaram a divulgação da identidade e da fotografia do suspeito. O objetivo é auxiliar as investigações na localização de outras possíveis vítimas. A medida busca ampliar o alcance das apurações sobre a conduta do profissional.

Professor universitário desaparecido é encontrado após 5 anos: “Estou vivo. Andei todo o país”

 Domingo, 26 de abril de 2026




O reencontro aconteceu na Base Operacional da Polícia Militar Rodoviária, em Araraquara. A identidade e a idade do homem não foram divulgadas a pedido da família.

A equipe do TOR (Tático Ostensivo Rodoviário), do 3º Batalhão de Polícia Militar Rodoviária, realizava patrulhamento quando avistou o homem caminhando às margens da via. Os agentes fizeram uma abordagem preventiva em razão dos riscos de atropelamento. Solicitaram a identificação do professor.

Os policiais constataram que ele era a pessoa desaparecida cujo boletim de ocorrência, registrado pelos parentes anos atrás, permanecia sem solução. O professor revelou que enfrentava problemas pessoais quando desapareceu. Ele não manteve qualquer contato com seus familiares desde então.

A Polícia Rodoviária de Araraquara entrou em contato com a família. A mãe foi prontamente ao local indicado pelos policiais, no quilômetro 273 da rodovia Washington Luís.

Ao reencontrar os familiares, o professor declarou:

"Estou vivo. Bem forte, nutrido. Andei todo o país. Perna grossa, forte".

A mãe abraçou o filho em meio a lágrimas. Ela repetiu apenas a frase "meu filho, meu filho". O momento foi registrado em vídeo e fotografias.

Um familiar identificado apenas como Rogério gravou um depoimento sobre o caso.

"Na tarde de ontem, nós recebemos uma ligação a respeito do paradeiro de um parente que estava desaparecido há cinco anos. Recebemos uma ligação da Polícia Rodoviária de Araraquara que ele estaria na base do quilômetro 273, e a polícia, com uma natureza muito humana, um trabalho social maravilhoso, que a gente tem muito a agradecer, conseguiu fazer com que ele nos aguardasse. Enfim, deu todo apoio, cuidado e atenção a ele", disse.

Rogério também comentou sobre o reencontro entre mãe e filho.

"E aí a mãe pode reencontrar o filho. A gente tinha, realmente, dúvida se ainda tava vivo e foi um reencontro maravilhoso. E, através desse vídeo, é o mínimo que a família tem de tornar público, agradecer e mostrar a relevância do trabalho da polícia", afirmou.

A família manifestou gratidão pelo trabalho realizado pelos agentes da Polícia Militar Rodoviária. Apesar de terem posado para fotos no posto policial e do registro em vídeo do reencontro, a família pediu que os nomes não fossem divulgados.

Fonte: Jornal da Cidade Online

Relatório aponta que gestão Alysson Bezarra pode ter “maquiado” gastos com pessoal em Mossoró

Domingo, 26 de abril de 2026


Foto: Adriano Abreu

Uma análise técnica identificou indícios de possível maquiagem contábil nas despesas com pessoal da gestão do ex-prefeito Alysson Bezerra, em Mossoró, especialmente em 2023 e 2024. O relatório, da Integrativa Assessoria e Formações Ltda., aponta possível subavaliação da Despesa Total com Pessoal (DTP), o que pode violar a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), segundo reportagem do jornal O Mossoroense, publicada neste sábado (25).

O foco está na rubrica “Outras Despesas de Pessoal Decorrentes de Terceirização”, que chegou a R$ 24,3 milhões em 2022, mas passou a registrar valor zero a partir de 2023, sem justificativa.

Segundo a análise, pode ter havido reclassificação dessas despesas para outras categorias, reduzindo artificialmente os índices de gasto com pessoal e distorcendo a situação fiscal.

A prática, se confirmada, pode violar dispositivos da LRF e da Lei nº 4.320/1964, que exigem correta contabilização e transparência.

O estudo se baseia em dados oficiais, Relatórios de Gestão Fiscal (RGF) e documentos do Tribunal de Contas do Estado (TCE/RN), e aponta possível irregularidade no período de 2021 a 2024.

Com informações de O Mossoroense

Contato : (84) 9 9151-0643

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