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sexta-feira, 19 de junho de 2026

Moraes perde prazo para se defender e deve ser julgado à revelia nos EUA

 Sexta, 19 de junho de 2026




As empresas sustentam que o magistrado não apresentou defesa nem adotou qualquer medida formal dentro do prazo estabelecido pela legislação processual americana. Segundo os autores da ação, Moraes foi notificado por e-mail em maio e deveria ter se manifestado até a última segunda-feira (15).

De acordo com Martin de Luca, advogado que representa as duas plataformas, a ausência de resposta do ministro autorizaria o prosseguimento do processo sem sua participação direta. Na petição apresentada ao tribunal, o defensor argumentou que o réu não respondeu à ação nem solicitou prazo adicional para apresentar sua contestação.

“O réu não compareceu, respondeu, solicitou tempo adicional ou defendeu esta ação dentro do prazo prescrito pelas Regras Federais de Processo Civil. A inação do réu é injustificada”, afirmou o advogado no documento encaminhado à Justiça norte-americana.

Enquanto isso, a Advocacia-Geral da União (AGU) busca participar do processo em nome do Estado brasileiro. O órgão apresentou pedido para ser habilitado na ação, defendendo que a discussão envolve atos praticados por um integrante da Suprema Corte brasileira no exercício de suas funções institucionais.

Segundo a AGU, permitir que decisões do Judiciário brasileiro sejam analisadas ou invalidadas por tribunais estrangeiros representaria afronta ao princípio da imunidade de jurisdição, amplamente reconhecido pelo Direito Internacional e também pela legislação dos Estados Unidos.

Em manifestação oficial, o órgão argumentou que a apreciação de atos da Justiça brasileira por cortes estrangeiras poderia gerar impactos relevantes na soberania nacional e no equilíbrio das relações entre os países.

As empresas autoras da ação, contudo, contestam essa posição. Na avaliação da Trump Media e da Rumble, a AGU não possui legitimidade para substituir Alexandre de Moraes no processo, uma vez que a ação teria sido direcionada especificamente ao ministro, e não ao Estado brasileiro.

O caso gira em torno de decisões judiciais que determinaram bloqueios de perfis e remoções de conteúdos em plataformas digitais. As empresas alegam que tais medidas alcançaram usuários e serviços localizados nos Estados Unidos, levantando questionamentos sobre possíveis impactos na liberdade de expressão garantida pela Primeira Emenda da Constituição americana.

Em publicação nas redes sociais, Martin de Luca destacou que o processo poderá influenciar futuras discussões sobre a atuação de autoridades nacionais em ambientes digitais que ultrapassam fronteiras geográficas.

“Em todo o mundo, os governos estão cada vez mais tentando regular a expressão além de suas fronteiras. O que diferencia o caso de Moraes é que um oficial estrangeiro pode agora ser responsabilizado em um tribunal dos EUA por tentar regular a expressão de pessoas americanas dentro dos Estados Unidos.”

Nos próximos passos, caberá ao tribunal federal responsável pela ação decidir se aceita o pedido de revelia apresentado pelas empresas ou se autoriza a participação da Advocacia-Geral da União no processo. A disputa jurídica reúne temas sensíveis, como soberania estatal, imunidade jurisdicional, liberdade de expressão e os limites da atuação de autoridades nacionais em plataformas globais de comunicação.


da Redação / Jornal da Cidade Online

Jaques Wagner rebate acusações e crava: “minha candidatura está absolutamente mantida”

Sexta, 19 de junho de 2026

Foto: Reprodução

O senador Jaques Wagner (PT) se pronunciou na tarde desta quinta-feira (18), após ter sido alvo de uma operação da Polícia Federal. Ao comentar os US$ 55 mil e 33 mil euros – o equivalente a cerca de R$ 471 mil em valores atuais – encontrados em endereços ligados a ele, o parlamentar afirmou que os recursos têm origem em diárias recebidas durante sua atuação no Congresso e em valores adquiridos para viagens ao exterior.

“Estou absolutamente tranquilo. Nunca recebi dinheiro de ninguém do Master. Estou absolutamente à vontade”, declarou em entrevista à BandNews TV.

Wagner também minimizou sua relação com Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. Segundo ele, os dois se encontraram apenas duas vezes. Em uma dessas ocasiões, afirmou ter apresentado ao banqueiro o nome do ex-ministro Ricardo Lewandowski.

A investigação da Polícia Federal aponta suspeitas de que o senador tenha recebido um imóvel avaliado em R$ 2,5 milhões e pagamentos que somariam R$ 3,5 milhões, supostamente repassados pelo Banco Master por meio de uma empresa ligada a um familiar. De acordo com os investigadores, a estrutura teria sido utilizada para ocultar vantagens indevidas no contexto das fraudes apuradas na Operação Compliance Zero.

Ao rebater as acusações, Wagner afirmou que o imóvel citado é um apartamento ainda em construção, cuja aquisição negociava para sua filha. O senador também confirmou que teve celulares apreendidos durante a operação.

Questionado sobre os impactos políticos da investigação, Wagner revelou ter conversado com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo ele, o assunto não envolveu uma eventual saída da liderança do governo no Senado. De acordo com o parlamentar, Lula manifestou solidariedade diante da situação.

“Continuo na liderança até que o presidente Lula peça para me retirar. Não acho que ele faça isso, mas, se fizer, é um direito dele”, afirmou, ao salientar também que sua pré-candidatura ao Senado está mantida.

“Em relação à minha candidatura, está absolutamente mantida. Estou muito seguro de tudo que fiz”, ressaltou.

Correio 24h

 

Deolane agora é ré sob acusação de lavar dinheiro para o crime organizado

Sexta, 19 de junho de 2026



Com isso, Deolane, que está presa na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior do estado, passa a ser réu no processo e terá dez dias para apresentar resposta à acusação.

A denúncia é desdobramento da Operação Vérnix, realizada a partir de suspeitas de que uma transportadora de fachada era usada para lavar dinheiro do PCC. A operação resultou na prisão de Deolane.

A defesa de Deolane Bezerra afirmou nesta quinta-feira (18) que o recebimento da denúncia não representa qualquer conclusão sobre os fatos investigados. Em nota, os advogados Aury Lopes Jr., Josimary Rocha de Vilhena, Luiz Ricardo Rodrigues Imparato e Rogério Nunes disseram que a medida é apenas uma etapa inicial do processo e que a influenciadora irá se defender das acusações na Justiça.

Os advogados sustentam que Deolane é inocente e não possui qualquer vínculo com organizações criminosas. Também afirmam que os rendimentos da influenciadora possuem origem lícita e foram regularmente declarados aos órgãos competentes.


Fonte: Jornal da Cidade Online

Contato : (84) 9 9151-0643

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