O ministro André Mendonça está disposto a aceitar a delação desde que ele revele fatos novos ou dê pistas novas para o que já sabemos; não vai aceitar enrolação
O colunista do O Globo, Merval Pereira, afirmou que Daniel Vorcaro "terá que delatar ministros do STF".
Diz o artigo:
A delação premiada de Vorcaro só valerá se ele der caminhos para provar tudo o que já sabemos e mais o que a gente não sabe – provavelmente muita coisa que a gente não sabe. O ministro André Mendonça está disposto a aceitar a delação desde que ele revele fatos novos ou dê pistas novas para o que já sabemos; não vai aceitar enrolação.
Por exemplo, se ele não explicar a relação com os ministros do STF, não vai ser aceita. É ridículo fazer delação sem contar o que tudo mundo já sabe, pelas informações que se tem até agora. E vai ter que denunciar o dinheiro – com quanto vai ficar, quanto vai entregar. Mas vai ter que devolver muito, se quiser ficar com algum de sobra.
A Polícia Federal voltou a concluir que não há elementos que comprovem interferência indevida do ex-presidente Jair Bolsonaro na corporação. Essa é a segunda vez que a instituição chega a esse entendimento, agora após revisão realizada na atual gestão, conforme divulgado pelo jornal Estadão.
A reanálise do caso ocorreu por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que autorizou a reabertura do inquérito diante de novos questionamentos apresentados ao processo.
Mesmo com a revisão dos dados já coletados anteriormente, a investigação não identificou indícios suficientes para sustentar eventual responsabilização criminal. Em manifestação oficial, o delegado Carlos Henrique Pinheiro de Melo destacou:
“Merece ser mencionado que o IPL 2021.0031208 –CCINT/CGCINT/DIP/PF apurou objeto específico, que, sob a ótica das diligências tomadas em contemporaneidade com os fatos, não revelou informações capazes de justificar imputações penais”.
A apuração teve origem em 2020, após a saída do então ministro da Justiça Sergio Moro, que à época alegou ter sofrido pressão para promover mudanças na direção da Polícia Federal — ponto que motivou a abertura do inquérito.
Posteriormente, em 2022, a própria PF já havia concluído pela inexistência de ingerência, encaminhando o caso para arquivamento. Naquele momento, o então procurador-geral da República, Augusto Aras, também se posicionou pelo encerramento da investigação.
Mesmo com a mudança de governo, o entendimento da corporação foi mantido. A reavaliação recente não alterou as conclusões iniciais, reforçando a ausência de provas contra o ex-presidente.
A reabertura do caso foi autorizada em 16 de outubro do ano passado, após solicitação do atual procurador-geral da República, Paulo Gonet. Entre os elementos apresentados, estavam mensagens enviadas por Bolsonaro a Sergio Moro relacionadas à exoneração do então diretor-geral da PF, Maurício Valeixo, além da divulgação de informações sobre investigações envolvendo aliados do governo.
Segundo Gonet, seria necessário verificar se houve “efetivamente” interferência na atuação da Polícia Federal. Em depoimento, Moro também afirmou que uma das razões mencionadas pelo ex-presidente para a troca no comando da PF seria a “falta de acesso a relatórios de inteligência da PF”, embora tenha reconhecido que Bolsonaro já possuía acesso legal a determinadas informações por meio do Sistema Brasileiro de Inteligência e da Abin.
O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) comentou os dados da pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (11), relativizando seus resultados.
Visivelmente incomodado, o parlamentar afirmou que o cenário ainda está em fase inicial:
"De fato, esta será uma eleição decisiva para o futuro do nosso país, mas tenho convicção de que Lula será reeleito. A pesquisa é o retrato do momento, e a campanha ainda nem começou. Quando a campanha começar, nós vamos mostrar quem é quem".
"Quando a campanha começar pra valer, a verdade vai vencer as fake news".
O deputado ainda direcionou ataques contra Flávio Bolsonaro:
"Tenho certeza de que essa candidatura do Flávio Bolsonaro não se sustenta, principalmente quando ele ficar frente a frente com um estadista, uma pessoa da estatura do presidente Lula."
"Lindinho" sentiu...
De acordo com a pesquisa mencionada, Lula aparece numericamente atrás do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em uma simulação de segundo turno. O levantamento aponta 46% das intenções de voto para o parlamentar, contra 45% atribuídos ao atual chefe do Executivo.
O Tribunal de Contas da União (TCU) iniciou uma auditoria para examinar o repasse de R$ 4 milhões em emendas parlamentares destinadas pelo deputado André Janones (Rede) ao município de Ituiutaba, em Minas Gerais. A cidade é administrada pela prefeita Leandra Guedes (Avante), que manteve um relacionamento com o parlamentar no passado.
De acordo com documentos obtidos, a Corte solicitou esclarecimentos sobre a contratação de serviços de locação de ônibus para o transporte público, custeados com recursos enviados em 2023. O órgão estabeleceu um prazo de 12 dias para que a prefeitura comprove a correta aplicação dos valores — um procedimento comum em processos de fiscalização.
A transferência dos recursos ocorreu por meio do mecanismo conhecido como “transferência especial”, popularmente chamado de “emenda Pix”. Esse modelo permite que verbas da União sejam enviadas diretamente a estados e municípios, com menor exigência de convênios formais, o que costuma agilizar a execução, mas também exige maior rigor na prestação de contas.
No ofício encaminhado à administração municipal, o TCU requisitou uma série de documentos detalhados, como estudos técnicos iniciais, levantamento de preços, edital da contratação, propostas recebidas, pareceres jurídicos, notas fiscais, comprovantes de pagamento e relatórios de fiscalização. Além disso, foram solicitados registros que comprovem a efetiva prestação dos serviços, bem como extratos bancários da conta específica utilizada para movimentar os recursos e justificativas para eventuais transferências.
O caso também envolve desdobramentos políticos e pessoais. André Janones e Leandra Guedes tiveram um relacionamento entre 2014 e 2018. Em 2025, a prefeita recorreu à Justiça alegando que o deputado teria feito ameaças envolvendo fotos íntimas registradas durante o período em que estiveram juntos. Ela também afirmou que houve tentativas de interferência na gestão municipal, incluindo pedidos de demissão de servidores.
Após as acusações, o parlamentar negou irregularidades e declarou:
“Eu não enviei nenhuma foto, eu não cometi nenhum crime”.
Vale ressaltar que Janones confessou um crime e fechou um acordo com a Procuradoria-Geral da República para devolver R$ 157,8 mil, após investigação sobre prática de rachadinha em seu gabinete.
Uma jovem de 20 anos, Rayssa Nascimento da Silva, foi morta a tiros pelo próprio irmão, um adolescente de 16, na noite de quarta-feira (8), no bairro Alto Bela Vista, na Ilha de Itamaracá, no Grande Recife..
De acordo com informações, o caso ocorreu por volta das 23h30, após a vítima retornar de uma festa. Ao entrar na residência, uma discussão entre os dois resultou nos disparos que atingiram a cabeça de Rayssa. Ela morreu no local. O autor confessou a ação à polícia
O corpo da jovem foi localizado ao lado da casa da família. O adolescente confessou o crime à polícia e indicou onde havia escondido a arma utilizada.
A motivação do desentendimento que levou à tragédia familiar ainda está sendo apurada pela polícia. O armamento foi recolhido e o adolescente apreendido permanece à disposição da Justiça.
A jornalista Tauany Cattan encurralou o ministro Alexandre de Moraes.
"Na sexta-feira 10, perguntei ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, como poderia haver democracia em meio a tantos escândalos que têm surgido recentemente. Ele preferiu não responder", disse ela no X.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a suspensão imediata da circulação do azeite de oliva da marca Afonso em todo o território nacional. A decisão foi oficializada nesta quarta-feira, 8, por meio de publicação no Diário Oficial da União, após a identificação de inconsistências relacionadas à procedência do produto e à empresa responsável pela importação.
A medida impõe a paralisação completa de todas as etapas envolvendo o item, incluindo comercialização, distribuição, fabricação, importação, divulgação e até o consumo. A restrição abrange especificamente o produto rotulado como “azeite de oliva virgem extra – Afonso”, indicando preocupação das autoridades com a segurança do consumidor.
Problemas na origem e situação irregular da importadora
Segundo informações divulgadas pelos órgãos de fiscalização, a procedência do azeite não pôde ser comprovada, o que levanta dúvidas sobre sua autenticidade. O rótulo aponta a empresa Cotinga Ltda. como importadora, porém o CNPJ encontra-se em situação irregular junto à Receita Federal desde agosto de 2024.
Durante inspeção conduzida pela Vigilância Sanitária de Curitiba, foi constatado que a empresa não opera mais no endereço registrado, dificultando a verificação das atividades e o rastreamento do produto. Esse fator contribuiu para o agravamento das suspeitas em torno da regularidade do azeite no mercado.
Análises laboratoriais também indicaram inconsistências. Testes realizados demonstraram que o produto não atendeu aos parâmetros exigidos no índice de refração, critério técnico utilizado para avaliar a qualidade e a pureza do azeite, o que reforça as dúvidas sobre sua composição.
Diante desse cenário, foi determinada não apenas a retirada imediata do produto das prateleiras, mas também a apreensão dos lotes já distribuídos. A Anvisa destacou que a ação faz parte de suas atribuições para garantir a segurança alimentar e proteger a população de possíveis riscos associados ao consumo de produtos irregulares.
O lutador brasileiro Paulo "Borrachinha" venceu sua luta no UFC de forma espetacular no último sábado.
Logo depois, ele foi em direção a Donald Trump que estava na plateia.
O recado foi direto:
“Olha quem está ali, o presidente Donald Trump! Ele merece (os aplausos)! Lutar diante de um grande líder como ele é uma honra.”
Logo depois, em entrevista, o lutador contou o que conversou com Trump:
"Foram algumas coisas pessoais. Sou brasileiro e temos alguns amigos em comum. As coisas não estão boas no Brasil agora, então tivemos um bate-papo rápido."