martins em pauta

domingo, 4 de outubro de 2026

Trump acusa Brasil de omissão no enfrentamento ao PCC e ao CV e exige ações firmes imediatas

 Domingo, 04 de outubro de 2026

Em relatório anual enviado ao Congresso americano, a Casa Branca afirma que as facções brasileiras representam ameaça crescente à paz e à segurança mundial. O documento também aponta falhas de outros países e faz gestos positivos a governos recém-eleitos na América Latina.

O governo dos Estados Unidos declarou que o Brasil não tem combatido de forma adequada as organizações criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV). No texto, encaminhado ao Congresso, o governo Trump, cobra do governo brasileiro a adoção urgente de medidas rigorosas contra esses grupos. Segundo o relatório, as facções converteram o país em um importante centro de circulação mundial de cocaína.

O presidente Donald Trump afirma no documento que “essas organizações terroristas brasileiras constituem uma ameaça cada vez maior à paz e à segurança em escala global” e que o Brasil precisa agir com firmeza para enfrentá-las e derrotá-las antes que se expandam ainda mais. PCC e CV foram incluídos recentemente na lista norte-americana de organizações terroristas, apesar de o governo Lula ter sido contrário à ideia...

O texto destaca que, enquanto outras nações do Hemisfério Ocidental adotam iniciativas ousadas contra cartéis, o Brasil não estaria enfrentando adequadamente o PCC e o CV.O mesmo relatório classifica diversos países como pontos de produção ou trânsito de drogas e aponta que Afeganistão, Bolívia, Mianmar e Colômbia também deixaram de cumprir obrigações internacionais de combate ao narcotráfico. México e Canadá são cobrados a intensificar esforços para barrar a entrada de drogas nos EUA. A China é criticada pela continuidade do fluxo de precursores químicos usados na fabricação de fentanil.

Ao mesmo tempo, o documento valoriza mudanças políticas recentes em países sul-americanos, citando de forma positiva avanços em Venezuela, Bolívia e Colômbia, embora ressalte que novas ações ainda são necessárias.

Essa matéria pertence à Revista A Verdade. Acesse a última edição no link: https://assinante.jornaldacidadeonline.com.br/revistas/averdade/302

da Redação / Jornal da Cidade Online

Vereador do PT é apontado pelo MPSP como líder oculto de esquema de lavagem ligado ao PCC

Domingo, 04 de outubro de 2026

Foto: Reprodução

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) denunciou o vereador Senival Pereira de Moura (PT) e outras 20 pessoas por suposto envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC), por meio de empresas de ônibus.

Segundo a investigação, Senival seria o ‘líder oculto’ da Transunião e teria exercido influência sobre decisões e movimentações financeiras da empresa.

O parlamentar chegou a ser preso em 25 de junho durante a Operação Última Parada, mas foi solto no início de agosto após decisão judicial e responde ao processo em liberdade.

A defesa afirma que Senival é inocente e nega qualquer vínculo com o PCC ou participação em lavagem de dinheiro. O vereador também declarou anteriormente que confia na Justiça e que as acusações serão esclarecidas.

Com informações de Metrópoles

[VÍDEO] Pastor reage a fala de Lula sobre a Igreja Lagoinha e dispara: “Lava tua boca, endemoniado”

Domingo, 04 de outubro de 2026

O pastor Samuel Vagner, da Igreja Batista da Lagoinha em Alphaville, reagiu às declarações recentes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a igreja e fez duras críticas ao petista.

O religioso chamou Lula de “irresponsável” e afirmou que o presidente não deveria criticar uma instituição que, segundo ele, reúne cerca de 1 milhão de pessoas.

“Esse cão desse presidente que falou mal da Lagoinha essa semana”, declarou o pastor. Em seguida, disparou contra Lula: “Lava a tua boca, endemoniado.”

Samuel Vagner também defendeu a atuação da igreja e afirmou que a instituição promove “salvação, libertação, cura” e transformação de famílias.

“A Lagoinha é uma igreja que tem salvação, libertação, cura, transforma família e faz muito mais do que esse presidente está fazendo”, afirmou.

[REVISTA OESTE] Golpe em gestação: Ministros apontam articulação de ala de Gilmar Mendes para contestar a eleição se Flávio Bolsonaro ganhar

Domingo, 04 de outubro de 2026

Foto: Igo Estrela / Getty Images
Por Cristyan Costa para a Revista Oeste
 
“Independência, equilíbrio e prudência.” Nunes Marques escolheu essas três palavras para anunciar como pretendia conduzir as eleições de 2026. Era 12 de maio, e o ministro assumia a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com uma defesa da liberdade de expressão e uma advertência: combater ameaças à democracia não autorizava “excessos incompatíveis com o Estado democrático de Direito”. Quatro anos antes, sob Alexandre de Moraes, o tribunal havia suspendido a divulgação de um documentário da Brasil Paralelo até depois do segundo turno. Agora, o novo presidente prometia contenção. Restava saber quanto espaço teria para praticá-la.
 
No Supremo Tribunal Federal (STF), a promessa encontrou desconfiança. Segundo apurou Oeste, uma ala da Corte discutia rever decisões da Justiça Eleitoral caso considerasse insuficiente a atuação de Nunes Marques e de seu vice, André Mendonça. A convivência tinha os contornos de uma trégua sob vigilância. Em junho, no programa Roda Viva, Gilmar Mendes tornou pública a disposição do Supremo de atuar como instância revisora diante de eventual parcialidade do TSE.
 
Nos meses seguintes, aquilo que parecia uma divergência jurídica começou a ganhar forma concreta em processos, liminares e decisões contraditórias. Na reta final da campanha, porém, três ministros ouvidos pela reportagem passaram a enxergar algo maior. Para eles, uma ala do Supremo prepara as condições jurídicas e políticas para que a disputa sobre os limites da Justiça Eleitoral não termine com a apuração dos votos. Caso o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) vença Lula, a batalha seguinte poderá ser pela legitimidade do próprio resultado.
Construção da narrativa
 
Na avaliação dessas fontes, o núcleo político da eventual contestação já está à vista: a suspeita de “interferência estrangeira” na campanha brasileira. Uma iniciativa do PT ajuda a entender por quê. Em 23 de setembro, o partido pediu ao ministro Flávio Dino uma investigação sobre uma possível atuação do governo de Donald Trump em favor de Flávio Bolsonaro. O pedido não foi apresentado em uma ação eleitoral. Entrou em um processo sobre a barragem de Mariana, em Minas Gerais, que já estava sob a relatoria de Dino. A escolha do caminho não era irrelevante. Naquela mesma ação, Dino havia estabelecido meses antes que decisões judiciais estrangeiras referentes ao Brasil só poderiam produzir efeitos no país mediante autorização do Supremo — uma reação às sanções impostas com base na Lei Magnitsky. O PT pediu que essa proteção fosse transportada para a eleição presidencial e alcançasse votação, apuração, proclamação do resultado e até diplomação do vencedor pelo TSE. “São bons de narrativa”, disse a Oeste um ministro, sob reserva. “Querem uma justificativa para questionar a vitória do adversário de Lula e esvaziar o TSE.”
 
O partido também requereu a abertura de investigação pela Polícia Federal e acesso a relatórios da Agência Brasileira de Inteligência. Pediu ainda que fossem avaliadas buscas no comitê de Flávio Bolsonaro e na sede nacional do PL, além de quebras de sigilo, mediante representação policial ou requerimento do Ministério Público. A petição cita relações com a organização norte-americana Rockbridge Network, publicidade no exterior favorável ao candidato e conteúdos utilizados por estruturas ligadas ao PL. O próprio documento, contudo, reconhece que o eventual financiamento estrangeiro precisa ser comprovado. Contatos internacionais, manifestações políticas e publicações produzidas no exterior, isoladamente, não demonstram que uma candidatura recebeu recursos ilegais.
 
É precisamente nesse espaço entre suspeita e prova que está a preocupação dos ministros ouvidos por Oeste. Uma investigação pode comprovar uma irregularidade. Pode também demonstrar que ela nunca existiu. O temor das fontes é outro: que a acusação adquira força política antes de qualquer conclusão e sobreviva até depois da contagem dos votos. A hipótese dos ministros é que, diante de uma derrota de Lula, a discussão deixe de ser apenas sobre propaganda, abuso de poder ou financiamento de campanha e se transforme em uma questão de soberania nacional. Nesse cenário, a controvérsia sairia da Justiça Eleitoral e chegaria ao Supremo com uma pergunta muito mais grave: uma vitória obtida sob alegada influência estrangeira poderia ser reconhecida? É esse salto — da fiscalização da campanha para a contestação do resultado — que dá dimensão à disputa em curso.
 
Disputa de poder
 
Outros processos das últimas semanas ajudam a compreender por que os ministros levam essa hipótese a sério. Em 25 de setembro, o vice-presidente do TSE, André Mendonça, determinou a retirada de publicações ligadas à informação falsa de que Flávio pretendia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. A ordem atingiu uma publicação do humorista Antonio Tabet. Para contestá-la, Tabet não abriu uma nova ação no TSE nem esperou o julgamento do colegiado eleitoral. Procurou Flávio Dino no Supremo e pediu que o ministro estendesse à publicação os efeitos de uma decisão tomada meses antes em outro caso — um processo envolvendo um vídeo sobre a inelegibilidade do ex-deputado Deltan Dallagnol.
 
Uma ação originada de uma disputa eleitoral no Paraná recebia, assim, um conflito da campanha presidencial. Dino acolheu o pedido e suspendeu a ordem de Mendonça antes de o TSE concluir o julgamento. A defesa de Flávio reagiu pelo mesmo caminho: recorreu a Luiz Fux em outra ação já existente no Supremo. Fux suspendeu a decisão de Dino e restabeleceu a determinação da Justiça Eleitoral. Dentro do próprio STF, portanto, duas decisões individuais apontavam em sentidos opostos sobre uma controvérsia que estava sob análise do TSE.
 
O tribunal eleitoral resolveu a questão em 30 de setembro. Manteve a retirada das informações falsas, mas preservou o post de Tabet depois de Mendonça ajustar seu voto. No dia seguinte, Dino reconheceu que seu processo havia perdido o objeto. Fez, contudo, uma ressalva: em questões constitucionais, a última palavra continuaria pertencendo ao Supremo. O episódio terminou. A disputa institucional, não. Antes disso, o Bolsa Família já havia mostrado como uma questão com impacto direto na campanha poderia sair da órbita do TSE. Em 18 de setembro, a pedido da Advocacia-Geral da União, o decano do STF reconheceu a legalidade do reajuste de 15% anunciado por Lula na véspera. Faltavam pouco mais de duas semanas para o primeiro turno. Gilmar decidiu dentro de um processo sobre a implementação da renda básica. Considerou que o aumento cumpria determinação anterior do Supremo e recompunha a inflação. Segundo apurou Oeste, integrantes da cúpula do TSE se irritaram com a iniciativa por entender que uma discussão sobre os limites eleitorais do reajuste deveria ocorrer na Justiça Eleitoral. O padrão se repetia: uma controvérsia surgida no meio da campanha era levada ao Supremo por meio de um processo aberto originalmente para discutir outro assunto.
 
Movimentos semelhantes apareceram nos Estados. Em Roraima, uma decisão de Dino sobre prazos de desincompatibilização afetou o registro de Arthur Henrique, candidato do PL apoiado por Flávio Bolsonaro. No Rio de Janeiro, um impasse no Supremo interferiu na sucessão temporária do governo estadual. No Ceará, Floriano de Azevedo Marques impôs restrições a adversários do governador petista Elmano de Freitas, decisão posteriormente suspensa por Mendonça. Os casos têm objetos, personagens e fundamentos diferentes. Não demonstram, isoladamente, uma articulação nacional. Para os três ministros ouvidos por Oeste, porém, ajudam a revelar algo que consideram decisivo: o Supremo já encontrou caminhos processuais para interferir em controvérsias eleitorais enquanto elas ainda estavam submetidas ao TSE.
 
Depois das urnas
 
É aqui que a preocupação muda de escala. Até agora, as intervenções atingiram publicações, registro de candidatura, acesso a recursos partidários, propaganda eleitoral e decisões administrativas com consequência política. A hipótese discutida nos bastidores do Supremo é que o mesmo mecanismo seja utilizado, depois da votação, sobre um objeto incomparavelmente maior: o resultado da eleição presidencial.
 
Na avaliação das fontes, a narrativa de interferência estrangeira daria o fundamento político dessa mudança. A disposição do STF de rever atos do TSE forneceria o caminho jurídico. Os pedidos já apresentados ao Supremo proporcionariam os processos. Faltaria o fato capaz de reunir essas peças: uma derrota de Lula. Se Flávio vencer, dizem os ministros ouvidos pela reportagem, a alegação de ingerência norte-americana poderia deslocar a discussão da contagem dos votos para as condições em que eles foram conquistados. O argumento deixaria de ser apenas o de proteger uma campanha contra uma ameaça estrangeira. Poderia servir para questionar a legitimidade da vitória do adversário.
 
Esse ponto é importante porque uma eleição presidencial não pode ser anulada apenas por suspeitas políticas. Seria necessário transformar a acusação em questão jurídica, apontar fatos, estabelecer nexo com a campanha e demonstrar consequência suficiente para comprometer a legitimidade do pleito. É justamente essa distância entre o discurso político e a consequência jurídica que torna decisivo o que ocorrerá depois do primeiro turno. Os três ministros consultados por Oeste não dizem que exista, hoje, uma decisão tomada para impedir a posse de Flávio Bolsonaro. O que afirmam é que estão sendo construídos argumentos, precedentes e vias processuais que poderiam ser acionados caso Lula seja derrotado.
 
Essa distinção precisa permanecer clara. A petição do PT não comprova uma operação para invalidar as eleições. As decisões de Dino, Gilmar ou outros ministros tampouco demonstram, isoladamente, uma ação coordenada. O alerta decorre da combinação desses movimentos e da leitura feita por integrantes da própria Corte sobre onde eles podem desembocar.
 
Na posse de maio, Nunes Marques prometeu independência, equilíbrio e prudência. Às vésperas da votação, porém, a disputa já ultrapassa os limites de sua presidência no TSE. O que está em jogo, na avaliação dos ministros ouvidos por Oeste, é saber se a autoridade da Justiça Eleitoral continuará valendo quando proclamar um vencedor que uma ala do Supremo não deseja. Se a hipótese dessas fontes se confirmar, a intervenção terá mudado de natureza. Deixará de servir apenas para rever decisões tomadas durante a campanha e alcançará a própria escolha feita nas urnas. A suspeita de interferência estrangeira poderá fornecer o argumento; os processos já abertos, o caminho; e o Supremo, a instância encarregada de decidir até onde vale o resultado proclamado pelo TSE. Nesse cenário, a eleição não terminaria com a contagem dos votos. O eleitor elegeria o presidente, mas a escolha permaneceria sujeita à aprovação de ministros que não receberam um único voto. A vontade popular deixaria de ser soberana. Entre a decisão das urnas e o exercício do poder, estaria a toga.
Revista Oeste

Esquenta cada vez mais o caldeirão do STF

 Domingo, 04 de outubro de 2026

Nada se compara ao que vimos nas últimas eleições.

Bolsonaro não podia sequer dar entrevistas dentro do Alvorada. Hoje, o mesmo palácio virou palco de vídeos inflamados e entusiastas.

O voto? Virou mercadoria. Não precisa ser pago na hora: basta esperar o depósito do fim do mês.

Nos palcos de campanha, vale tudo: “cinquenta conto”, pão com mortadela, ônibus para ir e vir.

As fake news? Disparadas sem pudor pelo candidato da esquerda. Até Nossa Senhora já se ruboriza.

O CALDEIRÃO DO PODER

Agora, os “indicados” da presidência — que jamais deveriam ser amigos ou chegados — estão no mesmo caldeirão.

Não apenas colaboram com a campanha, mas temem por seus próprios interesses.

A desfaçatez assusta até o mais simples dos cidadãos.

Ministros discutem abertamente ações contra si, mesmo diante de provas reais.

Definem seus rumos pelo quanto já “levaram”.

INTERVENÇÃO EXTERNA

E ainda se preocupam com a intervenção externa.

A mesma que já lhes foi útil no momento exato.

Escândalos abafados.

Despesas escondidas sob sigilo de 100 anos.

Primeira dama fora do país mais do que piloto comercial.

Malas que todos vêem, mas que “ninguém viu, ninguém verá”.

Proteção infalível do próprio rebanho.

CASAS DO POVO

Presidentes das chamadas “casas do povo” sentados sobre processos que não acabam.

Tudo já demonstrado, mas sempre carecendo de análise.

Os fatos e as falcatruas andam nus pelas ruas.

Mas atreva-se a falar alguma coisa...

E O POVO?

Enquanto isso, o trabalhador acorda às 5 da manhã, pega ônibus lotado, paga impostos caros, e vê seu dinheiro virar segredo de 100 anos.

Quem paga essa conta?

O povo. Sempre o povo. 

sábado, 3 de outubro de 2026

URGENTE: Nova pesquisa aponta vitória de Zucco no 1º turno

Sábado, 03 de outubro de 2026

Pesquisa Quaest divulgada neste sábado (3), na véspera do primeiro turno, mostra Luciano Zucco (PL) na liderança da corrida pelo governo do Rio Grande do Sul. O candidato aparece com 52% dos votos válidos, enquanto Juliana Brizola (PDT) registra 35%. Gabriel Souza (MDB) tem 12%, e Marcelo Maranata (PSDB) aparece com 1%.

Na sequência, Cesar Pontes (PCO), Priscila Voigt (UP) e Rejane de Oliveira (PSTU) registram 0% dos votos válidos. Com o percentual apresentado pela pesquisa, Zucco aparece numericamente acima do patamar necessário para encerrar a disputa já no primeiro turno, embora o resultado oficial dependa dos votos efetivamente registrados nas urnas.

Impressionante! Zucco está pronto para mudar o RS!

O levantamento foi encomendado pelo Grupo RBS e ouviu 2.004 eleitores com 16 anos ou mais entre os dias 2 e 3 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o número RS-08922/2026.

Fonte: Blog do BG

Ministro do TSE acaba de barrar a candidatura de um dos maiores nomes da direita no país

 Sábado, 03 de outubro de 2026

O ministro Floriano de Azevedo Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), indeferiu neste sábado (3/10) o registro de candidatura de Deltan Dallagnol (Novo) ao Senado pelo Paraná. A decisão foi tomada um dia antes do primeiro turno e reverte o entendimento do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), que havia autorizado a participação do ex-procurador da Operação Lava Jato na disputa.

Com a decisão, Floriano determinou que o TRE-PR altere imediatamente a situação do registro para “indeferida”. O ministro também estabeleceu que os votos eventualmente atribuídos a Deltan sejam considerados nulos na apuração, ainda que não haja tempo hábil para a atualização técnica dos sistemas eleitorais antes da votação deste domingo (4). 

A decisão é monocrática e ainda será submetida posteriormente ao plenário do TSE.

A determinação foi proferida em resposta a recurso apresentado pela Coligação Paraná para Todos, que apoia Requião Filho (PDT) na disputa pelo governo paranaense. A medida questionava a decisão anterior da Justiça Eleitoral do Paraná que havia permitido que Dallagnol concorresse ao Senado.

Ao analisar o caso, o ministro entendeu que o TRE-PR não apresentou elementos novos capazes de afastar a conclusão adotada pelo próprio TSE em 2023, quando a Corte cassou o registro da candidatura de Dallagnol à Câmara dos Deputados. Na ocasião, o tribunal decidiu por unanimidade pela cassação do registro do então deputado federal eleito.

A controvérsia está relacionada à saída de Dallagnol do Ministério Público Federal. Segundo o entendimento firmado pelo TSE em 2023, o então procurador pediu exoneração em novembro de 2021 enquanto respondia a procedimentos internos que poderiam resultar em sanções. A Corte considerou, naquele julgamento, que a exoneração ocorreu com o objetivo de evitar uma eventual inelegibilidade.

A Lei da Ficha Limpa estabelece oito anos de inelegibilidade para integrantes do Ministério Público que deixam o cargo enquanto respondem a processos administrativos disciplinares nas circunstâncias previstas pela legislação. Foi com base nesse entendimento que o TSE havia cassado o registro de Dallagnol em 2023.

A defesa do ex-procurador sustentou que o contexto havia mudado desde aquele julgamento. Entre os argumentos apresentados estavam o arquivamento de procedimentos no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) e a existência de novos documentos relacionados às circunstâncias da saída de Dallagnol do Ministério Público.

Floriano, contudo, rejeitou essa argumentação. Segundo o ministro, decisões posteriores envolvendo os procedimentos administrativos não alterariam a situação existente no momento em que ocorreu a exoneração.

“Por tudo que se tem nos autos, o quadro de 2023 se mantém: a exoneração tida como fraudulenta atingiu o seu objetivo, ocasionando a extinção anômala dos feitos”, escreveu.

Em outro ponto da decisão, o relator avaliou que a interpretação adotada pelo TRE-PR poderia acabar beneficiando Dallagnol justamente em razão da saída do Ministério Público que havia sido considerada irregular pelo TSE.

Floriano também afirmou que o tribunal regional não poderia simplesmente estabelecer interpretação diferente daquela anteriormente fixada pelo TSE sobre os mesmos fatos sem demonstrar uma alteração relevante no quadro jurídico ou factual. “Somente a Corte Superior pode superar sua própria interpretação sobre a mesma causa”, escreveu.

A decisão do ministro divergiu do parecer apresentado pela Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE), que havia defendido a manutenção do registro de candidatura de Dallagnol e pedido a rejeição do recurso apresentado pela coligação que contestava sua candidatura.

A candidatura do ex-procurador já estava sob restrições antes da decisão deste sábado. Em setembro, Floriano havia determinado a suspensão dos atos de campanha de Dallagnol, incluindo a utilização de recursos públicos, a participação em propaganda eleitoral no rádio e na televisão e outras atividades relacionadas à campanha. A medida foi posteriormente mantida pelo plenário do TSE.

O TRE-PR havia autorizado a candidatura em setembro. A maioria dos integrantes do tribunal regional entendeu que as circunstâncias verificadas em 2026 permitiam uma conclusão diferente daquela que havia levado à cassação do registro de Dallagnol em 2023.

Fonte: Jornal da Cidade Online

AO VIVO: A última e mais impactante live antes da eleição (veja o vídeo)

 Sábado, 03 de outubro de 2026

Uma live impactante está acontecendo agora...

 A última antes da eleição de amanhã.

Assista: 

  • Fonte: Jornal da Cidade Online

Contato : (84) 9 9151-0643

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