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sábado, 17 de janeiro de 2026

Atuação de Toffoli no caso do Banco Master é considerada ‘atípica’ por investigadores e advogados criminalistas

Sábado, 17 de janeiro de 2026

Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF

A condução da investigação sobre o Banco Master pelo ministro Dias Toffoli, do STF, tem sido considerada atípica por investigadores e advogados criminalistas.

Embora não haja críticas públicas, nos bastidores há estranhamento com decisões do ministro. Um dos principais questionamentos é por que o caso tramita no Supremo, já que, até o momento, não envolve parlamentares com foro privilegiado.

Aliados de Toffoli afirmam que ele domina o processo e que o sigilo é normal em investigações. Já outra ala da Corte vê a postura com desconforto.

Toffoli levou o caso ao STF após pedido da defesa do dono do banco, Daniel Vorcaro. Na ocasião, a PF havia apreendido um documento que mencionava um deputado, mas o material não fazia parte do foco da investigação.

Outras decisões também geraram críticas. Uma delas foi a tentativa de submeter um diretor do Banco Central a uma acareação com investigados. Após recurso do BC, o ministro esclareceu que o diretor não era investigado, e a PF cancelou a medida.

Na semana passada, Toffoli entrou em conflito com a Polícia Federal ao criticar a investigação e retirar dos agentes a análise inicial do material apreendido na Operação Compliance Zero.

Primeiro, determinou que os itens fossem enviados lacrados ao STF. Depois, transferiu a perícia para a PGR. Em novo recuo, autorizou novamente a PF a realizar a análise.

A decisão causou surpresa, já que a Polícia Federal possui equipe técnica especializada em perícias digitais.

Em nota, a Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais alertou que o atraso ou a realização de exames fora das unidades oficiais pode resultar em perda de provas, especialmente em dispositivos eletrônicos, onde vestígios podem ser alterados automaticamente pelos sistemas.

Segundo a entidade, a perícia da PF tem estrutura técnica e científica adequada para garantir a preservação das provas.

Delegada presa era namorada de líder do PCC

Sábado, 17 de janeiro de 2026




A prisão ocorreu durante operação realizada em São Paulo e Marabá, que também resultou na detenção temporária de um integrante do PCC que estava em liberdade condicional.

Layla tomou posse como delegada em 19 de dezembro no Palácio dos Bandeirantes, junto com outros 523 novos delegados. No entanto, documentos mostram que em 28 de dezembro, apenas nove dias depois, ela entrou com ação judicial representando Jardel, prática considerada ilegal para quem ocupa o cargo de delegada.

Na petição judicial, Layla solicitou que o Google removesse resultados de busca relacionados às prisões anteriores de seu companheiro.

O Ministério Público de São Paulo (MP-SP), responsável pela investigação, descobriu que Jardel esteve presente na cerimônia de posse de Layla, mesmo tendo sido preso em 2021 por suas atividades no PCC.

As investigações apontam que os vínculos da delegada com a organização criminosa vão além do relacionamento com Jardel. Segundo o MP, ela mantinha conexões pessoais e profissionais com outros membros da facção e participou de audiências de custódia representando integrantes do PCC após assumir o cargo público.

Fonte: Jornal da Cidade Online

Delegada esquece notebook dentro de Uber e motorista acaba preso pela PF

Sábado, 17 de janeiro de 2026




Segundo o boletim de ocorrência, o motorista, que trabalha há cerca de quatro anos com transporte por aplicativo, realizou normalmente a viagem até o aeroporto. Após deixar a passageira, ele aceitou uma nova corrida, desta vez retornando ao ponto de origem. Durante o novo trajeto, percebeu a existência de uma pasta no banco traseiro e concluiu que o objeto havia sido esquecido pela passageira anterior.

Pouco tempo depois, o condutor começou a receber diversas ligações. Ao atender, confirmou estar com o notebook e explicou que precisaria concluir a corrida em andamento antes de retornar ao aeroporto para fazer a devolução. 

Ele informou ainda que cobraria R$ 50 referentes ao deslocamento necessário para entregar o equipamento.

De acordo com o relato do motorista, a delegada se recusou a pagar o valor, afirmando que estaria sendo alvo de extorsão. Diante da recusa, ele enviou uma mensagem esclarecendo que o Código Civil prevê o recebimento de até 5% do valor de objetos achados, mas que, no caso, solicitava apenas o ressarcimento do trajeto adicional.

O motorista também destacou que, conforme orientação da plataforma para a qual presta serviço, o procedimento indicado é entregar itens esquecidos na delegacia mais próxima, e não diretamente ao proprietário. Ainda assim, ele afirma que seguiu até o local combinado para realizar a devolução.

Ao chegar ao aeroporto, no entanto, o motorista relata ter sido surpreendido por agentes da Polícia Federal. Ele foi conduzido inicialmente à delegacia da área aeroportuária, onde teve seus dados coletados, e posteriormente encaminhado à Superintendência da Polícia Federal em Brasília.

Na unidade policial, o motorista declarou que nunca havia sido detido antes e reafirmou que apenas solicitou o pagamento da taxa de deslocamento. Ele também apresentou o áudio que teria enviado à delegada durante a discussão:

“Aí, tá a lei pra senhora. Caso a senhora não conheça ou desconheça essa lei, a lei tá aí, tá? Eu tô fazendo só meu papel de devolver; Tem muito cara aí pilantra aí, que se esquecesse no carro deles, eles te roubavam, mas eu sou honesto, gosto de devolver as coisas pra todo mundo que entra no meu carro, parceira, entendeu? Aí você quer taxar os outros de menino, ninguém é menino, não. A senhora pode ser Polícia Federal, a senhora pode ser Presidente…”.

Após prestar depoimento, o motorista foi liberado. Apesar disso, ele acabou sendo bloqueado na plataforma de transporte após a denúncia de extorsão registrada contra ele.

Procurada, a Polícia Federal informou, por meio de nota, que o motorista teria desacatado os policiais federais que estavam no local no momento da devolução do notebook.

“Ele foi encaminhado à Superintendência Regional da Polícia Federal para esclarecimentos, sem prisão ou uso de algemas”, informou a corporação.

A PF também comunicou que será instaurado procedimento para apurar a eventual prática de crimes relacionados ao caso.

Fonte: Jornal da Cidade Online

Contato : (84) 9 9151-0643

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