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segunda-feira, 23 de março de 2026

Malu Gaspar mostra a 'saída honrosa para Moraes mandar Bolsonaro para casa'

Segunda, 23 de março de 2026


Segundo a colunista do O Globo, "aliados encontraram uma forma de convencer o ministro, que vinha resistindo a considerar os problemas de saúde do ex-presidente para mandá-lo para casa"

Leia o artigo na íntegra:

Depois da internação de Jair Bolsonaro para tratar de uma broncopneumonia que o levou para a UTI, aliados de Alexandre de Moraes acreditam ter convencido o ministro, relator do processo da trama golpista no Supremo Tribunal Federal (STF), a enviar o ex-presidente para a prisão domiciliar. Moraes vinha resistindo a considerar os problemas de saúde um motivo para enviar Bolsonaro para casa, mas aliados relatam ter encontrado um argumento que ele estaria propenso a aceitar: o de que a situação de Bolsonaro mudou radicalmente desde que negou o primeiro pedido, em novembro.

Isso porque, de acordo com os médicos de Bolsonaro e o relatório enviado pelo Hospital DF Star ao ministro, a saúde do ex-presidente piorou muito, a ponto de ele ter chegado ao hospital em estado grave e passado por uma “injúria renal aguda”. Segundo a equipe da coluna apurou, foram usadas três classes diferentes de antibióticos até conseguir debelar a infecção, e ainda será necessário esperar até o dia 27 para que ele tenha alta, apesar de seu estado de saúde agora estar estável.

De acordo com seus próprios médicos, Bolsonaro precisa de acompanhamento 24 horas para evitar uma nova broncoaspiração como a que levou à internação.

Todos esses detalhes ajudaram a compor a linha de raciocínio que deve ser incorporada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) na resposta ao pedido de manifestação feito por Moraes nesta sexta-feira, depois que a defesa pediu que ele reconsiderasse a decisão de manter Bolsonaro no 19º Batalhão da Polícia Militar, localizado dentro do Complexo da Papuda e conhecido como “Papudinha”.

Em novembro, ainda antes do início do cumprimento da pena, o ex-presidente foi detido na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, quando tentou romper com uma solda a tornozeleira eletrônica que usava em casa.

Desde então, ele foi condenado e enviado para a Papudinha, prisão do Distrito Federal. Apesar de já ter passado mal algumas vezes depois disso, Moraes sempre rejeitou enviá-lo para casa, alegando perigo de fuga.

Na última terça-feira (17), o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o advogado do ex-presidente, Paulo Amador Bueno, tiveram uma audiência com Moraes em que apresentaram um pedido de reconsideração das decisões anteriores. A ex-primeira-dama, Michelle, também fez o mesmo pedido quando esteve pessoalmente com Moraes no início do ano, quando o ex-presidente se recuperava de uma queda na cela da PF.

Apesar de não ter nenhuma vontade de atender ao pleito dos advogados, Moraes recebeu vários apelos de outros ministros do Supremo e até de interlocutores de Lula, preocupados com o risco de Bolsonaro morrer na cadeia, o que impulsionaria a candidatura presidencial de Flávio.

Diante de todos esses apelos, Moraes parece mais disposto a atender ao pedido – desde que não fique patente que ele cedeu, mas sim que a reconsideração se deve a uma mudança drástica no cenário que se tinha até então.

Fonte: Jornal da Cidade Online

Vaza informação de dentro do Supremo e ministros já dão como certa saída de Toffoli

Segunda, 23 de março de 2026




De acordo com relatos, embora Toffoli sustente internamente que não pretende deixar o cargo — inclusive tendo adotado a medida de suspeição em processos relacionados — há magistrados que consideram sua saída um desfecho praticamente inevitável.

“O ministro Dias Toffoli é categórico nos bastidores ao dizer que não vai sair do STF, inclusive, fez o movimento de suspeição por isso. Mas, por outro lado, há ministros que avaliam que será inevitável uma renúncia, uma aposentadoria. Quando que o Supremo vai sair do epicentro da crise do Banco Master? Ninguém tem esperança de que isso aconteça rapidamente. E, portanto, uma saída do ministro Dias Toffoli poderia aliviar essa crise”, declarou o comunicador.

Ainda conforme a análise, o entendimento interno é de que, apesar de Alexandre de Moraes também enfrentar pressões, ele conta com maior sustentação política e institucional. Esse fator contribuiria para um tratamento distinto entre os dois ministros no contexto atual.

“O presidente Lula tem algumas rusgas com Dias Toffoli. Inclusive, foi ele que indicou Toffoli para o STF em 2003, e depois quando estava preso, ele não permitiu que Lula fosse no velório do irmão dele. Isso criou um clima muito ruim entre os dois, e que também prejudica a situação. Muito diferente de Moraes, que conduziu todo o processo contra Jair Bolsonaro. (…) Portanto, ele [Moraes] tem hoje um simbolismo maior dentro da Corte. Sacrificar Alexandre de Moraes teria um custo político muito maior que sacrificar Dias Toffoli”, relatou Teixeira.

Paralelamente, conforme já noticiado, a Polícia Federal avalia que eventuais desdobramentos envolvendo ministros do STF no caso estariam diretamente ligados às decisões do relator do processo, o ministro André Mendonça. A leitura dentro da corporação é de que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, estaria alinhado a uma ala do Supremo que busca conter os danos institucionais e reduzir o impacto da crise.

Fonte: Jornal da Cidade Online

CPIs tentam ouvir ex de Vorcaro e esbarram em sumiço antes de depoimentos

Segunda, 23 de março de 2026

Foto: Reprodução/Redes Sociais

As investigações no Congresso Nacional voltaram suas atenções para Martha Graeff, ex-noiva do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, considerada peça-chave para esclarecer possíveis conexões do empresário com autoridades. A influenciadora tem depoimentos marcados nesta semana, mas, segundo apuração, ainda não foi localizada pelas comissões.

A oitiva está prevista na CPMI do INSS, na segunda-feira (23), e também na CPI do Crime Organizado do Senado, na quarta (25). Parlamentares querem explorar informações que ela teria presenciado durante o relacionamento, especialmente encontros e conversas envolvendo o ex-banqueiro.

Mensagens analisadas pela CPMI indicam que Vorcaro relatava reuniões com figuras de alto escalão, incluindo menções a “Alexandre Moraes” — referência que levanta suspeitas e amplia a pressão por esclarecimentos. O ministro Alexandre de Moraes já negou envolvimento nas conversas.

Outro ponto que chamou atenção dos investigadores foi um relato de Vorcaro sobre um encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, classificado por ele como “muito forte”, além de uma suposta “extorsão” em Brasília, mencionada em diálogos com a então companheira.

A convocação de Martha também surge como alternativa diante da ausência do próprio Vorcaro, que teve presença facultativa autorizada pelo ministro André Mendonça. Para parlamentares, o depoimento da influenciadora pode ajudar a revelar a dimensão das relações entre interesses privados e o poder público.

Contato : (84) 9 9151-0643

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