martins em pauta

sábado, 3 de outubro de 2026

“ATO DE IMPÉRIO”: Maierovitch diz que Estela feriu democracia e Gilmar “rasgou a legislação”

Sábado, 03 de outubro de 2026

Fotos: Luiz Roberto/TSE e Victor Piemonte/STF

O jurista Wálter Maierovitch fez duras críticas às decisões que levaram ao cancelamento do debate presidencial da TV Globo. Para ele, a ministra do TSE Estela Aranha e o ministro do STF Gilmar Mendes cometeram atos que podem configurar crime de responsabilidade e afrontaram direitos como liberdade de imprensa e acesso à informação.

“Estela praticou ato de império numa democracia. Ela legislou, ela quebrou a tradição de debate”, afirmou Maierovitch ao UOL News. A ministra havia proibido a Globo de exibir o púlpito vazio de Lula (PT) e de permitir perguntas ao candidato ausente.

Já sobre Gilmar, que obrigou a emissora a incluir Renan Santos (Missão) no debate, o jurista disse que o ministro “furtou competência” do TSE e desconsiderou a legislação eleitoral. “Ele rasgou a legislação. Essa regra foi jogada no lixo”, declarou.

Para Maierovitch, o episódio expôs um “partidarismo” dentro do Judiciário e atingiu a credibilidade das instituições em plena reta final da eleição.

CRISE NO STF: Após guerra de liminares, Fachin cria regra para evitar que pedidos ao Supremo caiam com ministro específico

Sábado, 03 de outubro de 2026

Foto: Andressa Anholete/STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) adotou novas regras para controlar a vinculação de pedidos a processos que já estão em andamento na Corte. A medida, assinada nesta sexta-feira (2) pelo presidente do tribunal, ministro Edson Fachin, busca evitar que novas demandas sejam direcionadas automaticamente a um relator específico.

Pela nova regra, petições apresentadas por terceiros ou que busquem atingir pessoas, atos ou fatos que não estejam relacionados ao processo original passarão por uma análise prévia. Se não houver conexão suficiente, o pedido será transformado em um novo processo e distribuído por sorteio ou prevenção.

A medida ocorre após uma sequência de decisões divergentes entre ministros, que gerou a chamada “guerra de liminares” dentro da Corte. Um dos episódios mais recentes envolveu decisões de André Mendonça, Flávio Dino e Luiz Fux sobre publicações relacionadas ao título de padroeira do Brasil atribuído a Nossa Senhora Aparecida. Em outro caso, Gilmar Mendes também analisou um pedido apresentado dentro de um processo antigo para determinar que a TV Globo incluísse o candidato Renan Santos em um debate presidencial.


Estranhamente, publicação impactante de Caio Coppolla às vésperas da eleição é "derrubada"

Sexta, 03 de outubro de 2026

A Meta retirou do ar, nesta quinta-feira, 1º de outubro de 2026, uma publicação do comentarista político Caio Coppolla no Instagram. No vídeo, Coppolla contestava uma análise da jornalista Vera Magalhães sobre a existência de um “ódio de classe” direcionado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Na publicação, o comentarista reproduzia um trecho da análise feita pela jornalista e argumentava que a rejeição a Lula não estaria relacionada a preconceito. Coppolla também mencionava o histórico eleitoral do petista para sustentar sua avaliação.

“Não só Lula da Silva foi eleito três vezes, como foi o líder político mais bem avaliado da história do país”, diz o comentarista. 
“Que ódio é esse que se manifesta de forma tão gentil?”.

Em seguida, Coppolla citou o desempenho eleitoral do PT nas últimas eleições presidenciais e relacionou o crescimento do antipetismo aos escândalos de corrupção associados ao partido.

“A rejeição ao Lula não é fruto de preconceito, mas de experiência”, afirma.

O comentarista voltou a publicar o vídeo no início da manhã desta sexta-feira, 2 de outubro. Até o momento, o conteúdo permanece disponível no Instagram.

Coppolla questiona remoção

Após a retirada da publicação, Coppolla utilizou os stories do Instagram para questionar a decisão da Meta e acusar a empresa de censura. O comentarista também perguntou qual seria a justificativa para a remoção do conteúdo durante o período que antecede a eleição.

“É isso mesmo, Meta?”, questiona. 
“Censurar conteúdo orgânico de profissional de imprensa na véspera da eleição? Qual resolução te obriga a censurar conteúdo de crítica política?”.

Na sequência, Coppolla voltou a contestar a medida adotada pela plataforma e afirmou que o vídeo não continha ofensas nem informações falsas.

“Um vídeo meu (crítica política, sem ofensa e sem informação falsa) foi banido do território nacional às vésperas da eleição”, continua. “Sem processo, sem contraditório, sem que ninguém assinasse ordem. (…) Isso tem nome: censura.”

REFORÇO: Tarcísio promete entrar de vez na campanha de Flávio no 2º turno e ajudar até fora de SP

Sábado, 03 de outubro de 2026

Reprodução

O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta sexta-feira (2) que pretende reforçar a campanha de Flávio Bolsonaro (PL) em um eventual segundo turno presidencial, inclusive com agendas fora do estado.

“Se acontecer de realmente encerrar a disputa em São Paulo no domingo, eu já estaria também, de qualquer forma, mesmo que não encerrasse, à disposição do Flávio para ajudá-lo muito no segundo turno aqui em São Paulo e até fora do estado”, declarou.

Pesquisas apontam a possibilidade de Tarcísio derrotar Fernando Haddad (PT) ainda no primeiro turno. Já Lula (PT) e Flávio aparecem tecnicamente empatados nos principais cenários presidenciais.

Você não vai acreditar no que diz a Folha de S.Paulo

 Sábado, 03 de outubro de 2026

Em editorial publicado nesta quinta-feira (1º), a Folha de S.Paulo criticou decisões tomadas por integrantes do Judiciário durante a reta final do debate entre candidatos à Presidência realizado pela Rede Globo. O jornal afirmou que autoridades judiciais “rasgam a toga, atropelam os ritos e fazem o diabo para favorecer a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT)”.

A publicação, intitulada Ataque de Juízes Prejudica Neutralidade da Eleição, classificou as intervenções como uma ameaça à imparcialidade do processo eleitoral. Segundo o periódico, decisões tomadas às vésperas do debate teriam contribuído para o cancelamento do programa pela emissora, que alegou “insegurança jurídica”.

"Um patrimônio da democracia brasileira está ameaçado. As constantes e cada vez mais audaciosas intervenções impróprias e partidárias de juízes do Supremo Tribunal Federal no processo eleitoral estão corroendo a autoridade da arbitragem do processo, que deveria ser neutra, previsível e equidistante", disse a Folha.

Um dos episódios citados pelo jornal envolve o ministro Gilmar Mendes. De acordo com o editorial, o magistrado teria “tomado atalho processual e monocrático” ao determinar que a TV Globo permitisse a participação do candidato a presidente Renan Santos (Missão), pouco antes do início do debate, contrariando decisão anterior da ministra Cármen Lúcia.

"Renan não tem respaldo da lei eleitoral para receber assento obrigatório no debate. Ganhou o tíquete de presente de Gilmar porque prometia atazanar Flávio Bolsonaro (PL) no programa. No pretexto do juiz, de preservar a liberdade de expressão, acredita apenas quem não assistiu ao festival de censuras protagonizado pelo Supremo, com o endosso do decano, nos últimos anos", assinalou o periódico.

A Folha também direcionou críticas à decisão da ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Estela Aranha. O jornal classificou a medida como “censura de fato” e “episódio abominável”.

A magistrada havia determinado que a Globo não mantivesse o púlpito destinado a Lula vazio durante o debate. A emissora pretendia permitir que os demais candidatos fizessem perguntas direcionadas ao petista como forma de protesto pela ausência do presidente.

"Na agonia para favorecer o incumbente, agora se decide o que uma emissora pode transmitir ao público num debate. A cadeira vazia, símbolo do desprezo dos candidatos pela prestação de contas, tem uma longa tradição no Brasil. Mas a Lula, casuisticamente, não se aplica. O debate foi cancelado, e só os petistas comemoraram", adicionou.

Ao concluir o editorial, o jornal voltou a questionar a atuação de integrantes do Judiciário na condução do processo eleitoral. A Folha afirmou que “intervir com tal descaramento na mediação do processo” era anteriormente associado a uma “república de bananas”, mas que esse tipo de comportamento teria passado a ser tratado como aceitável.

O periódico também lamentou o que classificou como “autodestruição” da democracia brasileira, afirmando que esse processo estaria sendo conduzido “por quem tem o dever de defender a Carta”.

Fonte: Jornal da Cidade Online

3 casos de “imbecilidade” de Lula

 Sábado, 03 de outubro de 2026

Para o jornalista Claudio Magnavita, Lula está vivendo um momento de desespero e desandou a cometer verdadeiras imbecilidades. Em artigo publicado no Correio da Manhã, Magnavita enumera 3 recentes imbecilidades cometidas pelo petista. Confira:

Um presidente da República chamar o deputado mais votado da história do Brasil de imbecil não é só quebra de decoro. É sinal de desespero. O que está ocorrendo com Lula nos últimos dias da eleição é um raro caso de imbecilidade. Ele, e ainda a primeira-dama, Janja da Silva, resolveram partir para uma agressão sem proporção contra o deputado Nikolas Ferreira.
A maior imbecilidade de Lula foi expor o seu fiel aliado no Supremo Tribunal Federal, o ex-governador do Maranhão e seu ex-ministro da Justiça, Flávio Dino, a um telefonema em palanque no Pará. Em plena crise do uso eleitoral do STF e da atuação dos ministros lulistas pró-reeleição, expor, em palco, o seu afago a Dino desafia qualquer código de ética.
A questão das Bets é outra imbecilidade presidencial. O governo regulamentou e cobrou outorgas e, agora, volta atrás dizendo que a situação causou um efeito crônico na saúde do brasileiro. Jogou a segurança jurídica do Brasil na lata do lixo.
O termo imbecil foi trazido pelo próprio Lula ao contexto político. Um jargão, que pode ser usado agora, já que o próprio Lula fez perder o respeito com uma agressão chula em desespero eleitoral.
A onda do anti-petismo não está na crise do STF ou no Master. Está no caixa de supermercado e na disparada da cesta básica. A ficção da picanha foi, sem dúvida, a primeira imbecilidade eleitoral. O deputado Nikolas Ferreira ganhou um presente de Lula e Janja na semana da eleição. Ele materializa a onda anti-PT que toma conta do país.

Revoltado, Gilmar telefona pessoalmente para donos de veículos de comunicação

 Sábado, 03 de outubro de 2026

Nas últimas semanas, Gilmar Mendes teria procurado diretamente proprietários de veículos de comunicação.

O motivo? Manifestar descontentamento com críticas direcionadas à Corte.

Segundo informações da Revista Oeste, o ministro telefonou para o proprietário de uma grande emissora de televisão e também para o publisher de um jornal de circulação nacional. Nas conversas, Mendes teria demonstrado insatisfação com editoriais e reportagens que apresentavam críticas ao STF.

Os contatos ocorreram em meio ao aumento das críticas de veículos tradicionais aos ministros do Supremo. 

Entre os assuntos que ampliaram a tensão estão as repercussões do escândalo envolvendo o Banco Master e, mais recentemente, as intervenções da Corte em questões relacionadas à Justiça Eleitoral.

Fonte: Jornal da Cidade Online

FALOU GROSSO: Fachin diz que fatos envolvendo ministros no caso Master devem ser apurados “sem exceção”

Sábado, 03 de outubro de 2026

Reprodução

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, afirmou que fatos envolvendo ministros da instituição nas investigações do Banco Master devem ser apurados “sem exceção de pessoa”. A manifestação foi enviada nesta sexta-feira (2) ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

No ofício, Fachin disse que todas as comunicações encaminhadas ao Supremo, desde que apresentadas de forma integral, receberão os “encaminhamentos devidos”.

O ministro também defendeu que as apurações respeitem as regras constitucionais e processuais, preservando tanto a autonomia da PF quanto as competências do STF.

Fachin deverá se reunir com representantes da Polícia Federal na segunda semana de outubro para tratar das menções a integrantes da Corte encontradas no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.


Um dos mais renomados juristas do país vai pra cima de Moraes

 Sábado, 03 de outubro de 2026

O jurista Ives Gandra comentou os episódios envolvendo o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Ao tratar do caso, Gandra ressaltou que prefere analisar circunstâncias, documentos e fatos concretos, em vez de fazer avaliações pessoais, mas afirmou que alguns pontos ainda precisam ser esclarecidos.

Entre os assuntos abordados esteve o contrato firmado entre o escritório da esposa de Moraes, Viviane Barci, e o Banco Master. Segundo Gandra, os valores previstos no acordo chamam atenção quando comparados à sua experiência de décadas na advocacia. O contrato envolvia R$ 129 milhões.

"É muito estranho o contrato. Em advocacia, nos melhores escritórios do Brasil, eu só vejo contratos com valores elevados quando você tem uma questão judicial de valor muito elevado, uma discussão séria real", disse.

O jurista também colocou em dúvida a natureza dos serviços estabelecidos no contrato. De acordo com sua experiência profissional, valores dessa magnitude não seriam habituais em trabalhos relacionados à assessoria interna de uma instituição.

Outro ponto levantado durante a entrevista foi a relação entre Vorcaro e Moraes. Para Gandra, a dinâmica dos contatos entre os dois também é uma questão que deveria ser explicada.

"Se ele contratou a esposa, por que só tinha contato com o marido? Nos momentos mais cruciais que ele estava para ser preso, por que que ele não ligava para a sua advogada, mas ligava pro marido da advogada?", questionou.

Na avaliação do jurista, a falta de esclarecimentos públicos sobre determinados aspectos do episódio acaba alimentando dúvidas e ampliando o desgaste em torno da imagem do Supremo Tribunal Federal. Gandra defendeu que situações capazes de gerar questionamentos sejam devidamente explicadas pelas autoridades envolvidas.

"Sempre explicar é muito melhor do que deixar a imaginação popular funcionar", apontou.

Para o jurista, esclarecimentos sobre o caso poderiam ajudar a diminuir a repercussão da crise institucional e impedir que o episódio continue produzindo impactos sobre a percepção pública a respeito do STF.

Apesar das críticas e questionamentos, Gandra fez uma ressalva sobre a necessidade de examinar todos os elementos disponíveis antes de formular conclusões. Ao relembrar sua trajetória como advogado e professor, afirmou que não considera apropriado fazer julgamentos antecipados sem conhecer integralmente os detalhes de uma questão.

"Não faço nunca como advogado juízos de valor antecipado. Eu ensinava pros meus alunos… coloco no decálogo do advogado que fiz para todos os meus alunos das diversas universidades no Brasil e no exterior. Sempre devemos só julgar depois de conter todas as peças, conhecer todos os detalhes de uma questão."


Fonte: Jornal da Cidade Online 

As eleições e o futuro do STF

Sábado, 03 de outubro de 2026

O que está em jogo no próximo dia 4 de outubro — data em que escolheremos nossos representantes nas Casas Legislativas, nos Executivos estaduais e o mandatário máximo da nação — vai muito além de uma disputa polarizada entre direita e esquerda.

Nestas eleições, poderemos, por meio do voto, dar voz às nossas pretensões para o futuro do país. O cidadão, ao votar, terá parcela de responsabilidade por uma possível mudança naquilo que temos experimentado nos últimos anos e, por que não dizer, nos últimos mandatos.

A escolha nas urnas expressará se concordamos com o recorde de déficit público, com os escândalos de corrupção — a exemplo do Mensalão, do Petrolão (desvelado pela Operação Lava Jato), do desvio de dinheiro de aposentados do INSS e do caso Banco Master — e com as despesas vultosas de viagens "oficiais" da atual primeira-dama, ou se buscamos uma renovação de lideranças capaz de estancar tais distorções, que impõem grave desgaste econômico e moral ao Brasil.

Costumo dizer que as eleições representam o ápice da democracia, momento no qual, independentemente de credo, etnia ou condição financeira, o voto de cada cidadão tem o mesmo valor.

Quando se fala em democracia, não há como deixar de fora o Poder Judiciário, notadamente o Supremo Tribunal Federal, cujos integrantes, embora não eleitos, são indicados pelo Presidente da República, com a aprovação do Senado Federal.

A relevância do cargo de Ministro da mais alta corte de justiça está ligada às funções constitucionais daquele sodalício, ao qual compete, precipuamente, a guarda da Constituição.

Para o exercício desse múnus público, a Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman — Lei Complementar nº 35/1979) exige conduta irrepreensível na vida pública e particular. A lei veda expressamente aos magistrados manifestar opinião sobre processo pendente de julgamento, seu ou de outrem, emitir juízo depreciativo sobre despachos, votos ou sentenças de órgãos judiciais e exercer qualquer atividade político-partidária.

Não é aceitável nem concebível que tenhamos um Ministro levantando o dedo do meio para a população, encontros reservados com chefes dos demais Poderes fora da agenda oficial, agressões verbais entre pares em sessões plenárias, motivadas por divergências hermenêuticas, e, conforme noticiado recorrentemente pela imprensa, suspeitas e ilações em torno de casos rumorosos.

No julgamento que tinha por objetivo analisar o pedido de investigação contra o Ministro Alexandre de Moraes por suposto envolvimento com Daniel Vorcaro no escândalo do Banco Master, além de se ter permitido que a parte interessada participasse e proferisse voto em seu favor, houve um espetáculo à parte de embates e ofensas entre os Ministros.

O Ministro aposentado Marco Aurélio Mello, em entrevista à CNN Brasil, afirmou textualmente:

"É preciso entender que o exemplo vem de cima. O que ocorreu na sessão é algo que não deveria ocorrer jamais, e não queria estar na cadeira de presidente, naquela coordenação de antagonismos exacerbados, com ofensas."

Por que suscitar, em um artigo sobre o processo eleitoral, os deveres da magistratura e o papel do STF? A resposta divide-se em dois pontos cruciais:

1 – Os membros da Suprema Corte não estão sujeitos à Corregedoria Nacional de Justiça, exercida no âmbito do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), restando contra eles apenas a punição por crimes de responsabilidade, de competência do Senado Federal — e somente se o Presidente do Senado aceitar a abertura do processo, prerrogativa exclusiva de quem ocupa essa função.
2 – O próximo Presidente da República indicará quatro pessoas para ocuparem assentos no tribunal, com a responsabilidade de interpretar a Carta Magna e julgar litígios de máxima relevância para a sociedade.

Não adianta falarmos em democracia, em separação dos Poderes e em conduta ilibada de magistrados se temos um STF que tem extrapolado suas funções, imiscuindo-se nas competências dos demais Poderes, o que se denomina ativismo judicial.

Juristas de renome, como Ives Gandra Martins, chegaram a afirmar que vivemos um período de ditadura judicial.

Além disso, a credibilidade das instituições exige transparência absoluta: suspeitas noticiadas acerca da contratação de escritórios de advocacia ligados a familiares de magistrados ou de transações patrimoniais vultosas precisam ser esclarecidas com rigor republicano, e não sumariamente desconsideradas.

Por fim, a indicação de um Ministro deveria basear-se em critérios técnicos e na vida pregressa do indicado, não cabendo a indicação de amigos e políticos, como ocorreu com Flávio Dino, Dias Toffoli e Cristiano Zanin.

As eleições deste ano não apenas definirão nossos representantes no Congresso e no Executivo, mas também, por via reflexa, influenciarão diretamente a composição futura do tribunal constitucional. Que essa escolha contribua para que a Corte se fortaleça como guardiã das liberdades e esteio inegociável da ordem democrática.

Fonte: Jornal da Cidade Online

Contato : (84) 9 9151-0643

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