Domingo, 08 de novembro de 2026
Um escândalo financeiro sem precedentes provocou um verdadeiro terremoto político e social no Paraguai. A liquidação extrajudicial do Ueno Bank, a maior instituição digital do país, com 2,9 milhões de clientes (cerca de 40% da população), deflagrou uma crise institucional que culminou na destituição e prisão do presidente Santiago Peña, além de bloquear o acesso a fundos públicos essenciais e congelar economias de milhares de correntistas.
A derrocada da instituição ocorreu após uma intervenção do Banco Central do Paraguai (BCP), que constatou que o nível de solvência do Ueno havia despencado para menos da metade do mínimo exigido por lei. As investigações do Ministério Público apontam que a diretoria do banco alterava balanços para simular estabilidade financeira e concedia empréstimos irregulares a empresas vinculadas ao grupo controlador. Ocho ex-dirigentes da financeira já tiveram a prisão decretada.
O colapso financeiro atingiu diretamente as engrenagens do Estado. A instituição custodiava cerca de US$ 850 milhões em recursos públicos, abrigando fundos estratégicos do Instituto de Previdência Social (IPS), prejudicando a subsistência de mais de 32 mil aposentados, além de verbas da Administração Nacional de Eletricidade (ANDE) e do Corpo de Bombeiros Voluntários do Paraguai. Sem acesso ao caixa depositado, os bombeiros, que operam sob regime voluntário, viram-se forçados a reduzir drasticamente suas operações de emergência.
No âmbito político, os desdobramentos foram fulminantes. Santiago Peña, acionista do grupo controlador da holding do banco até o início de 2025, foi acusado pela oposição de conflito de interesses, acobertamento de fraudes e direcionamento indevido de verbas estatais.
Embora o ex-mandatário tenha apresentado uma carta de renúncia, o Senado optou por não acatar o pedido e prosseguiu com o julgamento político. Em um rito sumário de apenas 48 horas, o Congresso aprovou o impeachment do presidente por unanimidade na Câmara e por 44 votos a favor no Senado. Horas após perder a imunidade do cargo, Peña foi detido pela Polícia Nacional em sua residência, em Assunção, e agora responde a processos criminais na Justiça comum por seu suposto envolvimento no esquema.
Com informações do Metrópoles




















Opinião dos leitores
Senhoras e senhores, alguém aí tem alguma dúvida, que não estamos em uma ditadura? Nem no regime militar tinha tanta decisão absurda em prol dos interesses de quem tá no poder, na “cara-dura”! Observem, que eles nem se preocupam em esconder os conluios excusos. Não vale mais a pena a pessoa perder um precioso descanso ou lazer de um domingo, pra sair de casa e exercer o tal “ato de cidadania”, também conhecido por votar em uma eleição. Pra quê? Se também na cara-dura eles manipulam as urnas? Melhor mesmo, se puder, é justificar o voto e aproveitar o domingo com a família.
Isso pode, Arnaldo? Só num país sem moral como é que isso é possível.
E essa, pode?
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, se reuniram em um jantar reservado na noite de 4 de agosto de 2026 na residência do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, em Brasília
Que vergonha hein “ministros”??
Que país é esse alguns membros do STF virando cabo eleitoral de um ser chamado alcolumbre, ei brasil acabou.
Tem que impichimar esses sujeitos politicos que se encontram no stf destruindo a CONSTITUIÇÃO Brasileira, fora todos.
“Vamos tomar o poder que é diferente de ganhar uma eleição”.
José Dirceu.