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segunda-feira, 1 de junho de 2026

RN tem 31,6 mil contratos do Fies em atraso e dívida de estudantes supera R$ 1,2 bilhão

Segunda, 01 de junho de 2026

Foto: Getty Images

O Rio Grande do Norte acumula mais de R$ 1,26 bilhão em dívidas do Fies, com cerca de 31,6 mil contratos firmados até 2017 em situação de atraso, segundo dados do Ministério da Educação (MEC). O valor médio da dívida é de aproximadamente R$ 40 mil por beneficiário, segundo reportagem do jornal Tribuna do Norte.

A maior parte dos devedores é formada por jovens: 72% têm até 30 anos. As mulheres representam 62% dos contratos. Para especialistas, a dificuldade de inserção no mercado de trabalho e os baixos salários explicam boa parte da inadimplência.

Os economistas Janduir Nóbrega e William Pereira avaliam que o endividamento reduz o consumo, dificulta o acesso ao crédito e impacta a economia local. Segundo eles, a renegociação das dívidas pode contribuir para recolocar recursos em circulação e melhorar a situação financeira dos beneficiários. Eles destacam que a renegociação pode devolver acesso ao crédito e melhorar o planejamento financeiro dos estudantes, mas alertam para a importância de evitar novos ciclos de endividamento.

A reportagem mostra casos como a da nutricionista Jéssica Nascimento que conseguiu quitar uma dívida de mais de R$ 49 mil após negociação, pagando cerca de R$ 15 mil. E mostra também a situação da enfermeira Amanda Carolinne que ainda enfrenta parcelas mensais e afirma que o financiamento continua pesando no orçamento.

Há também casos de estudantes que não concluíram a graduação, mas permaneceram com a dívida. É a situação de Moab Ferreira, que interrompeu o curso em 2014 e hoje busca renegociar um débito de cerca de R$ 27 mil.

Para reduzir a inadimplência, o governo federal mantém o programa Desenrola Fies, que permite renegociar débitos com descontos e parcelamentos. A adesão pode ser feita até 31 de dezembro nos canais do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal. Segundo o Banco do Brasil, mais de 25 mil contratos já foram renegociados em todo o país, somando cerca de R$ 1,4 bilhão.

Fonte: Blog do BG

ABANDONO: RN perde R$ 9 bilhões com desastres e Governo Lula devolve menos de 5% em ajuda federal

Segunda, 01 de junho de 2026

Foto: Cícero Oliveira

O RN enfrentou um prejuízo avassalador de R$ 9,17 bilhões causados por desastres naturais — principalmente a seca e a estiagem — entre os anos de 2013 e 2025. As informações são da Tribuna do Norte.

Desse montante bilionário de perdas, o governo federal enviou uma ajuda de apenas 4,3% (míseros R$ 398,71 milhões) para conter os danos nos municípios potiguares. Os dados oficiais foram divulgados pelo levantamento da Confederação Nacional dos Municípios (CNM).

De acordo com o relatório, o RN é o quarto estado no ranking nacional com mais decretos de emergência por escassez hídrica, acumulando 3.360 registros de seca e 247 por excesso de chuvas.

O setor mais castigado foi o privado — com destaque para a quebra de safras na agricultura e perda de pastagens na pecuária —, que concentrou R$ 4,81 bilhões do prejuízo total, seguido de perto pelo setor público, com R$ 4,29 bilhões em danos.

Atualmente, o cenário continua crítico: 114 municípios potiguares estão com situação de emergência reconhecida e a Operação Carro-Pipa precisa atender mais de 90 mil cidadãos no interior.

Oposição quer debate sobre transição para fim da escala 6×1 e insistirá em texto alternativo no Senado

Segunda, 01 de junho de 2026

Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

O fim da escala 6×1 no Senado deve ter novos capítulos nos debates que foram enfrentados na Câmara dos Deputados. O período de transição e os acordos de horas serão temas levantados pela oposição. O grupo deve usar a PEC (proposta de Emenda à Constituição) alternativa, apresentada nesta semana, como moeda de troca nas negociações.

O tema mais sensível é o período de transição para a redução da escala e da jornada de trabalho. Os partidos da direita têm feito coro à demanda dos empresários de ampliar o tempo até a implementação da medida. No argumento dos representantes de diferentes setores, isso “suavizaria os impactos econômicos”.

Da forma como veio da Câmara, o texto propõe a redução da jornada de 44 horas para 40 horas por semana, em até 14 meses após a promulgação da medida. O fim da escala 6×1 e os dois dias de descanso semanais para os trabalhadores passam a valer 60 dias depois que a PEC for aprovada nas duas Casas.

Esse tempo é visto como “impraticável” para adaptação dos empresários. Nesta semana, um grupo se reuniu com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), para pressionar pelo retardamento da medida. 

Alcolumbre ainda precisa enviar a PEC aprovada pelos deputados à CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado para dar andamento à tramitação. Lá, no entanto, está uma das ferramentas usadas pela oposição para tentar ganhar força nas negociações na disputa com o governo. O presidente da Casa despachou para o colegiado o texto apresentado pela oposição. 

A proposta alternativa é encabeçada por parlamentares ligados ao setor produtivo e conta com assinaturas de nomes do PL, entre eles o senador e pré-candidato à Presidência da República pelo partido, Flávio Bolsonaro (RJ). 

O texto foca em um acordo de horas, mudando um artigo da Constituição Federal para permitir que definições sobre jornada e escala de trabalho sejam estabelecidas mediante acordo individual entre empregado e empregador, convenção coletiva ou “livre pactuação contratual direta”.

Uma das alternativas ventiladas pela oposição é juntar a PEC apresentada pelo grupo e a proposta aprovada pelos deputados em um mesmo projeto. Essa medida contraria a posição do governo de justamente reduzir o tempo de implementação da medida. Além disso, essa estratégia ampliaria a margem de negociação dos opositores para aumentar o tempo da transição e atender o interesse dos empresários.

CNN Brasil

MPF abre inquérito para investigar atuação do governo Lula na fiscalização das bets

Segunda, 01 de junho de 2026

Foto: Arte Mesp/reprodução .gov

O MPF abriu um inquérito para investigar como estão as políticas de fiscalização das apostas online pelo governo Lula.

A investigação começou a partir de um procedimento administrativo destinado a averiguar as rotinas adotadas pelo Ministério da Fazenda para fiscalizar o cumprimento das Leis nº 14.790/2023 e nº 13.756/2018 pelas empresas exploradoras de apostas de quota fixa.

Além do aspecto regulatório, o inquérito, com duração de um ano, busca verificar a eficácia do sistema público de saúde no tratamento e prevenção do jogo patológico.

Veja


ANÁLISE: Governo Lula chama críticos de “traidores” e rejeita classificar PCC e CV como terroristas, diz Cláudio Humberto

Segunda, 01 de junho de 2026

Foto: Reprodução

Em análise sobre a crise da segurança pública no Brasil, o jornalista Cláudio Humberto afirmou que o governo do presidente Lula (PT) tem resistido diante de propostas de cooperação internacional para o combate ao crime organizado.

Segundo o colunista, o Palácio do Planalto recusou ofertas de colaboração dos Estados Unidos voltadas ao enfrentamento de facções criminosas com atuação em fronteiras, presídios e comunidades brasileiras.

A publicação sustenta que o governo brasileiro também resiste à classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, tema que ganhou repercussão após medidas recentes adotadas por Washington.

Cláudio Humberto afirma ainda que, em meio ao debate, o governo federal divulgou nota criticando opositores e utilizando a expressão “traidores da pátria”.

De acordo com o articulista, propostas envolvendo compartilhamento de inteligência, bloqueio internacional de recursos e ações coordenadas teriam sido rejeitadas pelo governo brasileiro.

Na avaliação do jornalista, enquanto aumenta a cobrança por medidas mais duras contra o crime organizado, o país enfrenta desafios em áreas marcadas pela violência, onde, segundo ele, a atuação de facções vem impondo obstáculos à presença do Estado.

Flávio Dino se manifesta após acidente grave que sofreu em casa

 Segunda, 01 de junho de 2026




De acordo com informações divulgadas por sua assessoria, o magistrado sofreu uma queda em um acidente doméstico que resultou em fratura e rompimento de ligamento no pé. 

Eis o que disse Flávio Dino:

"Escrevo este breve artigo para transmitir um pedido de desculpas, acompanhado de um lamento. E para dizer o que diria na 14ª edição do Fórum de Lisboa, ao participar do painel sobre “Constitucionalismo Transformador: um Novo Conceito em Perspectiva Comparada”.
Estou na mais portuguesa das cidades brasileiras, apesar de fundada por franceses, a minha São Luís. Alcançado por um pequeno acidente doméstico, não obtive autorização médica para um longo voo até Lisboa, a fim de participar de mais uma edição do sempre bem-sucedido Fórum, coordenado pelo colega e amigo Gilmar Mendes. Ele, que é um dos mais cultos e imprescindíveis juristas da história constitucional do Brasil, está mais uma vez prestando o serviço de reunir, em painéis instigantes, palestrantes oriundos de vários ramos do conhecimento humano, de países diversos, com visões plurais e diferentes experiências.
Com honra e alegria, participei das edições anteriores, mas desta feita perderei essa oportunidade de aprendizado e aperfeiçoamento profissional. Envio o meu abraço a tantos que abraçaria pessoalmente. E registro o que diria no Painel para o qual fui convidado, conforme segue."


Fonte: Jornal da Cidade Online 

PREJUÍZO: Infiltração de facções criminosas em setores formais da economia tira R$ 39 bilhões por ano da indústria brasileira e eleva risco de sanção dos EUA

Segunda, 01 de junho de 2026

Agentes da Polícia Federal em galpão no Rio onde funcionava uma fábrica clandestina de cigarros — Foto: Reprodução / TV Globo

A infiltração de facções criminosas na economia formal já causa prejuízos estimados em R$ 39 bilhões por ano à indústria brasileira, segundo levantamento da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

A pesquisa, realizada com 1.398 empresas de 32 segmentos industriais, aponta que 31% das companhias sofreram impactos de atividades ilícitas nos últimos dois anos, como roubo de cargas, contrabando, falsificação e sonegação fiscal.

Investigações recentes revelaram a atuação de organizações criminosas em setores como combustíveis, mercado financeiro, construção civil, transporte, apostas online, hotelaria, varejo, mineração, agronegócio e operações portuárias.

O Ministério Público de São Paulo estima que apenas o PCC movimente até R$ 12 bilhões por ano em atividades econômicas. O alerta ganhou força após os Estados Unidos classificarem PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas.

Especialistas ouvidos pela reportagem do jornal O Globo avaliam que a medida pode aumentar exigências de compliance, elevar custos para empresas brasileiras e ampliar o risco de sanções para negócios com exposição ao mercado americano.

Para representantes do setor produtivo, o avanço do crime organizado gera concorrência desleal, reduz a arrecadação de impostos, afasta investimentos e aumenta os custos de operação para empresas que atuam dentro da legalidade.

Segundo investigadores, as facções utilizam empresas, fintechs, fundos de investimento e empreendimentos formais para lavar dinheiro e ampliar receitas, diversificando suas fontes de lucro além do tráfico de drogas.

Juiz que prendeu o maior traficante do país surpreende ao se manifestar sobre ação dos EUA sobre PCC e CV

Segunda, 01 de junho de 2026






Com uma trajetória marcada pelo enfrentamento ao narcotráfico na faixa de fronteira entre Brasil, Paraguai e Bolívia, Odilon participou de investigações e julgamentos envolvendo grandes esquemas de tráfico de drogas, contrabando e facções criminosas. Ao longo de sua carreira, determinou a prisão de centenas de integrantes dessas organizações e tornou-se uma das principais referências no combate ao crime organizado no país.

Em entrevista concedida ao jornal O Estado de São Paulo, o magistrado aposentado afirmou considerar legítima a decisão adotada pelas autoridades americanas. Para ele, cada nação possui autonomia para definir juridicamente o que caracteriza terrorismo e aplicar essa classificação conforme sua legislação interna.

"Cada país, amparado por sua soberania, é livre para conceituar terrorismo e classificar como tal atos praticados por qualquer grupo, independentemente da base territorial onde esteja radicado", declarou.

Na avaliação de Odilon, a atuação histórica das facções brasileiras oferece elementos que sustentam esse entendimento. Ele citou os ataques promovidos pelo PCC em São Paulo, em 2006, bem como a expansão territorial e operacional do Comando Vermelho em diversas regiões do Rio de Janeiro.

"Basta ver, em 2006, há 20 anos, os atos de terror do PCC em São Paulo e a atual dominação do Comando Vermelho no Rio de Janeiro. Esses grupos são donos de arsenal suficiente e de capacitação técnica. O Departamento de Estado americano define as facções como ameaças severas sob o argumento de que o tráfico de entorpecentes avança rapidamente na América", destacou.

O ex-juiz também rebateu interpretações de que a medida representaria uma interferência externa nos assuntos internos do Brasil. Segundo ele, a classificação adotada pelos Estados Unidos está restrita ao ordenamento jurídico norte-americano e não impõe qualquer obrigação ao Estado brasileiro.

"Não acho que essa classificação seja fundamental para o governo americano desrespeitar a nossa soberania. Donald Trump está apenas usando da faculdade de enquadrar o PCC e o CV como grupos terroristas, e não obrigando o Brasil a fazê-lo. São duas coisas diferentes", avaliou.

Atualmente com 76 anos, Odilon de Oliveira reside em Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul. Mesmo após deixar a magistratura, ele afirma manter uma rotina cercada por cuidados especiais de segurança devido ao histórico de enfrentamento às organizações criminosas.

Segundo o ex-magistrado, as ameaças continuam sendo uma preocupação constante. Por esse motivo, sua residência conta com sistemas de proteção reforçados, incluindo telas eletrificadas e outros mecanismos de segurança, enquanto seus deslocamentos e atividades externas permanecem limitados.


Fonte: Jornal da Cidade Online

Contato : (84) 9 9151-0643

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