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quinta-feira, 16 de junho de 2022

Atriz revela que perdeu papel em novela da Globo por apoiar Bolsonaro

 Quinta, 16 de Junho de 2022

A atriz portuguesa, Maria Vieira, acusou a Rede Globo de tê-la vetado para atuar em "Travessia" por ser militante de direita e apoiadora do presidente Jair Bolsonaro (PL).

Em uma postagem no Facebook feita nesta quarta-feira (14), ela afirmou que foi informada pelo diretor Mauro Mendonça Filho que saiu do elenco da próxima novela das nove após uma decisão de 'superiores'.

No entanto, a artista desconfia que perdeu o trabalho por conta de suas aspirações política. Ela também é deputada municipal pelo partido CHEGA, que é berço da extrema-direita em Portugal. 

No desabafo nas redes sociais, a atriz contou que teria sido procurada no início do mês passado por uma produtora da Globo para estar na trama de Gloria Perez. Anteriormente, Maria já havia feito outros títulos na emissora, como: Negócio da China (2008), Sete Vidas (2009) e Aquele Beijo (2013). 

“É claro que eu aceitei de imediato porque o projeto me pareceu interessante, tenho uma grande admiração pelo Mauro Mendonça e pela Gloria Perez e porque eu amo o Brasil”, contou.

Em seguida, Maria Vieira elencou o que poderia ter acontecido para sua atuação ter sido vetada. 

“O que eu sei é que desta vez alguém trabalhou nos bastidores para me impedir de integrar o elenco da novela da Gloria Perez”, pontuou ela.

A veterana acredita se sua rejeição tenha a ver com o fato de que ela é militante da direita e tem posicionamentos a favor do governo Bolsonaro:

“Terá sido o único motivo pelo qual eu fui afastada do elenco daquela que seria a minha quarta novela na TV Globo. Sou uma atriz conservadora, de direita e sou apoiadora do presidente Jair Bolsonaro. Acredito que esses teriam sido os motivos pelos quais fui afastada do elenco daquela que seria a minha quarta novela na TV Globo!”, observou a atriz.

Maria Vieira sabe do que está falando, seu pai foi do PCP (Partido Comunista Português) do qual se desfiliou ainda em 1981, ela afirma que ficou até o início dos anos 80, bem jovem:

"A época ainda tinha ideias de esquerda, mas através dos livros que li, de amigos com ideias diferentes e das viagens que fiz; percebi que estava errada. O socialismo e o comunismo se baseiam em sistemas totalitários, em ditaduras de esquerda."
  • Fonte: Jornal da cidade Online

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