martins em pauta

sexta-feira, 6 de novembro de 2026

Grande Natal registra 653 prisões por embriaguez ao volante e supera todo o ano de 2025

Sexta, 06 de novembro de 2026


Foto: CPRE

As prisões por embriaguez ao volante já superaram em 33,8% o total registrado durante todo o ano passado na Grande Natal. Entre janeiro e 3 de novembro de 2026, a Operação Zero Álcool contabilizou 653 detenções, contra 488 em 2025.

O número é o maior da série histórica, iniciada em 2016, segundo balanço divulgado pelo Comando de Policiamento Rodoviário Estadual (CPRE) nesta quinta-feira (5).

Extremoz lidera as ocorrências, com 191 prisões, seguida por Macaíba, com 92, e Natal, com 74. Juntos, os três municípios concentram 357 casos, mais da metade do total registrado neste ano.

A série histórica aponta queda nas ocorrências até 2019, quando foram registradas 25 prisões, menor número do período. A partir de 2022, os registros voltaram a crescer: foram 253 naquele ano, 477 em 2023, 349 em 2024 e 488 em 2025.

A prisão por embriaguez ao volanteGrande Natal registra 653 prisões por embriaguez ao volante e supera todo o ano de 2025 ocorre quando o bafômetro registra concentração igual ou superior a 0,33 miligrama de álcool por litro de ar expelido pelos pulmões, já considerado o desconto aplicado à medição do equipamento.

Prisões por ano:

  • 2016: 357

  • 2017: 91

  • 2018: 79

  • 2019: 25

  • 2020: 34

  • 2021: 44

  • 2022: 253

  • 2023: 477

  • 2024: 349

  • 2025: 488

  • 2026: 653 (até 3 de novembro)

Fonte: Blog do BG

“Vou levar para o túmulo”, diz Flávio Bolsonaro ao NYT sobre detalhes da fuga; senador afirma que não teve ajuda de “nenhum governo”

Sexta, 06 de outubro de 2026

Foto: Marta Lavandier/AP Photo/Marta Lavandier

“Como cheguei até aqui, isso vou levar comigo para o túmulo.” Foi assim que o senador Flávio Bolsonaro (PL) respondeu ao The New York Times ao ser questionado sobre os detalhes de sua saída do Brasil e a viagem até os Estados Unidos. Em sua primeira entrevista desde que chegou a Miami, ele afirmou que organizou tudo sozinho e negou ter recebido ajuda de qualquer governo.

A decisão de deixar o país foi tomada espontaneamente com a esposa, na manhã seguinte à derrota nas eleições presidenciais. Ele contou que, ao sair da casa do pai, Jair Bolsonaro, foi informado de que teria 24 horas para entregar os passaportes. O ex-presidente, segundo o senador, teria demonstrado preocupação com o que poderia acontecer e os dois se despediram sem discutir um plano de fuga.

Horas depois, Flávio publicou um vídeo afirmando que entregaria os documentos e que não pretendia deixar o Brasil. Cerca de 42 horas depois, porém, reapareceu em Miami, após uma viagem de aproximadamente 8 mil quilômetros, com passagens pelo Equador e pela Argentina.

O senador afirmou que deixou o país por acreditar que seria preso caso permanecesse no Brasil. Ele responde a investigações relacionadas a suspeitas de lavagem de dinheiro e corrupção, mas não foi acusado formalmente de nenhum crime. Flávio também disse considerar o Judiciário politicamente motivado e afirmou que já esperava uma condenação.

Na entrevista de 75 minutos, o parlamentar voltou a contestar o resultado das eleições, vencidas por Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Sem apresentar provas, classificou a derrota como “matematicamente impossível” e levantou suspeitas de fraude. As alegações foram rejeitadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e não foram confirmadas por observadores internacionais.

Flávio também agradeceu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por permitir sua permanência no país, mas negou ter recebido ajuda de autoridades americanas para organizar a viagem. Segundo o relato, o jato que o levou a Miami teria sido providenciado por um funcionário da Casa Branca, e sua entrada nos Estados Unidos teria sido autorizada diretamente por Trump.

O senador afirmou que pretende contestar judicialmente a vitória de Lula, embora reconheça as poucas chances de sucesso. Também planeja apoiar aliados políticos no Brasil e defender pautas como a redução da maioridade penal e a anistia para o pai e os condenados pelos atos de 8 de janeiro.

Flávio, a mulher e as duas filhas poderão permanecer nos Estados Unidos por pelo menos um ano, com um status migratório concedido por razões humanitárias. Ele disse ainda não saber onde a família irá morar e não descartou voltar à política brasileira. “Se houver novas eleições, obviamente serei candidato novamente”, afirmou.

BOLSONARISMO NO SENADO: Carlos Bolsonaro deve assumir liderança do grupo com saída de Flávio

Sexta, 06 de novembro de 2026

Foto: Kebec Noueira/Metrópoles

O senador eleito Carlos Bolsonaro (PL) deve assumir o protagonismo do bolsonarismo no Senado a partir de fevereiro de 2027, quando seu irmão, Flávio Bolsonaro, deixará a Casa. Segundo a coluna de Matheus Leitão, do Metrópoles, Carlos deverá conduzir a articulação do grupo no plenário, em meio à disputa pela presidência do Senado.

Com Flávio fora do Congresso após a derrota nas eleições presidenciais e o presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, também sem mandato na próxima legislatura, Carlos desponta como uma das principais referências do grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

A movimentação ocorre enquanto o senador Rogério Marinho (PL-RN) tenta reunir apoio para disputar a presidência do Senado contra Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Marinho afirma contar com mais de 40 votos, mas integrantes do próprio PL questionam a forma como sua candidatura foi definida e a contagem apresentada.

Dos Estados Unidos, Flávio Bolsonaro divulgou um vídeo afirmando que vai cobrar apoio a Marinho dos senadores eleitos com o respaldo da família. A declaração provocou desconforto entre integrantes da bancada.

Carlos Bolsonaro, conhecido pela atuação nos bastidores e nas redes sociais durante a campanha presidencial de Jair Bolsonaro em 2018, deverá acompanhar de perto as negociações que definirão o comando do Senado na próxima legislatura.

Pesquisador da USP é morto a tiros em rodovia enquanto dormia no banco do passageiro de carro

Sexta, 06 de novembro de 2026

O professor Daniel Oliveira de Andrade, de 27 anos foi assassinado na madrugada do último sábado (31 de outubro), em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, no Rio de Janeiro.

A polícia apura se o crime ocorreu após uma discussão de trânsito na Rodovia Presidente Dutra, no sentido Rio de Janeiro. A família, porém, contesta essa versão. Segundo os parentes, criminosos que tentavam roubar um caminhão atiraram contra o carro em que Daniel estava, enquanto ele dormia no banco do passageiro. Os outros dois amigos que estavam no veículo sobreviveram.

Daniel morava em São Paulo e viajava para o Rio de Janeiro com dois amigos para passar o feriado. De acordo com a família, a viagem também tinha como objetivo comemorar a conquista do mestrado em Matemática pela Universidade de São Paulo (USP), cuja dissertação foi defendida em 19 de outubro.

A Polícia Militar foi acionada após Daniel dar entrada no Hospital Geral de Nova Iguaçu. Segundo a corporação, ele recebeu atendimento, mas não resistiu. A família, no entanto, afirma que o professor já chegou morto à unidade de saúde. A Prefeitura de Nova Iguaçu informou que o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) do município.

Nas redes sociais, amigos e familiares de Daniel publicaram mensagens pedindo justiça e esclarecimentos sobre o caso.

A família descreve Daniel como uma pessoa muito querida por parentes, amigos e alunos. Ele dava aulas de Matemática em escolas de educação infantil. Segundo os familiares, mais de 300 pessoas compareceram ao velório e ao enterro, realizados na última segunda-feira (2), Dia de Finados.

Fonte: Jornal da Cidade Online


FIM DA 6X1: Construção civil pede prazo de 5 anos e alerta para risco de atraso em obras e perda de 35 mil moradias por ano

Sexta, 06 de novembro de 2026

Foto: Darkyson Gonçalves/MTE

A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) pediu ao governo federal um período de transição de cinco anos para a implementação do fim da escala 6×1. A proposta foi apresentada nesta quarta-feira (4) ao ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, durante reunião em que a entidade entregou 11 sugestões para reduzir os impactos da mudança no setor.

Segundo estudos da CBIC, a redução da jornada poderá exigir a contratação de aproximadamente 300 mil novos trabalhadores para manter o atual ritmo de produção. A entidade estima ainda um aumento de 10% a 15% nos custos de mão de obra, com impacto superior a R$ 20 bilhões anuais caso a capacidade produtiva seja recomposta por horas extras.

O setor alerta que a mudança, sem um período adequado de adaptação, poderá resultar na construção de 35 mil moradias a menos por ano, afetando programas como o Minha Casa, Minha Vida. Também há preocupação com atrasos na entrega de escolas, creches, hospitais e obras de infraestrutura.

“A construção civil precisa de um período de transição para absorver essa transformação com estabilidade. Não é possível adaptar sistemas, renegociar contratos, rever bancos de horas e reorganizar toda a operação em apenas dois meses”, afirmou David Fratel, vice-presidente da entidade.

Entre as propostas apresentadas estão regras específicas para compensação de jornada, critérios para descanso semanal remunerado e ajustes nas normas trabalhistas. O ministro Luiz Marinho recebeu o documento e destacou a negociação coletiva como instrumento para adequar as mudanças às diferentes realidades produtivas.

Com informações do Metrópoles

Flávio será palestrante em evento conservador na residência de Trump na Flórida

Sexta, 06 de novembro de 2026

Foto: Leandro Lozada / AFP

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-deputado Eduardo Bolsonaro participarão nesta quinta-feira (5) da conferência conservadora CPAC, em Mar-a-Lago, residência do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Flórida. A organização confirmou a presença dos dois, mas ainda não divulgou os horários nem os temas das apresentações.

Flávio chegou aos Estados Unidos em 28 de outubro, após passar pela Argentina e pelo Equador. Segundo o relato, ele e a família entraram no país com autorização humanitária (humanitarian parole), que permite permanência por um ano. A imprensa americana também noticiou que o governo Trump poderia acelerar a concessão de residência permanente (green card) ao senador e aos familiares.

Embora aliados do secretário de Estado Marco Rubio tenham atribuído a ele a articulação da viagem, o diplomata negou participação. Trump, por sua vez, afirmou que Flávio pode permanecer nos Estados Unidos “quanto tempo quiser”, mas disse não ter tomado partido na eleição brasileira. Segundo relatos da imprensa americana, o presidente não pretende apoiar o senador na disputa política no Brasil.


Nikolas grava vídeo e manda recado a Davi Alcolumbre (veja o vídeo)

 Sexta, 06 de novembro de 2026

Nikolas Ferreira soltou o verbo.

O parlamentar respondeu o presidente do Senado Davi Alcolumbre.

Uma

lição
!

Veja: 

  • Fonte: Jornal da Cidade Online

Derrotado nas urnas, Randolfe "surta" com Flávio Bolsonaro (veja o vídeo)

Sexta, 06 de novembro de 2026

Randolfe Rodrigues, derrotado nas eleições, "surtou" no Senado Federal.

Ele pediu a anulação do voto de Flávio Bolsonaro, alegando que o senador deixou o Brasil sem comunicar oficialmente a Mesa Diretora.

Flávio votou dos EUA. Davi Alcolumbre vai analisar o pedido antes de tomar uma

decisão
.

Veja: 

[VÍDEO] Padre Júlio Lancellotti denuncia corte de doações a entidades religiosas por motivação política

Sexta, 06 de novembro de 2026


O padre Júlio Lancellotti gravou um vídeo nas redes sociais para fazer uma denúncia contra empresários que, segundo ele, estão cancelando doações destinadas a creches coordenadas por religiosas e à Missão Belém, em São Paulo, por motivações políticas após o período eleitoral.

No pronunciamento, o religioso classificou o encerramento do apoio financeiro e de suprimentos como “assédio eleitoral” e uma atitude “mesquinha”, afirmando que a ajuda humanitária não deveria depender de posicionamentos partidários ou ideológicos.

Em tom de cobrança direta ao setor empresarial, Júlio Lancellotti citou passagens bíblicas para rebater o corte de verbas e alegou que o socorro aos mais necessitados deve ocorrer independentemente de lados políticos.

O Instituto Mercedário atua junto a população em situação de rua e ajuda a manter as obras sociais do Padre Júlio Lancellotti.

CONTRADIÇÃO: Lula prega “responsabilidade fiscal” para atrair investidores em meio a Selic congelada, juros altos e turbulência nas contas públicas

Sexta, 06 de novembro de 2026

Reprodução

O presidente Lula (PT) afirmou nesta quinta-feira (5) que o Brasil precisa ter responsabilidade fiscal e segurança jurídica para atrair investimentos. A declaração foi feita durante reunião do Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos, em meio a questionamentos sobre os rumos da política fiscal do governo.

A reunião ocorreu um dia após o Banco Central interromper o ciclo de ‌cortes de juros e em meio a incertezas sobre ⁠o futuro da equipe econômica e da política fiscal do Governo do PT, o que tem provocado turbulência em indicadores e cobranças de agentes do mercado e economistas.

“Se a gente quiser atrair capital, temos que ter seriedade”, declarou Lula. O presidente também afirmou que investidores buscam uma economia organizada e condições que garantam retorno financeiro.

Em outro trecho, o petista reforçou que o país não pode ter uma economia “totalmente desordenada” e defendeu responsabilidade nas parcerias e nos projetos de investimento.

 

FICA PARA DEPOIS: Ministro da Fazenda diz “não há fórmula mágica” e que medidas fiscais só serão discutidas após retorno de Lula da Turquia

Sexta, 06 de novembro de 2026

Foto: Washington Costa/MF

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que pretende apresentar ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) propostas de medidas fiscais após o retorno do petista da viagem à Turquia, onde participará da COP 31. Segundo Durigan, as sugestões estão em discussão e buscam melhorar o equilíbrio das contas públicas. O ministro ressaltou, porém, que não existe uma solução simples para o desafio fiscal: “Não há fórmula mágica”.

O encontro, realizado no Palácio da Alvorada, contou com a participação do vice-presidente Geraldo Alckmin, do ministro da Fazenda, Dario Durigan, do ex-ministro Fernando Haddad, do presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, e dos economistas Guido Mantega, Laura Carvalho, Eduardo Moreira e Luciano Coutinho, entre outros integrantes do governo.

A reunião faz parte de uma primeira rodada de consultas de Lula sobre o cenário econômico. A expectativa é que o presidente também converse com economistas de outras correntes e representantes do setor empresarial antes de definir os próximos passos.

Durigan afirmou que levaria propostas e ideias sobre medidas que o governo poderá adotar nas próximas semanas. O ministro, porém, não espera anúncios imediatos. Segundo ele, novas informações devem surgir após o retorno de Lula da viagem à COP 31, na Turquia.

A discussão ocorre em meio à alta do endividamento público. Dados do Banco Central mostram que a dívida bruta do governo passou de 71,7% do PIB, em dezembro de 2022, para 82,9% em setembro de 2026, o equivalente a R$ 11,1 trilhões.


Filho de ex-presidente é preso por narcotráfico

 

Sexta,, 06 de novembro de 2026

Jacobo Bucaram Pulley, filho do ex-presidente do Equador, Abdalá Bucaram, foi preso na cidade de Guayaquil por suspeita de envolvimento com o narcotráfico. A detenção foi realizada nesta quarta-feira (4) e foi confirmada pelo ministro do Interior do Equador, John Reimberg.

Outras 4 pessoas foram detidas na mesma operação. Dois dos envolvidos foram presos no Panamá. A ação contou com a colaboração da DEA (Drug Enforcement Administration), agência antidrogas dos Estados Unidos.

Reimberg informou que todos os 5 detidos receberam

notificação
vermelha da Interpol.

“Os 5 cidadãos receberam uma notificação vermelha da Interpol e são requeridos por autoridades dos Estados Unidos por supostos crimes relacionados ao narcotráfico”, publicou o ministro no X. 

Segundo ele, a ação permitiu “colocar os detidos à disposição das autoridades competentes, nos respectivos processos de extradição para os Estados Unidos”.

Abdalá Bucaram se posicionou contra as acusações e atribuiu a prisão do filho a motivações políticas. 

“Ódio político”, escreveu o ex-presidente em publicação no X, ao comentar o caso.

O histórico da família com o governo norte-americano antecede as prisões. Em 2022, durante a gestão de Joe Biden (Partido Democrata), Washington declarou o ex-presidente, sua mulher e 3 filhos do casal inelegíveis para entrar nos Estados Unidos por “participação em atos significativos de corrupção”. 

Os presos devem ser submetidos a

processos
de extradição para os Estados Unidos.

Fonte: Jornal da Cidade Online

URGENTE: Mandado de prisão é emitido e presidente de Suprema Corte é considerado foragido

Sexta, 06 de novembro de 2026


O  presidente
da mais alta corte de Justiça da Bolívia, Romer Saucedo, fugiu do país nesta quinta-feira (5) após a emissão de um mandado de prisão por tráfico de drogas contra si. O Ministério Público disse que vai acionar a Interpol para que haja uma busca internacional pelo juiz.

Desde outubro, vários altos funcionários do sistema judiciário foram detidos por supostos vínculos com o tráfico de drogas. Entre eles está o ex-procurador-geral Roger Mariaca, preso dias depois de os Estados Unidos cancelarem seu visto e o de vários funcionários e empresários da Bolívia, Colômbia, Peru e Equador.

Em comunicado, Saucedo disse sofrer perseguição do governo do presidente Rodrigo Paz, de centro-direita.

"Deixei o país, estou com toda a minha família no exílio", anunciou Saucedo pela manhã, na rede social X.


Fonte: Jornal da Cidade Online 

Produção industrial brasileira cai 0,8% em setembro e acumula retração de 4,1% desde maio, diz IBGE

Sexta, 06 de novembro de 2026

Foto: REUTERS/Paulo Whitaker

A indústria brasileira acumulou retração de 4,1% entre maio e setembro, após registrar queda de 0,8% na produção no último mês. O resultado foi divulgado nesta quinta-feira (5) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e representa o quarto recuo nos últimos cinco meses.

Na comparação com setembro de 2025, a produção industrial caiu 2,5%. Em agosto, a retração havia sido de 0,6%. O resultado negativo de setembro atingiu três das quatro grandes categorias econômicas e 17 dos 25 ramos pesquisados.

Entre as atividades, a maior influência negativa veio da produção de coque, derivados de petróleo e biocombustíveis, que recuou 4,2%. Também contribuíram para a queda os setores de produtos alimentícios (-1,7%) e veículos automotores, reboques e carrocerias (-1,2%).

Na contramão, a indústria extrativa avançou 1,7%, mesma variação registrada pelo setor de produtos químicos. A produção de produtos do fumo teve alta de 20,3%. Com o resultado de setembro, o terceiro trimestre terminou com queda de 1,4% em relação ao mesmo período de 2025.


ROMBO NAS CONTAS: Socorro aos Correios e queda de receitas das estatais criam desafio de R$ 26 bilhões para Lula em 2027

Sexta, 06 de novembro de 2026

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

O governo Lula terá de enfrentar um impacto negativo de R$ 26,3 bilhões no Orçamento de 2027, provocado pela queda na arrecadação de dividendos das estatais federais e pelo aumento dos recursos destinados a socorrer essas empresas, especialmente os Correios.

Segundo dados do Tesouro Nacional, a previsão de receitas com dividendos cairá de R$ 51,5 bilhões em 2026 para R$ 30,9 bilhões no próximo ano. Ao mesmo tempo, os aportes às estatais devem saltar de R$ 257 milhões para R$ 6 bilhões, principalmente por causa do plano de recuperação dos Correios.

A estatal registrou prejuízo de R$ 5,6 bilhões apenas no primeiro semestre deste ano, após encerrar 2025 com perdas de R$ 8,5 bilhões. Já o conjunto das estatais federais acumulou déficit de R$ 8,5 bilhões entre janeiro e setembro de 2026, o pior resultado para o período desde 2002, segundo o Banco Central.

O cenário aumenta a pressão sobre as contas públicas, já que o governo também precisará remanejar cerca de R$ 20 bilhões para acomodar medidas econômicas anunciadas durante a campanha eleitoral.

O Tesouro ainda alerta para o risco de novos aportes emergenciais em empresas como Eletronuclear, Casa da Moeda e companhias portuárias. Para 2027, o governo terá de perseguir uma meta de superávit de 0,5% do PIB, equivalente a R$ 73,2 bilhões.

Com informações de O Globo

Jornalista da GloboNews tenta "passar pano" para Lula e toma invertida (veja o vídeo)

Sexta, 06 de novembro de 2026

Ao vivo na GloboNews, a jornalista Camila Bomfim tentou "passar pano" para o petista Lula.

Porém, ela não esperava uma resposta firme do comentarista:

“Você ouviu o presidente Lula falando isso?”

Sem conseguir apontar a promessa, ela recuou:

“Não tem promessa, mas tem cobrança”.

Veja: 

quinta-feira, 5 de novembro de 2026

Leia na íntegra a reportagem do The New York Times sobre Flávio Bolsonaro

 Quinta, 05 de novembro de 2026

Flávio Bolsonaro soltou o verbo em um dos maiores jornais do mundo, o The New York Times.

Questionado sobre as circunstâncias de sua saída do país, o parlamentar afirmou:

"Como eu cheguei aqui, levarei isso para o túmulo. [...]
A culpa é toda minha. Não houve ajuda de ninguém, de nenhum governo."

Leia a reportagem na íntegra:

Como Flávio Bolsonaro fugiu do Brasil? ‘Vou levar isso para o túmulo’, diz ele

De Miami, Flávio Bolsonaro faz alegações infundadas de que houve fraude eleitoral e planeja influenciar a política de seu país à distância, embora seu partido não esteja contestando os resultados.

Flávio Bolsonaro estava deixando o condomínio fechado onde seu pai cumpre prisão domiciliar, contou ele, quando decidiu que preferia deixar o Brasil a correr o risco de enfrentar o mesmo destino.

Essa decisão, que Bolsonaro afirmou ter tomado apenas na manhã seguinte à derrota na eleição presidencial brasileira, levou-o a uma espetacular fuga de 8 mil quilômetros para escapar de investigações criminais, atravessando a América do Sul até finalmente chegar aos Estados Unidos.

O jato que o levou a Miami foi providenciado por um funcionário da Casa Branca, e sua entrada nos Estados Unidos foi autorizada diretamente pelo presidente Trump, segundo autoridades americanas. Ainda há muitas lacunas sobre a viagem, que também levou Bolsonaro ao Equador e à Argentina, onde um dos principais assessores do presidente argentino o encontrou em um aeroporto.

No entanto, em sua primeira entrevista desde que fugiu na semana passada, Bolsonaro afirmou que realizou essa impressionante e secreta viagem inteiramente por conta própria. “Foi tudo obra minha”, disse ele ao The New York Times na tarde de quarta-feira. “Não houve ajuda absolutamente de ninguém, de nenhum governo.”

“Como cheguei aqui”, acrescentou, “vou levar comigo para o túmulo”.

Segundo ele, o plano de partir foi decidido espontaneamente com sua esposa, embora soubesse que tinha amigos no exterior: “Pode ter havido algum incentivo, mas nada além disso”.

Bolsonaro, de 45 anos, que é alvo de diversas investigações relacionadas a lavagem de dinheiro e corrupção no Brasil, fugiu depois que as autoridades brasileiras determinaram que entregasse seus passaportes. Na quarta-feira, Bolsonaro reafirmou sua inocência e insistiu que, se tivesse permanecido no país, teria enfrentado uma condenação praticamente certa.

“Já sei que o resultado final será minha prisão”, afirmou Bolsonaro. Ele classificou o Judiciário como excessivamente rigoroso e politicamente motivado, destacando o ministro do Supremo Tribunal Federal que condenou seu pai à prisão por tentar dar um golpe de Estado após perder a eleição de 2022 para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em uma entrevista de 75 minutos, Bolsonaro, senador de direita, reconheceu em alguns momentos a situação atual de sua família — que passou de estar prestes a retornar ao poder no Brasil a um exílio repentino no exterior. Não apenas seu pai, Jair, enfrenta uma pena de 27 anos de prisão por tentativa de golpe, como também seu irmão Eduardo fugiu para os Estados Unidos, onde permaneceu depois de ser condenado no Brasil por pedir que o governo Trump interferisse no julgamento do pai.

Flávio Bolsonaro não foi acusado de nenhum crime; no entanto, quando seu mandato como senador terminar, no início de 2027, ele perderá sua imunidade parlamentar e poderá ser processado.

Embora seu próprio partido tenha aceitado o resultado eleitoral, Bolsonaro não demonstrou qualquer disposição para reconhecer sua derrota no mês passado para Lula, afirmando, sem apresentar provas, que ela era “matematicamente impossível”.

“Sei que isso não vai levar a lugar nenhum”, disse ele ao falar sobre suas frustrações. “Perdi para o sistema.”

Ele reclamou longamente dos gastos do governo durante a campanha, alegando que isso concedeu a Lula, um político de esquerda, uma vantagem injusta. Criticou duramente o movimento digital que ajudou a impulsionar seu adversário. E ampliou drasticamente suas alegações de fraude, chegando a repetir teorias conspiratórias que seu pai já havia divulgado sobre as urnas eletrônicas brasileiras, um sistema que especialistas internacionais consideram um dos mais seguros do mundo.

“Tenho minhas suspeitas”, disse Bolsonaro quando questionado sobre suas alegações. “Ninguém pode afirmar com 100% de certeza que estou certo, nem com 100% de certeza que estou errado.”

Quatro anos atrás, as alegações de seu pai encontraram um público receptivo, inspirando apoiadores a acampar em frente a quartéis militares por todo o Brasil. Milhares de manifestantes invadiram as sedes dos Três Poderes em 8 de janeiro de 2023, exigindo que o Exército anulasse o resultado apertado da eleição.

O filho mais velho enfrenta um cenário bastante diferente. Lula venceu por uma ampla margem, e importantes lideranças do partido de Bolsonaro afirmaram que não havia provas de fraude. Até agora, poucos brasileiros foram às ruas em protesto contra a derrota de Bolsonaro. Até mesmo seus aliados de direita na América Latina reconheceram a vitória de Lula.

Ainda assim, Bolsonaro afirmou que foi privado da Presidência por meio de fraude.

Até agora, as reclamações de Bolsonaro haviam se concentrado principalmente na prorrogação do horário de votação, que, segundo ele, foi determinada por um ministro motivado politicamente.

Na verdade, os dois candidatos haviam solicitado a mudança porque chuvas torrenciais e atrasos nos ônibus haviam dificultado o deslocamento dos eleitores em algumas regiões. Mas a decisão judicial que concedeu a prorrogação foi anunciada perto do encerramento da votação, provocando confusão em alguns locais, onde houve dificuldades para permanecer abertos.

No fim das contas, a mudança afetou apenas 34 mil votos, um número que, segundo as autoridades eleitorais brasileiras, era pequeno demais para alterar o resultado; Lula venceu por 4,4 milhões de votos.

Mas Bolsonaro, que até então havia adotado um tom mais moderado do que seu pai em muitas questões, inclusive em relação ao sistema eleitoral, ampliou suas acusações.

Ele falou em manipulação de votos e voltou a apresentar alegações já desmentidas sobre uma violação de segurança na sala-cofre onde os computadores contabilizam os votos. A prorrogação do horário de votação, afirmou sem apresentar provas, poderia ter servido de disfarce para acrescentar ilegalmente muitos outros votos à contagem de seu adversário.

O Tribunal Superior Eleitoral, responsável pela supervisão das eleições, rejeitou suas acusações. Observadores internacionais independentes também atestaram a integridade do processo eleitoral, e dezenas de países reconheceram o resultado.

Embora os Estados Unidos não estejam entre os países que reconheceram a vitória de Lula, Trump apenas sugeriu que as eleições brasileiras pareciam “estranhas”, recusando-se a dizer quem havia vencido.

Bolsonaro não o criticou. “Ele não tomou partido, o que é a coisa certa a fazer”, afirmou, agradecendo a Trump por permitir que permanecesse nos Estados Unidos.

E, mesmo depois de Trump ter dito na semana passada que não tinha planos de se encontrar com Bolsonaro, sua equipe mantém a esperança de um encontro durante a Conferência de Ação Política Conservadora, na residência de Trump em Mar-a-Lago, nos próximos dias.

Do exterior, Bolsonaro afirmou que pretende contestar judicialmente a vitória de Lula, embora tenha reconhecido que suas chances de sucesso são pequenas. Também planeja apoiar aliados no Brasil que defendem sua agenda, incluindo a redução da maioridade penal e a busca por anistia para seu pai e para os manifestantes envolvidos nos atos de 8 de janeiro.

Ao mesmo tempo, Bolsonaro evitou responder a perguntas sobre se também pretende fazer lobby junto ao governo Trump para obter novas medidas americanas contra o Brasil.

O Departamento de Estado designou neste ano as duas maiores facções criminosas do Brasil como organizações terroristas, e Trump utilizou tarifas e sanções no ano passado para tentar pressionar o Brasil a abandonar o processo contra o pai de Bolsonaro.

Na manhã seguinte à derrota eleitoral, contou Bolsonaro, as autoridades o abordaram quando ele deixava a casa de seu pai para informar que tinha 24 horas para entregar seus passaportes. Segundo Bolsonaro, o homem mais velho, com os olhos marejados de lágrimas, chamou o filho de lado antes de se despedirem.

“Ele olhou nos meus olhos e disse: ‘Você já sabe aonde eles querem chegar com isso, não sabe?’”, recordou.

“Eu disse: ‘Pai, eu já sei’”, acrescentou. “‘E estou preparado, sei o que tenho de fazer.’ Virei as costas e fui embora.” Segundo ele, nenhum dos dois falou sobre um plano de fuga.

Algumas horas depois, Bolsonaro publicou um vídeo nas redes sociais dizendo que pretendia entregar seus documentos conforme havia sido determinado. “Nunca pensei em deixar o país”, afirmou no vídeo, prometendo liderar a oposição depois que seu partido conquistou importantes vitórias no Legislativo brasileiro.

Pouco depois, desapareceu — para reaparecer em Miami cerca de 42 horas mais tarde.

Bolsonaro, sua esposa e suas duas filhas agora terão permissão para permanecer nos Estados Unidos por pelo menos um ano, sob uma modalidade de situação imigratória geralmente concedida por razões humanitárias.

Bolsonaro afirmou que ainda não sabe onde sua família vai se estabelecer. Seu irmão mais novo, Eduardo, mora no Texas e recebeu recentemente o status de residente permanente, conhecido como green card.

Mas, depois que um democrata conquistou o governo do Texas nas eleições de meio de mandato desta semana, Paulo Figueiredo, um dos aliados próximos dos Bolsonaro, sugeriu a Flórida como uma base natural para a família.

Bolsonaro afirmou que sua família está se estabelecendo, embora espere que isso seja apenas temporário. “Precisarei seguir em frente com minha vida a partir dos Estados Unidos, pelo menos por enquanto”, disse.

Ainda assim, ele não descartou um retorno à política. “Se houver novas eleições, obviamente serei candidato novamente.”

Fonte: Jornal da Cidade Online

Contato : (84) 9 9151-0643

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