Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta quinta-feira (8) que, se eleito presidente, quer que o fim da reeleição já alcance seu próprio governo. O candidato também deixou para o Congresso Nacional a definição sobre manter o mandato de quatro anos ou ampliá-lo para cinco.
“Não tem que valer só para o futuro. Para mim, tem que valer já no meu mandato”, declarou. Flávio disse que não pretende disputar a reeleição em 2030 e que usará a força política de um presidente recém-eleito para tentar aprovar a mudança.
A PEC apresentada por ele em março proíbe a reeleição consecutiva para presidente, mas mantém essa possibilidade para governadores e prefeitos. O Congresso, segundo ele, poderá definir se a proibição também será estendida aos demais cargos.
Soraya Thronicke (PSB-MS) não conseguiu se reeleger ao Senado nas eleições de 2026 e deixará o Congresso ao fim do mandato, em janeiro de 2027.
Eleita em 2018 na onda bolsonarista e apresentada na época como “a senadora do Bolsonaro”, ela rompeu posteriormente com o ex-presidente e, neste ano, disputou a reeleição em uma aliança apoiada por Lula e pelo PT. Soraya terminou a disputa em quarto lugar, enquanto as duas vagas de Mato Grosso do Sul ficaram com Reinaldo Azambuja e Capitão Contar, ambos do PL.
Além da derrota eleitoral, Soraya enfrenta uma queixa-crime apresentada pelo deputado Alfredo Gaspar, candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro. O processo envolve acusações de crimes contra a honra após Soraya e Lindbergh Farias associarem Gaspar a uma denúncia de estupro de vulnerável. Soraya declarou ao STF que agiu de boa-fé e que apenas encaminhou às autoridades informações que considerava relevantes para investigação.
Na terça-feira (6), o ministro Gilmar Mendes determinou o arquivamento da investigação contra Gaspar após a PGR concluir que as diligências não produziram elementos mínimos para justificar a abertura de inquérito. Gaspar reagiu cobrando punição a Soraya e Lindbergh. A existência da queixa-crime, porém, não significa condenação: eventual responsabilidade penal dos parlamentares ainda dependerá do andamento e das decisões judiciais no processo. Porém, tudo indica que a dupla de caluniadores será condenada.
A Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn) cobrou do Governo do Estado o pagamento de R$ 253 milhões em repasses atrasados às prefeituras potiguares. Durante reunião nesta quarta-feira (7), o presidente da entidade, José Augusto Rêgo, exigiu a regularização dos valores e a implantação das transferências diretas às contas municipais, conforme determina a legislação em vigor desde 19 de setembro.
Segundo José Augusto, o governo se comprometeu a pagar nesta sexta-feira (9) uma parcela pendente do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), além de três das quatro parcelas atrasadas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb).
Uma nova reunião está marcada para sexta-feira (9), às 10h, com representantes do Governo do Estado, da Femurn e do Banco do Brasil. O encontro é considerado pela entidade a última tentativa de solucionar administrativamente os atrasos. Caso não haja acordo, a federação pretende acionar os órgãos de controle.
A legislação determina que os recursos do ICMS, do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) e do Fundeb sejam transferidos diretamente às contas das 167 prefeituras, sem passar pela conta única estadual. Segundo a Femurn, o Banco do Brasil já informou que não existem impedimentos operacionais para a implantação do sistema, restando ao governo formalizar o convênio.
“Não tem mais acordo, não tem mais negociação. A negociação é cumprir a lei e pagar o atrasado”, afirmou José Augusto. O dirigente destacou que os atrasos comprometem despesas municipais, incluindo o pagamento dos servidores. “Não se paga crise com o dinheiro dos outros”, declarou.
Em setembro, a Femurn já havia denunciado mais de R$ 260 milhões em transferências constitucionais pendentes. Na ocasião, o governo anunciou o pagamento de R$ 137 milhões referentes ao ICMS e ao Fundeb.
Um homem de 36 anos foi esfaqueado durante uma discussão em um bar de Paranaíba, em Mato Grosso do Sul, na noite de terça-feira (6). De acordo com o boletim de ocorrência, o suspeito tem 52 anos, declarou ser eleitor do PT e afirmou que a vítima apoiava o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que também foi alvo de uma facada durante a campanha de 2018. As informações são da Revista Oeste.
Conforme o registro policial, o suspeito aparentava estar embriagado, discutiu com a vítima e teria buscado uma faca no próprio carro. Ao retornar, atingiu o homem na região posterior do quadril esquerdo. Frequentadores conseguiram contê-lo e retirar a arma de suas mãos.
A vítima foi levada à Santa Casa de Paranaíba e, segundo o boletim, está estável e não corre risco de vida. O suspeito deixou o bar antes da chegada da polícia, mas depois se apresentou e foi conduzido à delegacia. Uma faca de aproximadamente 25 centímetros foi apreendida. O caso foi registrado como tentativa de homicídio simples e lesão corporal dolosa. A Polícia Civil investigará as circunstâncias e a alegação de motivação política.
Em quatro ações, defesa do candidato denuncia disseminação de informações sem comprovação, acusações sobre cortes de programas sociais e tentativa de provocar medo no eleitorado
O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) intensificou a ofensiva jurídica contra a campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Entre quarta-feira (7) e quinta-feira (8), foram protocoladas quatro novas ações no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra Lula, a primeira-dama Janja e os deputados André Janones e Lindbergh Farias. As medidas questionam publicações que, segundo a defesa, divulgam informações falsas sobre propostas de governo e tentam influenciar o eleitorado por meio do medo.
As ações contestam acusações de que Flávio pretende acabar com programas sociais, reduzir aposentadorias, retirar direitos trabalhistas e até favorecer o crime organizado. Os advogados comprovam que as afirmações não encontram respaldo no plano de governo registrado no TSE.
*Lula é acusado de espalhar informações falsas sobre programas sociais*
Em uma das ações, a defesa contesta vídeo publicado por Lula no Instagram afirmando que Flávio Bolsonaro cortaria R$ 200 bilhões do orçamento, atingindo programas como Pé-de-Meia, Farmácia Popular, Minha Casa, Minha Vida, merenda escolar e Gás do Povo.
Segundo os advogados, o presidente utiliza uma manchete jornalística para dar credibilidade a acusações que não constam da reportagem apresentada como referência.
A defesa ressalta que o plano de governo de Flávio prevê expressamente a manutenção dos programas sociais existentes. A ação pede a retirada do conteúdo e direito de resposta.
Em outra representação, a campanha questiona a propaganda intitulada “Se Flávio vence, você perde”, que afirma que os brasileiros perderiam medicamentos gratuitos, aposentadorias e o sonho da casa própria.
A peça também associa o candidato ao crime organizado, afirmando que “a milícia vai ter um amigo no cargo mais alto da República”.
A defesa classifica a acusação como uma imputação grave, sem comprovação, e pede a remoção da propaganda, além da proibição de sua reprodução.
*Janja é acionada por vídeo sobre crime organizado e pandemia*
Outra representação tem como alvo a primeira-dama Janja, que publicou vídeo afirmando que, com Flávio Bolsonaro na Presidência, o crime organizado dominaria o Brasil e uma nova pandemia provocaria novamente a abertura de covas.
“Com Flávio Bolsonaro na presidência, ele vai dominar o Brasil”, declarou Janja, referindo-se ao crime organizado.
A defesa sustenta que a publicação ultrapassa os limites da crítica política e apresenta previsões alarmistas como fatos certos, sem indicar provas ou propostas que sustentem as afirmações.
A ação pede a retirada imediata do vídeo das redes sociais.
*Janones e Lindbergh são acusados de inventar propostas sobre aposentadorias*
A quarta ação envolve os deputados André Janones e Lindbergh Farias, que gravaram um vídeo em frente ao Ministério da Fazenda atribuindo a Flávio propostas de elevar a idade mínima de aposentadoria para 70 anos, desvincular os benefícios do salário mínimo e estabelecer jornadas de até 12 horas diárias.
“Esse é o programa do Flávio Bolsonaro”, afirmam os parlamentares na gravação, incentivando o compartilhamento do conteúdo, especialmente entre aposentados.
Para a defesa, a utilização da fachada do Ministério da Fazenda busca conferir aparência de informação oficial a propostas que, segundo os advogados, não existem.
Os parlamentares também são questionados pelo uso de expressão ofensiva contra o candidato. A ação solicita direito de resposta.
As quatro medidas apontam, sob diferentes fundamentos jurídicos, o que a defesa considera uma estratégia de atribuir ao candidato propostas inexistentes e consequências alarmistas de uma eventual vitória eleitoral.
As ações estão sob análise do TSE e incluem pedidos de remoção de conteúdos, direito de resposta e outras providências previstas na legislação eleitoral.
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) publicou nas redes sociais nesta quinta-feira (8) um vídeo direcionado aos eleitores do Nordeste, região onde o presidente Lula (PT) venceu nos nove estados no primeiro turno das eleições. Na gravação, o senador afirma que o Nordeste é a “solução do Brasil” e diz acreditar que conquistará o apoio dos nordestinos no segundo turno.
Durante o discurso, Flávio afirmou que a região foi responsável pela eleição de seu pai, Jair Bolsonaro, em 2018, e declarou que pretende voltar ao Nordeste com o ex-presidente para agradecer aos eleitores. “A gente vai voltar aqui, junto com o presidente Jair Messias Bolsonaro pessoalmente, para agradecer a cada um de vocês, devolver justiça para o Brasil e entregar prosperidade para o povo nordestino”, disse.
Apesar da declaração, Jair Bolsonaro perdeu para Fernando Haddad (PT) no Nordeste em 2018. Naquele segundo turno, Haddad recebeu 69,7% dos votos válidos na região, contra 30,3% do candidato do PL.
No primeiro turno de 2026, Lula venceu nos nove estados nordestinos. Na Bahia, recebeu 66,17% dos votos, enquanto Flávio obteve 28,53%. No Ceará, o petista teve 63,29%, contra 31,27% do adversário. Em Pernambuco, Lula alcançou 63,45%, ante 31,03% do senador.
No Rio Grande do Norte, Lula recebeu 59,75% dos votos, enquanto Flávio Bolsonaro registrou 34,77%. Já no Piauí, o presidente obteve 70,99%, seu maior percentual entre os estados apresentados na reportagem.
Em todo o Brasil, Flávio terminou o primeiro turno com 56,1 milhões de votos (47,03%), contra 53,8 milhões (45,16%) de Lula.
O Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) divulgou uma nota de esclarecimento após a repercussão de um vídeo publicado pelo reitor José Arnóbio, no qual ele faz críticas ao candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL). Na gravação, o reitor utiliza expressões como “mentiroso”, “rachadinha” e “racha master” ao se referir ao senador.
Na nota, o IFRN afirma que atua com “impessoalidade, isenção e respeito à legislação eleitoral” e ressalta que manifestações individuais não devem ser confundidas com posicionamentos institucionais. A instituição também destaca que servidores e gestores têm direito à manifestação política, desde que não utilizem a estrutura ou os recursos públicos para favorecer candidaturas.
O instituto esclarece ainda que grupos de WhatsApp e perfis administrados por estudantes não são canais oficiais e reafirma seu compromisso com a liberdade de expressão, a pluralidade de ideias e o cumprimento da legislação eleitoral.
Veja a nota na íntegra:
NOTA DE ESCLARECIMENTO
Diante da circulação de informações e manifestações públicas relacionadas a episódios de natureza político-eleitoral envolvendo integrantes da comunidade acadêmica, o Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) esclarece que mantém orientação permanente às suas unidades quanto à observância da legislação eleitoral e às condutas aplicáveis durante o período eleitoral.
Como instituição pública, o IFRN atua com impessoalidade, isenção e respeito à legislação eleitoral. A comunicação oficial, portanto, permanece voltada ao interesse público e às finalidades educacionais da Instituição. Essa orientação não impede a liberdade de expressão e a manifestação política da comunidade acadêmica. Estudantes, servidores e gestores têm assegurado o direito à manifestação de opiniões e ao posicionamento político, observados os limites da legislação e das normas institucionais.
Estudantes não se confundem com agentes públicos para fins das regras específicas aplicáveis a eles. Servidores e gestores, por sua vez, também têm assegurado o direito à manifestação política, desde que o exerçam sem utilizar a condição funcional, a estrutura ou os recursos públicos para promoção ou favorecimento de candidaturas, partidos ou posições político-eleitorais, em observância às regras aplicáveis aos agentes públicos durante o período eleitoral.
A liberdade de manifestação política da comunidade acadêmica não se confunde com a utilização dos espaços institucionais para propaganda eleitoral, cuja veiculação em bens públicos é vedada pela legislação eleitoral. A caracterização de determinado conteúdo como propaganda eleitoral depende da análise da legislação e das circunstâncias concretas.
O IFRN esclarece também que grupos de WhatsApp e perfis em redes sociais criados e administrados por estudantes não são canais institucionais e não estão sob gestão da Instituição. O IFRN não administra esses grupos e perfis, não define seus participantes nem controla as mensagens neles compartilhadas. Eventuais situações que demandem providências serão tratadas pelos canais competentes, conforme a legislação e as normas institucionais.
O IFRN considera importante, ainda, que manifestações individuais ou episódios ocorridos em espaços privados não sejam indevidamente apresentados como expressão da Instituição. A circulação fragmentada desses episódios não representa a atuação institucional e não deve ser utilizada para descredibilizar o trabalho desenvolvido pelo IFRN em suas atividades de ensino, pesquisa, extensão e gestão.
A Instituição reafirma seu compromisso com a liberdade de expressão, a pluralidade de ideias, a impessoalidade da Administração Pública e o cumprimento da legislação eleitoral, orientando suas unidades a tratar situações dessa natureza com equilíbrio, isonomia e respeito à comunidade acadêmica.
Alexandre de Moraes construiu sua imagem de “juiz implacável” sobre a premissa de que ninguém está acima da lei. Quebrou sigilos, determinou prisões arbitrárias, apreendeu celulares e mandou periciar dispositivos de jornalistas, empresários e adversários políticos.
Agora, quando as mensagens extraídas do celular de Daniel Vorcaro o colocam no centro do escândalo do Banco Master, o ministro se beneficia da blindagem que nunca concedeu a ninguém.
O relatório da PF aponta 52 mensagens enviadas por Vorcaro a um contato salvo como “Alexandre de Moraes BRASÍLIA”, com respostas em textos e imagens de visualização única. Há registros de encontros presenciais, inclusive em residências privadas.
A PF recuperou prints apagados e reconstruiu diálogos a partir do aparelho do banqueiro. O celular de Moraes, porém, nunca foi periciado — e ele mesmo trocou de aparelho e chip em fevereiro de 2026, no meio das investigações.
Além disso, há menções a contatos com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.
O próprio Mendonça determinou ações de investigação contra Moraes “sem autorização específica”, segundo a PF. Enquanto isso, o STF adia a discussão sobre a abertura de inquérito contra seu colega, preservando-o por prazos que nenhum réu comum jamais teria.
A sociedade não aceita mais essa justiça de exceção. Se Moraes quer ser tratado como magistrado íntegro, que entregue seu celular, preste depoimento e responda como qualquer cidadão. Se há algo a esconder, que o impeachment, o processo e a lei se encarreguem do resto. Ninguém — absolutamente ninguém — pode estar acima da lei que ele mesmo jurou defender.
O ex-prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, candidato derrotado ao governo do estado, buscou uma última cartada no Supremo Tribunal Federal (STF), na tentativa de obter uma decisão judicial que obrigasse a realização de um segundo turno contra Douglas Ruas.
O recurso para suspender os efeitos da decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que determinou a exclusão dos votos recebidos por Anthony Garotinho (Republicanos), caiu com o ministro Cristiano Zanin.
O magistrado rejeitou pedido por questões processuais, ao apontar que coligação de Paes ainda não havia apresentado recurso contra decisão do TSE.
Desde quando ministros do STF se preocupam com questões processuais?
O economista Adolfo Sachsida, coordenador da área econômica do plano de governo de Flávio Bolsonaro (PL), afirmou que Petrobras, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil não serão privatizados caso o candidato seja eleito presidente.
“Nenhuma dessas empresas será tocada”, declarou Sachsida em vídeo publicado nas redes sociais.
O economista também afirmou que o eventual governo pretende preservar e fortalecer programas sociais, reduzir impostos e burocracia e promover um ajuste fiscal com corte de excessos na estrutura do governo.
Sachsida disse ainda que servidores públicos terão “todo o respeito” e criticou remunerações consideradas excessivas. Segundo ele, informações diferentes das apresentadas pela equipe econômica seriam fake news.
O ex-candidato à Presidência Augusto Cury (Avante) decidiu, nesta quinta-feira (8), apoiar Flávio Bolsonaro no segundo turno das eleições. Cury condicionou sua decisão ao cumprimento de oito acordos assumidos publicamente por Flávio, que assinou um Termo de Compromisso Público com o Brasil.
Entre os pontos estão o fim da reeleição presidencial, uma revolução na educação, valorização dos professores, ampliação da telemedicina no SUS, proteção às mulheres, fortalecimento do cooperativismo, financiamento para microempresas e aumento da produção de alimentos.
O documento também estabelece o compromisso de pacificação nacional, com Flávio afirmando que pretende governar para brasileiros de direita, esquerda, centro e para quem não se identifica com nenhuma corrente ideológica.
Cury afirma que o apoio decorre, entre outros pontos, de sua defesa da alternância de poder. O documento deixa claro ainda que o apoio não impede cobranças, críticas e questionamentos sobre o cumprimento dos compromissos assumidos.
Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 52% dos votos válidos, contra 48% de Lula (PT), na primeira pesquisa Datafolha após o primeiro turno. A vantagem numérica é de quatro pontos percentuais.
Nos votos totais, Flávio tem 49% e Lula, 45%. Outros 5% dizem que votarão em branco ou nulo, enquanto 1% está indeciso. O cálculo dos votos válidos exclui esses grupos.
O levantamento também mostra que 46% dos eleitores que votaram em Augusto Cury, Renan Santos, Ronaldo Caiado e Romeu Zema no primeiro turno pretendem votar em Flávio. Lula recebe 32% nesse grupo, enquanto 15% optam por branco ou nulo.
Encomendada pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo, a pesquisa ouviu 2.520 eleitores em 153 municípios nos dias 6 e 7 de outubro. O levantamento está registrado no TSE sob o número BR-02949/2026. O segundo turno será realizado em 25 de outubro.
Flávio Bolsonaro reuniu nesta quinta-feira (8) governadores e parlamentares aliados no Centro Empresarial Brasil 21, em Brasília. Em discurso, o senador acenou à governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), que declarou neutralidade no 2º turno das eleições de 2026.
“Quero falar para aqueles governadores e governadores que não nos apoiam ou não são do nosso campo político, como a Raquel Lyra, lá em Pernambuco. Só para ficar um exemplo, que vou ser um presidente da República que vou ajudar os cidadãos de cada Estado, independente da coloração partidária do governador”, disse.
O senador declarou que “não tem eleição ganha” e pediu que sua equipe e apoiadores busquem o voto de eleitores indecisos, que se abstiveram ou que apoiam a oposição.
“Não tem eleição ganha. Todo mundo que está nos assistindo, arruma mais 1 votinho para a gente. Cada votinho que você conseguir convencer de alguém que não foi votar, de alguém que está na dúvida ou até de alguém que votou do lado de lá para dar uma oportunidade para o Flávio Bolsonaro ser presidente”, disse.
Investigado na operação “Em Nome do Pai”, realizada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (8), o desembargador Alexandre Scisinio tem trajetória familiar no Direito e construiu a maior parte da carreira na Justiça do Rio de Janeiro, especialmente em Niterói, na Região Metropolitana. A operação da PF apura um suposto esquema onde o magistrado teria favorecido empresas dos setores imobiliário e da construção civil por meio de decisões judiciais.
Scisinio foi promovido ao cargo de desembargador pelo Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) em janeiro deste ano. Antes de chegar ao segundo grau, atuou por cerca de duas décadas como titular da 9ª Vara Cível de Niterói. De acordo com informações da Associação dos Magistrados do Estado do Rio de Janeiro (Amaerj), ele iniciou a carreira jurídica como defensor público, em 1982. Dez anos depois, ingressou na magistratura.
Ao longo da carreira como juiz, passou por diferentes comarcas do estado, entre elas Vassouras, Paty do Alferes, Miguel Pereira, Cabo Frio, São Gonçalo e Niterói. Também atuou nas Turmas Recursais dos Juizados Especiais Cíveis da Região dos Lagos e de Niterói. O magistrado ainda exerceu a função de juiz eleitoral titular da 71ª Zona Eleitoral e foi juiz dirigente do 2º Núcleo Regional (NUR) do TJRJ. Também trabalhou como titular das comarcas de São Pedro da Aldeia e Iguaba Grande, na Região dos Lagos.
Antes de ingressar na magistratura, ele ainda exerceu a advocacia. Uma parte de sua carreira também o levou para sala de aula, onde atuou como professor de Direito Civil e Direito Comercial na Faculdade Brasileira de Ciências Jurídicas e de Direito Empresarial da Fundação Getulio Vargas (FGV).
A trajetória no Direito segue uma tradição familiar: seu pai, Alaor Eduardo Scisinio, era advogado e professor e escreveu livros relacionados à defesa da causa racial.
Segundo a PF, Alexandre é investigado por organização criminosa, corrupção e lavagem de dinheiro. Agentes federais foram até a casa do magistrado nesta quinta-feira (8) e de seus familiares para investigar se ele teria favorecido empresas dos setores imobiliário e da construção civil por meio de decisões judiciais. Nos endereços, os policiais apreenderam documentos, celulares e dinheiro.
Segundo a corporação, a apuração começou a partir de um procedimento administrativo instaurado pela Corregedoria Geral do TJRJ para investigar a conduta dele. De acordo com a PF, vantagens indevidas teriam sido destinadas à família do desembargador por meio de imóveis, descontos comerciais considerados excepcionais e pagamentos indiretos. Pessoas físicas e empresas ligadas aos investigados também teriam sido utilizadas nas operações, segundo a investigação.
Os fatos relacionados à corrupção teriam ocorrido quando o desembargador ainda atuava na primeira instância. Já as suspeitas de lavagem de dinheiro teriam se estendido posteriormente, segundo a PF.