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quinta-feira, 7 de maio de 2026

Morre Ted Turner, fundador da CNN, aos 87 anos

Quinta, 07 de maio de 2026

Foto: Reprodução: CNN

O empresário norte-americano Ted Turner, fundador da rede de TV CNN e um dos nomes mais poderosos da mídia nos Estados Unidos, morreu nesta quarta-feira (6) aos 87 anos, segundo informou a emissora.

Turner revolucionou o jornalismo nos Estados Unidos ao fundar, em 1980, a CNN, a primeira rede do mundo dedicada à cobertura de notícias durante 24 horas por dia. O empresário também teve um conglomerado de mídias e foi ainda um dos principais ativistas ambientais nos EUA.

A causa da morte não foi divulgada. Em setembro de 2018, o empresário revelou que sofria de demência com corpos de Lewy, uma doença neurodegenerativa.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, um crítico constante da CNN, lamentou a morte.

Com personalidade irreverente e ousada, Turner se tornou bilionário ao assumir os negócios de outdoors de seu pai. Em 1970, com parte do dinheiro, comprou uma emissora de televisão que transformou mais tarde em um vasto grupo televisivo.

Além da CNN, fundada em 1980, ele também abriu redes de TV especializadas em esportes e filmes antigos. Comprou os estúdios MGM e fez a fusão da Turner Broadcasting System com a Time Warner, em 1996.

Mas Turner enfrentou dificuldades para se adaptar ao sistema corporativo após décadas de autonomia e acabou perdendo o controle de suas redes.

Em paralelo, o empresário também se tornou um dos principais ambientalistas do mundo, além de um dos maiores proprietários de terras nos Estados Unidos e um grande filantropo — ele chegou a doar US$ 1 bilhão para a Organização das Nações Unidas (ONU).

Ele foi casado com a atriz vencedora do Oscar Jane Fonda. E ainda se destacou no mundo dos esportes:

Na década de 1970, também foi dono do time de beisebol Atlanta Braves e do Atlanta Hawks, da liga de basquete dos EUA, a NBA, além de ter vencido a America’s Cup, a regata de vela mais famosa do mundo.

Em 1986, ele criou os Jogos da Boa Vontade, uma competição semelhante às Olimpíadas, e, dois anos depois, comprou uma organização de luta livre que fornecia mais conteúdo para a TV. Suas preocupações com a guerra nuclear o levaram a cofundar a Iniciativa de Ameaça Nuclear em 2001.

A Forbes estimou a fortuna atual de Turner em US$ 2,8 bilhões (cerca de R$ 13,8 bilhões).

“Se eu tivesse um pouco de humildade, seria perfeito”, disse o empresário em uma entrevista.


Escala 6x1 avança no Congresso...

Quinta, 07 de maio de 2026




A tramitação da proposta entra agora em uma fase decisiva, após aprovação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A medida busca reduzir a jornada semanal dos trabalhadores brasileiros, assegurando ao menos dois dias de descanso por semana — um tema que tem gerado debates intensos em diversos setores da economia.

No âmbito da comissão especial, os parlamentares irão discutir o mérito da PEC, etapa em que são definidos os impactos práticos da eventual mudança. O regimento interno da Câmara estabelece a realização mínima de dez sessões para esse tipo de análise, com composição definida proporcionalmente pelas lideranças partidárias.

A expectativa de Hugo Motta é que a proposta seja levada ao plenário até o fim de maio, antecipando-se a um projeto de lei encaminhado pelo governo federal em regime de urgência. Essa proposta alternativa reduz a jornada para 40 horas semanais e também garante dois dias de descanso.

Pelo rito legislativo, o Congresso Nacional dispõe de até 45 dias para analisar projetos em regime de urgência. Caso esse prazo não seja cumprido, a matéria passa a trancar a pauta de votações, o que acelera sua apreciação. A estratégia do Executivo visa justamente dar celeridade ao tema antes do período eleitoral, já que uma PEC costuma ter tramitação mais longa e complexa.

Apesar do avanço, a possível extinção da escala 6x1 gera apreensão em segmentos como comércio e alimentação. Estimativas da Confederação Nacional da Indústria (CNI) apontam que a mudança pode provocar impacto econômico relevante, com perdas que se aproximariam de R$ 77 bilhões, o que reforça o cenário de divergências entre setores produtivos e defensores da proposta.

Fonte: Jornal da Cidade Online

Organização dos Estados Americanos é acionada contra Alexandre de Moraes

 Quinta, 07 de maio de 2026



O pedido foi encaminhado à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) e, conforme apurado com exclusividade, busca a adoção de medidas urgentes em favor dos defensores. A iniciativa ocorreu após uma sequência de episódios que, segundo a defesa, configurariam violações institucionais no exercício da advocacia.

Entre os principais pontos levantados pelos advogados Paulo Faria e Filipe de Oliveira, destaca-se a alegação de que ambos vêm sendo alvo de “perseguição político-ideológica” e de “grave violência institucional”. Eles atuam na defesa de Tagliaferro, ex-assessor do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), conhecido por divulgar mensagens associadas ao episódio denominado “Vaza Toga”.

A petição descreve que a situação mais recente envolveu a retirada dos advogados do processo por decisão de Moraes, o que teria ocorrido “sem base legal”. Na avaliação dos autores, essa medida representou uma interferência indevida na atuação profissional e comprometeu o direito à ampla defesa.

“Somos vítimas diretas e imediatas de violência institucional promovidas pelo Estado brasileiro com violações de direitos humanos imputáveis ao agente público Alexandre de Moraes, em nome do Brasil, possuindo legitimidade plena para submeter a presente denúncia ao sistema interamericano, bem como para pleitear a adoção de medidas cautelares destinadas à proteção de seus direitos fundamentais”, afirmaram.

Além disso, os advogados sustentam que enfrentam riscos concretos à segurança pessoal e à liberdade de atuação, motivo pelo qual deixaram o país. Diante desse cenário, solicitaram à CIDH providências cautelares imediatas.

Entre as medidas requeridas, os defensores pedem que o Brasil seja instado a assegurar sua integridade física, evitar restrições indevidas à liberdade, impedir novos constrangimentos institucionais e garantir o pleno exercício da advocacia sem interferência estatal. Também solicitam o respeito às prerrogativas profissionais e a prevenção de novas destituições consideradas “arbitrárias” no processo relacionado a Tagliaferro.

Outro aspecto enfatizado na denúncia é a suposta omissão da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). Segundo os autores, a entidade foi acionada diversas vezes, mas não teria adotado providências efetivas, o que teria contribuído para o agravamento da situação.

De acordo com o documento apresentado, o caso extrapola eventos isolados e indicaria um padrão mais amplo de dificuldades enfrentadas por advogados em processos de alta sensibilidade política, levantando questionamentos sobre a independência da atuação jurídica no país.

Na íntegra da manifestação, os advogados reforçam que houve “interferência indevida no exercício da advocacia”, citando episódios como constrangimentos processuais, imposição de obrigações ilegais e a retirada da defesa técnica na Ação Penal nº 2720/DF. Eles alegam que tais medidas ocorreram sem respeito ao devido processo legal, apesar da atuação contínua e regular.

A denúncia também aponta possíveis violações a direitos previstos na Convenção Americana de Direitos Humanos, incluindo garantias como ampla defesa, liberdade de expressão, integridade pessoal e proteção judicial.

Por fim, os autores solicitam que a CIDH reconheça a responsabilidade internacional do Estado brasileiro e adote medidas urgentes para assegurar a proteção dos advogados, diante da gravidade e da urgência relatadas no caso.

Fonte: Jornal da Cidade Online

Contato : (84) 9 9151-0643

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