martins em pauta

domingo, 9 de agosto de 2026

Flávio Bolsonaro critica STF e diz que indicará ministros que “não promovam perseguição” e “respeitem a Constituição”

Domingo, 09 de agosto de 2026

Foto: Vittor Sales

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou neste sábado (8), durante evento em Itapetininga (SP), que, se eleito, indicará ao Supremo Tribunal Federal (STF) ministros que “respeitem a Constituição” e “não promovam perseguição”. Segundo Flávio, o próximo presidente terá a prerrogativa de indicar quatro ministros para a Corte.

Que não promovam perseguição, que não olhem mais capas de processo, que não façam mais com nenhum brasileiro o que eles fizeram com Jair Bolsonaro. E quem descumprir a lei vai pagar por isso, a lei tem que valer para todos, inclusive para ministro do Supremo”, declarou.

O senador também criticou o governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e afirmou que, durante o governo Bolsonaro, criticar ministros do STF teria sido tratado como “um atentado contra a democracia”.

Flávio ainda disse que seus adversários têm “pavor” da possibilidade de sua vitória e afirmou que estariam dispostos a ultrapassar “o limite da maldade” para impedir sua chegada à Presidência. “É isso que a gente está disputando”, afirmou.

“PAI DOS POBRES”: Lula registra candidatura e declara R$ 4,8 milhões em bens ao TSE; veja lista

Domingo, 09 de agosto de 2026

Foto: Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou R$ 4,8 milhões em bens à Justiça Eleitoral ao registrar sua candidatura à reeleição neste sábado (8). Cerca de 69% do patrimônio está concentrado em dois planos de previdência privada, que somam R$ 3,3 milhões. O maior é um VGBL da Brasilprev, de R$ 1,92 milhão, seguido por outro plano do Bradesco, de R$ 1,38 milhão.

A declaração também inclui imóveis, terrenos, aplicações financeiras, participação em empresa e um veículo. Lula informou ainda possuir 98% do capital da L.I.L.S. Palestras, Eventos e Publicações, avaliado em R$ 49 mil, e um Chevrolet 2010/2011, declarado por R$ 50 mil.

Patrimônio caiu desde 2018

Em valores nominais, o patrimônio declarado por Lula caiu de R$ 7,99 milhões em 2018 para R$ 4,78 milhões em 2026, redução de 40,2%. Considerando a inflação, a queda é ainda maior. Os R$ 7,99 milhões declarados em 2018 equivaleriam a cerca de R$ 12,08 milhões em valores de junho de 2026. Nesse cálculo, a redução chega a aproximadamente 60%.

Em 2022, Lula havia declarado R$ 7,42 milhões, equivalentes a cerca de R$ 8,86 milhões atualmente. Na comparação corrigida pela inflação, a queda até 2026 foi de aproximadamente 46%.

A série histórica mostra que o patrimônio declarado pelo petista era de cerca de R$ 320 mil em 1998, R$ 423 mil em 2002 e R$ 839 mil em 2006, em valores nominais.

Veja os bens declarados:

Cruel e desumano: Quando até o abraço de um filho se torna suspeito

 Domingo, 09 de agosto de 2026

Moraes manteve a proibição e impediu Bolsonaro de receber três filhos no Dia dos Pais.

Não foi solicitado um comício.

Não foi pedida uma entrevista, uma transmissão pelas redes sociais ou uma reunião partidária.

O pedido apresentado pela defesa de Jair Bolsonaro possuía uma finalidade declaradamente familiar: permitir que o ex-presidente recebesse os filhos Flávio, Carlos e Jair Renan durante algumas horas no domingo, 9 de agosto, Dia dos Pais. O pedido foi negado.

Neste sábado, 8 de agosto, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, considerou a solicitação “prejudicada” porque uma decisão anterior já havia suspendido por 30 dias as visitas a Bolsonaro, mantendo apenas o acesso de médicos, fisioterapeutas e advogados.

Assim, por força de uma restrição que já estava em vigor, o ex-presidente permanecerá sem receber os filhos na data comemorativa.

A notícia é verdadeira. Mas a decisão suscita uma pergunta que nenhuma fórmula processual consegue apagar:

Em que momento o cumprimento de uma medida judicial precisa deixar de reconhecer a existência de um pai e de seus filhos?

COMO TUDO COMEÇOU

A suspensão das visitas foi determinada depois que o senador Flávio Bolsonaro divulgou, durante uma transmissão pelas redes sociais, uma carta escrita por Jair Bolsonaro.

O documento possuía conteúdo político e defendia a união da família em torno da candidatura presidencial de Flávio.

Moraes considerou que a divulgação representou uma tentativa de contornar as restrições impostas ao ex-presidente, que está proibido de utilizar as redes sociais direta ou indiretamente.

Em consequência, Flávio ficou impedido de visitar o pai por 90 dias. Posteriormente, outras visitas também foram suspensas por 30 dias, com exceção dos profissionais autorizados.

Pode-se discutir se a carta desrespeitou ou não as condições estabelecidas.

Pode-se discutir se Bolsonaro sabia que o conteúdo seria publicado.

Pode-se até defender que o Judiciário precisa impedir que uma visita familiar seja utilizada para transmitir orientações eleitorais.

O que não deveria ser aceito sem questionamento é a transformação de um episódio político em justificativa automática para impedir todo encontro familiar — inclusive em uma ocasião tão simbólica quanto o Dia dos Pais.

PUNIR O ATO OU INTERROMPER O VÍNCULO?

Se houve desvio na finalidade de uma visita, que se apure o episódio.

Se uma carta violou determinada ordem, que se avalie a responsabilidade de quem a escreveu, de quem decidiu divulgá-la e de quem efetivamente realizou a transmissão.

O Direito deve individualizar condutas e aplicar medidas proporcionais.

Carlos Bolsonaro e Jair Renan não foram apontados como responsáveis pela divulgação daquela carta. Mesmo assim, também ficaram impedidos de abraçar o pai.

A decisão alcançou o núcleo familiar como um todo.

É nesse ponto que a medida deixa de parecer apenas preventiva e passa a produzir um efeito que se assemelha a uma punição coletiva.

O PODER DE ABRIR UMA EXCEÇÃO

A defesa não pediu a revogação definitiva de todas as restrições.

Solicitou uma autorização excepcional, limitada à tarde do Dia dos Pais e fundamentada na preservação dos vínculos familiares.

Moraes possuía duas possibilidades.

Poderia manter a decisão anterior mecanicamente, afirmando que todas as visitas continuavam suspensas.

Ou poderia reconhecer a natureza especial da data e autorizar o encontro sob condições rigorosas:

— presença de agentes de segurança;

— proibição de aparelhos eletrônicos;

— ausência de gravações;

— impedimento de declarações políticas;

— duração previamente determinada;

— advertência de punição em caso de descumprimento.

Havia meios de preservar simultaneamente a autoridade da decisão judicial e o convívio familiar.

A escolha foi pela negativa.

Dizer que o pedido estava “prejudicado” explica o mecanismo processual utilizado.

Não responde, entretanto, à questão humana.

PRISÃO DOMICILIAR NÃO APAGA A FAMÍLIA

Bolsonaro cumpre prisão domiciliar e está submetido a diversas restrições.

O fato de uma pessoa estar presa não significa que todos os seus direitos tenham desaparecido. O próprio sistema de execução penal reconhece a importância do contato familiar, justamente porque a pena ou a medida restritiva não deveria destruir vínculos que não fazem parte da condenação.

Naturalmente, o direito de visita não é absoluto. Ele pode ser limitado por razões de segurança, disciplina ou prevenção de ilícitos.

Mas limitar um direito exige necessidade e proporcionalidade.

O risco apontado era a utilização do encontro para fins político-eleitorais.

Esse risco poderia ser neutralizado com fiscalização e regras específicas.

Impedir completamente a visita é a medida mais severa entre todas as disponíveis.

AUTORIDADE NÃO PRECISA SER INSENSIBILIDADE

Ninguém está acima da lei.

Essa frase vale para Bolsonaro, para seus filhos, para seus apoiadores e também para aqueles que exercem o poder de interpretar e aplicar a lei.

Uma decisão judicial pode possuir justificativa formal e, ainda assim, merecer crítica quanto à sua proporcionalidade.

Questionar a severidade de uma decisão não constitui ataque ao Estado de Direito.

Ao contrário, é justamente em um Estado de Direito que decisões do poder público devem permanecer submetidas ao debate, ao controle, aos recursos e ao escrutínio da sociedade.

O juiz não precisa agir movido por afeto.

Mas também não pode permitir que a linguagem burocrática transforme seres humanos em simples números de processo.

“Pedido prejudicado.”

Duas palavras foram suficientes para impedir que um pai recebesse três filhos no Dia dos Pais.

O documento pode ser curto. O impacto familiar não é.

A IMAGEM QUE FICARÁ

Neste domingo, milhões de famílias brasileiras estarão reunidas.

Filhos abraçarão seus pais. Alguns levarão presentes. Outros apenas se sentarão à mesa para conversar.

Na casa onde Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar, esse encontro não acontecerá.

Não porque os filhos tenham tentado invadir o imóvel. Não porque houvesse demonstração de que levavam equipamentos clandestinos. Não porque Carlos e Jair Renan tenham sido responsabilizados pela divulgação da carta.

O encontro não acontecerá porque uma decisão anterior suspendeu as visitas e o ministro entendeu que não deveria abrir uma exceção nem mesmo no Dia dos Pais.

Pode-se não gostar de Bolsonaro. Pode-se concordar com sua condenação.

Pode-se rejeitar sua atuação política e responsabilizá-lo por tudo aquilo que tenha sido comprovado dentro do devido processo legal.

Nada disso obriga alguém a comemorar a separação entre um pai e seus filhos.

A Justiça demonstra grandeza quando sabe distinguir firmeza de crueldade, prevenção de castigo e autoridade de insensibilidade.

Permitir um abraço fiscalizado não destruiria o Supremo Tribunal Federal.

Não anularia a condenação. Não revogaria as restrições. Não transformaria uma residência em palanque eleitoral.

Seria apenas o reconhecimento de que, por trás do nome que divide o Brasil, existe um homem envelhecido, com problemas de saúde, cumprindo uma pena e impedido de receber os filhos em uma data familiar.

O poder capaz de negar tudo também deveria possuir sabedoria suficiente para saber quando permitir o mínimo.

Neste caso, não permitiu.

Foto de Jayme Rizolli

Jayme Rizolli

Jornalista.

Fonte: Jornal da Cidade Online

Médica de 30 anos morre após cair de edifício onde morava

 Domingo, 09 de agosto de 2026

Uma jovem médica e também farmacêutica, natural do município de Bom Jesus, no Sertão paraibano, faleceu na manhã deste sábado (8) após cair do terceiro andar do edifício onde ela residia, no Bairro dos Bancários, em João Pessoa.

Thaís Félix de Souza, de 30 anos, trabalhava como médica plantonista no município de Ipaumirim, no Ceará, mas morava na Capital paraibana.

A jovem era filha do empresário José Newton, que atua nos setores de varejo, com supermercado, e materiais de construção, e sobrinha do vice-prefeito de Bom Jesus, Ediney Pereira.

A morte foi confirmada por familiares. O advogado Breno Moreira, primo de Thaís, confirmou a informação e lamentou o falecimento da jovem.

A previsão é de que o corpo seja encaminhado para Bom Jesus, onde deverá ocorrer o velório e o sepultamento, mas os detalhes sobre os procedimentos ainda não foram oficialmente confirmados.

Fonte: Jornal da Cidade Online

Extrema insegurança na Bahia do PT: 2 irmãos são mortos com mais de 50 tiros

 Domingo, 09 de agosto de 2026

Um crime brutal contra os dois irmãos chamou atenção das autoridades policiais da Bahia.

Eles foram mortos com mais de 50 tiros na madrugada de quinta-feira (6), na zona rural de Feira de Santana, na Bahia, após suspeitos se passarem por policiais.

O crime aconteceu por volta de 0h40, na Estrada de Jaíba, no bairro Aeroporto. As vítimas foram mortas após terem a casa invadida e foram identificadas como Nailson Souza Silva, de 31 anos, e Flávio de Souza Silva, de 27.

Segundo a Policia Civil, os suspeitos chegaram ao imóvel gritando "Polícia". Em seguida, arrombaram a porta dos fundos e entraram na residência.

Os homens obrigaram os irmãos a deitarem de bruços no piso da cozinha e, em seguida, atiraram contra eles.

Testemunhas relataram que, após os primeiros disparos, parte do grupo deixou a residência, enquanto um dos criminosos permaneceu no imóvel, recarregou a arma e voltou a atirar contra as vítimas. Os suspeitos fugiram a pé.


Fonte: Jornal da Cidade Online

Flávio Bolsonaro faz uma inesperada promessa caso seja eleito

Domingo, 09 de agosto de 2026

O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) voltou a fazer críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) neste sábado, 8, durante um ato de campanha realizado em Itapetininga, no interior de São Paulo. Na ocasião, afirmou que pretende indicar homens e mulheres para a Corte caso vença a eleição, desde que sejam pessoas comprometidas com a Constituição.

“O próximo presidente indica quatro ministros do STF e vou colocar lá homens e mulheres, que respeitam a Constituição, que não usem a máquina para enriquecer, que não promovam perseguição.”

Durante o discurso, Flávio também afirmou que ministros do Supremo interessados em atuar na política deveriam deixar o tribunal e disputar eleições. Sem mencionar nomes, declarou:

“Se quer ser presidente do Brasil, renuncia e se candidata”.

Na sequência, acrescentou:

“Se quer mandar no Senado, renuncia e se candidata.”

O evento foi organizado pela deputada federal Simone Marquetto (PP-SP) e também teve como objetivo ampliar a aproximação da campanha com o eleitorado feminino. Nas pesquisas mencionadas no contexto da campanha, Flávio apresenta desempenho inferior ao do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entre as mulheres.

Ex-prefeita de Itapetininga, Simone Marquetto chegou à Câmara dos Deputados após ser eleita em 2022. O nome da parlamentar chegou a ser considerado para ocupar a vice na chapa presidencial de Flávio, mas o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) acabou escolhido para a função.

A campanha do candidato também passou a ampliar a participação de mulheres em suas atividades, entre elas sua mulher, a dentista Fernanda Bolsonaro. Na quarta-feira 5, Flávio anunciou Alfredo Gaspar como candidato a vice-presidente, depois de ter analisado alternativas femininas para a composição da chapa.

Durante o evento, Simone afirmou que não disputará a reeleição e disse que pretende concentrar seus esforços na campanha presidencial de Flávio.

“Hoje a minha grande missão é fazer Flávio Bolsonaro o nosso presidente da República.”

Fonte: Jornal da Cidade Online 

ESCÂNDALO DO INSS: Testemunha-chave ameaçada de morte diz ter ouvido do ‘Careca do INSS’ promessa de pagamento de R$ 25 milhões a Lulinha

Domingo, 09 de agosto de 2026

O ex-diretor da World Cannabis, Edson Claro, e o dono da empresa, Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS –  (Fotos: Divulgação e Edilson Rodrigues/Agência Senado)

A prisão do empresário Antonio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, em setembro de 2025, foi decretada, entre outras razões, porque ele tentou intimidar uma testemunha do escândalo dos desvios das aposentadorias dos idosos. O Careca do INSS, antes de ser preso, ameaçou “meter uma bala” na cabeça do subordinado se ele revelasse o que sabia, segundo reportagem da revista VEJA.

O alvo foi Edson Claro, ex-diretor comercial da World Cannabis, empresa que pertence a Antonio Carlos, que revelou, em mais de 80 horas de depoimentos à Polícia Federal, detalhes de como o seu chefe operava o esquema que desviou 6 bilhões de reais dos aposentados do INSS.

Edson apresentou mensagens, planilhas, fotografias e diálogos de celular que abriram caminho para uma série de investigações — três delas envolvendo o Lulinha, filho mais velho do presidente da República.

“A primeira coisa que falei é que muita gente grande estava envolvida”, disse Edson a VEJA.

Falei sobre a comissão de 25 milhões que o Antonio disse que pagaria para o filho do presidente e também sobre o envolvimento de outras pessoas importantes, incluindo o senador Weverton Rocha” completou.

O executivo contou ter ouvido do Careca do INSS que Lulinha receberia R$ 25 milhões de reais por ter conseguido viabilizar um contrato no Ministério da Saúde no valor de 1 bilhão de reais. O negócio envolvia a venda de testes rápidos para dengue e zika.

O ex-diretor contou que Lulinha viajou com Careca para quatro países — Portugal, Alemanha, Suiça e Espanha — para tratar de outros negócios. Ele também também deu o caminho para a PF mapear a distribuição de propinas. Disse aos policiais que Lulinha recebia uma mesada de 300 mil reais paga pela lobista Roberta Luchsinger, amiga do filho do presidente, e pela publicitária Danielle Fonteles, que mora em Portugal.

As revelações de Edson tiveram um custo para sua vida pessoal. A CPMI do INSS tentou incluir o empresário no programa de proteção a testemunhas, sem resultado. Nas últimas semanas, ele tem recebido ligações oriundas dos Estados Unidos, Paraguai e interior de São Paulo. Em um dos telefonemas, uma pessoa advertiu que ele estaria ‘falando muito’.

Veja

Novo pede cassação de chapa Lula-Alckmin por desfile da Acadêmicos de Niterói que homenageou o presidente; legenda aponta abuso de poder político e econômico

Domingo, 09 de agosto de 2026

Foto: Cadu Gomes/VPR

O partido Novo protocolou neste sábado (8) uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a chapa formada por Lula (PT) e Geraldo Alckmin (PSB), candidatos à reeleição. A legeda pede a cassação dos registros de candidatura, além da inelegibilidade por oito anos.

A ação questiona o desfile da Acadêmicos de Niterói no Carnaval deste ano. O partido acusa a chapa de abuso de poder político e econômico e uso indevido dos meios de comunicação.

Segundo o Novo, a escola recebeu R$ 9,6 milhões em recursos públicos: R$ 4 milhões da Prefeitura de Niterói e o restante das prefeituras do Rio de Janeiro, do governo do Estado e da Embratur.

Para a legenda, o desfile teria deixado de ser apenas uma manifestação cultural e assumido caráter de promoção eleitoral de Lula.

“Recursos e estrutura do Estado foram colocados a serviço da candidatura de Lula meses antes do início oficial da campanha, justamente em uma das nossas principais manifestações culturais”, afirmou o presidente do Novo, Eduardo Ribeiro.

O partido também cita como precedente o caso de 2006, quando o PT acionou a Justiça contra um desfile da Leandro de Itaquera que homenageava Alckmin, então adversário de Lula na disputa presidencial.

Em fevereiro, o governo Lula negou ter destinado recursos públicos à Acadêmicos de Niterói ou participado da escolha e elaboração do enredo.

Flávio tem 9 palanques competitivos nos Estados; Lula tem 8

Domingo, 09 de agosto de 2026

Fotos: Ricardo Stuckert/PR e Vinicius Loures/Câmara dos Deputados.

O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) tem 1 palanque a mais que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança das pesquisas eleitorais nos Estados. O placar é de 9 a 8 para Flávio. O petista lidera na soma de palanques já definidos, independentemente do desempenho nas pesquisas. São 26 para Lula, enquanto Flávio tem 16. Os dados são de levantamento do Poder360 com as pesquisas mais recentes registradas no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em cada Estado, com exceção de Roraima que não tem estudo recente disponível.

São considerados competitivos os nomes que lideram as pesquisas ou aparecem em empate técnico na dianteira.

Eis os locais em que as alianças estaduais aparecem competitivas:

  • Lula – Amazonas, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro e Sergipe;
  • Flávio – Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Paraná, Rondônia, Santa Catarina e São Paulo;
  • empate entre palanques – Pará e Rio Grande do Sul;
  • sem palanques competitivos – Acre, Alagoas, Amapá, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Rio Grande do Norte e Tocantins.

O PT lançou candidatos próprios ao governo em 12 Estados e firmou alianças com outras siglas em 14. Já o senador conta com 16 palanques, dos quais 12 são encabeçados pelo PL.

O jornal digital reuniu pesquisas eleitorais de 26 unidades da Federação. Foram consideradas as pesquisas mais recentes com íntegras disponíveis de cada Estado, registradas oficialmente na Justiça Eleitoral. Roraima não foi contabilizada no levantamento por não ter nenhum estudo recente. Leia aqui a íntegra (PDF – 95 kB) de todos os estudos usados.

O prazo para registro das candidaturas no TSE termina em 15 de agosto. Por isso, o infográfico inclui nomes que ainda podem confirmar ou desistir da disputa, conforme as definições partidárias até a data limite prevista na legislação.

As pesquisas eleitorais recentes mostram maior alcance dos partidos de direita entre o eleitorado brasileiro. Entre os 33 postulantes mais competitivos, 16 são filiados a legendas de direita, 12 ao centro e 5 a partidos de esquerda.

A cerca de 2 meses do 1º turno das eleições gerais, marcado para 4 de outubro, o partido de Gilberto Kassab, o PSD, é a legenda com mais candidatos competitivos na disputa pelos governos estaduais. A sigla tem 6 filiados em 1º lugar ou tecnicamente empatados nessa posição.

O PL aparece na sequência, com 5 nomes na mesma situação. O MDB, PP e Republicanos dividem a 3ª posição do ranking, com 4 postulantes competitivos cada. O União Brasil tem 3, enquanto o PSDB, o PDT e o PT –partido do atual presidente– têm 2.

O PSB e o Podemos registram 1 candidato tecnicamente empatado ou líder nas pesquisas.

METODOLOGIA

Para elencar as pesquisas eleitorais nos Estados, o Drive fez buscas no banco de dados do TSE, em jornais locais e na internet em geral. Foi considerado sempre o 1º cenário estimulado dos estudos mais recentes, com metodologias conhecidas e dos quais foi possível verificar a origem das informações. Em Minas Gerais, foi considerado o cenário sem o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), que já anunciou desistência da disputa.

Todos os levantamentos foram registrados na Justiça Eleitoral. Quando muitas pesquisas foram realizadas em um período próximo de tempo, o Drive optou por considerar o estudo da empresa mais conhecida e com mais relevância no mercado.

Os dados sobre a quantidade de eleitores em cada Estado são do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e estão atualizados até 7 de agosto de 2026.

O prazo para a confirmação de candidaturas no TSE vai até 15 de agosto; portanto, o infográfico inclui nomes que podem ou não oficializar sua candidatura, a depender das definições dos partidos até a data limite imposta pela legislação.

A soma dos percentuais do eleitorado em cada Estado no infográfico não totaliza 100% porque foram excluídas deste infográfico as parcelas referentes às zonas eleitorais localizadas no exterior.

A coluna da direita no infográfico só considera 2º lugar o 1º candidato numericamente nesta posição.

Poder360

URGENTE: Vaza foto encontrada pela PF mostrando inúmeros políticos em situação inusitada

Domingo, 09 de agosto de 2026

Uma fotografia localizada pela Polícia Federal mostra o advogado Willer Tomaz ao lado de seis congressistas em uma piscina no Rancho Tomaz, propriedade dele situada em Planaltina (DF). A imagem estava armazenada no celular do senador Weverton Rocha (PDT-MA), que é investigado, e foi divulgada pela revista “Piauí”.

Além de Weverton Rocha, aparecem na fotografia Arthur Lira (PP), ex-presidente da Câmara dos Deputados, Alexandre Ramagem (PL), ex-deputado federal e ex-diretor da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), e os deputados federais Juscelino Filho (PSDB), Elmar Nascimento (União Brasil) e Paulo Azi (União Brasil).

De acordo com informações obtidas pela revista, o encontro ocorreu em 23 de abril de 2023, após o feriado de Tiradentes. O registro fotográfico passou a integrar o material analisado pela PF em uma investigação que apura possíveis relações entre Willer Tomaz e Weverton Rocha.

A reunião teria sido articulada por meio de um grupo de WhatsApp chamado “Grupo Seleto”. Conforme informações atribuídas à polícia e obtidas pela “Piauí”, parte dos parlamentares que aparecem na fotografia participava do grupo, no qual eram organizados detalhes de uma viagem ao rancho durante o feriado.

Mulheres de alguns dos políticos também faziam parte da conversa. Entre as participantes estavam Angela Lira, mulher de Arthur Lira, e Lia Rezende, mulher de Juscelino Filho. A revista teve acesso aos registros das mensagens trocadas pelos integrantes.

Investigação analisa relações entre advogado e políticos

Embora faça parte do material reunido pela Polícia Federal, a fotografia não foi apresentada na petição que fundamentou a operação policial. Os investigadores analisam o conteúdo com o objetivo de verificar se existem vínculos relevantes entre Willer Tomaz e os políticos que frequentavam a propriedade.

Um dos pontos centrais da apuração envolve transferências de aproximadamente R$ 11 milhões realizadas por empresas relacionadas ao advogado para Samya Rocha, mulher de Weverton Rocha.

O senador, que ocupa o cargo de vice-líder do governo no Senado, é um dos alvos da nova fase da operação Sem Desconto, deflagrada pela PF na 3ª feira (4.ago.2026). A investigação apura suspeitas relacionadas a fraudes no INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

Segundo os investigadores, uma empresa ligada a Willer Tomaz teria participado da compra da residência de Weverton Rocha, imóvel avaliado em R$ 6 milhões.

Procurados pela “Piauí”, os parlamentares citados apresentaram respostas diferentes sobre o encontro. Paulo Azi confirmou que esteve no rancho e afirmou ter recebido um convite para participar de uma comemoração.

Elmar Nascimento, por outro lado, declarou que estava em Minas Gerais na data indicada para o encontro. Os demais políticos mencionados na reportagem não responderam aos questionamentos feitos pela revista.

Fonte: Jornal da Cidade Online

Contato : (84) 9 9151-0643

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