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Quis ser governador em 2010. Sobrou — terceiro colocado, pouco mais de 160 mil votos.
Renunciou à prefeitura de Natal em abril de 2018 para tentar de novo o governo do Estado. Sobrou no segundo turno, derrotado por Fátima Bezerra. Está sem mandato desde então.
Quis ser senador em 2022, abrigado pela esquerda. Sobrou — segundo lugar, 33,40%, atrás de Rogério Marinho.
Quis Natal de volta em 2024. Sobrou — terceiro lugar, fora até do segundo turno.
Quis o Senado outra vez em 2026, agora aliado ao centro. Sobrou antes mesmo da urna: o União Brasil de Allyson Bezerra fechou a porta, sem apoio e sem fundo eleitoral.
Tentou então ser vice de Allyson. Sobrou.
Restou-lhe o consolo de ser anunciado coordenador da campanha em Natal. Sobrou de novo — os próprios vereadores que apoiam Allyson avisaram que não se submeteriam à liderança dele. Quem acompanha a trajetória de Carlos Eduardo sabe por quê: ele nunca escondeu o que pensa dos vereadores. Agora precisava deles.
Note o padrão. As primeiras sobras foram do eleitor. As últimas vieram de dentro — de quem senta com ele à mesa e sabe exatamente o que está comprando.
Sem candidatura, sem palanque e sem liderados, sobrou o microfone. Carlos Eduardo virou língua de aluguel nas rádios de Natal, cumprindo o único serviço que ainda lhe encomendam: atacar Álvaro Dias. Já não se sabe se o que ele faz nesses programas é trabalho político ou serviço de outra natureza.
E Álvaro Dias não é um adversário que ele descobriu ontem. É o homem que ele mesmo escolheu para governar Natal ao seu lado, e a quem entregou a prefeitura quando renunciou em 2018. Ninguém deixa a chave da própria casa com quem não confia. A competência de Álvaro Dias tem, entre seus atestados, a assinatura de Carlos Eduardo Alves. Hoje ele tenta rasgar o que assinou.
Vale olhar a curva inteira. À sombra da família e de Wilma de Faria, Carlos Eduardo chegou a prefeito de Natal. No dia em que precisou se sustentar com o próprio peso, começou a série que não parou mais. Ninguém mais o quer candidato por perto. Comenta-se que estuda uma vaga de vereador em Natal daqui a dois anos — a mesma cadeira de quem ele passou a vida destratando.
É o retrato de um homem no fim da própria linha, tentando arranhar quem ainda tem futuro para não precisar encarar que já não tem.
Natal tem memória. E memória, em política, é o que sobra quando o resto acabou.
Opinião dos leitores
Essa pesquisa é faker. O que vale é a de ontem que BG encomendou e postou.
gostavo máfia, amante do ex presidiário de 9 dedos.
…e eu aqui, na minha poltrona, assistindo o fim melancólico deste velho senil.
Ô mulher, dá uma pena!
SQN