martins em pauta

quarta-feira, 5 de agosto de 2026

Taveira Júnior propõe debate institucional sobre crise penitenciária no RN: “Ou nos unimos, ou vamos sucumbir à criminalidade”

Quarta, 05 de agosto de 2026

Foto: Divulgação

A crise vivida pelo sistema prisional do Rio Grande do Norte chegou ao plenário da Assembleia Legislativa, na reabertura dos trabalhos após o recesso parlamentar. O tema foi levantado pelo deputado Taveira Júnior (PSDB), que propôs um debate institucional e criticou a atuação do Governo do Estado na condução dos problemas no setor.

“Apesar de reconhecermos o esforço que vem sendo empreendido em nosso Estado, pela gestão penitenciária em si e ainda por outras instituições que atuam na área, as medidas se mostram claramente insuficientes diante dos desafios que estão postos”, pontuou Taveira, citando a recente fuga de 11 detentos da Penitenciária de Alcaçuz (e que, até esta terça, já tinha registrado a recaptura de quatro deles).

O deputado do PSDB fez uma análise sobre fatores que concorrem para a crise, destacando pontos como a superlotação dos presídios, as deficiências na estrutura física das unidades prisionais, o déficit de servidores atuando no sistema carcerário e, mais recente, o poderio crescente das facções criminosas.

Diante do quadro, Taveira Júnior propôs a ampliação de investimentos no setor, não apenas no reforço estrutural e nos quadros de servidores, mas também em sistemas de inteligência. Para o deputado, o principal desafio do sistema prisional potiguar não é apenas o controle da segurança interna, mas a soma dos fatores externos que apresentou.

“São questões que precisam ser atacadas de maneira mais eficiente, sem discursos vazios e com verdadeira disposição de obter resultados concretos. Não dá mais para conceber uma gestão penitenciária ultrapassada e até certo ponto romantizada e naturalizada. Já conhecemos esse caminho e está provado que ele não resolve”, observou ele.

Taveira concluiu seu pronunciamento conclamando a uma ação coletiva das instituições em busca das soluções. “Não é o volume dos problemas que precisa nos derrotar por antecedência, nos tirando a disposição para enfrentá-los. Somos racionais o suficiente para perceber que não dá para eliminar todas as questões do dia para noite. Entendemos que o quadro é complexo e merece esforço conjunto de toda a sociedade. Ou nos unimos e partimos para as ações que precisamos tomar, ou vamos sucumbir à criminalidade”, completou.

Análise: Jornalista William Waack aponta interesse do STF nas eleições por causa de luta pelo poder

Quarta, 05 de agosto de 2026

Reprodução / CNN

Em uma análise realizada na CNN Brasil, o jornalista William Waack comentou sobre um possível interesse do Supremo Tribunal Federal (STF) nas eleições devido a uma “luta pelo poder”.

“​”A todos vale a presunção de inocência, e por isso que não se pode tratar Lula, filho do presidente Lula, ou qualquer outra pessoa, chamado como culpado até seja investigado, caso necessário, julgado, eventualmente condenado.”, afirmou o jornalista.

Ainda de acordo com Waack, do ponto de vista político, porém, a abertura de um terceiro inquérito da Polícia Federal contra o filho do presidente por suspeita de tráfico de influência já causou considerável abalo político.

​”Não, não é só a questão eleitoral, isso aí é para lá de óbvio. É a oposição ao presidente, mas não é só isso. É a questão do funcionamento das instituições de Estado, é isso que está em jogo agora.”, disse o apresentador da CNN.

Waack disse ainda que é no Supremo que se concentram hoje não só as investigações dos principais escândalos do país, assim como personagens centrais das investigações, como o Careca do INSS, que surge com insistência numa espécie de triangulação envolvendo Lula e a empresária amiga, segundo as investigações da Polícia Federal.

​”O interesse do Supremo nisso tudo é político. Uma das alas da corte tem enorme apreensão com as eleições, portanto, com tudo o que possa influenciar de alguma maneira nessa decisão… E qual o interesse do STF nas eleições? A sobrevivência do grupo”, concluiu o jornalista.


Ex-chefe de gabinete de Lula admite ter recebido recurso e nega ilegalidade

Quarta, 05 de agosto de 2026
Screenshot

Foto: Reprodução

O ex-chefe de gabinete do presidente Lula, Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, admitiu em nota ter recebido recursos da empresária Roberta Luchsinger, amiga de Fabio Luis Lula da Silva, o Lulinha. Marcola rejeitou haver qualquer ilegalidade.

“Recebi com surpresa a matéria que trata um empréstimo pessoal contraído e já quitado como algo ilegal. Nunca tive nenhuma relação que caracterize qualquer ilegalidade no exercício de minha função”, afirmou em nota distribuída pelo PT.

O assessor, um dos mais próximos do presidente Lula, ficou no cargo de chefe de gabinete durante todo o atual governo e deixou o posto no dia 21 de julho deste ano.

Oficialmente, deixou o cargo para integrar a campanha à reeleição de Lula, mas fontes relataram à CNN que o real motivo foi a descoberta desses pagamentos.

Com isso, Marcola teria deixado o governo como uma forma de proteger o governo diante dessa informação, já que é um dos mais próximos auxiliares do presidente.

Luchsinger atuava com o empresario Antonio Camilo, o chamado “Careca do INSS”.

CNN

Secretário Estadual de Infraestrutura Gustavo Coelho faz governadora Fátima Bezerra passar vergonha e sair como mentirosa no episódio do Aeródromo de Caicó

Quarta, 05 de agosto de 2026

Foto: Reprodução

O secretário estadual de Infraestrutura Gustavo Coelho soltou uma nota ontem negando que o Governo do Estado tivesse determinado o fechamento do Aeródromo de Mossoró. O Blog do BG comprovou com documentos oficiais que essa versão não é verdadeira.

Na presa de negar os fatos, Gustavo Coelho criou uma crise que expôs o Governo do Estado, a própria governadora Fátima Bezerra (PT) e fez ela e sua gestão passarem vergonha e sairem como mentirosos nessa história.

O secretário só esqueceu de informar em sua nota oficial que o aeródromo só foi fechado porque o Governo do Estado questionou a validade do convênio que permitiu a regularização do equipamento e pedir a revisão da situação junto à Agência Nacional da Aviação Civil (ANAC).

Na prática, isso significa que, sim, o fechamento da unidade é responsabilidade do Governo do Estado, que além de não fazer nada para recuperar o equipamento ainda atrapalha quem investiu tempo, trabalho e dinheiro no aeródromo, que só tinha sido reaberto graças à iniciativa da Associação Comunidade Aeronáutica de Caicó.


Fonte: Blog do BG


[VÍDEO] “O ESTADO ESTÁ SEM EIRA NEM BEIRA”: BG comenta que “falta comando” no governo Fátima Bezerra e avalia que crises em série comprometem crescimento da candidatura de Cadu Xavier

Quarta, 05 de agosto de 2026

No programa “Meio Dia RN” desta terça-feira (4), BG avaliou que a espiral de notícias negativas sobre a gestão da governadora Fátima Bezerra poderá comprometer a candidatura de Cadu Xavier ao Governo do Estado. Ele citou as crises recentes envolvendo o Aeródromo de Caicó, fechado a pedido do Governo do Estado pela Agência Nacional da Aviação Civil (Anac), a fuga dos detentos de Alcaçuz, o atraso no pagamento de aposentados e pensionistas e a suspensão de cirurgias eletivas em hospitais privados que atendem pelo SUS no RN. “O Estado está sem eira nem beira”, disse.

“Fazia tempo que eu não via o governo Fátima passar por uma espiral de notícias negativas tão grande, que coloca em xeque a candidatura de Carlos Eduardo Xavier, porque não existe legado [do Governo do Estado]. O efeito negativo está ficando tão pesado que eu tô começando a achar que mesmo o PT, com estrutura política e com Lula, poderá de fato segurar o crescimento de Cadu”, avaliou BG.


Fonte: Blog do BG

Esquerda surta, mas Mendonça mantém vídeo de Flávio usando as siglas do PT, PCC e CV

Quarta, 05 de agosto de 2026





Na decisão, Mendonça afirmou que o material divulgado não ultrapassa, em um primeiro exame, os limites do debate democrático. Para o ministro, a publicação representa uma manifestação política em linguagem caricatural.

“A publicação parece traduzir crítica política, em tom satírico e caricatural, a respeito de suposta leniência, inadequação ou insuficiência de determinadas posições políticas no enfrentamento à criminalidade organizada”, afirmou Mendonça na decisão.

A ação foi proposta após a divulgação, em 16 de junho de 2026, de um vídeo publicado no Instagram de Flávio Bolsonaro. Produzida com recursos de inteligência artificial, a peça apresenta uma narrativa fictícia em que o senador aparece pilotando uma aeronave militar para atacar embarcações identificadas com as siglas "CV" (Comando Vermelho), "PCC" (Primeiro Comando da Capital) e "PT". Na legenda da publicação, havia a promessa de "uma péssima notícia" para os três grupos.

Ao recorrer ao TSE, a Federação Brasil da Esperança sustentou que o conteúdo configuraria propaganda eleitoral antecipada negativa. Segundo a representação, o vídeo faria uma associação considerada "falsa, dolosa e difamatória" entre o Partido dos Trabalhadores e organizações criminosas por meio de conteúdo gerado por inteligência artificial.

Ao examinar o pedido de urgência, André Mendonça ressaltou que a atuação da Justiça Eleitoral deve observar o princípio da mínima intervenção no debate político. Conforme destacou, manifestações críticas, ainda que sejam "ácidas, contundentes, incômodas ou desagradáveis", integram o ambiente democrático e recebem proteção constitucional reforçada.

Outro aspecto destacado pelo ministro foi a estética da produção audiovisual. Na avaliação do magistrado, o vídeo apresenta elementos claramente fantasiosos e típicos de animação, circunstância que reduz a possibilidade de um eleitor médio interpretar a narrativa como retrato de um fato real ou acreditar na existência de uma relação criminosa efetiva entre o partido político e as facções mencionadas.

Mendonça também analisou a utilização da inteligência artificial na produção do conteúdo. Segundo a decisão, o simples emprego dessa tecnologia não caracteriza, por si só, irregularidade eleitoral. O ministro observou que a própria ação reconheceu que o vídeo continha identificação indicando o uso de inteligência artificial.

Para o magistrado, o caso não se enquadra na hipótese de deep fake voltada a induzir o público ao erro sobre acontecimentos ou declarações inexistentes. Em sua avaliação preliminar, trata-se de uma produção ficcional e satírica elaborada com recursos sintéticos, em conformidade com as regras que permitem esse tipo de conteúdo quando há indicação expressa da tecnologia utilizada.

Embora tenha rejeitado a retirada imediata do vídeo, André Mendonça determinou o prosseguimento da ação. O processo será submetido ao plenário do Tribunal Superior Eleitoral, e o senador Flávio Bolsonaro será citado para apresentar sua defesa dentro do prazo previsto em lei. Após essa etapa e a manifestação da Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE), o mérito da ação será analisado para definir se houve ou não propaganda eleitoral antecipada negativa ou eventual irregularidade relacionada ao uso da inteligência artificial.

Fonte: Jornal da Cidade Online

Careca do INSS acertou com amiga de Lulinha ações para ‘abrir portas’ no governo federal

Quarta, 05 de agosto de 2026

Edilson Rodrigues / Agência Senado

Conversas da lobista Roberta Luchsinger obtidas pela Polícia Federal mostram o planejamento de ações para “abrir portas” no governo federal aos negócios do empresário Antônio Camilo Antunes, o Careca do INSS, investigado por suspeita de liderar um esquema de desvios de aposentadorias e pensões. Os diálogos foram usados para embasar as novas investigações sobre a atuação de Fábio Luís Lula da Silva, o filho mais velho do presidente Lula. Roberta é amiga de Lulinha, como é conhecido Fábio Luís.

Nos diálogos, o Careca do INSS sugere a Roberta que ela buscasse o ministro da Saúde, Alexandre Padilha (PT), menciona acesso a diretores da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), cita uma investida na Datapreve diversos outros negócios que seriam oferecidos ao governo federal. Lulinha é alvo de dois inquéritos abertos pela Polícia Federal com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF) para apurar tráfico de influência no Ministério da Saúde e na Dataprev.

O Estadão teve acesso a relatórios da PF produzidos no final do ano passado contendo mensagens inéditas trocadas entre Roberta Luchsinger e o Careca do INSS. O material, em conjunto com outros elementos obtidos da quebra do sigilo telemático de Roberta, foi usado pela PF para pedir a abertura das investigações sobre tráfico de influência de Lulinha e seus aliados no governo do pai dele. Os inquéritos foram abertos na semana passada.

Procurada, a defesa de Lulinha afirmou que ele “não tem relação direta ou indireta com os negócios de Roberta Luchsinger”, classificou as investigações da PF de “pesca probatória” e disse que a abertura de novos inquéritos sobre outros assuntos comprova que não foi encontrada nenhuma relação do filho do presidente com os desvios do INSS. A defesa de Roberta Luchsinger não se manifestou. A advogada do Careca do INSS, Danyelle Galvão, afirmou que a defesa não teve acesso à investigação nem ao conteúdo do celular dele e por isso não iria se manifestar. Alexandre Padilha afirmou por meio de sua assessoria que não recebeu Roberta nenhuma vez no Ministério da Saúde após ter assumido a pasta em março de 2025 (leia ao final).

As conversas ocorreram a partir de maio de 2025, pouco depois que o Careca do INSS havia sido alvo da Operação Sem Desconto, da Polícia Federal. Por causa disso, ele passou a discutir com Roberta Luchsinger um plano de colocar outras pessoas à frente dos negócios, depois que ele foi exposto por causa da operação policial. Mesmo assim, o Careca do INSS continuou fazendo planos para o avanço dos negócios com o governo federal.

Em 8 de maio de 2025, o Careca do INSS enviou uma longa mensagem a Roberta Luchsinger resumindo todos os planos de negócios discutidos entre eles. Na mensagem, ele cita um negócio de cannabis medicinal que tentava implantar no Brasil e afirma que atuava também para um laboratório químico de Goiás na prospecção de negócios no Ministério da Saúde para venda de kits de dengue e de um suplemento alimentar infantil. A PF já abriu um inquérito para apurar se esses negócios na área da Saúde tiveram a participação de Lulinha e resultaram em crimes de tráfico de influência e outros delitos.

Estadão

Lula recusa participação em série de entrevistas da Globo News e do g1 com presidenciáveis

Quarta, 05 de agosto de 2026

Foto: REUTERS/Adriano Machado

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não participará da série de entrevistas promovida pela GloboNews e pelo g1 com os candidatos à Presidência da República. A informação foi divulgada pela assessoria da emissora nesta terça-feira (4).

Segundo a Globo, a decisão foi comunicada pela equipe de Lula, que optou por não comparecer à entrevista que abriria a série nesta semana. De acordo com o UOL, a escolha foi do próprio presidente, após analisar o convite.

A série reúne os cinco primeiros colocados na pesquisa Datafolha divulgada em 24 de julho. Até o momento, Renan Santos (Missão), Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) confirmaram presença. A campanha de Flávio Bolsonaro (PL), cuja entrevista está prevista para a próxima segunda-feira (10), ainda não confirmou participação.

A ordem das entrevistas foi definida por sorteio realizado em 27 de julho, com representantes das cinco campanhas. O UOL informou ainda que procurou a campanha de Lula para comentar a decisão, mas não houve resposta até a publicação desta matéria.


No mesmo dia, Dino toma duas decisões envolvendo Lulinha

Quarta, 05 de agosto de 2026





A decisão foi tomada após solicitação da Polícia Federal (PF), que pretende identificar a origem da divulgação de dados relacionados a procedimentos sigilosos. A investigação buscará esclarecer como essas informações chegaram ao conhecimento público.

Paralelamente a esse novo procedimento, a defesa de Lulinha já havia recorrido ao Ministério da Justiça e à Corregedoria da Polícia Federal para requerer a apuração de um suposto vazamento de informações referentes ao inquérito que investiga a chamada Farra do INSS. Conforme divulgado anteriormente, esse pedido ainda aguarda análise.

Enquanto passa a ser tratado como vítima nesse novo caso, Lulinha continua sendo alvo de outras três investigações autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal. Os procedimentos foram determinados pelos ministros André Mendonça e Flávio Dino, após pedidos apresentados pela Polícia Federal.

Duas dessas apurações têm relação com suspeitas envolvendo o esquema de descontos indevidos em aposentadorias e pensões do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A terceira investiga possível prática de tráfico de influência.

No inquérito relacionado ao Ministério da Saúde, autorizado pelo ministro André Mendonça, a Polícia Federal apura suspeitas de tráfico de influência e corrupção em negociações ligadas ao processo de autorização para comercialização de cannabis medicinal.

Outra investigação, também autorizada por Mendonça, trata de supostas tentativas de obtenção de contratos públicos junto à Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência (Dataprev). Segundo a Polícia Federal, um empresário do setor de tecnologia teria atuado em conjunto com Lulinha, Antonio Carlos Camilo Antunes, conhecido como "Careca do INSS", e a empresária Roberta Luchsinger para buscar oportunidades de negócios com o governo federal.

Já o terceiro inquérito, cuja autorização foi concedida por Flávio Dino, apura a suspeita de que Lulinha tenha utilizado a influência decorrente de sua condição de filho do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), para beneficiar empresas parceiras, especialmente a 3Structure IT, companhia que atua no segmento de tecnologia.

De acordo com a Polícia Federal, a empresa possui contratos que somam R$ 55,7 milhões com o governo federal. O primeiro deles foi firmado em novembro de 2022 com o Centro Integrado de Telemática do Exército para o fornecimento de soluções de tecnologia da informação e comunicação destinadas à ampliação da infraestrutura de armazenamento do Sistema de Telemática do Exército.

Inicialmente celebrado no valor de R$ 21,8 milhões, esse contrato recebeu um aditivo de R$ 3,6 milhões em julho deste ano. A apuração sobre a relação entre Lulinha e a empresa foi autorizada pelo ministro Flávio Dino.

Na última quinta-feira (30/7), André Mendonça também autorizou a abertura da primeira investigação envolvendo Lulinha. Nesse procedimento, a Polícia Federal apura a suposta atuação do empresário em negociações relacionadas à autorização para comercialização de cannabis medicinal em contrato vinculado ao Ministério da Saúde.

Os investigadores também buscam esclarecer se o empresário teria atuado em benefício de empresa ligada a Antonio Carlos Camilo Antunes, o "Careca do INSS", investigado por suspeita de participação em fraudes contra aposentados e pensionistas do INSS.

Fonte: Jornal da Cidade Online

Ex-coordenador da covid de Biden admite que vírus vazou de laboratório

Quarta, 05 de agosto de 2026

Foto: Reprodução/ABC News

O médico Ashish Jha, ex-coordenador de resposta à covid-19 no governo de Joe Biden, admitiu que o vírus provavelmente vazou de um laboratório chinês. O médico defendia no início da gestão que a pandemia surgira de um surto natural. Ele deu a declaração durante entrevista à emissora CNN.

“Com base nas informações que vi, concluí que um vazamento de laboratório é mais provável”, declarou Jha. O ex-assessor da Casa Branca afirmou que o evento ocorreu de forma acidental. Ele ressaltou que apenas o regime da China possui os dados definitivos e cobrou transparência de Pequim.

A declaração desmorona a narrativa sustentada por autoridades e jornais norte-americanos desde 2020. Grandes veículos de imprensa classificavam a hipótese do laboratório de Wuhan como teoria da conspiração. Plataformas de redes sociais também apagaram publicações e baniram usuários que defendiam essa explicação.

Com informações da Revista Oeste

Vice do PT chama de “bobagem” repasse de lobista a Marcola, ex-assessor de Lula

Quarta, 05 de agosto de 2026

Foto: Reprodução/Redes sociais

Vice-presidente nacional do PT e prefeito de Maricá (RJ), Washington Quaquá saiu nesta 3ª feira (4.ago.2026) em defesa de Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola (foto acima), ex-chefe de Gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ao Poder360, o dirigente avaliou que o empréstimo feito pela empresária e lobista Roberta Luchsinger a Marcola não traz prejuízo à campanha de Lula à reeleição.

Quaquá disse que o ex-assessor do presidente é “sério e discreto” e nunca esteve envolvido em ilicitudes. Também classificou o caso como “bobagem”.

“Conheço Marcola e ele sempre foi um cara leal ao presidente Lula, sério e discreto. Não vejo a mínima possibilidade de ele estar envolvido com qualquer ilicitude. O problema no Brasil é que as pessoas são linchadas publicamente e não têm o direito de se defender. Depois de muito tempo, provam a inocência, mas já têm a vida e a reputação destruídas. Não vejo como uma bobagem dessas possa atrapalhar a campanha. Aliás, os candidatos deviam rechaçar essas hipocrisias”, declarou a este jornal digital.

Oficialmente, o PT não se manifestou sobre o episódio. Em geral, integrantes da sigla avaliam que a situação é um problema, mas sem potencial para prejudicar a campanha. Consideram que apresentar os comprovantes do empréstimo resolve o imbróglio.

O entendimento é de que o eleitorado observará as atitudes do petista e que ele não será julgado por ações de terceiros, como o filho Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, ou de assessores. Também defendem Marcola: dizem que nunca esteve envolvido em ilicitudes e que a resposta dele foi esclarecedora.

Há anos (mesmo antes da eleição de 2022), era Marcola quem atendia a todos os telefonemas dirigidos a Lula. Banqueiros da Faria Lima, empresários de grandes empresas e até amigos tinham de ligar para ele para tentar falar com o presidente ou marcar uma visita –Lula não usa ou diz não usar celular. Havia relação de confiança total entre os 2.

Em 21 de julho, surgiu a informação de Marcola deixou a chefia de Gabinete de Lula sob pretexto de integrar a campanha. Responsável pela agenda do presidente, saiu para fazer a ligação do petista com a coordenação de campanha.

Quem coordena a agenda da campanha é Gilberto Carvalho, ex-ministro da Secretaria Geral da Presidência. Marcola se integrou à função.

Ele é casado com Nicole Briones, responsável pelas redes sociais do PT. A jornalista também administra as redes de Lula ao lado do fotojornalista Ricardo Stuckert.

O PL, do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro, deve pedir ao STF a abertura de um inquérito para apurar o caso e solicitar a quebra do sigilo de Marcola.

ENTENDA O CASO

Roberta Luchsinger fez transferências para Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola. O valor exato não é conhecido, mas estima-se que tenha sido de cerca de R$ 80.000.

Marcola foi chefe de Gabinete do presidente Lula de janeiro de 2023 a 21 de julho de 2026. Acompanha Lula há bastante tempo.

Os dados estão com a Polícia Federal. Os valores exatos e a razão dos pagamentos não são inteiramente conhecidos. O Poder360 confirmou a existência das transferências com 4 pessoas familiarizadas com o assunto. Marcola afirmou que se tratava de um “empréstimo pessoal” e que não há nada ilegal, mas não revelou de quanto foi.

Por meio de seu advogado, Roberto Podval, Luchsinger afirmou que responderá às questões nos autos do inquérito.

Luchsinger está citada na investigação de fraudes na Previdência Social. Ela prestou serviços ao Careca do INSS. Também mantém amizade próxima com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho mais velho de Lula.

Em maio de 2026, Roberta disse ter apresentado Lulinha ao Careca do INSS por “boa educação” e negou intermediação de negócios: “Jamais apresentei os 2 com intuito de negócio. Tanto que eles nunca tiveram transações comerciais.”

Mensagens apreendidas na operação Sem Desconto mostram Roberta e Lulinha discutindo operações comerciais, inclusive sobre onde guardar dinheiro fora do alcance da Receita Federal. Luxemburgo foi um dos destinos cogitados.

O Poder360 revelou, em 4 de dezembro de 2025, que Lulinha é suspeito de ter recebido uma mesada de R$ 300 mil do Careca do INSS. Ele é alvo de 3 inquéritos, incluindo um por tráfico de influência.

Com informações de Poder 360

Brasil fecha 1º semestre de 2026 com 6.341 empresas em recuperação judicial; alta de 6,2% em relação ao fim de 2025

Quarta, 05 de agosto de 2026

Foto: Pixbay

O Brasil encerrou o primeiro semestre de 2026 com 6.341 empresas em recuperação judicial, alta de 6,2% em relação ao fim de 2025. Apesar de o número permanecer em nível recorde, o ritmo de crescimento foi menor que o registrado no mesmo período do ano passado (7,3%), segundo o Monitor RGF-Bizdoc.

O estoque de empresas em recuperação atingiu o pico de 6.513 casos em maio, mas recuou para 6.341 em junho, uma redução de 172 empresas. Para o coordenador do levantamento, Cláudio Damasceno, ainda é cedo para falar em mudança de tendência, mas o resultado pode indicar um primeiro sinal de estabilização.

Estudo mostra uma mudança no perfil das empresas que recorrem à recuperação judicial

Desde 2023, o número de microempresas em recuperação quase triplicou, passando de 513 para 1.575 CNPJs, enquanto a incidência entre essas empresas mais que dobrou. Já entre as grandes companhias, a procura caiu, impulsionada pela migração para a recuperação extrajudicial.

Juros elevados, crédito mais restrito e alto endividamento

Especialistas apontam que o cenário é resultado da combinação de juros elevados, crédito mais restrito, alto endividamento e demora das empresas em buscar reestruturação financeira. Segundo eles, muitas companhias recorrem à recuperação judicial apenas quando já esgotaram as alternativas de negociação.

O levantamento também alerta para os impactos na cadeia produtiva. Fornecedores costumam ser os primeiros afetados, absorvendo prejuízos com deságios e prazos maiores para receber, enquanto bancos endurecem a concessão de crédito diante do aumento dos riscos.

Na avaliação dos especialistas, a redução das recuperações judiciais dependerá de uma melhora consistente do ambiente econômico, com queda dos juros, maior oferta de crédito, redução da inadimplência e uma busca mais precoce das empresas por medidas de reestruturação.

URGENTE: Trump cancela o visto da embaixadora do Brasil nos EUA

Quarta, 05 de agosto de 2026



A embaixadora Maria Luiza Viotti, chefe da missão brasileira nos Estados Unidos, teve o visto cancelado. A medida é retaliação direta à recusa do governo Lula em conceder o agrément a Daniel Perez, o embaixador americano indicado por Trump para Brasília.

Perguntei diretamente ao oficial se novas ações de visto e novos cancelamentos estavam sendo considerados. A resposta foi curta e devastadora: outras ações "não estão descartadas".

O governo americano descreve um padrão de hostilidade brasileira que se acumulou ao longo do ano: Darren Beattie, conselheiro sênior para o Brasil, foi barrado em uma visita anterior. Depois, o secretário-assistente Riley Barnes e o secretário-assistente adjunto Sam Samson tiveram os vistos negados para o que Washington classifica como uma visita de rotina. E agora o próprio embaixador americano está sendo bloqueado, com atrasos sucessivos e sem nenhum prazo prometido.

A condição foi colocada de forma explícita: o visto de Viotti será restaurado no momento em que o Brasil conceder o agrément a Daniel Perez. Nas palavras do oficial, "reciprocidade é o nome do jogo". Se um governo não deixa o outro trabalhar, o mesmo será feito de volta.

E aqui está a dimensão histórica que o Itamaraty não vai querer que você entenda: isto não tem precedente na história da relação Brasil-Estados Unidos. Em mais de 200 anos de relações diplomáticas ininterruptas, desde 1824, nunca um embaixador brasileiro em Washington teve o visto cancelado pelo governo americano.

A última vez que os Estados Unidos aplicaram esta medida contra um país do hemisfério foi em dezembro de 2010, contra a Venezuela de Hugo Chávez. O motivo foi exatamente o mesmo: Caracas se recusou a aceitar Larry Palmer como embaixador americano, e Washington cancelou o visto do embaixador venezuelano Bernardo Álvarez Herrera. O resultado? Venezuela e Estados Unidos ficaram uma década inteira sem embaixadores, até a ruptura total das relações.

É essa a companhia em que Lula acaba de colocar o Brasil.

O Departamento de Estado fez questão de dizer que atribui grande importância ao Brasil e a qualquer governo eleito que o povo brasileiro escolher "DE FORMA LIVRE E JUSTA", e que deseja voltar à normalidade. Mas o recado foi inequívoco: o governo brasileiro deve uma resposta rápida e positiva, e o relógio está correndo. Tic. Tac.

Fonte: Jornal da Cidade Online

Contato : (84) 9 9151-0643

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