martins em pauta

domingo, 11 de outubro de 2026

Alfredo Gaspar faz mobilização gigante e avança para obter a virada no nordeste

 Domingo, 11 de outubro de 2026

A articulação política conduzida pelo candidato a vice-presidente da República Alfredo Gaspar no Nordeste, ganhou força em Alagoas nesta sexta-feira (9), com a adesão de prefeitos e lideranças municipais de diferentes regiões do estado à mobilização em torno da candidatura de Flávio Bolsonaro no segundo turno.

O encontro registrou ampla participação de representantes municipalistas e contou com a presença dos deputados federais Marx Beltrão e Gilvan Barros.

O presidente da Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), Marcelo Beltrão destacou a importância de Alagoas contar com um representante na Vice-Presidência da República para ampliar o acesso dos municípios ao governo federal e buscar soluções para problemas históricos, como o subfinanciamento da saúde e os custos do transporte escolar.

“A gente precisa ter uma pessoa com responsabilidade, que tenha disponibilidade para ouvir os municípios e ajudar a buscar soluções. Ter um alagoano lá em cima, com as portas abertas para nos receber, é muito importante. É ter alguém que compreenda nossas dificuldades e nos ajude a buscar soluções para os problemas dos municípios”, afirmou Beltrão.

Participaram da mobilização Higor Freitas, de Porto Real do Colégio; Marcelo Beltrão, de Coruripe; Leandro Silva, de Junqueiro; Beto Torres, de Belém; Tiago Mateus, de Igreja Nova; Bruno Feijó, de Boca da Mata; Bebeto Barros, de Girau do Ponciano; e Geraldo Cícero, de Taquarana; Ângela Vanessa, de São José da Laje; Silvana Cavalcante, de Flexeiras. Além de Jorge Dantas, de Pão de Açúcar; Marcos Silva, de Messias; Abrahão Moura, de Paripueira; Bueno Higino, de Coité do Nóia; Manoel Tenório, de Quebrangulo; Allan de Jesus, de Porto de Pedras; Nayara, de Água Branca; Victor Rocha, de Anadia; Neto de Pino, de Campestre; Maurício Holanda, de Chã Preta; e Gilberto Sobreira, de Colônia Leopoldina.

Fonte: Jornal da Cidade Online

Ex-presidente de Central Sindical rejeita e desmente 3 fake news de Lula (veja o vídeo)

Domingo, 11 de outubro de 2026

O sindicalista Luiz Antônio Medeiros, ex-presidente da Força Sindical e do Sindicato dos Metalúrgicos de SP, e que sempre votou em lula, desmentiu revoltado as fake news espalhadas por Lula e seus comparsas.

Ele desmentiu - além de afastar ilações sobre perdas de direitos trabalhistas:

- a Mentira sobre o Salário mínimo;
- a Mentira sobre os aposentados do INSS;
- e a Mentira sobre o PIX.

Esse modo do PT fazer campanha está manjado e desta vez não vai dar certo.

Veja o vídeo:

 

‘Não faremos ajuste nos programas sociais, mas nas regalias em Brasília’, diz Daniella Marques, coordenadora econômica da campanha de Flávio

Domingo, 11 de outubro de 2026

Foto: Reprodução/YouTube

Cortar gastos com assessores, estruturas administrativas, carros e voos, sem reduzir programas sociais. Essa é a proposta apresentada neste sábado (10) por Daniella Marques, ex-presidente da Caixa Econômica Federal e coordenadora econômica da campanha de Flávio Bolsonaro (PL), durante encontro com mulheres apoiadoras no Rio de Janeiro.

“Não faremos ajuste nos programas sociais, mas nas regalias em Brasília”, afirmou. Ela garantiu que eventuais cortes não atingiriam aposentados, trabalhadores ou beneficiários do Bolsa Família e acusou adversários de disseminar “fake news” sobre possíveis perdas de direitos sociais.

Daniella também criticou a política econômica do governo Lula, atribuindo o endividamento de famílias e empresas ao aumento da dívida pública e da carga tributária. Ela defendeu incentivos ao empreendedorismo, ampliação do crédito para mulheres e penas mais duras para crimes contra mulheres e crianças.

As propostas para o público feminino integram o plano “Brasil por Elas”, que prevê ações de combate à violência, incentivo à autonomia financeira e reconhecimento da economia do cuidado.

Janja reage contra ideia de aproximar deputada eleita Ana Elisa de Lula em campanha: ‘Só se for para perder mesmo’

Domingo, 11 de outubro de 2026

Fotos: Reprodução

A primeira-dama Janja da Silva reagiu com uma crítica à sugestão de incluir a deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG) na estratégia digital da campanha de Lula no segundo turno.

Conforme apurou a Coluna do Estadão, a primeira-dama reagiu prontamente à sugestão: “Só se for para perder mesmo”, disparou. Procurada pela coluna, Janja não se manifestou.

A proposta foi apresentada por um candidato derrotado durante uma reunião de dirigentes petistas realizada na terça-feira (6), dois dias após o primeiro turno. A ideia era gravar vídeos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao lado da parlamentar de 21 anos, uma das mais votadas do partido em Minas Gerais.

Apesar da reação de Janja, a estratégia foi aprovada, e Lula gravou vídeos com a jovem deputada. A iniciativa, porém, gerou repercussão negativa após opositores resgatarem publicações antigas de Ana Elisa nas redes sociais. Entre as mensagens divulgadas estão críticas a pessoas brancas, defesa do bloqueio de plataformas digitais e ataques a apoiadores da direita e a evangélicos. As postagens resgatadas de Ana Elisa foram feitas entre 2020 e 2026.

O esquema Vorcaro, a teia petista que cerca o Planalto e a participação de Lula

Domingo, 11 de outubro de 2026

O oficial da reserva do Corpo de Bombeiros Adriano Lacerda postou em seu perfil no X uma análise elucidativa sobre o esquema que envolve Daniel Varcaro e o PT. Mais um esquema bilionário de corrupção entabulado por essa corja. Eles voltaram à cena do crime. Leia o texto:

A reportagem de VEJA (edição 3016) descreve, em detalhes, um esquema que reúne os elementos clássicos de corrupção de Estado: propina em dinheiro vivo, fundos de pensão públicos como caixa, operadores com acesso ao gabinete do ministro e pagamentos "por fora" destinados a um instituto ligado ao presidente. E o mais grave: os nomes citados não são coadjuvantes — são o núcleo duro do governo Lula.
OS NOMES DE PRIMEIRA GRANDEZA CITADOS
O que torna essa história politicamente explosiva é que todos os citados têm acesso direto a Lula:
João Vaccari Neto — ex-tesoureiro do PT, condenado no Lava Jato. É ele quem, segundo Vorcaro, estipulou o "pedágio" de 10% de tudo o que o banco captasse nos fundos de previdência.
Alexandre Padilha — ministro das Relações Institucionais, o homem da articulação política do Planalto. Vorcaro afirma ter jantado com ele e recebido a garantia de que "o que tratasse com Olavo seria como se estivesse tratando com o próprio Padilha".
Olavo Noleto — braço direito de Padilha, que teria operado a favor do Master junto a Previ, Petros e Postalis.
Jaques Wagner — líder do governo no Senado, apontado como o intermediário da aproximação inicial com o PT.
Paulo Okamoto — diretor e amigo pessoal de Lula, gerenciador do Instituto Lula, destinatário do pagamento.
Walfrido Mares Guia — ex-ministro de Lula, elogiando a aproximação de Vorcaro com o núcleo do Planalto.
Não é uma lista de funcionários de segundo escalão. É o círculo íntimo do presidente.
OS R$ 30 MILHÕES "POR FORA" E O INSTITUTO LULA
O ponto central da crítica é o pagamento de R$ 30 milhões em espécie, por fora, ao Instituto Lula — gerido por Okamoto, amigo e homem de confiança do presidente. O próprio Vorcaro, em áudio, é explícito:
"O Augusto adianta ali para o Okamotto do Instituto Lula... O filme do Lula eu coloquei acho que até mais. Só que o do Lula foi por fora, foi errado."
Aqui está a contradição que desmonta a defesa do Planalto. Dinheiro em espécie, fora dos canais oficiais, destinado a um instituto presidido por um amigo pessoal de Lula, para financiar um documentário sobre o próprio Lula. Não há como sustentar que o presidente desconhecia o destino de R$ 30 milhões em caixa direcionados à sua imagem e à sua entidade. Quando o dinheiro vai parar no instituto do chefe, a autorização deixa de ser um salto lógico — torna-se a única leitura razoável dos fatos.
E não para aí: Vaccari exigiu mais um valor não revelado diretamente ao Instituto Lula, além da taxa de 10% sobre tudo o que o Master captasse. Se o esquema tivesse vingado, o petismo embolsaria R$ 1 bilhão, enquanto Vorcaro faturaria R$ 9 bilhões com o dinheiro dos servidores públicos.
A PARTICIPAÇÃO DE LULA
A tese de que Lula autorizou seus principais colaboradores a negociar com Vorcaro se sustenta em três pilares:
O destino do dinheiro: R$ 30 milhões em espécie para o Instituto Lula, gerido por seu amigo direto Paulo Okamoto. Ninguém move essa quantia para a entidade do presidente sem seu aval.
A cadeia de comando: Vaccari (ex-tesoureiro), Padilha (ministro), Wagner (líder no Senado) e Okamoto (diretor do instituto) são todos homens de confiança pessoal de Lula. É implausível que operassem um esquema dessa magnitude às suas costas.
A articulação para o encontro: mensagens mostram o grupo de Padilha tentando agendar uma reunião entre Lula e Vorcaro — "O PR vai te receber", "já conversaram com PR e ele gostou da conversa". Ainda que o encontro não tenha se confirmado, a disposição do entorno presidencial em aproximar o banqueiro do chefe revela o nível de intimidade do esquema.

 Fonte: Jornal da Cidade Online

Flávio Bolsonaro promete aliviar dívidas de estados após apelo de Cleitinho

Domingo, 11 de outubro de 2026


Jefferson Rudy/Agência Senado

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) assumiu o compromisso de promover um novo alívio na dívida dos estados caso vença o segundo turno da eleição, atendendo a um pedido do governador eleito de Minas Gerais, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos).

Cleitinho, que garantiu sua vitória ainda no primeiro turno no segundo maior colégio eleitoral do país, declarou apoio formal à candidatura de Flávio e cobrou publicamente a revisão do débito mineiro, uma medida que, contudo, pode reduzir as receitas da União e expandir o endividamento do país.

Em vídeo divulgado nas redes sociais na última quinta-feira (8), o governador eleito externou o pleito: “Vim pedir para ele, não só eu, mas todos os deputados e senadores aqui, a humildade de entender que, assim que ele ganhar, a gente poder dialogar sobre a dívida que o estado tem com o governo federal. Isso é extremamente importante. Flávio está fazendo esse compromisso de poder rever essa dívida”.

Logo em seguida, após ser cobrado diretamente por Cleitinho para oficializar o pacto, o presidenciável respondeu: “Está feito o compromisso”.

Minas Gerais foi um dos principais beneficiados pelo Propag, programa de renegociação de dívidas implementado sob a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A iniciativa teve origem em propostas do Ministério da Fazenda, estruturadas após forte pressão liderada pelo então presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, atualmente ministro do Tribunal de Contas da União (TCU).

Durante a tramitação legislativa, os benefícios do programa foram ampliados, resultando em uma versão final que reduziu as taxas de juros de 4% para até zero, variando conforme a modalidade de adesão, além de aliviar a correção monetária da dívida. O Tesouro Nacional estimou que o programa provocará uma perda de R$ 347 bilhões aos cofres públicos em um período de 30 anos, sendo que R$ 82,9 bilhões serão destinados a Minas Gerais em valores correntes.

Apesar do montante, a bancada mineira e o governador eleito avaliam que a iniciativa ainda é insuficiente. Atualmente, o estado acumula uma dívida de R$ 187,5 bilhões com a União, de acordo com os dados mais recentes atualizados pela Secretaria Estadual de Fazenda.

Com informações da Folha de São Paulo

Derrotado, Paes larga tudo, viaja com a esposa e pelo visto deve abandonar Lula a própria sorte (veja o vídeo)

 Domingo, 11 de outubro  de 2026

O ex-prefeito e candidato derrotado ao governo do Rio, Eduardo Paes (PSD), não parece disposto a ajudar Lula.

Depois de reconhecer a vitória de Douglas Ruas (PL), Paes resolveu descansar.

Num vídeo publicado nas redes sociais, ele aparece ao lado da esposa anunciando que está indo para o sítio.

“Adivinha o que eu vou fazer com a minha principal eleitora hoje? Vamos passar o fim de semana no sítio”, diz ele.

E completa:

“Tô sereno, tranquilo. Triste, queria ter ganhado, mas viva o Rio de Janeiro.”

Pelo visto, O ex-prefeito está sem disposição de entrar na campanha de Lula, que vai ficando cada vez mais isolado.

Veja o vídeo:

  • Fonte: Jornal da Cidade Online

[VÍDEO] “Vocês verão Jair Messias Bolsonaro colocando a faixa de presidente no seu filho”, diz Flávio

Domingo, 11 de outubro de 2026

O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou neste sábado (10), em ato no Rio de Janero, que seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), colocará a faixa presidencial nele em janeiro de 2027.

“Vocês verão, na data da posse, Flávio Nantes Bolsonaro fazendo uma oração, entregando o Brasil nas mãos de Deus. Vocês verão Jair Messias Bolsonaro colocando a faixa de presidente no seu filho”, disse, após erguer uma bandeira com a foto do pai.

Flávio também declarou alguns de seus planos, se for eleito presidente. “Em janeiro do ano que vem, nós vamos declarar guerra ao narcotráfico no Rio de Janeiro e no Brasil. Ladrão de celular vai ficar oito anos preso e vai ter que trabalhar para pagar sua estadia. Vamos reduzir a maioridade penal, porque menor de idade que comete crime como gente grande, vai pagar como gente grande”, disse.

O foco é um só: O filme de Lula

Domingo, 11 de outubro de 2026

Todas as mídias vão tentar encobrir o relato do advogado de Vorcaro, dizendo que o áudio da ultima semana tem a voz real do banqueiro. Claro que Gonet não daria andamento em uma possível investigação sobre isso, mas seria muita ingenuidade da oposição deixar o assunto passar.

Sei que muita gente quer focar na Ana Elisa, por ela se revelar uma Maria do Rosário 2.0, entretanto é muito mais importante saber sobre o tal filme do Lula. Acredito que se buscarmos todas as informações de produção, direção e financiamento, podemos chegar em novas descobertas.


Foto de Victor Vonn Serran

Victor Vonn Serran

Articulista


Fonte: Jornal da Cidade Online

Executivo da Veja é alvo de Fake News após reportagens da revista sobre repasse de R$ 30 milhões de Vorcaro para documentário sobre Lula

Domingo, 11 de outubro de 2026

Foto: VEJA/Reprodução

O executivo Fábio Carvalho, chairman e publisher da Editora Abril, responsável pela revista VEJA, passou a ser alvo de Fake News após a publicação de reportagens sobre repasse de R$ 30 milhões de Daniel Vorcaro para um documentário sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Entre as informações falsas divulgadas está a de que Carvalho teria participado de um jantar de empresários em apoio ao senador Flávio Bolsonaro (PL), realizado em São Paulo, em 27 de agosto. Segundo a VEJA, o executivo estava fora da capital paulista na data do encontro, tendo viajado naquela manhã e retornado apenas em 30 de agosto.

A revista atribui a origem da informação falsa a um artigo publicado pela revista Piauí, assinado por João Moreira Salles, que incluiu Carvalho na lista de participantes do jantar. A publicação critica a ausência de correção do texto. A VEJA também nega a informação de que Carvalho teria comprado um triplex ligado a Vorcaro por meio da empresa Enforce. Segundo a revista, o executivo nunca teve participação societária na companhia.

Lula está cada vez mais parecido com o Odorico Paraguaçu, da novela O Bem Amado

Domingo, 11 de outubro de 2026

Hoje de manhã, pela Jovem Pan, vi o presidente da República num palanque em São Paulo. Sol a pino, microfone no talo, a voz brigando de igual para igual com o carro de som, e ganhando. Lá embaixo, o coro respondia no compasso: Lula, Lula, Lula. Fiz o que qualquer cidadão consciente faria. Esfreguei os olhos, conferi a data no celular e procurei a antena da televisão de tubo. Porque aquilo não era 2026. Aquilo era Sucupira, e no palanque estava Odorico Paraguaçu.

A pergunta que me ficou é simples: em que ano Luiz Inácio acha que estamos?

Para os mais jovens, que nunca precisaram levantar do sofá para mudar de canal, uma apresentação. Odorico é o prefeito de Sucupira, criado por Dias Gomes em "O Bem-Amado", novela da Globo de 1973, com Paulo Gracindo no papel. Era um orador de mão cheia e pauta vazia. Prometia deixar de lado os "entretantos" e partir para os "finalmentes", e o povo esperou pelos finalmentes a novela inteira. Sua grande obra era um cemitério. Ficou pronto e passou a novela vazio, porque ninguém em Sucupira teve a delicadeza de morrer para a inauguração.

Ao redor dele, as irmãs Cajazeiras suspiravam a cada vírgula. Não importava o que o prefeito dissesse. Importava que fosse ele dizendo, de preferência mais alto.

Nelson Rodrigues ensinou que toda unanimidade é burra. A de palanque, além de burra, é ensaiada. O coro não aplaude a frase, aplaude a pausa. O orador sabe disso e grita mais, porque em Sucupira a razão é medida em decibéis.

O estilo tem data de fabricação: o comício dos anos 1950 e 1960, quando a política chegava de caminhão, a notícia chegava de trem e o eleitor chegava a pé. Era o único espetáculo da cidade, depois da quermesse. Hoje o eleitor assiste ao comício em vídeo de 30 segundos, no ônibus, com o som desligado, entre a receita de bolo de caneca e o vídeo do gato que toca piano. O grito que fazia a praça tremer chega ao celular como legenda automática, cheia de erros de digitação.

E há a devoção. Segundo o SBT News, não há registro de que Lula tenha participado, como presidente ou candidato, de uma celebração no Santuário Nacional de Aparecida. Em 2022, sua campanha avisou que ele não iria para não transformar a festa religiosa em palanque. Pois agora, às vésperas do segundo turno, Lula promete ir a Aparecida na segunda-feira, 12 de outubro, dia da padroeira. Nada contra a fé de ninguém. Só registro que Odorico também ficava muito devoto quando descobria que havia voto no altar.

Dirão que estou exagerando, porque, se o estilo fosse tão velho, não teria dado a Lula mais de 45% dos votos válidos no primeiro turno. É verdade, e o argumento merece resposta. Odorico também se elegia. O comício empolga quem está no comício, e quem está no comício já chegou convencido, de camiseta e bandeirinha.

O problema é que a praça não decide eleição. Na noite de 4 de outubro, o próprio presidente admitiu que estava convencido de que venceria no primeiro turno. Não venceu. Com 100% das seções apuradas, terminou em segundo lugar, com 45,16% dos votos válidos. O coro encheu a praça, e a urna não cantou junto.

Não é uma questão de idade. Lula completa 81 anos dois dias depois do segundo turno, e há muita gente dessa idade que manda áudio, faz Pix e briga no grupo da família com desenvoltura. É uma questão de repertório. O homem que dominou a arte do comício nunca precisou aprender outra, e agora descobre que o palco mudou de lugar enquanto ele ainda batia no microfone perguntando se estava ligado.

Dias Gomes criou Odorico como sátira do político de palanque. Cinquenta e três anos depois, o personagem continua em cartaz, com o mesmo figurino, o mesmo grito e nenhum reajuste no roteiro.

No dia 25 de outubro, o Brasil vai dizer se ainda mora em Sucupira, ou se finalmente chegou aos finalmentes.

Fonte: Jornal da Cidade Online

Contato : (84) 9 9151-0643

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