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domingo, 10 de maio de 2026

Empresário de restaurantes desiste da escala 5×2 após teste reduzir produtividade

Domingo, 10 de maio de 2026

Foto: Álvaro Bonadiman

O chef e empresário gaúcho Marcos Livi afirmou que o teste da escala 5×2 em restaurantes e um hotel do Grupo Bah trouxe resultados negativos e acabou sendo abandonado.

Segundo Livi, a experiência ocorreu no primeiro trimestre deste ano em cinco restaurantes e no hotel Parador Hampel. Hoje, o grupo administra oito negócios e emprega mais de 150 pessoas.

De acordo com o empresário, a principal dificuldade foi manter a jornada semanal de 44 horas dentro do modelo 5×2, o que aumentou o tempo diário de trabalho.

“É óbvio que buscamos construir um convívio melhor para todos. Mas, com o momento atual brasileiro, com perda de poder econômico das pessoas e endividamento, isso gerou um efeito negativo, por isso recuei”, conta ele.

Livi afirmou que a mudança afetou principalmente funcionários com filhos ou rotina de estudos.

Ele também relatou:

  • queda na produtividade;
  • redução das gorjetas;
  • aumento da necessidade de contratações para cobrir folgas.

Os estabelecimentos que participaram do teste foram Brique; Quintana Bar; Veríssimo Bar; Vistta; Cozinha Ana Terra; e Hotel Parador Hampel. Cada unidade conta com cerca de 25 funcionários.

Retorno ao modelo tradicional

O empresário disse que decidiu testar o sistema antes de uma eventual mudança na legislação trabalhista.

Ele defende que o empresariado tenha a “liberdade de escolha” e chama a medida endossada pelo governo Lula de “eleitoreira”. “Tomamos a estratégia de voltar ao modelo tradicional, o que deixou a equipe aliviada”, diz Livi.

Debate sobre a escala 6×1

O tema ganhou força no Congresso Nacional com discussões sobre o fim da escala 6×1 e possíveis mudanças na jornada de trabalho.

Enquanto algumas empresas relatam vantagens no modelo 5×2 — como maior atração de candidatos e redução da rotatividade —, empresários também apontam desafios operacionais e aumento de custos.

Com informações de Folha de S. Paulo


Fim da escala 6×1 poderá custar até R$ 811 milhões aos municípios do RN

Domingo, 10 de maio de 2026

Foto: Signature/Getty Images

A redução da jornada de trabalho pode gerar impacto de até R$ 811 milhões para os municípios do Rio Grande do Norte, além da necessidade de contratar mais de 15 mil trabalhadores. É o que aponta um estudo da Confederação Nacional dos Municípios (CMN).

Em nível nacional, a CNM estima que as PECs podem gerar impacto superior a R$ 48 bilhões aos municípios brasileiros, com necessidade de contratação de até 770 mil servidores.

O maior impacto seria provocado pela PEC 8/2025, de autoria da deputada Erika Hilton, que propõe reduzir a jornada semanal de 44 para 36 horas e substituir a escala 6×1 pelo modelo 4×3.

Segundo a CNM, a proposta exigiria reposição de 15.222 vagas no estado e teria efeito um ano após a promulgação.

Outras propostas em tramitação também apresentam impactos semelhantes. A PEC 148/2015, do senador Paulo Paim, prevê redução gradual para 36 horas semanais e teria custo estimado em R$ 779 milhões no RN.

Já a PEC 221/2019, do deputado Reginaldo Lopes, também fixa jornada máxima de 36 horas e geraria impacto próximo de R$ 779 milhões.

Em contraste, o Projeto de Lei 1.838/2026, enviado pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva, teria efeito bem menor sobre as contas municipais. O texto reduz a jornada para 40 horas semanais e altera a escala para 5×2, com impacto estimado em apenas R$ 75 mil no RN.

A CNM destaca que as PECs têm impacto mais amplo porque alteram a Constituição e atingem também servidores públicos estatutários. Hoje, cerca de 60% dos servidores públicos do país estão nos municípios.

Segundo a entidade, a rigidez da estrutura administrativa local dificulta adaptações rápidas e pode elevar custos operacionais das prefeituras.

As propostas seguem em tramitação no Congresso Nacional. A PEC de Reginaldo Lopes, à qual foi anexado o texto de Erika Hilton, está em análise em comissão especial da Câmara. Já a proposta de Paulo Paim aguarda votação no plenário do Senado.

Impacto da redução da jornada de trabalho para os municípios potiguares

PEC 148/2015
Financeiro – R$ 779.279.374
Reposição contratual – 14.624

PEC 221/2019
Financeiro – R$ 779.221.738
Reposição contratual – 14.623

PEC 8/2025
Financeiro – R$ 811.141.813
Reposição contratual – 15.222

PL 1838/2026
Financeiro – R$ 75.171
Reposição contratual – 2

Fonte – CNM

Com informações da Tribuna do Norte

Moro destrói a decisão de Moraes: “Se dependesse da vontade deles, nem o Plano Real teria acontecido”

Domingo, 10 de maio de 2026



A decisão de Moraes interrompe temporariamente os efeitos da nova legislação, que reduz penas de condenados pelos atos de 8 de janeiro, até que o STF analise ações que questionam sua constitucionalidade.

O ministro do STF afirmou que aguardará a decisão da Corte antes de permitir a aplicação da norma.

Nas redes sociais, Moro afirmou que a suspensão da lei não é razoável e defendeu a redução das penas.

“Toda lei tem presunção de inconstitucionalidade. Não é razoável suspender a lei 15.402, que reduziu as penas exacerbadas dos condenados do 8/1, só porque partidos e associações satélites do PT ingressaram com ações de inconstitucionalidade no STF. Se dependesse da vontade deles, nem o Plano Real teria acontecido. Os presos em 8/1 têm pressa e sede de justiça”, escreveu no X.
  • Fonte: Jornal da Cidade Online

Polícia do Rio de Janeiro se mobiliza para tentar encontrar desembargador desaparecido

 Domingo, 10 de maio de 2026



Ribeiro Filho foi visto pela última vez no dia 14 de abril. Naquela tarde, o desembargador sacou R$ 1 mil em uma agência bancária. Depois, pegou um táxi com destino à Vista Chinesa, mirante localizado na Zona Norte da capital fluminense. Desde então, não há registros sobre seu paradeiro.

A Delegacia de Descoberta de Paradeiros assumiu o caso. As apurações transcorrem sob sigilo. A polícia não divulga detalhes sobre as linhas de investigação adotadas.

O gabinete de Segurança Institucional do TRF-2 realiza reuniões semanais com os investigadores. O tribunal informou que oferece assistência psicológica aos familiares do desembargador.

Em maio de 2025, o Conselho Nacional de Justiça afastou Ribeiro Filho de suas funções. A decisão ocorreu após suspeitas de agressões contra sua ex-esposa. Durante a intervenção policial relacionada ao episódio, o desembargador resistiu à abordagem. Ele foi conduzido algemado até uma delegacia.

O TRF-2 abrange os estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo. O tribunal acompanha o desenrolar das investigações sobre o desaparecimento do magistrado.

Fonte: Jornal da Cidade Online

Contato : (84) 9 9151-0643

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