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quinta-feira, 30 de setembro de 2021

SÍNDROME RESPIRATÓRIA: Brasil tem menor patamar da doença desde o início da pandemia, aponta Fiocruz

 Quinta,30 de Setembro de 2021

Foto: Breno Esaki/Agência Saúde DF

O Boletim InfoGripe da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado nesta quinta-feira (30), aponta que o Brasil estabilizou no índice mais baixo de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) desde o início da pandemia. Apenas cinco dos 27 estados apresentam sinal de aumento na tendência de longo prazo. Atualmente, cerca de 96% das ocorrências de SRAG são relativas a infeções de Covid-19.

Os estados Bahia, Distrito Federal, Espírito Santo, Pará e Rondônia apresentaram tendência de crescimento de casos de SRAG. Entre os demais, 14 apresentam sinal de queda: Acre, Amapá, Ceará, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Paraná, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Roraima, São Paulo e Tocantins.

Os únicos estados que apresentam tendência de crescimento no curto prazo são Amazonas, Goiás, Mato Grosso do Sul e Rio de Janeiro.

No documento, o pesquisador Marcelo Gomes, coordenador do boletim e do Programa de Computação Científica (PROCC/Fiocruz), indica que os aumentos identificados podem não ser tão significativos quanto o registrado. Isto porque podem estar associados a alterações no fluxo de notificações e um ligeiro aumento na estimativa de casos em idosos. Para ele, o dado precisará ser reavaliado nas próximas semanas.

Nos recortes estaduais, o documento aponta que São Paulo e Minas Gerais seguem com volume de casos semanais significativamente elevados em crianças de até nove anos. Já no Rio de Janeiro foi notado sinal de estabilização com queda no número de casos de SRAG no grupo etário acima de 70 anos. A proporção de casos neste público aumentou no inverno.

No dia 29, a Fiocruz divulgou que 11% dos brasileiros vacinados estão com a aplicação da segunda dose atrasada. O imunizante Coronavac, produzido no Instituto Butantan, em São Paulo, foi o que apresentou a maior taxa de atraso para a segunda dose: 32%. Entre os que receberam AstraZeneca, o índice é de 15% em da Pfizer, 1%.

CNN Brasil

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