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sexta-feira, 26 de junho de 2026

Advogado que defendeu a condenação de cliente é encontrado morto

 Sexta, 26 de junho de 2026




De acordo com informações do delegado Alex Bonfim, responsável pela Delegacia de Homicídios da Capital, o corpo foi localizado em um imóvel situado no bairro Itacorubi. A descoberta ocorreu após moradores da região relatarem um forte odor vindo da residência.

As autoridades informaram que as primeiras análises apontam que o advogado já estava sem vida havia alguns dias antes de ser encontrado. Até o momento, os investigadores não divulgaram qual linha de apuração está sendo seguida.

"As primeiras informações apontam que o advogado já estava em óbito alguns dias antes de ser encontrado em casa. O imóvel não estava com sinais de invasão e a vítima não tinha sinais de lesão", informou o delegado.

Em nota oficial, a Ordem dos Advogados do Brasil em Santa Catarina (OAB-SC) declarou que acompanha o caso e afirmou ter adotado as medidas necessárias para monitorar o andamento das investigações junto às autoridades competentes.

Segundo a entidade, a Seccional catarinense está em contato com os órgãos responsáveis pela apuração para acompanhar os desdobramentos do ocorrido.

O nome de Rodrigo Pantaleão tornou-se amplamente conhecido nas últimas semanas após a divulgação de um vídeo de uma audiência virtual realizada em 28 de maio. As imagens circularam intensamente nas redes sociais e provocaram debates entre profissionais do Direito e usuários da internet.

Durante a sessão, o advogado surpreendeu ao manifestar concordância com a acusação apresentada pelo Ministério Público contra o próprio cliente. A situação levou a magistrada responsável pelo caso a entender que o réu se encontrava sem uma defesa efetiva.

As gravações mostram Pantaleão utilizando o telefone celular durante a manifestação do promotor Raul Rogério Rabello. Somente após ser chamado pela juíza Carolina Ranzolin para apresentar as alegações finais é que ele voltou a direcionar a atenção à audiência.

Na ocasião, o advogado declarou:

"A defesa corrobora com as afirmações exaladas pela promotoria de Justiça. Nada mais, excelência".

Diante da manifestação, a juíza avaliou que o acusado não estava adequadamente representado e considerou que sua condição processual era de indefesa, situação que gerou ampla repercussão no meio jurídico.

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Contato : (84) 9 9151-0643

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