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quinta-feira, 10 de fevereiro de 2022

A “Esquerda” é “Nazista”? A Mediocridade dos Rótulos...

Quinta, 10 de Fevereiro de 2022

Soube ontem, por causa de um fato grave, que há um lacrador de internet chamado “Monark”.  

Monark é o pseudônimo de um rapazola irresponsável e muito esperto chamado Bruno Aiub.  

Em um podcast no dia 7 de fevereiro ele defendeu a criação de um partido nazista no Brasil em nome da “liberdade de expressão”. 

No passado, ele já havia defendido o racismo usando o mesmo argumento. Parece que ele gosta da “esquerda”, do MBL, do Deputado Kim Kataguri e da Deputada Tabata Amaral.     

Depois ele se desculpou dizendo que “estava bêbado”. Reconheceu que tinha sido “burro”.   

Esse burro esperto consegue seguidores sendo polêmico e chamando atenção.  

Aparentemente ele também acha que é OK beber no serviço ou que, pelo menos, isso serviria de desculpa. Dentro da hegemonia da burrice brasileira, dizem que esse Monark tem mais de 500.000 seguidores.   

Entre tantos absurdos, eu queria apenas ressaltar três pontos:

1) Nazismo não é “opinião”. Segundo o nefasto livro “Minha Luta” de Adolf Hitler, o nazismo é uma doutrina racista que prega a destruição de grupos considerados “inferiores”, como judeus, negros, latinos, mulatos, ciganos etc. Ou seja, um brasileiro precisa ser realmente muito burro para defender o nazismo. Não estou falando de teorias, mas da morte horrível de mais de 50 milhões de inocentes, inclusive crianças, durante a Segunda Guerra Mundial, há apenas algumas décadas atrás – por obra de Adolf Hitler e seus cúmplices.       
2) Nazismo é crime. As Leis 7.716/89 e 9.459/97 punem preconceito de raça, cor, etnia, religião, procedência nacional e ainda a divulgação do nazismo e símbolos nazistas com reclusão de 2 a 5 anos. O Sr. Bruno Aiub é criminoso e deveria ser preso. A Confederação Israelita no Brasil publicou: "O discurso de ódio e a defesa do discurso de ódio trazem consequências terríveis para a humanidade". Um defensor de direitos humanos chamado Vini Caetano foi um pouco além e protocolou uma denúncia junto ao Ministério Público de São Paulo no dia 8 de fevereiro.     
3) Rótulos lacradores são perigosos e errados. Ao chamar Bolsonaro, um Chefe de Nação, de “nazista” no Parlamento Europeu em novembro de 2021, Lula feriu o esforço de milhões de brasileiros trabalhando para construir uma democracia estável. Gostem ou não do Presidente, essa atitude não ajuda nosso país. Ciro Gomes, dizendo-se de “esquerda”, também chamou Bolsonaro de “nazista”. Por outro lado, o ex-presidente argentino Perón, um “esquerdista” declarado, foi o responsável por abrigar e proteger criminosos nazistas em seu país logo após a Segunda Guerra Mundial.   

Há uma percepção errada que a “esquerda” seria humanista, inclusiva, social, igualitária e democrática. E a “direita” seria ditatorial, capitalista selvagem, competitiva, monetarista e exclusivista. Nada poderia ser mais errado.    

Quando um Lula nos chama de “coxinha, direitista, gado, genocida e nazista”, ele é que está sendo exclusivista e ditatorial.

Por causa disso, também sei que nunca poderei votar em um Lula ou em um Ciro Gomes. E, infelizmente, tenho 50 milhões de razões para abominar um tipo como Bruno Aiub Monark. 

Jonas Rabinovitch. Conselheiro Sênior para Inovação e Gestão Pública em uma conhecida organização intergovernamental sediada em Nova York. 

Fonte: Jornal da Cidade Online            

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