Sábado, 13 de junho de 2026
Foto: Ricardo Stuckert
Ana Cristina Silveira, presidente do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) desde abril, promoveu Michelli Manieri para o cargo de coordenadora-geral de atendimento do instituto. O ato, um dos primeiros da nova gestão foi visto como controverso. Isso porque Michelli havia perdido uma função de confiança no âmbito do escândalo do INSS, em 2023.
Segundo informações do Pleno News, a servidora era responsável por coordenar o grupo que fiscalizava acordos para desconto de mensalidades associativas.
Na função, Michelli autorizou pareceres favoráveis à celebração de acordos com a Ambec (Associação de Aposentados Mutualistas para Benefícios Coletivos) e a AAPB (Associação dos Aposentados e Pensionistas do Brasil), ao lado do então servidor Geovani Batista Spiecker, apontado pela Polícia Federal como um dos responsáveis por viabilizar a retomada dos descontos considerados irregulares.
O nome de Michelli Manieri também aparece em relatório paralelo da CPMI do INSS, que a cita como responsável por assinar estudos e notas técnicas que concluíram pela viabilidade operacional das entidades, apesar de ressalvas identificadas em auditorias.
Relatórios da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Polícia Federal apontam que a entidade chegou a registrar média de 846 novas filiações de beneficiários por hora. Já a AAPB teria apresentado mais de 46 mil associados sem termos de adesão assinados, mas ainda assim recebeu parecer favorável de técnicos do INSS, entre eles Manieri.
Em nota, o INSS afirmou que todos os servidores de carreira nomeados passaram por verificações internas, além de análises da CGU e do governo federal, sem registros de penalidades em vigor ou processos acusatórios em andamento. Segundo o instituto, não existe qualquer impedimento legal ou irregularidade na nomeação da servidora.

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