Sexta, 22 de maio de 2026
Pedaços de uma carta encontrada no sistema de esgoto de uma unidade prisional em Presidente Venceslau, no interior de São Paulo foram a primeira peça de uma apuração iniciada há sete anos e que resultou na Operação Vérnix.
Durante a ação, policiais penais encontraram cartas e bilhetes descartados no sistema de esgoto da unidade. As equipes recolheram o material e o encaminharam ao Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado, que passou a atuar em conjunto com a Polícia Civil do Estado de São Paulo.
A partir da análise dos documentos, os investigadores identificaram movimentações suspeitas que resultaram na abertura de três inquéritos policiais.
A ação realizada nesta quinta-feira (21) cumpriu mandados de prisão e busca contra suspeitos de participação no esquema investigado.
Entre os alvos a influenciadora Deolane Bezerra, além de familiares ligados ao entorno de Marcos Camacho, o Marcola, apontado pelas autoridades como uma das principais lideranças do PCC.
A tal carta achada no esgoto fazia menção a uma transportadora que tinha sede ao lado da penitenciária. Os investigadores descobriram que se tratava de uma empresa de fachada, usada para lavar dinheiro vindo do crime organizado. O casal que é dono da transportadora está sendo procurado pela Justiça. Depois da quebra dos sigilos bancários da empresa, foram encontrados repasses para Deolane. Segundo o delegado Edmar Caparroz, existia um “oceano de lavagem de dinheiro”.
Além das movimentações financeiras, a Polícia descobriu outros indícios de que a influenciadora estaria ligada ao crime organizado. Um deles, por exemplo, é o fato de ela ter aberto 35 empresas na mesma sede: uma residência popular, de programa habitacional. A polícia apreendeu quatro veículos da influenciadora, que juntos somam mais de 5 milhões de reais.

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