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segunda-feira, 2 de março de 2026

Presidente iraniano reaparece vivo e promete vingança

 Segunda, 02 de março de 2026




Pezeshkian havia sido alvo do mesmo ataque. A cúpula militar do país foi dizimada durante uma reunião presencial em Teerã para avaliar o bombardeio.

O Conselho de Liderança Interina assumiu as funções de Khamenei. O órgão governará até a escolha de um sucessor pela Assembleia dos Peritos, que possui 88 membros.

Além de Pezeshkian, compõem o conselho o aiatolá Alireza Arafi e o chefe do Judiciário, Gholam-Hossein Mohseni-Ejei. Arafi integra o Conselho dos Guardiões. O presidente confirmou que o órgão já iniciou os trabalhos.

Não existe prazo definido para o processo de escolha do novo líder supremo.

A sucessão de Khamenei tornou-se mais complexa após a morte do presidente Ebrahim Raisi. Ele morreu em queda de helicóptero em 2024. Raisi era considerado sucessor natural do líder supremo.

Após sua morte, especulações apontavam Mojtaba como possível escolhido. Ele é filho de Khamenei e tem 56 anos. O cargo de líder supremo não possui caráter hereditário. Outros nomes do estamento religioso surgiram como candidatos.

O processo de escolha do novo líder supremo ocorre de forma opaca. Não há transparência sobre os critérios e negociações entre os membros da Assembleia dos Peritos.

Pezeshkian divulgou comunicado classificando o ataque como "uma declaração de guerra contra os muçulmanos". O presidente afirmou que a vingança é "um direito legítimo e um dever".

Em vídeo transmitido pela TV estatal, declarou que as Forças Armadas "deixarão os inimigos sem esperança". A teocracia iraniana busca demonstrar continuidade institucional após a perda de sua principal liderança.

A mídia estatal iraniana confirmou que a cúpula militar foi morta durante reunião presencial em Teerã. Entre os mortos estão o chefe da Guarda Revolucionária, Mohammad Pakpour, e o conselheiro de Defesa Ali Shamkhani. O ministro Aziz Nasirzadeh e o chefe do Estado-Maior, Abdolrahim Mousavi, também morreram. Outros oficiais foram mortos no bombardeio.

Trump declarou à Fox News que foram 48 mortos no total. O número não possui confirmação oficial.

A Guarda Revolucionária nomeou novo comandante após a morte de seu líder no ataque. O general Ahmed Vahidi assumiu o posto.

Vahidi possui mandado de prisão emitido pela Interpol. Ele é suspeito de organizar a explosão de uma entidade judaica em Buenos Aires que matou 85 pessoas em 1994. O atentado é considerado o maior da história da América do Sul.

Donald Trump afirmou que "tinha um nome em mente" para liderar o Irã. A declaração sugere que o presidente norte-americano conta com a queda do regime antes de qualquer sucessão.

O regime iraniano tenta demonstrar unidade interna. O país reprimiu violentamente protestos recentes contra a teocracia islâmica instalada em 1979.

O Irã decretou luto oficial de 40 dias pela morte de Khamenei. Mesquitas passaram a exibir a bandeira vermelha. O símbolo representa vingança no xiismo devido ao derramamento de sangue.

O país persa é o centro deste ramo minoritário do Islã. O xiismo possui forte presença também no Iraque. A campanha de retaliação ampliada iniciada neste domingo enfrenta o desafio de um conflito prolongado sob pressão de EUA e Israel.

Fonte: Jornal da Cidade Online

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