Segunda, 25 de maio de 2026
O montante, apontado como o maior já discutido em negociações desse tipo no país, é tratado pela PGR como uma garantia para evitar futuras tentativas de renegociação judicial, situação observada em outros acordos firmados nos últimos anos.
Embora a Polícia Federal tenha rejeitado a proposta inicial apresentada pela defesa de Vorcaro, a Procuradoria-Geral ainda não divulgou manifestação oficial definitiva sobre o caso.
Nos bastidores, integrantes da PGR citam como exemplo o acordo firmado pela holding J&F, dos irmãos Joesley Batista e Wesley Batista. Em 2017, o grupo fechou acordo de leniência que previa devolução de R$ 10,3 bilhões.
Atualmente, porém, a empresa tenta reduzir o valor para R$ 1 bilhão em disputa judicial ainda em andamento, ao mesmo tempo em que busca preservar benefícios garantidos no acordo original, como imunidade em ações civis e criminais. Até agora, cerca de R$ 3,5 bilhões já foram pagos.
Nesta sexta-feira (22), o ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal, autorizou que Daniel Vorcaro retornasse para uma cela especial. O banqueiro havia sido transferido poucas horas antes, logo após a rejeição da proposta de colaboração pela Polícia Federal.
Vorcaro está preso desde maio deste ano no contexto das investigações que apuram suspeitas de crimes financeiros e lavagem de dinheiro. Desde a prisão, sua defesa tenta negociar um acordo de delação premiada como estratégia para reduzir eventual condenação.
Fonte: Jornal da Cidade Online

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