Domingo, 24 de maio de 2026
"Uma falta de atenção, uma falta de assistência, porque teoricamente quando você faz uma anestesia desse porte, tem que estar um profissional habilitado todo o tempo do lado da paciente", lamentou Samuel Moura, de 35 anos, que também é médico e acompanhou a esposa.
Gabriela Moura, que planejava a primeira gestação, teve morte encefálica sete dias depois de ser internada num hospital. Câmeras de segurança gravaram os momentos de desespero e tensão no socorro à terapeuta que sofreu uma parada cardiorrespiratória em 17 de fevereiro.
A Polícia Civil analisa as filmagens que mostram o marido buscando respostas, a equipe médica o consolando e os socorristas levando a paciente desacordada numa maca.
O 4º Distrito Policial (DP), Consolação, investiga o caso como morte suspeita. A delegacia apura, entre as diversas hipóteses possíveis, se ocorreu algum erro médico durante o procedimento.
A morte de Gabriela após retirada de óvulos ocorreu aproximadamente dois meses antes do falecimento da juíza Mariana Francisco Ferreira, que também passou pelo procedimento em uma clínica em Mogi das Cruzes, no interior do estado. Ela morreu em 6 de maio, dois dias após o exame. Esse caso também é apurado como morte suspeita pela polícia.
Nos dois casos recentes, o laudo da Polícia Técnico-Científica, que irá apontar as causas das mortes da paciente, são importantes. Mas os resultados ainda não ficaram prontos.
Fonte: Jornal da Cidade Online

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