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sexta-feira, 16 de outubro de 2026

Quem é o eleitor do PT?

 Sábado, 15 de outubro de 2026

Os eleitores de Lula e do PT têm alguns traços de comportamento que podem ser nitidamente avaliados e percebidos em camadas ou em categorias.

A maior parte é composta por pessoas em situação de vulnerabilidade social. Essa massa se divide em duas grandes categorias: aqueles que efetivamente necessitam do Estado para suprir suas necessidades e aqueles que usam o Estado para suprir seu desinteresse pela prosperidade.

Ambas as categorias são ignoradas — e mantidas assim — pelo PT e por Lula, que, em vez de criar programas sociais para promover a ascensão dos miseráveis, promovem exatamente o contrário, atuando falsamente como “pai dos pobres”, fixando-os como ignorantes úteis no estado de pobreza e presos a um eterno estado de necessidade.

Dominados pelo medo ilusório de perder o pouco que têm, por vezes incapazes ou sem forças para lutar pelo próprio sustento, agarram-se com todas as forças a quem os trata como escravizados, sendo manipulados como massa de manobra eleitoralmente muito fiel.

Esse grupo também é usado e instrumentalizado politicamente – há décadas -  por lideranças que remontam das oligarquias e do coronelismo, sobretudo nas regiões Norte e Nordeste do Brasil.

No segundo grupo estão os recalcados. Pessoas que integram minorias de várias categorias e formatos sociais e que, em algum momento da vida, sofreram ou seguem sofrendo alguma forma de discriminação, seja intelectual, física, moral, familiar, econômica, cultural ou de muitas outras espécies. Gente que não supera suas próprias limitações e que não consegue sair do seu estado crônico de queixa íntima e que encontra no PT o ambiente propício para externar seu radical inconformismo com a vida, e suas adversidades, que, em muitos casos, são realmente cruéis.

Esse grupo de pessoas sofre de verdade e expressa sua revolta no entorno de uma fantasiosa luta ideológica. Alguns, mais radicais, integram a estrutura política do PSTU, que representa somente uma das várias avenidas de flagelados sociais infelizes que levam à praça pública, onde Lula se apresenta como o Rivotril dos angustiados, revoltados e infelizes, trazendo uma dependência de falso alívio, sem resolver a causa. No mais das vezes, em vez de buscarem aplacar suas frustrações, fazem delas sua razão de viver, transferindo para quem avaliam ser “normal” a culpa por suas mazelas e derrotas.

Em terceiro lugar vêm os mais perigosos: os aproveitadores. Pode olhar com atenção: atrás de um intelectual, artista, burocrata ou formador de opinião com estrutura intelectual que defende o lulopetismo, há um bom contrato, um bem articulado lobby ou o pagamento de favores presentes, pretéritos ou futuros, em que interesses econômicos ou institucionais se escondem atrás de um forte discurso ideológico.

Nessa classe não escapa um. São os mamadores do erário que se agarram às gordas tetas do poder público para nutrir suas ambições e/ou seu status pessoal. De ideológicos não têm nada. Geralmente, junto com o discurso de “esquerda”, que brilha em fachos de um falso brilhante do interesse, vem um comportamento de “nababos burgueses”. Muitos deles, “alpinistas sociais”, gravitam em torno da máquina estatal e a controlam. A Lei Rouanet é um dos símbolos de identificação dessa gente, mas longe de ser o único.

Outra categoria, não menos perigosa, é a dos falsos apóstolos de São Francisco de Assis.

É a turma do anel de tucum da Teologia da Libertação, que, numa interpretação enviesada da doutrina social da(s) Igreja(s), vive e prega um devaneio teológico contraditório: valem-se do discurso ingênuo e até romântico de empobrecer os ricos para enriquecer os pobres.

Ou, o que é pior, em vez de buscar o socialismo na fartura, pregam a vida de todos na linha da miséria (ou na linha da m....).

Mas, se os olharmos bem de pertinho mesmo, veremos que vivem em casas confortáveis, com a despensa cheia, sempre com a cola dentro de um bom carro e na segurança das benesses de uma boa diocese, ordem religiosa, um templo, ou de uma confortável casa paroquial. Dividir o pão? É sempre obrigação alheia.

Não menos importante, há uma massa de poetas da vida fácil que não conhecem nem nunca viveram realmente sob a ditadura cruel de um bom regime de esquerda e que, por mera opção de teimosia, tratam o PT como se fosse um clube de futebol ou uma escola de samba onde o Lula é o “craque” ou o “rei momo”. Para esses, a identificação política é uma linguagem antropológica tribal.

Claro que, em menor número, há os burros de todos os gêneros. Mas, para esses, temos que dar um desconto.

Fonte: Jornal da Cidade Online

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