Quarta, 21 de outubro de 2026
Flávio Bolsonaro (PL) condicionou a abertura de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico dos últimos 20 anos à divulgação de informações sobre familiares, empresas e assessores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
As exigências foram apresentadas em petição protocolada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em resposta ao desafio lançado pelo petista.
Flávio também propõe a abertura de dados de familiares e empresas próprias, mas argumenta que a iniciativa de Lula seria uma “promessa vazia” e uma “quebra para inglês ver” caso não abrangesse terceiros e negócios ligados ao presidente.
Entre as condições apresentadas pelo senador estão a divulgação de informações sobre empresas de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, o Instituto Lula e a empresa L.I.L.S. Palestras, desde 2003.
A lista inclui ainda registros de visitantes do Palácio do Planalto e detalhes da reunião entre Lula e Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master, em dezembro de 2024. Flávio também pede esclarecimentos sobre as relações do governo com a lobista Roberta Luchsinger, a quebra de sigilo de Frei Chico, irmão do presidente, e informações sobre registros de voos da FAB.
O senador exige ainda a divulgação dos gastos do cartão corporativo da Presidência desde janeiro de 2023, além de agendas da primeira-dama, Janja, visitas de familiares e uso de helicópteros oficiais.
Na petição, Flávio pede que o TSE intime Lula a informar se aceita as condições. Caso o presidente recuse, solicita que a negativa seja registrada no processo. A iniciativa ocorre após Lula protocolar documento no tribunal declarando autorizar a abertura de seus sigilos e os de familiares, desde que Flávio também concordasse em fazer o mesmo.

Opinião dos leitores
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