Sábado, 09 de maio de 2026
A renda média mensal dos brasileiros chegou a R$ 3.367 em 2025, o maior valor da série histórica iniciada em 2012, segundo dados da Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulgados nesta sexta-feira.
O rendimento médio cresceu 5,4% em relação a 2024 e ficou 8,6% acima do registrado antes da pandemia, em 2019.
Apesar do recorde, o país registrou aumento da desigualdade social.
Crescimento da renda
De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, a renda média dos brasileiros vinha crescendo até 2019, mas caiu durante a pandemia de Covid-19:
- queda de 3,5% em 2020;
- queda de 5,2% em 2021.
Desde então, os rendimentos voltaram a subir e atingiram o maior patamar da série histórica em 2025.
Regiões com maior e menor renda
As maiores rendas médias do país foram registradas nas regiões:
- Centro-Oeste: R$ 4.052;
- Sul: R$ 3.859;
- Sudeste: R$ 3.855.
O Nordeste apresentou a menor média nacional, com R$ 2.282.
Renda do trabalho
O rendimento médio do trabalho também bateu recorde e chegou a R$ 3.560 em 2025, com alta de 5,7%.
Já os rendimentos vindos de outras fontes, como aposentadorias e pensões, ficaram em R$ 2.697.
Desigualdade aumentou
O índice de Gini, usado para medir desigualdade de renda, subiu de 0,504 em 2024 para 0,511 em 2025.
Quanto mais próximo de zero, maior a igualdade na distribuição de renda. Quanto mais perto de um, maior a concentração de renda.
Origem da renda dos brasileiros
Segundo o IBGE:
- 47,8% da população recebeu renda por meio do trabalho em 2025, o equivalente a 101,6 milhões de pessoas;
- 27,1% dos brasileiros receberam aposentadorias, pensões ou outros benefícios, cerca de 57,6 milhões de pessoas.
A renda do trabalho segue como a principal fonte de rendimento da população brasileira.

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