martins em pauta

terça-feira, 25 de dezembro de 2018

ARMA USADA PARA MATAR PM JOÃO MARIA NO RN É DE USO RESTRITO


Terça, 25 de Dezembro de 2018

De acordo com delegado, além de latrocínio, a hipótese de João Maria Figueiredo da Silva, membro do Policiais Antifascismo, ter sido executado também não está descartada.


João Maria Figueiredo da Silva, PM morto sexta-feira (21) com pelo menos cinco tiros. Foto: Reprodução

A equipe formada para investigar o assassinato do policial militar João Maria Figueiredo da Silva, 36 anos, revelou que ele foi morto com tiros de um pistola calibre .40, que deveria ser exclusiva das forças militares brasileiras. O soldado Figueiredo foi morto na tarde da sexta-feira (21), em São Gonçalo do Amarante.

O delegado Frank José Albuquerque Silva, que integra a comissão responsável pela investigação da morte do PM, explicou que esse tipo de munição, de alguns anos para cá, tem também sido encontrada com criminosos, que obtém as armas por meio de roubo.

O investigador informou ainda que não estão descartadas as hipóteses de latrocínio ou de execução. E que não está descartada inclusive a possibilidade do crime ter sido cometido por policiais. O delegado informou ainda que foi pedida à Justiça a permissão para algumas diligências sigilosas. E que não poderia dar mais informações para não prejudicar a investigação.

Figueiredo foi morto na sexta-feira (21) quando passava por uma estrada carroçável que fica próxima à BR-101, por trás de um motel. Ele foi atingido por pelo menos cinco tiros. O cabo da Polícia Militar foi o 26º agente de segurança morto no Rio Grande do Norte em 2018.

De acordo com a versão preliminar, o soldado foi atingido primeiro no ombro. Ferido, tentou fugir, mas não conseguiu. Seu corpo só foi encontrado algumas horas após o crime. E sua identidade só foi revelada após a retirada do capacete que ele usava.

O crime chamou a atenção da sociedade porque Figueiredo recentemente trabalhou como segurança da governadora eleita, a senadora Fátima Bezerra (PT). Além disso, ele era defensor dos direitos humanos e um dos fundadores do Movimento Policiais Antifascismo.
Movimento Policiais Antifascismo do RN emite nota pela morte de Figueiredo

O Movimento emitiu uma nota sobre a morte do PM Figueiredo na qual classificam o crime como uma tragédia. E que as informações preliminares apontam para “um crime de mando com caráter político”.

“A perda de um combatente não nos intimidará e não fará que recuemos um milímetro sequer. Vamos continuar intransigentes na luta pela desmilitarização da segurança pública, pelo fim da guerra às drogas, contra a política de encarceramento em massa e na defesa intransigente dos direitos humanos”, diz a nota.

E complementa: “Mas, sem nunca deixarmos de defender a transformação e mudança radical da segurança pública, do sistema criminal, do modelo de polícia (lutando pela carreira única, o ciclo completo e o controle externo das policias e etc.), e a valorização salarial e humana dos policiais. Afinal de contas, somos e continuamos policiais! Policiais Antifascismo!”


OP9 / Passando na Hora

SUSPEITOS DE CHEFIAR FACÇÃO CRIMINOSA SÃO TRANSFERIDOS PARA PRESÍDIO FEDERAL DE MOSSORÓ APÓS SUSPEITA DE TENTATIVA DE RESGATE DE PENITENCIÁRIA NO PARANÁ


Terça, 25 de Dezembro de 2018


Daniel Estrela e Manoel do Nascimento, conhecido como Coiote, suspeitos de chefiar facção criminosa, foram transferidos sob um forte esquema de segurança, neste domingo (23), para o Rio Grande do Norte.

Detentos são transferidos após suspeita de tentativa de resgate em Penitenciária Foto/Reprodução

Daniel Estrela e Manoel do Nascimento, conhecido como Coiote, suspeitos de chefiar uma facção criminosa, foram transferidos da Penitenciária Estadual de Piraquara (PEP), na Região Metropolitana de Curitiba, para a Penitenciária Federal de Mossoró (RN), neste domingo (23), após pedido da Secretaria de Segurança Pública do Paraná (Sesp).

A transferência foi feita após a suspeita de uma nova tentativa de resgate de presos, segundo o delegado da Polícia Civil Rodrigo Brown. Segundo a polícia, eles foram transferidos de avião sob forte esquema de segurança.

Outros quatro detentos da PEP também foram transferidos, de acordo com Brown. Eles foram levados para a Penitenciária Federal de Catanduvas, no oeste do Paraná.
Em setembro deste ano, criminosos fortemente armados explodiram um muro da penitenciária e resgataram 29 presos. Estrela foi um dos resgatados, mas acabou sendo preso novamente.

Na véspera do resgate, ele trocou mensagens de voz com Manoel do Nascimento, que foi quem comandou o resgate, segundo a polícia. Coiote também foi preso logo depois no litoral de São Paulo.

O delegado Rodrigo Brown afirmou que Coiote é suspeito de crimes gravíssimos, inclusive do ataque à base da Prosegur no Paraguai. Ele afirmou ainda que o preso também é suspeito da morte de um agente penitenciário no interior do estado.

As forças de segurança do estado estão de sobreaviso para uma possível retaliação da facção criminosa por causa das transferências.

O advogado de defesa de Estrela e Nascimento, Claudio Dalledone Júnior, disse que ainda está tomando conhecimento da situação, mas que até o momento tratava-se "apenas de uma hipótese de resgate".

G1 / Passando na Hora

Deslize de advogado pode identificar “misterioso personagem” do atentado a Bolsonaro

Terça, 25 de Dezembro de 2018


Um deslize crucial cometido pelo advogado Zanone Manuel de Oliveira Júnior pode elucidar a questão sobre quem é a figura enigmática que está pagando os honorários da defesa do criminoso Adelio Bispo de Oliveira, autor do atentado contra o presidente eleito Jair Bolsonaro.

Em depoimento no inquérito sobre o caso, o advogado confirmou que teve um encontro com o cidadão que está lhe pagando os honorários, o tal protetor de Adelio, em seu escritório em Contagem (MG).

Essa revelação foi preponderante para a deflagração da ação de busca e apreensão nos endereços do advogado.

Com relação ao escritório de Contagem, os policiais pretendem apreender para checagem todas as gravações do circuito interno do local.

Com isso acreditam que conseguirão identificar o dito cujo.

A Polícia Federal entende que o êxito desta operação será fundamental para se chegar ao eventual mandante do crime.

O cerco vai apertar, principalmente após o dia 1º de janeiro, quando Sérgio Moro assumirá o Ministério da Justiça.

Fonte: Jornal da Cidade Online

Policiais Civis e Servidores da Sesed decidem realizar Operação Zero a partir de quarta-feira

Terça, 25 de Dezembro de 2018

Foto: Sinpol-RN

Os Policiais Civis do Rio Grande do Norte e os servidores da Sesed se reuniram em Assembleia Geral, na manhã desta segunda-feira (24), na sede do SINPOL-RN. As categorias decidiram deflagrar Operação Zero a partir da quarta-feira, dia 26 de dezembro.

Ficou deliberado que, às 8h, todos os Policiais Civis irão para a Central de Flagrantes. A partir de então, a categoria estará mobilizada por tempo indeterminado.

Os Policiais Civis e Servidores da Segurança cobram do Governo do Estado o pagamento do restante do 13º de 2017, bem como uma definição sobre o 13º de 2018 e o salário de dezembro.

Nilton Arruda, presidente do SINPOL-RN, afirma que se o governador Robinson Faria anunciou pagamento do 13º salário de 2017 dos policiais militares para o dia 28 deve fazer o mesmo para as outras categorias.

O SINPOL-RN orienta aos Policiais Civis do interior que, aqueles que puderem, também se dirijam para a Central de Flagrantes, na quarta-feira. Os que não puderem se concentrem nas delegacias regionais, também adotando a Operação Zero.

Com informações do Sinpol-RN

Fonte: Blog do BG

Fátima Bezerra anuncia Ana Maria Costa para Secretaria de Turismo do RN e presidência da Emprotur

Terça, 25 de Dezembro de 2018


A governadora eleita do Rio Grande do Norte Fátima Bezerra anunciou nesta segunda-feira (24) o nome para a Empresa Potiguar de Promoção Turística (Emprotur) e para a Secretaria de Turismo: Ana Maria Costa.

Fátima ressaltou o “importante papel” que a atividade turística desempenha no estado e disse que a indicação de Ana Maria Costa passa pela “experiência e expertise” no setor. Ela foi o nome sugerido à governadora pelas entidades do trade turístico.

“O turismo gera emprego e renda e é um impulsionador do desenvolvimento do estado. Nosso estado é rico em belezas naturais e tem vocação turística, não só no quesito sol e mar, mas no turismo de aventura, religioso, eventos, gastronômico, cultural e ecológico. Precisamos fomentar o turismo com desenvolvimento sustentável e inclusão social”, observou.

Ana Maria Costa agradeceu a confiança da governadora e disse que fará uma gestão focada nas potencialidades do Rio Grande do Norte. “Vamos trabalhar com determinação, para que o Rio Grande do Norte tenha um turismo forte, com infraestrutura, qualificação de pessoal, conectividade aérea e equipamentos turísticos de excelência”, acrescentou.

Perfil

Ana Maria Costa é formada em Educação Física pela UFRN. Foi professora das redes Estadual e Municipal e há 18 anos atua na área de turismo receptivo. É diretora Comercial da Potiguar Turismo e Anauê Receptivo. De 2015 a 2017 assumiu pela primeira vez o cargo de diretora presidente da Emprotur RN, função que ocupará novamente a partir de 2019 na gestão Fátima Bezerra.

Secretários já anunciados

Francisco Canindé de Araújo Silva - secretário de Segurança Pública e da Defesa Social;
Mauro Albuquerque - secretário de Administração Penitenciária;
Alarico José Pessoa Azevedo Júnior - Comandante Geral da Polícia Militar do RN;
Ana Cláudia Saraiva Gomes - Delegada Geral de Polícia Civil;
Cipriano Maia de Vasconcelos - secretário de Saúde;
Luiz Monteiro - Comandante do Corpo de Bombeiros Militar;
Getúlio Marques - secretário de Educação;
Arméli Brennand - secretária de Mulheres, Cidadania e Direitos Humanos;
Carlos Eduardo Xavier - secretário de Tributação;
Crispiniano Neto para - presidente da Fundação José Augusto;
Alexandre Lima - secretário de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar;
Luiz Antônio Marinho - Procurador Geral do Estado;
Íris Oliveira - secretária do Trabalho, Habitação e Assistência Social;
Roberto Sérgio Linhares - diretor presidente da Companhia de Águas e Esgotos do RN;
Guilherme Saldanha - secretário de Agricultura, Pecuária e Pesca.
José Aldemir Freire - secretário de Planejamento e Finanças
Jaime Calado - secretário de Desenvolvimento Econômico
Guia Dantas - secretária de Comunicação
Ana Maria Costa - secretária de Turismo e presidente da Emprotur

Secretários já anunciados

Francisco Canindé de Araújo Silva - secretário de Segurança Pública e da Defesa Social;
Mauro Albuquerque - secretário de Administração Penitenciária;
Alarico José Pessoa Azevedo Júnior - Comandante Geral da Polícia Militar do RN;
Ana Cláudia Saraiva Gomes - Delegada Geral de Polícia Civil;
Cipriano Maia de Vasconcelos - secretário de Saúde;
Luiz Monteiro - Comandante do Corpo de Bombeiros Militar;
Getúlio Marques - secretário de Educação;
Arméli Brennand - secretária de Mulheres, Cidadania e Direitos Humanos;
Carlos Eduardo Xavier - secretário de Tributação;
Crispiniano Neto para - presidente da Fundação José Augusto;
Alexandre Lima - secretário de Desenvolvimento Rural e Agricultura Familiar;
Luiz Antônio Marinho - Procurador Geral do Estado;
Íris Oliveira - secretária do Trabalho, Habitação e Assistência Social;
Roberto Sérgio Linhares - diretor presidente da Companhia de Águas e Esgotos do RN;
Guilherme Saldanha - secretário de Agricultura, Pecuária e Pesca.
José Aldemir Freire - secretário de Planejamento e Finanças
Jaime Calado - secretário de Desenvolvimento Econômico
Guia Dantas - secretária de Comunicação
Ana Maria Costa - secretária de Turismo e presidente da Emprotur

G1 RN

Esplanada será fechada a partir do dia 29 para preparativos da posse presidencial

Terça, 25 de Dezembro de 2018


A Esplanada dos Ministérios será interditada para trânsito de veículos, de 29 de dezembro até 1º janeiro, devido aos preparativos da posse do presidente Jair Bolsonaro. No domingo, 30, as vias paralelas à Esplanada (N2 e S2) também serão interditadas, segundo a Secretaria de Polícia do Senado. Nesse dia, será realizado um ensaio geral da posse.



No dia 1º, o acesso à Esplanada será possível a pé, apenas a partir da Rodoviária do Plano Piloto. Todas as pessoas serão revistadas pela Polícia Militar do Distrito Federal. Quem estiver com mochila não poderá ultrapassar a barreira montada pela segurança do evento.

De acordo com a Polícia do Senado, o gramado em frente ao Congresso Nacional será parcialmente interditado até a Alameda das Bandeiras, pois serão colocados no local canhões para a salva de tiros de canhão que faz parte da cerimônia oficial. Nesse trecho, apenas duas áreas laterais, na parte menos inclinada, poderão ser ocupadas pela população.

Acesso A partir do dia 30, o acesso ao Senado será feito pela via N3, na entrada próxima à Embaixada da Palestina. Nos dias 31 e 1º de janeiro, haverá transporte entre a Rodoviária do Plano Piloto e o Senado para os colaboradores da Casa. Horários e locais de embarque e desembarque ainda estão sendo definidos.

Nesses dias, somente os estacionamentos do Sistema Integrado de Saúde (SIS), Instituto Legislativo Brasileiro (ILB) e Secretaria de Comunicação Social (Secom) poderão ser utilizados.

Carros oficiais dos senadores em exercício, com chapa bronze, poderão passar pelo bloqueio na Esplanada até as 14h do dia 1º de janeiro, dia da posse, para permitir o desembarque na Chapelaria do Congresso Nacional. Veículos particulares, de aluguel, além de táxi e Uber, não poderão passar pelos bloqueios.

No dia da posse presidencial, a entrada de servidores do Senado e jornalistas se dará exclusivamente pela portaria do Bloco B do Anexo 2, na via N2. Todos passarão pelos controles de pórticos detectores de metal e raios X, com exceção dos parlamentares em exercício.

Agência Senado

Que os governantes que vão assumir cargos a partir de 2019 olhem para o povo e não apenas para os ricos

Terça, 25 de Dezembro de 2018


Há muitas expectativas sobre a política econômica do governo do presidente Jair Bolsonaro a partir de 2018. Há previsão de que o governo arrecade, já no primeiro ano, até R$ 500 bilhões com programas já aprovados pelo atual governo em áreas como privatizações e Parcerias Público Privadas. A equipe econômica promete ainda uma série de cortes em gastos em áreas como o Sistema S, que engloba instituições como o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e Serviço Social da Indústria (SESI).

Muito se fala em corte no número de cargos comissionados. Apenas os vinculados à Presidência da República são cerca de 23 mil, de um total de mais de 100 mil que podem ser reduzidos na administração federal. Pelo menso até o momento, não há nada de concreto neste aspecto. Pelo contrário. A partir de 2019, haverá um aumento de cargos para os partidos, que poderão ter de 18 a 108 cargos, dependendo do número de deputados eleitos. Apenas com este aumento, a Câmara gastará R$ 19,5 milhões a mais que em 2018.

O governo também estuda o perdão de dívidas de até R$ 17 bilhões para empresários do agronegócio. Se ao menos o perdão das dívidas fosse condicionado à obrigatoriedade de comprovação de novos investimentos, o impacto seria menor. O problema é que muitos devedores usam os recursos para fim pessoais, como o aumento de patrimônio.

O problema é que, com o déficit nas contas públicas, não há como distribuir bondades sem que se retire recursos de outras fontes. Neste caso, será preciso acompanhar de perto o destino dos cerca de R$ 500 bilhões que podem entrar nos cofres públicos em 2019 com as privatizações, PPPs e corte de investimentos. Há muitos grupos de olho nestes números.

Grupos poderosos são habilidosos na arte de justificar as 'vantagens' da concessão de benefícios, incentivos, perdões de dívidas, isenções de impostos, etc. O problema é que este tipo de 'política' não contribuiu em nada com a livre concorrência. Pelo contrário. Grupos menos organizados costumam ficar de fora dos grandes acordos, de modo que tornam-se mais vulneráveis aos grandes grupos. É normal que empresas mais estruturadas retirem rivais menores do mercado apenas para eliminar a concorrência. Na maioria dos casos, empresas menores são fechadas logo após as aquisições.

O desenho traçado pela equipe econômica do novo governo parece bastante generoso com corporações. Será preciso acompanhar o modelo de reforma da Previdência que será apresentado ao Congresso. Na proposta original do atual governo, havia a previsão de criação de um regime único e democrático para todos os brasileiros, no qual todo cidadão passaria a ter direito a um teto único de R$ 5.3 mil. A economia prevista era de R$ 800 bilhões. Pelo esboço da proposta do governo Bolsonaro, algumas categorias do serviço público continuariam a receber mais que os trabalhadores da iniciativa privada. Caso a ideia do regime único e democrático para todos os cidadãos seja retirada da proposta de reforma da Previdência, a economia para o povo cai para R$ 400 bilhões. Ou seja, metade da economia da proposta original.

Neste caso, os cerca de R$ 500 bilhões previstos para entrar em 2019 podem ser pulverizados com a manutenção de privilégios de uma elite no INSS, perdão de dívidas para empresários e incentivos para grupos econômicos. Neste cenário, o Brasil pode sim melhorar bastante a partir do ano que vem, mas apenas para grupos econômicos e integrantes da já abastada elite do serviço público que drenaram mais de R$ 60 bilhões do dinheiro do povo em 2018 só com penduricalhos do tipo auxílio-moradia. É mais de dez vezes o tamanho do rombo identificado pela Lava Jato em quatro anos na Petrobras. Enquanto a elite se esconde atrás da cortina do combate à corrupção, fazem a festa com o dinheiro do povo e ninguém se dá conta das dimensões da sangria. O Brasil é um país onde mais de 95% da população ganha menos que o auxílio-alimentação de um juiz. Uma elite de pouco mais de 500 mil vivendo com renda acima da observada em países ricos, sustentados por 200 milhões de contribuintes sacrificados. Neste final de ano, há membros do Judiciário embolsando até R$ 300 mil no mês, enquanto mais de 50 milhões de cidadãos vivem com menos de R$ 400,00 por mês

O único cenário em que a população poderia colher algum benefício com a entrada de novos recursos nos cofres públicos seria através do aumento do salário mínimo ou da redução drástica nos impostos sobre alimentação, vestuário, combustíveis, etc. No entanto, até o momento, não há qualquer compromisso do futuro governo neste sentido. Os ministros indicados para pastas importantes são representantes de seus respectivos setores. Será preciso acompanhar de perto o que o futuro governo fará para oferecer benefícios diretos ao povo, sem intermediários.

No passado, os governos do PT concederam cerca de R$ 730 bilhões em incentivos para grupos econômicos. Além da garantia da obtenção de financiamentos para as campanhas do partido, havia a expectativa de que os incentivos seriam capazes de aquecer a economia com o aumento do consumo e a geração de mais empregos. Os empresários simplesmente embolsaram as 'vantagens' e não ofereceram nenhuma contrapartida para a sociedade, dona de todo aquele dinheiro. algo bastante previsível.

Se um produtor rural com plena capacidade instalada consegue produzir 'x' toneladas de soja por uma propriedade do tamanho 'y', nenhum incentivo será capaz de ampliar sua produtividade. O mesmo ocorre em qualquer planta industrial. As limitações do mercado de consumo impedem que a produção seja ampliada de forma agressiva. O excesso de oferta provocaria a redução dos preços e das margens de lucro. Nenhuma empresa estaria disposta a azedar o próprio negócio em troca de benefícios. Apesar disso, nenhuma empresa dispensa qualquer benefício que aumente seus lucros sem a necessidade de contratar mais empregados, comprar mais máquinas e produzir mais.

Num cenário em que grupos econômicos saem lucrando, grupos de comunicação vendem a imagem de prosperidade do país com relativo entusiasmo. Tudo depende de onde o dinheiro muda de lugar. por meio de seu perfil no Twitter, o presidente eleito Jair Bolsonaro prometeu nesta véspera de natal revogar “inúmeras regulamentações” que, segundo ele, só servem para “arrecadação e entraves de desenvolvimento”. Bolsonaro defendeu que “menos interferência do Estado significa melhores condições de vida ao brasileiro”, mas para qual brasileiro? Empresários? Abrir mão de arrecadação pode significar mais benesses para setores ineficientes e menos recursos para devolver ao cidadão.

Há séculos, o Estado brasileiro atua em prol de uma elite dominante. A desculpa dos governantes é a de que o Estado precisa atuar como indutor da economia, irrigando os bolsos de uma pequena parcela da sociedade. Ao povo, as migalhas. Esta não é uma caraterística de um ou outro governo, mas de praticamente todos os que já existiram. Temer ousou ameaçar as elites do serviço público e deu no que deu. Quase foi derrubado do cargo.

Os donos do poder no Brasil são poderosos e capazes de influenciar todo o processo eleitoral, incluindo ai a elite do servidores, inclusive no Judiciário, grandes produtores rurais e a classe empresarial, de modo geral. Enquanto nos Estados Unidos, empresários bilionários se comprometem a doar mais da metade de suas fortunas em vida, devolvendo ao país parte daquilo que amealharam, no Brasil, empresários poderosos se alinham a governantes visando a obtenção de mais vantagens e vantagens. Ninguém se importa com a grávida que tem o filho na calçada dos hospitais por falta de atendimento. Ninguém parece se importar com a ausência de escolas de qualidade em comunidades carentes. Os poderosos querem apenas a manutenção de salários altos no serviço público, isenções, incentivos e reduções de impostos que, na maioria das vezes, não são repassadas ao povão.

O povo mesmo, só se beneficia quando há aumento de salário, redução da inflação e de impostos ou geração de empregos. Será importante garantir a manutenção de algumas compensações para a população de baixa renda que podem ser consideradas importantes, como a redução da inflação e dos juros. Este é o aspecto da economia que mais favorece a distribuição de renda e melhora na qualidade de vida da população em alguns aspectos mais relevantes de seu dia a dia, como a alimentação e o acesso a bens de consumo básicos. Foram conquistas do atual governo que devem ser mantidas a todo custo pelo futuro governo do presidente Jair Bolsonaro. Elevação dos juros e aumento da inflação são os instrumentos mais covardes concebidos para tirar dinheiro dos pobres para dar aos ricos. Não é possível que este tipo de política seja retomada no Brasil, um dos países com a pior distribuição de riquezas do mundo.

Embora apareça no segundo maior índice de analfabetismo da América do Sul, atrás apenas da Bolívia, o Brasil tem mais analfabetos que todo o continente. Com mais de 50 milhões de pessoas na pobreza, o país também praticamente supera todos os vizinhos em número de pobres. Como consequência dos baixos índices de educação e altos índices de pobreza, o Brasil tem a 3.ª maior população carcerária do mundo e pode ter mais presos que todos os países da América do Sul juntos.


Será preciso observar por qual caminho a equipe econômica do futuro governo conduzirá o país. Se para os ricos, para o povo ou para todos. O Brasil tem desafios enormes pela frente em áreas como a saúde, educação, mobilidade urbana, violência nos grandes centros, corrupção policial, tráfico de drogas e armas, etc. Não há como minimizar os sofrimento do povo com projetos monumentais. Não há como tocar projetos monumentais sem dinheiro. Um dado que muitos desconhecem. Boa parte dos estados repassa à União até 90% de tudo que arrecadam. São Paulo arrecada mais de R$ 500 bilhões por ano, mas fica com menos de R$ 40 bilhões. O Rio de Janeiro arrecada mais de R$ 200 bilhões, mas fica com menos de R$ 25 bilhões. São estados com problemas crônicos de mobilidade urbana, moradia, violência, precariedade na educação e saúde pública, sobretudo no Rio de Janeiro.

A diminuição da arrecadação pode forçar uma alta dos juros, da inflação e onerar ainda mais a população que já sofre com todos os problemas citados acima.

Que os governantes que vão assumir cargos a partir de 2019 olhem para o povo e não apenas para os ricos

Fonte: Imprensa Viva

Veja como o Brasil pode melhorar a partir do ano que vem e para quem

Terça, 25 de Dezembro de 2018



Há muitas expectativas sobre a política econômica do governo do presidente Jair Bolsonaro a partir de 2018. Há previsão de que o governo arrecade, já no primeiro ano, até R$ 500 bilhões com programas já aprovados pelo atual governo em áreas como privatizações e Parcerias Público Privadas. A equipe econômica promete ainda uma série de cortes em gastos em áreas como o Sistema S, que engloba instituições como o Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (SENAC), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) e Serviço Social da Indústria (SESI).

Muito se fala em corte no número de cargos comissionados. Apenas os vinculados à Presidência da República são cerca de 23 mil, de um total de mais de 100 mil que podem ser reduzidos na administração federal. Pelo menso até o momento, não há nada de concreto neste aspecto. Pelo contrário. A partir de 2019, haverá um aumento de cargos para os partidos, que poderão ter de 18 a 108 cargos, dependendo do número de deputados eleitos. Apenas com este aumento, a Câmara gastará R$ 19,5 milhões a mais que em 2018.

O governo também estuda o perdão de dívidas de até R$ 17 bilhões para empresários do agronegócio. Se ao menos o perdão das dívidas fosse condicionado à obrigatoriedade de comprovação de novos investimentos, o impacto seria menor. O problema é que muitos devedores usam os recursos para fim pessoais, como o aumento de patrimônio.

O problema é que, com o déficit nas contas públicas, não há como distribuir bondades sem que se retire recursos de outras fontes. Neste caso, será preciso acompanhar de perto o destino dos cerca de R$ 500 bilhões que podem entrar nos cofres públicos em 2019 com as privatizações, PPPs e corte de investimentos. Há muitos grupos de olho nestes números.

Grupos poderosos são habilidosos na arte de justificar as 'vantagens' da concessão de benefícios, incentivos, perdões de dívidas, isenções de impostos, etc. O problema é que este tipo de 'política' não contribuiu em nada com a livre concorrência. Pelo contrário. Grupos menos organizados costumam ficar de fora dos grandes acordos, de modo que tornam-se mais vulneráveis aos grandes grupos. É normal que empresas mais estruturadas retirem rivais menores do mercado apenas para eliminar a concorrência. Na maioria dos casos, empresas menores são fechadas logo após as aquisições.

O desenho traçado pela equipe econômica do novo governo parece bastante generoso com corporações. Será preciso acompanhar o modelo de reforma da Previdência que será apresentado ao Congresso. Na proposta original do atual governo, havia a previsão de criação de um regime único e democrático para todos os brasileiros, no qual todo cidadão passaria a ter direito a um teto único de R$ 5.3 mil. A economia prevista era de R$ 800 bilhões. Pelo esboço da proposta do governo Bolsonaro, algumas categorias do serviço público continuariam a receber mais que os trabalhadores da iniciativa privada. Caso a ideia do regime único e democrático para todos os cidadãos seja retirada da proposta de reforma da Previdência, a economia para o povo cai para R$ 400 bilhões. Ou seja, metade da economia da proposta original.

Neste caso, os cerca de R$ 500 bilhões previstos para entrar em 2019 podem ser pulverizados com a manutenção de privilégios de uma elite no INSS, perdão de dívidas para empresários e incentivos para grupos econômicos. Neste cenário, o Brasil pode sim melhorar bastante a partir do ano que vem, mas apenas para grupos econômicos e integrantes da já abastada elite do serviço público.

O único cenário em que a população poderia colher algum benefício com a entrada de novos recursos nos cofres públicos seria através do aumento do salário mínimo ou da redução drástica nos impostos sobre alimentação, vestuário, combustíveis, etc. No entanto, até o momento, não há qualquer compromisso do futuro governo neste sentido. Os ministros indicados para pastas importantes são representantes de seus respectivos setores. Será preciso acompanhar de perto o que o futuro governo fará para oferecer benefícios diretos ao povo, sem intermediários.

No passado, os governos do PT concederam cerca de R$ 730 bilhões em incentivos para grupos econômicos. Além da garantia da obtenção de financiamentos para as campanhas do partido, havia a expectativa de que os incentivos seriam capazes de aquecer a economia com o aumento do consumo e a geração de mais empregos. Os empresários simplesmente embolsaram as 'vantagens' e não ofereceram nenhuma contrapartida para a sociedade, dona de todo aquele dinheiro. algo bastante previsível.

Se um produtor rural com plena capacidade instalada consegue produzir 'x' toneladas de soja por uma propriedade do tamanho 'y', nenhum incentivo será capaz de ampliar sua produtividade. O mesmo ocorre em qualquer planta industrial. As limitações do mercado de consumo impedem que a produção seja ampliada de forma agressiva. O excesso de oferta provocaria a redução dos preços e das margens de lucro. Nenhuma empresa estaria disposta a azedar o próprio negócio em troca de benefícios. Apesar disso, nenhuma empresa dispensa qualquer benefício que aumente seus lucros sem a necessidade de contratar mais empregados, comprar mais máquinas e produzir mais.

Num cenário em que grupos econômicos saem lucrando, grupos de comunicação vendem a imagem de prosperidade do país com relativo entusiasmo. Tudo depende de onde o dinheiro muda de lugar. O povo mesmo, só se beneficia quando há aumento de salário, redução da inflação e de impostos ou geração de empregos. Será preciso observar por qual caminho a equipe econômica do futuro governo conduzirá o país. Se para os ricos, para o povo ou para todos.

Fonte: Imprensa Viva

Corruptos acham seus crimes normais, mas comprometem 'a própria qualidade de nossa democracia', diz Gabriela Hardt

Terça, 25 de Dezembro de 2018


Em manifestação recente, a juíza responsável pela 13.ª Vara Federal do Paraná, Gabriela Hardt, revelou sua perplexidade com a frequência com que escândalos de corrupção alcançam a classe política e alertou que distribuição de propinas a dezenas de parlamentares compromete 'a própria qualidade de nossa democracia'

“Na assim denominada Operação Lava Jato, identificados elementos probatórios que apontam para um quadro de corrupção sistêmica, nos quais ajustes fraudulentos para obtenção de contratos públicos e o pagamento de propinas a agentes públicos, a agentes políticos e a partidos políticos, bem como o recebimento delas por estes, passaram a ser pagas como rotina e encaradas pelos participantes como a regra do jogo, algo natural e não anormal”, adverte Gabriela.

“Para o funcionamento do esquema criminoso, atuariam intermediadores de propinas, verdadeiros profissionais da lavagem de dinheiro”, anotou Gabriela Hardt. ao apontar um ponto sensível da Lava Jato, onde ocorreu grande volume de prisões decretadas durante todas as suas 57 etapas, desde março de 2014.

“Embora as prisões cautelares decretadas no âmbito da Operação Lava Jato recebam pontualmente críticas, o fato é que, se a corrupção é sistêmica e profunda, impõe-se a prisão preventiva para debelá-la, sob pena de agravamento progressivo do quadro criminoso.”

“Se os custos do enfrentamento hoje são grandes, certamente serão maiores no futuro”, adverte Gabriela. O país já paga, atualmente, um preço elevado, com várias autoridades públicas denunciadas ou investigadas em esquemas de corrupção, minando a confiança na regra da lei e na democracia’.

“Impor a prisão preventiva em um quadro de fraudes, corrupção, concussão e lavagem de dinheiro sistêmica é aplicação ortodoxa da lei processual penal.” A magistrada alertou para o fato "de que os desvios tenham sido utilizados para pagamento de propina a dezenas de parlamentares, comprometendo a própria qualidade de nossa democracia’.

Se por um lado, a classe política parece tentar vencer a população pelo cansaço através de sucessivos escândalos de corrupção, é importante que o cidadão continue dialogando sobre a política. Afinal, tudo que cerca a sociedade e a existência individual depende da classe política, responsável por zelar pelo dinheiro e pelos interesses do povo. Deixá-los de lado é tudo que querem.

Fonte: Imprensa Viva

Moro promete combater a "grande corrupção". Já a pequena corrupção...

Terça, 25 de Dezembro de 2018


O ministro da Justiça e Segurança Pública do governo do Bolsonaro, Sérgio Moro, manifestou sua preocupação em combater a "grande corrupção" em várias oportunidades desde que assumiu o compromisso com a pasta. Foram pelo menos cinco pronunciamentos, inclusive no exterior, nos quais Moro fez questão de distinguir a corrupção da "grande corrupção".

Estas declarações dão a entender que é impossível combater a 'pequena corrupção' no Brasil. A pequena corrupção da classe política, de setores do Judiciário, das forças policiais, etc. A ideia de que será preciso continuar convivendo com a 'pequena corrupção' é aterradora, pois é justamente ela, a 'pequena corrupção', que mais alcança o cidadão comum. Para um povo que aspira por mudanças culturais urgentes, a sugestão de que será preciso continuar convivendo com a 'pequena corrupção' nos gabinetes de vereadores, deputados estaduais, prefeituras e parlamentos de todo o país não é uma perspectiva alvissareira.

Apenas no serviço público federal, estadual e municipal, há mais de 8 milhões de servidores espalhados pelo país. O número de vereadores chega a 56.810 que atuam em 5.568 Câmaras Municipais. São 11.136 prefeitos e vices, 1.024 deputados estaduais, 54 governadores e vices e por fim, um presidente e seu vice.

Ao participar da terceira edição do Seminário Caminhos Contra A Corrupção, em Brasília, na semana passada, Moro declarou que “Tivemos grandes avanços, mas centrados nas cortes de Justiça. Mas faltou uma reação institucional do Congresso e do Executivo mais robusta em relação a essa grande corrupção. Eu pretendo ser um fator de modificação dessa relativa omissão dos poderes constituídos”, observou Moro.

A fala ocorreu dias após a divulgação de um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) que apontou movimentação atípica nas contas de um colaborador do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ). O mesmo relatório apontou uma série de movimentações suspeitas de repasses de uma secretária parlamentar do presidente eleito Jair Bolsonaro e até cheques na conta da futura primeira dama Michele Bolsonaro.

Os esquemas de 'rachid' nas casas legislativas do Brasil são considerados comuns por políticos e por pessoas que se prestam a emprestar seus nomes para figuraram como funcionários de gabinetes de parlamentares. Diante da possibilidade de 'desperdiçar' a verba a que tem direito, políticos lotam seus gabinetes com assessores dispostos a devolver boa parte de seus salários para o político. Não há como considerar tal prática como tolerável, uma vez que se trata de dinheiro público e exige a montagem de uma organização criminosa disposta a praticar crimes de falsidade ideológica, lavagem de dinheiro e corrupção para colocar as mãos em dinheiro do povo através da 'pequena corrupção'.

Um parlamentar chega a ter direito a mais de R$ 100 mil por mês para gastar com assessores. É dinheiro do povo que falta nas creches, escolas e hospitais. A 'pequena corrupção' é a que mais afeta a população, de modo geral.

Moro não abordou o escândalo do Coaf durante o evento, mas o homem encarregado de combater a corrupção no país afirmou que o Executivo e o Legislativo se omitiram no combate à corrupção e que um retrocesso em relação ao tema é “intolerável” e que “poderosos” não deixarão escapar oportunidades para tirar os avanços da Lava Jato.

O problema é que não são apenas os 'poderosos' que roubam o quanto podem do povo. Tem também os 'ladrões de galinhas' das casas legislativas que se valem de esquemas mequetrefes com laranjas e empregados fantasmas para aumentar os próprios rendimentos, que já são relativamente altos em comparação com a renda da maior parte da população do país.

“Não se enganem, a "grande corrupção" envolve pessoas poderosas, envolve interesses especiais, poder politico e econômico, que percebendo uma chance, de voltar ao status quo da impunidade e da grande corrupção, ou pelo menos para tirar avanços, não se enganem, essas oportunidades não vão ser perdidas”, afirmou ex-magistrado falou por cerca de 40 minutos.


Não houve espaço para perguntas e Moro foi embora assim que o evento acabou, sem conversar com a imprensa, acompanhado de seus seguranças. Esta parece ter sido uma condição para evitar questionamentos sobre o escândalo do Coaf que envolveu o presidente Jair Bolsonaro e seus familiares.

Qualquer cidadão sabe perfeitamente que a Justiça pode, a qualquer momento, determinar a quebra dos sigilos telefônicos, bancários e fiscais dos envolvidos. Há poucos meses, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Luis Roberto Barroso, determinou a quebra dos sigilos de um presidente da República em exercício. Qual o problema em quebrar o sigilo de um simples motorista e de um grupo de assessores de parlamentares? Será a tolerância com a "pequena corrupção"? Ninguém parece se importar com a incompatibilidade entre a renda e o patrimônio dos políticos no Brasil. Pessoas entram pobres na política, e em poucos mandatos, ultrapassam empresários que lutam há décadas sem conseguir juntar dois imóveis.

O país precisa urgentemente de Leis mais rígidas, caso queira minimizar o estrago causado pela corrupção, seja ela grande, média ou pequena. Os corruptos não se sentem intimidados, graças à tolerância de agentes públicos, proximidade com o Judiciário, certeza da impunidade e, quando são pegos, se safam com relativa facilidade. Numa relação custo benefício, o corrupto vê vantagem em acumular em pouco tempo o que não ganharia durante toda uma vida de trabalho. Nestes raros casos em que são pegos e punidos, ficar oito meses ou um ano preso, compensa.

Fonte: Imprensa Viva

Lula tem renda declarada de apenas R$ 3.753 mas movimentou R$ 52,3 milhões, segundo Coaf

Terça, 25 de dezembro de 20183


Desde o início da Operação Lava jato, as investigações sobre o ex-presidente Lula já revelaram uma série de indícios de sua frenética atividade supostamente criminosa. Em um dos desdobramentos das investigações, o ex-presidente foi identificado pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) como responsável por transações bancárias com indícios de irregularidades. 

Segundo o órgão de inteligência do Ministério da Fazenda, o ex-presidente Lula, figura entre as 103 pessoas detectadas por operações financeiras suspeitas.

O órgão detalhou as movimentações financeiras do líder petista. As irregularidades vão de transações incompatíveis com o patrimônio, saques em espécie, resistência em informar o motivo da transação e a incapacidade de comprovar a origem legal dos recursos. O relatório, com todos os dados, foi enviado à CPI do BNDES.

Entre as transações incompatíveis com o patrimônio, o Coaf constatou que ex-presidente Lula aplicou R$ 6,2 milhões em um plano de previdência privada da seguradora BrasilPrev. Por se tratar de uma operação de mais de R$ 1 milhão no mercado segurador, logo entrou no radar do Coaf. Lula investiu ainda cerca de R$ 13 milhões em aplicações financeiras não especificadas.

Ainda segundo o órgão, a maior parte da movimentação financeira de Lula tem como origem a empresa L.I.L.S Palestras, Eventos e Publicações. A empresa também entrou na mira do Coaf por operações suspeitas.Em um intervalo de apenas quatro anos, entre 2011 e 2015, a pequena empresa Lula movimentou R$ 52,3 milhões. Também foi identificado que um dos maiores pagadores da empresa de Lula foi a construtora Odebrecht, envolvida em esquemas de desvios na Petrobras.
Outra operação que chamou atenção do Coaf reforçou as suspeitas sobre a verdadeira identidade do dono de um sítio em Atibaia.

Lula fez um repasse de R$ 48 mil à empresa Coskin Assessoria e Consultoria Empresarial, cujo capital social é de R$ 2 mil. A empresa pertence a Fernando Bittar, o suposto dono do sítio cuja propriedade sempre foi atribuído a Lula e este sempre negou. É a primeira prova material da relação dos dois. Bittar é sócio de um dos filhos de Lula.
Também foram identificadas transferências de contas no Banco do Brasil para Lula e seus filhos no valor de R$ 1,5 milhão. A que mais recebeu dinheiro foi Lurian Cordeiro Lula da Silva, R$ 365 mil, em seguida Luis Claudio Lula da Silva, dono da LFT Marketing esportivo: R$ 209 mil.

Todas as operações financeiras de Lula foram apontadas como suspeitas. Tanto as entradas e saídas de dinheiro na LILS foram caracterizadas como incompatíveis pelo Coaf. De acordo com o relatório do conselho, houve “movimentação de recursos incompatível com o patrimônio, a atividade econômica ou ocupação profissional e a capacidade financeira do cliente”. Lula, apesar de ter movimentado R$ 52,3 milhões entre crédito e débito, tem uma renda mensal declarada de apenas R$ 3.753,36.

Fonte: Síntese News 

Carlos Alberto tira o chapéu para Bolsonaro “ainda não tomou posse e já está mudando o Brasil”

Terça, 25 de dezembro de 2018


No quadro Pra Quem Você Tira o Chapéu, um clássico do Programa Raul Gil, o apresentador Carlos Alberto de Nóbrega tirou o chapéu para o presidente eleito Jair Bolsonaro.

Carlos Alberto contou que inicialmente não votaria em Bolsonaro, mas que a possibilidade de tirar o PT do poder logo no primeiro turno fez com que ele mudasse de ideia.

Carlos Alberto elogiou a equipe econômica de Bolsonaro e se mostrou bastante satisfeito com a mudança no cenário de investimentos no Brasil, mesmo antes da posse de Jair.

Assista:

Jair Bolsonaro usou seu espaço no Twitter para agradecer “Obrigado pela consideração Carlos Alberto Nóbrega! Um forte abraço!”

Informação do SBT / republicadecuritiba.net

Bretas Parte Pra Cima De Zanin, Advogado De Lula Pode Virar Réu Por Embolsar R$ 68 Milhões Da Fecomércio

Terça, 25 de dezembro de 2018


O advogado petista Cristiano Zanin que insultou de maneira indecorosa e indecente o Juiz da lava jato, terá que se explicar em seus eventuais malfeitos com Marcelo Bretas, tudo isso porque a lava jato abriu uma investigação com uma operação exclusiva nos escritórios de advocacia beneficiado com os repasses da Fecomércio- RJ.

O escritório Teixeira e Martins foi o principal beneficiado do esquema , embolsando nada mais nada menos do que R68 Milhões de reais.

Bretas estará na presidência dos autos que apuram a conduta do advogado Zanin, que defende o Lula “ladrão”, e agora teve problemas por ter recebido o valor de R$ 68 milhões de reais da Fecomércio.

Zanin pode virar réu a qualquer momento….

Segura essa Zanin!!

Fonte: https://noticiabrasilonline.com/

Advogado De Cabral Vai Deixar A Defesa, Por Não Concordar Com Os Novos Planos Do Ex-Governador Em Deletar O Judiciário

Terça, 25 de dezembro de 2018


A mudança na estratégia de defesa do ex-governador do Rio Sérgio Cabral (MDB), que optou por tentar um acordo de delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF) — a informação foi revelada neste domingo pelo colunista do GLOBO Lauro Jardim —, vai provocar uma alteração na equipe que defende o emedebista nos processos da Operação Lava-Jato . O advogado Rodrigo Roca, que assumiu o caso em meados de 2017, resolveu deixar a defesa, por não concordar com os novos planos do ex-governador.

SEM ALTERNATIVA – Com a recente condenação em segunda instância no processo da Operação Calicute e a colaboração premiada de Carlos Miranda, seu ex-operador financeiro, Sérgio Cabral viu se estreitarem os caminhos de sua defesa pelas vias fora da delação.

Entre as promessas do ex-governador, estão revelações sobre corrupção no Poder Judiciário e entre ex-integrantes do alto escalão do Ministério Público do Estado do Rio — o ex-procurador-geral de Justiça Cláudio Lopes chegou a ser preso sob a acusação de receber uma mesada para proteger o ex-governador e seu grupo político.

Também está no cardápio a compra de votos para a organização dos Jogos Olímpicos do Rio, em 2016. O esquema já foi alvo do MPF na Operação Unfair Play — Cabral é réu no processo —, e a possível nova postura sobre os Jogos representaria uma mudança brusca em relação a outras declarações dele sobre o tema. Em agosto, ao juiz Marcelo Bretas, o ex-governador classificou de “preconceito racial” a denúncia de que países africanos haviam vendido o voto. Segundo os investigadores, a propina foi paga pelo empresário Arthur Soares, o Rei Arthur, que mantinha diversos contratos com o estado.

A DELAÇÃO – Professor de Direito Penal da UFRJ, Francisco Ortigão explica que os possíveis benefícios estarão relacionados com a “efetividade” do que Cabral pretende contar.

— Em relação aos processos em que já foi condenado, ele pode ter o benefício no cumprimento da pena, como uma progressão de regime diferenciada. Sobre novas revelações, ele pode ter perdão em determinados crimes e redução de até dois terços na pena privativa de liberdade. O que ele não pode ter é imunidade processual, porque a acusação sustenta que ele é o líder da organização criminosa.

A possível delação representa uma nova alteração na estratégia de defesa de Cabral, cujas penas somadas na Lava-Jato já ultrapassam 197 anos. No início, o ex-governador negava ter cometido qualquer crime; depois, passou a admitir que usou para fins pessoas recursos de caixa dois de campanhas eleitorais; recentemente, decidiu ficar em silêncio nos depoimentos — na semana passada, uma audiência da Operação Ponto Final foi adiada após Cabral e outro réu informarem previamente que não responderiam às perguntas.

PRISÃO DOMICILIAR – Em outro momento, Cabral chegou a propor a autoridades da Lava-Jato a confissão de crimes em troca da prisão domiciliar, mas a conversa não prosperou.

Quem estará à frente das negociações para a delação é o advogado João Bernardo Kappen, que já tem em mãos uma procuração que dá a ele poderes para representar Cabral nas conversas com o MPF no Rio e com a Procuradoria-Geral da República (PGR). Neste domingo, Kappen confirmou a nova missão, mas ressaltou que o trabalho ainda está em “fase muito inicial”. O MPF não comenta negociações em andamento. Caso o acordo seja de fato firmado, ele precisa ser homologado pela Justiça para que o delator tenha direito aos benefícios.

Via: noticiabrasilonline.com

Contato : (84) 9 9151-0643

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