Quarta, 05 de agosto de 2026
Ao ilustrar o cenário, o ministro soltou uma frase assustadora:
"Me perguntaram se os Estados Unidos quisessem invadir o Brasil, o que é que eu faria. Temos que abrir o portão. O Brasil não tem equipamento para enfrentá-lo, nem tem dinheiro para consertar o portão", afirmou.
Segundo José Múcio, a limitação orçamentária compromete a capacidade de planejamento das Forças Armadas e dificulta a modernização de equipamentos, sistemas e tecnologias estratégicas. Na avaliação do ministro, a falta de previsibilidade nos recursos destinados ao setor impede investimentos de longo prazo.
Durante sua exposição, ele destacou que o Brasil atualmente direciona cerca de 1% do Produto Interno Bruto (PIB) para a área de Defesa, percentual que, segundo o ministro, está abaixo do observado em diversos outros países.
Ao justificar a necessidade de fortalecer a capacidade militar brasileira, Múcio ressaltou que o objetivo não é preparar o país para conflitos, mas garantir poder de dissuasão, preservar a soberania nacional e estimular o desenvolvimento tecnológico associado ao setor de Defesa.
O ministro também comparou os investimentos militares à contratação de um plano de saúde, argumentando que a preparação deve existir mesmo quando não há expectativa de utilização imediata.
"Investir em defesa é como um plano de saúde. A gente escolhe o melhor, torcendo para não precisar usar", afirmou.
Fonte: Jornal da Cidade Online

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