Segunda, 02 de fevereiro de 2026
O episódio foi registrado em relatório encaminhado pela PMDF ao Supremo Tribunal Federal (STF). Conforme descrito no documento, o carro oficial — um GM Equinox com placa institucional número 38 — estacionou nas proximidades da unidade prisional para deixar o senador. Após a saída de Magno Malta do veículo, o motorista passou a filmar a área externa da Papudinha.
A guarnição de serviço flagrou o início das gravações e realizou a abordagem. Os policiais alertaram que a captação de imagens poderia representar risco à segurança da unidade de custódia, do Complexo Penitenciário da Papuda como um todo e também à integridade dos agentes que atuam no local. Diante da orientação, o motorista interrompeu imediatamente a filmagem.
O caso ocorreu no dia 17 de janeiro, mesma data em que o senador tentou acessar a Papudinha sem autorização judicial. Atualmente, há determinação da Vara de Execuções Penais (VEP) que proíbe a realização de registros audiovisuais no entorno de estabelecimentos prisionais, independentemente de a custódia de Bolsonaro estar sob responsabilidade direta do STF.
A partir dessas informações enviadas ao Supremo, o ministro Alexandre de Moraes, relator dos processos relacionados à tentativa de golpe, decidiu negar o pedido de visita feito por Magno Malta ao ex-presidente.
Segundo os relatos da PMDF, ao chegar à unidade prisional, o senador foi informado de que apenas familiares previamente autorizados podem realizar visitas regulares. Qualquer outra visita, inclusive de autoridades, depende de cadastro específico e autorização judicial expressa.
Ainda conforme o registro policial, Magno Malta questionou a restrição imposta e, posteriormente, solicitou permissão para realizar uma oração no 19º Batalhão da Polícia Militar (19º BPM). O pedido também foi negado. O impasse entre o senador e os agentes de segurança teria se prolongado por cerca de 30 minutos, até o encerramento da ocorrência.
Fonte: Jornal da Cidade Online

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