Segunda, 02 de fevereiro de 2026
Rebeca Palis, servidora de carreira que estava à frente da área há mais de uma década, foi comunicada da decisão pela direção do IBGE no dia 19 de janeiro, sem que motivos detalhados fossem divulgados oficialmente. A troca ocorre a pouco mais de um mês da divulgação dos dados de crescimento econômico de 2025, marcada para o início de março.
A decisão provocou reação entre técnicos e dirigentes sindicais, que veem a movimentação como um sinal de desgaste na relação entre corpo técnico e gestão. Vários funcionários da área técnica deixaram seus cargos em solidariedade à ex-coordenadora nas semanas seguintes à exoneração.
O Sindicato Nacional dos Trabalhadores do IBGE (Assibge-SN) também criticou a direção do instituto, liderada pelo lulopetista Márcio Pochmann, classificando os atos como expressão de um clima de retaliação e falta de transparência. Em nota, a entidade relatou episódios que considerou arbitrários e destacou um ambiente de “caça às bruxas” contra servidores que levantam críticas ou questionam decisões da atual gestão.
Ainda segundo o sindicato, a troca na coordenação técnica foi realizada sem um plano de transição claro, o que teria fragilizado equipes já sobrecarregadas.
A crise interna levanta questionamentos sobre possíveis efeitos na produção de estatísticas oficiais e sobre a condução técnica do órgão, justamente em um momento crítico para a economia brasileira.
Fonte: Jornal da Cidade Online

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