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quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

Vaza opinião bizarra de ministros do STF sobre atitudes de Toffoli no caso Master

Quinta, 01 de janeiro de 2025




Diz o artigo:

Além disso, ministros falam nos bastidores sobre a expectativa de virem à tona novas revelações com potencial para deixar o tribunal mais vulnerável a críticas.

Também paira sobre o Banco Central o temor de que Toffoli anule a liquidação do Master, como informou o colunista Alvaro Gribel. Nesse caso, haveria a possibilidade de técnicos do Banco Central serem transformados em investigados. As apurações da autarquia encontraram R$ 12,2 bilhões em créditos podres revendidos ao BRB.

Em caráter reservado, dois ministros do STF dizem que a pressão da imprensa pode frear os ânimos de Toffoli. Na Corte, há quem considere que o colega conduziu as investigações de forma atípica. Ele levou o caso para o Supremo, decretou alto grau de sigilo e determinou uma acareação antes mesmo de colher os depoimentos dos investigados.

Em um pequeno recuo, o ministro permitiu que a Polícia Federal realizasse primeiro os interrogatórios para, depois, avaliar a necessidade de proceder com a acareação no mesmo dia. Tudo isso durante o recesso de fim de ano - outro fator que contribui para a atipicidade das medidas adotadas até agora.

Para tornar o caso ainda mais peculiar, Toffoli voou no mesmo avião que um dos advogados do caso Master. A isenção do STF para conduzir o caso também foi levantada a partir da informação de que a advogada Viviane de Moraes, casada com o ministro Alexandre de Moraes, mantém um contrato de R$ 129 milhões com o banco.

Historicamente, o recesso do STF é comandado pelo presidente da Corte, que só atua em casos considerados urgentes. Nos últimos anos, ministros optaram por trabalhar durante o plantão. Dessa forma, podem despachar em processos dos quais são relatores. Toffoli e Moraes estão nesse time.

Entretanto, nem todo ministro do Supremo critica Toffoli. Também existe um grupo que considera a acareação importante para que se possa conhecer as versões dos representantes do Banco Central, do BRB e do Master. Reservadamente, um ministro afirmou ao Estadão que não haveria problema algum a realização do procedimento durante o recesso - muito embora a prática seja incomum.

Fonte: Jornal da Cidade Online

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