Quinta, 01 de janeiro de 2026
O segundo fugitivo é Gildásio Silva Assunção, de 47 anos, que também responde por homicídio e acumula penas que somam 46 anos de reclusão. Segundo informações da Secretaria da Segurança Pública do Tocantins (SSP), ambos cumpriam pena em regime fechado e são apontados como integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
De acordo com a SSP, a fuga ocorreu após os presos conseguirem serrar as grades de uma das celas. Em seguida, eles teriam utilizado uma corda improvisada com lençóis para escalar o alambrado da unidade prisional durante a noite. A ausência dos detentos só foi constatada na manhã seguinte, durante a conferência de rotina.
Desde então, forças de segurança estaduais seguem mobilizadas nas buscas, com atenção especial à região sul do Tocantins, onde há maior concentração das operações. Até o momento, nenhum dos foragidos foi localizado.
Renan Barros da Silva passou a ser classificado como serial killer pela polícia após matar três homens e deixar outro gravemente ferido. Em 2023, ele foi condenado por três homicídios duplamente qualificados e por ocultação de cadáver. Na ocasião, o Ministério Público descreveu o réu como alguém com perfil sádico e comportamento extremamente violento.
Já Gildásio Silva Assunção possui quatro condenações criminais, incluindo homicídio, e também era considerado de alta periculosidade pelas autoridades.
A Secretaria da Cidadania e Justiça (Seciju) informou que os dois presos haviam sido transferidos recentemente de pavilhão e que, no dia da fuga, estavam alocados em uma cela separada por questões disciplinares. O órgão determinou a abertura imediata de um procedimento administrativo para apurar as circunstâncias da fuga e investigar como os materiais utilizados foram introduzidos no interior da cela. Após o episódio, a segurança da Unidade Prisional de Cariri foi reforçada.


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