Sexta, 20 de março de 2026
De um lado, o Planalto tenta conter o desgaste provocado pelo episódio envolvendo Lulinha; de outro, partidos do Centrão buscam evitar que a comissão continue revelando conexões incômodas em pleno ano eleitoral.
O apoio à prorrogação é concentrado sobretudo em parlamentares do PL, do Novo e de parte da direita no Congresso. A leitura entre governistas é que a CPI passou a gerar desgaste direto ao Palácio do Planalto após se aproximar do entorno do presidente Lula.
A decisão da CPI de recorrer ao STF agravou ainda mais o cenário. O presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), ingressou com um mandado de segurança ao lado do relator Alfredo Gaspar (União-AL) e do deputado Marcel Van Hattem (Novo-RS), pedindo que o ministro André Mendonça determine a prorrogação.
No recurso, os parlamentares alegam “ato omissivo” da Mesa Diretora e de Alcolumbre, sob o argumento de que o requerimento protocolado em dezembro não foi sequer lido em plenário.
A iniciativa foi recebida com irritação pela cúpula do Congresso, que vê na judicialização uma tentativa de contornar a condução interna do Legislativo. O gesto ampliou o desgaste político em torno da CPI.

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