Domingo, 12 de julho de 2026
Na decisão, o magistrado também determinou que não seja emitido um novo passaporte em nome do investigado. Além disso, advertiu que o eventual descumprimento das medidas impostas poderá levar à decretação de sua prisão preventiva.
A Polícia Federal informou ao STF que Thiago Miranda tinha uma viagem para Miami, nos Estados Unidos, marcada para segunda-feira (13). Para os investigadores, havia “sério risco” de que o publicitário deixasse o país para evitar o andamento das investigações.
Segundo a corporação, outros fatores reforçam essa avaliação. Entre eles estão as constantes trocas de aparelhos celulares, o encerramento repentino das atividades de sua agência de comunicação e o cancelamento de uma viagem ao Rio de Janeiro na véspera da operação de busca e apreensão realizada pela PF na quinta-feira (9).
Thiago Miranda é investigado por suspeita de coordenar uma rede de influenciadores digitais que teria atuado nas redes sociais com o objetivo de desgastar a credibilidade do Banco Central (BC) durante as negociações envolvendo a compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB). De acordo com a investigação, as ações contariam com o aval do banqueiro Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master.
Outro elemento citado pela Polícia Federal é um contrato firmado em 31 de março entre Thiago Miranda e Daniel Vorcaro, já após a prisão do empresário, para a produção de um documentário sobre o chamado “Caso Banco Master”.
Conforme a investigação, esse projeto seria uma evolução do denominado “Projeto DV”, apresentado inicialmente como uma estratégia voltada à reconstrução da imagem institucional do Banco Master. Posteriormente, segundo a PF, a iniciativa teria passado a incluir o levantamento de informações privadas de jornalistas considerados críticos ao grupo investigado.
Com a decisão de André Mendonça, Thiago Miranda permanece impedido de deixar o Brasil enquanto estiverem em vigor as medidas cautelares determinadas no âmbito das investigações conduzidas pela Polícia Federal e supervisionadas pelo Supremo Tribunal Federal.
Fonte: Jornal da Cidade Online

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