Domingo, 08 de fevereiro de 2026
O próprio presidente da Eletronuclear, Alexandre Caporal, disparou o alarme:
"Podemos ser os Correios amanhã".
A obra da terceira usina nuclear de Angra está parada desde a Lava Jato, mas consome R$ 1 bilhão por ano do caixa da empresa. Desse valor, 80% vai para pagar dívidas com Caixa e BNDES, e o restante para manter 14 mil equipamentos que ninguém liga.
A conta é brutal: R$ 7 bilhões emprestados de bancos públicos, obra 67% concluída e nenhuma decisão do governo sobre o que fazer. Caporal avisa que em até três meses a estatal pode ficar inadimplente. Se os bancos anteciparem a cobrança, o efeito dominó atinge Angra 1 e Angra 2 — as usinas que de fato geram energia para milhões de brasileiros. Não estamos falando de encomenda atrasada como nos Correios. Estamos falando de energia elétrica e segurança nacional.
O dilema é claro: terminar a obra exige investimento pesado, abandonar significa jogar fora quatro décadas de construção, e não fazer nada — que é a especialidade deste governo — quebra a empresa em questão de semanas. Enquanto os Correios já acumulam R$ 6 bilhões de prejuízo, mais uma estatal caminha para o mesmo destino. E a conta, como sempre, vai para quem paga imposto.
Fonte: Jornal da Cidade Online

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