Domingo, 11 de janeiro de 2026
“Emissários não oficiais preencheram o vazio. Entre eles estava o bilionário brasileiro Joesley Batista, que chegou à capital venezuelana, Caracas, no final de novembro com a missão de convencer Maduro a deixar o poder.
Entre os pontos discutidos naquele dia estava um plano para o presidente renunciar, de acordo com três pessoas familiarizadas com o encontro.
Maduro recebeu uma oferta para se exilar na Turquia ou em outro país disposto a recebê-lo, afirmaram duas dessas pessoas. A Embaixada da Turquia em Washington não respondeu a um pedido de comentário.
Uma possível negociação de asilo para Maduro na Turquia estava em discussão pelo menos desde novembro, segundo a pessoa a par das deliberações da administração Trump, incluindo “garantias” de que ele não seria extraditado para os Estados Unidos.
Mas o ex-líder agora preso e sua esposa reagiram com indignação, segundo as três fontes.
Batista, magnata do setor de carne com interesses comerciais tanto nos Estados Unidos quanto na Venezuela, já havia atuado anteriormente como intermediário em negociações sobre tarifas que Trump havia imposto a produtos brasileiros. Ele chegou a Caracas com uma lista de quatro pontos — incluindo a insistência em acesso americano a minerais de terras raras e petróleo, o rompimento com Cuba (aliado histórico da Venezuela) e a saída de Maduro do país —, segundo uma pessoa a par do encontro.
Após a viagem, Batista transmitiu suas conclusões à administração Trump, afirmou o alto funcionário da Casa Branca. Ele ‘não estava agindo a mando dos Estados Unidos’, disse o oficial, mas suas conclusões foram ‘levadas em consideração’.”



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