Sexta, 20 de janeiro de 2026
O presidente dos EUA, Donald Trump, renovou as ameaças de atacar o Irã caso o país não concorde em negociar um novo acordo nuclear, enquanto as forças dos EUA realizam um exercício aéreo de vários dias no Oriente Médio, reforçando a presença militar de Washington na região.
Os exercícios têm como objetivo aprimorar a capacidade da Força Aérea dos EUA de deslocar rapidamente pessoal e aeronaves, operar a partir de locais dispersos e manter as operações com uma pegada mínima, informou o Comando Central das Forças Aéreas dos EUA, o componente da Força Aérea dos EUA para o Oriente Médio e Ásia Central, na segunda-feira (26).
O exercício também demonstra a capacidade dos aviadores de gerar missões de combate sob condições exigentes ao lado de parceiros, garantindo que o poder aéreo permaneça pronto quando e onde for necessário.
Trump, na quarta-feira (28), reiterou seu aviso da semana passada de que uma “armada” está se dirigindo para o Irã e ameaçou uma possível ação militar após a repressão brutal do regime a uma onda de protestos antigoverno.
Sua última ameaça exigiu que o Irã se sentasse à mesa de negociações para alcançar um acordo nuclear “justo e equitativo”, ou então “o próximo ataque será muito pior” do que os ataques dos EUA no ano passado às instalações nucleares iranianas.
“O tempo está se esgotando”, postou Trump no Truth Social.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, alertou que as forças armadas do país estão totalmente preparadas para responder “imediata e poderosamente” a qualquer agressão contra o território, o espaço aéreo ou as águas do Irã. Mas ele também reiterou a disposição do Irã de alcançar um acordo nuclear justo e equitativo.
Kazem Gharibabadi, vice-ministro das Relações Exteriores do Irã, disse que não estão ocorrendo negociações com os EUA, mas que “mensagens indiretas estão sendo trocadas”.
“Se eles afirmam querer negociações, devem parar de fazer ameaças”, postou ele no X.
As tensões sobre o programa nuclear do Irã têm escalado progressivamente desde que Trump retirou os Estados Unidos do acordo nuclear de 2015 com o Irã, em 2018, e reimpos o regime de sanções. A administração Trump argumentou que o Irã busca eventualmente produzir armas nucleares, o que o Irã tem negado repetidamente.O grupo de ataque do porta-aviões USS Abraham Lincoln já chegou, de acordo com uma postagem de segunda-feira do CENTCOM (Comando Central), que supervisiona as forças dos EUA no Oriente Médio e no Oeste e Centro da Ásia.
CNN

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