martins em pauta

sexta-feira, 27 de março de 2026

Magistrados reclamam de ‘severa redução remuneratória’ com decisão do STF sobre penduricalhos

Sexta, 27 de março de 2026

Foto: Gustavo Moreno/ST

A Associação dos Magistrados Brasileiros criticou a decisão do Supremo Tribunal Federal que limitou os penduricalhos pagos às carreiras da Justiça, afirmando que a medida implica “redução remuneratória imediata” e atinge “direitos reconhecidos”.

De acordo com os magistrados, a decisão do STF tem largos “efeitos”. “Afeta a previsibilidade do regime jurídico da magistratura, impacta a atratividade da carreira e tende a produzir reflexos na organização e na eficiência da prestação jurisdicional” sustenta.

Em julgamento nesta quarta, o STF estabeleceu um teto de 70% para o pagamento de indenizações à magistratura e às carreiras do Ministério Público enquanto o Congresso Nacional não editar lei sobre os penduricalhos. Considerando os valores máximos das indenizações autorizadas, a remuneração máxima da magistratura a partir de abril será de R$ 78,7 mil.

A Corte máxima fixou quais indenizações podem ser pagas, no limite de 35% do valor do subsídio do magistrado. Ainda estabeleceu um teto à parte, também de 35%, para o pagamento do adicional por tempo de serviço, que foi rebatizado como parcela de valorização por tempo de antiguidade na carreira. O benefício é calculado de acordo com o tempo de servido de cada magistrado – 5% a cada cinco anos.

Em nota, AMB citou o “enfraquecimento” da magistratura e invocou “condições institucionais necessárias ao adequado funcionamento do Poder Judiciário”.

A entidade que congrega associações de diferentes ramos da justiça destacou que a “defasagem remuneratória relevante” da magistratura em contraposição com a “elevada carga de trabalho” da classe.

“Causa perplexidade que a via que admite a criação de deveres, não seja admitida também para a regulação de direitos. O julgamento tende a intensificar esse contexto de perda”, sustenta.

A entidade defendeu, especificamente um dos penduricalhos que agora foi extinto pelo STF: a licença compensatória. O benefício foi criado pelo Conselho Nacional de Justiça. Segundo a decisão do STF, só são permitidas indenizações criadas por lei promulgada pelo Congresso Nacional.

A AMB defendeu o benefício, afirmando que ele foi criado como ” mecanismo de compensação pelo exercício de atividades extraordinárias”. A entidade diz que os magistrados brasileiros convivem com “excesso de trabalho” que “impacta também a saúde” dos mesmos.

O Globo


STF avalia que impeachment e CPI do Master ficam suspensos agora, mas avançam em 2027

Sexta, 27 de março de 2026

Foto: Wilton Júnior

Ministros e assessores do Supremo Tribunal Federal avaliam que a proposta de criar uma CPI para investigar os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli no caso Banco Master não deve avançar em 2026. A mesma avaliação vale para pedidos de impeachment.

Nos bastidores, porém, integrantes da Corte acreditam que a pressão deve crescer a partir de 2027, com um possível aumento de parlamentares de direita no Congresso após as eleições.

A avaliação é que o tema será explorado politicamente durante a campanha, principalmente por grupos ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que priorizam o Senado por seu papel em processos contra ministros do STF.

Apesar de já haver assinaturas para a criação da CPI, a expectativa é que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, segure o avanço da proposta. O mesmo deve ocorrer com pedidos de impeachment.

Dois fatores pesam contra o andamento dessas iniciativas agora:

  • As investigações sobre o Banco Master ainda não foram concluídas e já atingem parlamentares, o que pode desestimular o Congresso;

  • O calendário eleitoral deve esvaziar o Legislativo no segundo semestre, dificultando votações.

Mesmo assim, o senador Alessandro Vieira, que defende a CPI, mantém o discurso de cobrança e fala em possível envolvimento de ministros, embora ressalte a necessidade de provas.

Hoje, há 97 pedidos de impeachment contra ministros do STF parados no Congresso. Só neste ano, foram 11 novos pedidos — seis contra Moraes e cinco contra Toffoli.

Dentro do Supremo, a avaliação é de que a crise é grave, mas ainda sem solução definida.

Toffoli já se afastou de processos ligados ao Banco Master para reduzir a pressão política. Moraes, por não fazer parte da 2ª Turma, também não participa diretamente desses julgamentos.

O caso ganhou força após revelações envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro, incluindo:

  • um contrato milionário entre o banco e a advogada Viviane de Moraes, esposa de Alexandre de Moraes;

  • troca de mensagens entre o ministro e o empresário no dia da primeira prisão dele.

Levantamentos recentes indicam piora na imagem do STF: sete dos dez ministros tiveram aumento na percepção negativa, e dois em cada três brasileiros acreditam haver algum nível de envolvimento de integrantes da Corte no caso.


PESQUISA ATLASINTEL: Corrupção lidera ranking das preocupações dos brasileiros, com 59,9%

Sexta, 27 de março de 2026

Foto: Marcos Santos/USP Imagens

A corrupção passou a ser a principal preocupação dos brasileiros, segundo pesquisa da AtlasIntel em parceria com a Bloomberg, divulgada nesta quinta-feira (26).

O tema foi citado por 59,9% dos entrevistados — alta de 5,6 pontos percentuais em relação a fevereiro.

De acordo com o levantamento, a reta final da CPMI do INSS ajudou a ampliar a visibilidade do tema e a colocá-lo no centro do debate público.

A criminalidade e o tráfico aparecem em segundo lugar, com 53%, praticamente estável.

Já economia e inflação vêm bem atrás, com 24,9%, apesar de também registrarem alta.

Na sequência, aparecem:

  • saúde (18,6%);

  • violência contra a mulher e feminicídio (14,9%);

  • extremismo e polarização política (13,1%).

Na outra ponta, as menores preocupações citadas foram:

  • estradas, portos e aeroportos (0,7%);

  • mudança de valores tradicionais (1,1%);

  • violência policial (3%).

O levantamento entrevistou uma amostra de 5.028 respondentes entre o público alvo da população adulta brasileira. A metodologia foi recrutamento digital aleatório. A margem de erro é de 1 ponto porcentual para mais ou para menos e o nível de confiança é de 95%. O período de coleta foi de 18 a 23 de março.


Na reta final da janela partidária, nominata do MDB se consolida como uma das mais atrativas das Eleições 2026

Sexta, 27 de março de 2026

Foto: Divulgação

A poucos dias do encerramento da janela partidária, previsto para o próximo dia 3 de abril, a nominata do MDB se consolida como uma das mais atrativas para as Eleições de 2026 no Rio Grande do Norte. Com um grupo competitivo e bem estruturado, o partido está próximo de fechar os 25 nomes da nominata e trabalha com a possibilidade concreta de eleger até quatro deputados estaduais.

Encabeçada pelo presidente estadual da sigla, Walter Alves, a nominata reúne nomes de peso e forte presença política em diversas regiões do estado. Entre os destaques estão ex-prefeitos, lideranças políticas, ex-deputado, vereadores e ex-vereadores que fortalecem ainda mais o grupo.

De acordo com projeções internas, o cenário é bastante favorável. A estimativa é de que o segundo candidato eleito pela legenda precise alcançar cerca de 25 mil votos, enquanto o terceiro nome da nominata pode garantir uma vaga na Assembleia Legislativa com aproximadamente 18 mil votos. Números considerados viáveis diante da densidade eleitoral dos pré-candidatos.

O desempenho promissor é resultado de um trabalho de articulação política conduzido por Walter Alves, que vem aglutinando lideranças expressivas e ampliando a capilaridade do MDB em todas as regiões do estado. A estratégia tem como foco montar uma nominata competitiva e equilibrada, capaz de maximizar o desempenho do partido nas urnas.

Com esse cenário, a expectativa é de que o MDB surpreenda nas Eleições marcadas para o dia 4 de outubro de 2026, consolidando-se como uma das principais forças políticas na disputa proporcional no Rio Grande do Norte.


Fonte: Blog do BG


Militar da Aman morre estranhamente durante treinamento físico em piscina (veja o vídeo)

Sexta, 27 de março de 2026




O mal-estar ocorreu durante a Avaliação Formativa de Treinamento Físico Militar. A atividade acontecia na piscina da Seção de Educação Física da academia. Pablo recebeu atendimento imediato no local. Uma ambulância foi acionada para prestar socorro.

O cadete foi levado para um hospital particular em Resende. Ele permaneceu internado até a quarta-feira. A Aman não divulgou detalhes sobre a causa do mal-estar ou sobre o quadro clínico que levou ao óbito.

A academia informou que a atividade seguia os protocolos de segurança da instituição. Havia guarda-vidas presentes no local durante o treinamento. Uma equipe de apoio de saúde também estava disponível para atender emergências.

A Academia Militar das Agulhas Negras instaurou um Inquérito Policial Militar para apurar as circunstâncias do ocorrido. A investigação busca esclarecer os detalhes do incidente. O inquérito analisará todos os procedimentos adotados durante a avaliação física e as condições em que a atividade foi realizada.

Em nota oficial, a Aman manifestou pesar pela morte de Pablo Carvalho da Silva. A instituição expressou solidariedade aos familiares, amigos e companheiros de curso do cadete.

"A Academia presta todo o apoio necessário à família, reafirmando seu compromisso com a assistência e o amparo neste momento difícil", declarou a Aman.

Veja o vídeo:

Mulher trans consegue na Justiça obrigar a Unimed a autorizar exame de próstata

Sexta, 27 de março de 2026



A operadora havia negado a cobertura. O argumento apresentado foi que os procedimentos seriam "incompatíveis" com o gênero feminino registrado no cadastro da segurada. A recusa baseou-se exclusivamente no registro civil feminino da paciente.

A negativa motivou recurso ao tribunal. A decisão reverteu entendimento de primeira instância contrário à paciente. Os desembargadores rejeitaram por unanimidade a tese da operadora de saúde.

O colegiado considerou a recusa abusiva. A determinação estabeleceu a cobertura imediata dos exames solicitados. O acórdão destacou que o acesso à saúde não pode sofrer limitações em razão do gênero registrado em documentos oficiais.

A fundamentação utilizou entendimento do Supremo Tribunal Federal sobre o tema. Segundo a decisão do STF citada pelo tribunal fluminense, o sistema de saúde brasileiro tem obrigação de garantir atendimento a pessoas trans. A garantia vale tanto para o sistema público quanto para o privado. O atendimento deve ocorrer sem constrangimentos ou restrições baseadas em identidade de gênero.

A Unimed Nacional deve autorizar imediatamente os exames de PSA solicitados. O descumprimento da determinação judicial acarretará aplicação de multa. A operadora pode apresentar recurso contra a decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro.

Juristas que acompanham o caso avaliam que a decisão representa avanço na consolidação de jurisprudência. A expectativa é que o entendimento contribua para coibir negativas de cobertura fundamentadas em identidade de gênero dos beneficiários de planos de saúde.

Fonte: Jornal da Cidade Online

Contato : (84) 9 9151-0643

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