martins em pauta

sábado, 10 de janeiro de 2026

Lula vira diplomata de Maduro e recebe agradecimento da Venezuela por criticar EUA

Sábado, 10 de janeiro de 2026

Foto: Divulgação

Enquanto Nicolás Maduro ainda tentava se recuperar após ser capturado pelos Estados Unidos, o presidente Lula já colecionava elogios de Caracas. Nesta sexta-feira (9), o chanceler venezuelano Yván Gil se reuniu com a embaixadora do Brasil, Glivânia Maria de Oliveira, para agradecer a “firme posição” do petista contra a ação americana.

No encontro, Yván Gil reforçou que Brasil e Venezuela vão intensificar a agenda bilateral e desenvolver novos projetos e áreas de cooperação em 2026, em benefício de ambos os países. Ou seja: enquanto a democracia norte-americana faz pressão, Lula costura acordos com um regime em crise.

captura de Maduro e Cilia Flores pelos EUA no último sábado (3) foi classificada por Lula como “linha inaceitável” e “afronta gravíssima à soberania venezuelana”. O governo brasileiro também levou sua preocupação à Organização dos Estados Americanos, chamando atenção para o que chamou de sequestro de Maduro.

O gesto de agradecimento de Caracas não é novidade. Na quinta-feira (8), o presidente da Assembleia Nacional venezuelana, Jorge Rodríguez, já havia elogiado Lula, citando-o como alguém que “sempre esteve ao lado” do povo venezuelano. Para o Brasil petista, o aliado de Maduro virou parceiro estratégico mesmo em meio ao caos geopolítico.

VÍDEO: Ônibus de turismo pega fogo e desce sozinho em rodovia; 47 passageiros escapam

Sábado, 10 de janeiro de 2026

Imagens: Reprodução/Instagram

Um ônibus de turismo quase virou tragédia na BR-381, na Grande BH, nesta sexta-feira (9). O veículo, que transportava 47 passageiros de Caruaru (PE) para São Paulo, pegou fogo por falha mecânica e acabou descendo a rodovia sozinho, assustando motoristas que passavam no local. Ninguém se feriu, mas o susto foi enorme.

O incêndio começou no motor, e o motorista conseguiu encostar o ônibus na faixa da direita antes que as chamas se espalhassem. Todos os ocupantes conseguiram sair em segurança, mas o incidente provocou interdição parcial da rodovia e engarrafamento na subida da serra, em frente à área da Água Mineral Igarapé, próxima a uma mineradora.

Um vídeo que circula nas redes mostra o ônibus pegando fogo e andando sem controle, enquanto carros desviavam desesperados. Equipes do Corpo de Bombeiros e da Polícia Rodoviária Federal chegaram ao local enfrentando dificuldade por causa do trânsito intenso.

As causas exatas da falha mecânica ainda serão investigadas. A concessionária responsável pelo trecho, Arteris, confirmou que o veículo estava devidamente autorizado e que ninguém ficou ferido, mas o episódio reforça a atenção necessária com ônibus de turismo, que transportam dezenas de pessoas por estradas perigosas do país.

Maioria do Senado exige prisão domiciliar para Bolsonaro e manda recado ao STF

Sábado, 10 de janeiro de 2026

Foto: Arquivo

O senador Wilder Morais (PL-GO) protocolou no STF um pedido para que Jair Bolsonaro cumprimente prisão domiciliar. O ex-presidente está detido na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, e o documento já conta com o apoio de 41 dos 81 senadores. O pedido foi dirigido ao ministro Alexandre de Moraes.

Wilder argumenta que o ex-presidente enfrenta problemas de saúde, incluindo crises convulsivas e procedimentos médicos recentes, e que a custódia do Estado deve garantir a vida e a saúde do preso, conforme a Constituição e tratados internacionais de direitos humanos ratificados pelo Brasil.

Apesar do número expressivo de apoiadores, a decisão final é exclusiva de Moraes. Mas o volume de assinaturas não passa despercebido e pode ser lido como um recado político forte: grande parte do Senado mostra apoio ao líder do PL mesmo após sua detenção.

STF trava investigação sobre saúde de Bolsonaro enquanto denúncias se acumulam

Sábado, 10 de janeiro de 2026

Foto: Arquivo

O Conselho Federal de Medicina (CFM) confirmou ao STF que recebeu dezenas de denúncias sobre o atendimento médico do ex-presidente Jair Bolsonaro na prisão. Até a suspensão da investigação pelo ministro Alexandre de Moraes, quatro denúncias já tinham sido formalizadas e outras 40 chegaram depois, mostrando a pressão por apuração.

O CFM explicou que nem todas as denúncias puderam ser encaminhadas ao CRM do Distrito Federal devido à decisão do STF que anulou a sindicância. “A suspensão obrigou a adequação imediata da atuação institucional às determinações judiciais vigentes”, disse o conselho, deixando claro que os pedidos não desapareceram — apenas foram travados pela Justiça.

O cientista político Luiz Carlos Ramiro Júnior, denunciou possíveis “intervenções estranhas” no tratamento do ex-presidente, que poderiam ameaçar a autonomia médica e a própria vida de Bolsonaro.

Os e-mails enviados ao STF, comprovando a necessidade da sindicância, revelam uma disputa pesada entre o poder judicial e o acompanhamento do tratamento de Bolsonaro.

VÍDEO: Janja faz “pacto” contra feminicídio, mas mulheres continuam desprotegidas

Sábado, 10 de janeiro de 2026

Imagens: Reprodução/Instagram

A primeira-dama Janja Lula decidiu marcar território em 2026. Em vídeo publicado na tarde desta sexta-feira (9), ela anunciou que o governo vai seguir atuando “com toda determinação” contra o feminicídio, citando a lei sancionada por Lula que cria o Dia Nacional de Luto e Memória às Mulheres Vítimas de Feminicídio.

A data escolhida é 17 de outubro, em homenagem à adolescente Eloá Pimentel, assassinada em 2008 em Santo André (SP).

Segundo Janja, o objetivo é manter a “memória das vítimas” e reforçar ações de prevenção. Para isso, ela afirma ter participado de uma reunião com ministros e representantes de vários ministérios, para construir o chamado “Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio”, envolvendo Legislativo, Executivo e Judiciário.

A iniciativa, segundo a primeira-dama, atende a um pedido do presidente Lula feito em dezembro de 2025. Janja promete que o pacto será apresentado à sociedade em breve, reforçando o discurso de “união e determinação” para proteger mulheres e meninas.

Supremo Poder Federal: STF anula sindicância do Conselho Regional de Medicina

Sábado, 10 de janeiro de 2026



Os guardiões da nossa Lei Maior impuseram censura às redes sociais, derrubaram perfis da internet, criaram tipos penais atípicos, como “fake news” e “discurso de ódio”, e, apesar de proclamarem, de forma retórica, que “não se pode permitir a volta da censura sob qualquer argumento no Brasil”, durante o período eleitoral vetaram a exibição do documentário produzido pelo site Brasil Paralelo, intitulado “Quem mandou matar Jair Bolsonaro?”.

Além das censuras impostas, determinaram o bloqueio financeiro de um senador da República e de parentes de investigados em um inquérito que ficou conhecido — por expressão cunhada pelo ministro Marco Aurélio de Mello — como o “inquérito do fim do mundo”.

O ativismo judicial da mais alta Corte, com a devida vênia, salta aos olhos. Trata-se de uma jurisdição e competência exacerbadas que, em minha modesta opinião, não se coadunam com os ditames constitucionais e, por conseguinte, com o Estado Democrático de Direito, dando azo ao surgimento de um malfadado “superpoder” ou, como denominam alguns, de uma verdadeira ditadura judicial.

O que mais preocupa é que, amparadas em malabarismos jurídico-argumentativos, surgem decisões casuísticas, moldadas à visão subjetiva de seus julgadores, dissociadas da legislação posta, notadamente das normas constitucionais, utilizando-se o poder da toga como instrumento intimidatório contra cidadãos e instituições.

Esse introito se faz necessário diante da recente decisão do ministro Moraes que, de forma inusitada, determinou a anulação de uma sindicância instaurada pelo Conselho Regional de Medicina (CRM), sob o argumento de desvio de finalidade, e, pasmem, ordenou ainda que a Polícia Federal colhesse o depoimento de seu presidente, o renomado médico Dr. José Hiran da Silva Gallo.

O caso teve origem em episódio envolvendo o ex-presidente da República, que, preso em cela da Superintendência da Polícia Federal, teria sofrido uma queda, resultando em “densificação de partes moles” na cabeça, quadro conhecido como traumatismo craniano leve.

Segundo informações divulgadas pela imprensa, os médicos da Polícia Federal que realizaram os primeiros atendimentos não vislumbraram, naquele momento, a necessidade de encaminhamento imediato ao hospital para realização de exames. A transferência hospitalar somente ocorreu a pedido do médico particular de Bolsonaro, que informou que o ex-presidente “sofreu queda em sua cela, com impacto craniano e suspeita de traumatismo, situação que, diante de seu histórico clínico recente, impõe risco concreto e imediato à sua saúde”.

Diante da atuação dos médicos da Polícia Federal, o CRM, devidamente provocado, instaurou sindicância para apurar a conduta profissional à luz do Código de Ética Médica e da Lei nº 3.268/1957, que confere ao Conselho Federal e aos Conselhos Regionais de Medicina competência para regular e fiscalizar o exercício da medicina em todo o território nacional.

Importa salientar que a legislação não faz qualquer distinção quanto à natureza do vínculo do médico — se profissional liberal ou servidor público — interessando apenas a conduta ética e técnica no exercício da profissão. Acrescente-se, ainda, que a instauração de sindicância não implica, por óbvio, condenação do profissional, mas tão somente a apuração dos fatos.

A intervenção do Poder Judiciário em atos administrativos é admitida apenas para o controle de legalidade. As conclusões administrativas, desde que observadas as normas legais vigentes, escapam à competência do Judiciário. Não cabe, portanto, ao Poder Judiciário interferir na conveniência, oportunidade ou no mérito técnico-científico das decisões administrativas.

A decisão monocrática do STF, de lavra do ministro Moraes, além de, a meu ver, equivocada e ilegal, inaugura perigosa limitação aos poderes de fiscalização conferidos ao CFM e aos CRMs pela Lei nº 3.268/1957.

Não compete ao Poder Judiciário, ainda que em sua última instância, anular sindicância instaurada por autarquia federal no exercício regular de sua competência legal, sob pena de esvaziar o poder de fiscalização e, consequentemente, de punir profissionais que eventualmente não atuem com ética, técnica e profissionalismo.

Por fim, merece destaque a manifestação do Dr. Marcelo Matias, presidente do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul, que, sem se intimidar com a toga, assim se pronunciou em rede social:

“Quando uma decisão impede que o Conselho Federal de Medicina investigue indícios de irregularidade, quem perde não é a instituição: somos nós, médicos, e principalmente o paciente.”

Concluo afirmando ser inadmissível a interferência despropositada que determinou a anulação da sindicância promovida pelo CFM, bem como a utilização da toga como instrumento intimidatório ao ordenar que seu presidente, Dr. José Hiran da Silva Gallo, fosse ouvido pela Polícia Federal.

Resta a sensação de que o Supremo Tribunal Federal caminha perigosamente para a consolidação de um Supremo Poder Federal.

Tenho dito!!!

Bady Elias Curi. Advogado fundador do Esc. Bady Curi Advocacia Empresarial, Prof. Mestre de Direito, ex-juiz do TRE/MG, escritor.

Fonte: Jornal da Cidade Online

Depois de Lewandowski, mais 3 ministros devem cair fora do governo nos próximos dias

Sábado, 10 de janeiro de 2026


Uma saída crucial para Lula: Fernando Haddad. Setores do PT querem que ele se candidate ao governo de São Paulo, para enfrentar o atual governador, Tarcísio de Freitas (Republicanos), repetindo o duelo de 2022.

A candidatura de Haddad enfrenta dois grandes obstáculos: a boa avaliação do republicano em São Paulo e o fato de ele já ter vencido o petista em 2022. Há, ainda, outro possível caminho para Haddad, que é coordenar a campanha de Lula à sua segunda reeleição presidencial — esta é, aliás, a preferência do hoje ministro da Fazenda.

Outra saída importante será a da ministra Gleisi Hoffmann, que deve disputar a reeleição ao cargo de deputada pelo Paraná. No estado do senador Sergio Moro (União Brasil-PR), que pode tentar o governo do Estado, o PT vivenciou um racha interno bastante significativo no ano passado. Nas eleições do diretório estadual, o grupo de Gleisi, no qual está Adilson Chiorato, presidente estadual, conseguiu vencer o de Zeca Dirceu (filho do ex-ministro José Dirceu, que também deve voltar às urnas neste ano).

Outro ministro importante que irá deixar o cargo é Rui Costa (Casa Civil), considerado o “gerente” do Palácio do Planalto e o articulador dos ministérios. Filiado ao PT, ele será candidato ao Senado pela Bahia.

  • Fonte: Jornal da Cidade Online

Contato : (84) 9 9151-0643

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