martins em pauta

quarta-feira, 26 de agosto de 2026

Informação vaza e revela "trama" de Gilmar e Dino contra André Mendonça dentro do STF

 Quarta, 26 de agosto de 2026

Uma articulação nos bastidores do Supremo Tribunal Federal (STF) estaria buscando reduzir a influência e o apoio em torno do ministro André Mendonça, que atua como relator de investigações relacionadas ao antigo Banco Master e ao escândalo envolvendo o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Segundo informações divulgadas pela Revista Oeste, os ministros Gilmar Mendes e Flávio Dino teriam feito movimentos para pressionar pessoas e instituições próximas a Mendonça a se afastarem do magistrado. Os recados teriam alcançado representantes de setores considerados relevantes e nomes com influência no entorno do Supremo.

Em ao menos duas situações, a movimentação teria envolvido advertências e tentativas de interromper iniciativas de apoio ou aproximação com Mendonça. A estratégia, conforme o relato, seria reduzir os canais de relacionamento do ministro com diferentes setores da sociedade.

Uma das iniciativas teria envolvido um empresário ligado ao setor de saúde. De acordo com a publicação, Dino teria advertido o empresário sobre a possibilidade de o ministro adotar medidas que poderiam afetá-lo ou atingir interesses do segmento.

Durante a conversa, Dino teria mencionado como exemplo a atuação do STF no processo que trata das emendas parlamentares, em uma referência ao alcance das decisões tomadas pela Corte.

Outra frente teria envolvido um empresário ligado a uma grande companhia de comunicação. Nesse caso, Gilmar Mendes teria pressionado o executivo para que interrompesse o contato com Mendonça e deixasse de promover a aproximação do ministro com representantes de diferentes setores.

As movimentações descritas apontam para uma tentativa de diminuir o trânsito político e institucional de Mendonça em meio a investigações de grande repercussão que estão sob sua relatoria.


Fonte: Jornal da Cidade Online

AGU trava ação contra Mendonça, mas PF mantém pressão e amplia crise

Quarta, 26 de agosto de 2026

Foto: Agência Senado

A Polícia Federal mantém o pedido à AGU (Advocacia-Geral da União) para que seja apresentado um recurso contra a decisão do ministro André Mendonça de determinar o compartilhamento dos dados brutos do caso INSS, que tem, entre outras provas, a íntegra das quebras de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e da lobista Roberta Luchsinger.

A ordem judicial também proíbe que sejam realizadas mudanças na equipe de investigação sem informar ao relator do caso no STF (Supremo Tribunal Federal).

A polícia afirma que a decisão é uma violação à autonomia investigativa da corporação e procurou, há mais de um mês, o advogado-geral da União, Jorge Messias, para tentar derrubar a determinação do magistrado.

O chefe da AGU, no entanto, tem defendido no governo que o ideal seria estreitar o diálogo nos bastidores para chegar a um acordo entre PF e Mendonça.

A cúpula da polícia, porém, insiste na necessidade de recorrer da decisão, o que tem feito a crise entre o magistrado e a polícia se ampliar a cada dia.

Os atritos entre o ministro e a corporação tiveram início devido ao caso do INSS. Um dos motivos, como mostrou a CNN, foi o fato de a PF ter levado mais de sete meses para enviar ao magistrado os dados das quebras de sigilo de Lulinha.

O magistrado determinou a derrubada dos sigilos fiscal, bancário e telemático do primogênito do chefe do Executivo em dezembro do ano passado, mas a demora em compartilhar as informações irritou o magistrado, que determinou o compartilhamento dos dados brutos do caso.

Além disso, a troca da coordenação da PF responsável pela apuração do INSS foi outro motivo que desencadeou a crise.

Com informações da CNN

URGENTE: Glenn acessa processo de Filipe Martins nos EUA e faz revelações estarrecedoras

Quarta, 26 de agosto de 2026

O jornalista Glen Greenwald acaba de publicar um artigo impactante sobre o caso Filipe Martins. Ele teve acesso aos autos do processo, que tramita numa corte federal dos EUA. Filipe Martins pede a identificação dos responsáveis pelo registro fraudulento de sua entrada naquele país e que serviu de justificativa para Alexandre de Moraes mantê-lo preso preventivamente durante todo o prazo do famigerado julgamento em que ele era réu, juntamente com outros integrantes do Governo Bolsonaro. Vale muito a leitura. Confira:



 

A C.B.P. da era Biden fabricou um documento usado para prender um alto funcionário brasileiro. Um juiz federal dos EUA acabou de ordenar a divulgação total.
O caso judicial federal tem implicações óbvias para a política brasileira, mas ainda mais para a segurança nacional dos EUA.
Em um caso com sérias repercussões para a segurança nacional dos EUA e para o Brasil, um juiz federal dos EUA nomeado por Clinton concluiu que um registro de imigração inserido no sistema da Alfândega e Proteção de Fronteiras durante o governo Biden era fraudulento. O registro fraudulento refletia uma entrada inexistente nos EUA do assessor de segurança nacional do ex-presidente Jair Bolsonaro. A entrada fabricada foi então de alguma forma obtida e usada por um controverso juiz do Supremo Tribunal Federal brasileiro para prender esse funcionário de segurança nacional.
Além de concluir que o documento do C.B.P. era falso, o juiz federal Gregory A. Presnell, do Distrito Central da Flórida, repreendeu os advogados do governo dos EUA por se recusarem a apresentar todos os documentos em posse do governo sobre quem era responsável por esse registro fraudulento e como ele acabou sendo usado no Brasil para prender um dos assessores mais próximos de Bolsonaro. Obtive uma cópia da transcrição dessa audiência judicial nos EUA e noticiei os acontecimentos na Folha de S.Paulo, o maior jornal do Brasil, na sexta-feira.
As ordens do juiz foram emitidas como parte de uma ação judicial movida em um tribunal federal dos EUA no final do ano passado por Filipe Martins, o principal assessor de Bolsonaro para relações internacionais, que foi preso preventivamente por seis meses em 2024 com base nessa entrada falsa de imigração do C.B.P. Na época, Martins aguardava julgamento sob a acusação de ter participado com Bolsonaro de uma trama para um golpe de estado após a vitória apertada de Lula sobre Bolsonaro na eleição presidencial de 2022.
O juiz que supervisiona os casos envolvendo o suposto golpe é o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, que se tornou um alvo político não apenas em seu próprio país, mas também em todo o mundo. Ele supervisionou um esquema de censura tão severo que até mesmo o The New York Times citou especialistas em liberdade na internet chamando-o de “uma expansão de poder potencialmente perigosa e autoritária”. Em outras ocasiões, o Times — obviamente hostil a Bolsonaro — levantou questões sérias sobre se Moraes se tornou uma grave ameaça à democracia brasileira em nome de salvá-la.
Este é o mesmo juiz que ordenou que tanto o Rumble quanto o Twitter fossem bloqueados em todo o Brasil por se recusarem a cumprir todas as suas ordens de censura. Quando ele não conseguiu cobrar uma multa massiva que havia imposto ao Twitter devido à falta de contas bancárias da empresa no país, ele simplesmente ordenou quefundos fossem removidos das contas da Starlink, uma empresa completamente diferente ligada a Musk. No ano passado, o governo Trumpimpôs sanções financeiras pessoais sobre Moraes, alegando que Moraes realizou ataques tirânicos aos direitos de liberdade de expressão de empresas dos EUA e corrompeu a Justiça brasileira para fins abertamente partidários. O governo Trump parece pronto para impor sanções a ele novamente.
Moraes tem demonstrado repetidamente uma obsessão particular em punir Martins, que foi nomeado por Bolsonaro como seu assessor de segurança nacional aos 31 anos. A lei brasileira é semelhante à lei americana no que diz respeito aos direitos do réu em relação à prisão preventiva: em geral, os réus podem permanecer em liberdade antes do julgamento, salvo em circunstâncias muito restritas (como prova de intimidação de testemunhas ou um plano para fugir do país). Moraes de alguma forma obteve o falso registro de entrada da C.B.P. mostrando que Martins saiu do Brasil para os EUA e nunca voltou e, então, usou essa prova falsa para ordenar sua prisão preventiva antes do julgamento, alegando que isso provava que Martins buscava fugir da Justiça. Moraes colocou Martins em uma prisão particularmente severa, claramente esperando induzir “confissões” que implicassem Bolsonaro e outros inimigos políticos do juiz.
Uma das muitas perguntas que nunca foram respondidas — além da questão central de quem fabricou este documento — é como esse falso registro de entrada da C.B.P. foi parar nas mãos de brasileiros que tentavam prender Martins. A primeira vez que esse falso registro da C.B.P. apareceu publicamente foi quando um repórter brasileiro conhecido por ser muito próximo de Moraes, Guilherme Amado, publicou uma reportagem repleta de falsidades, claramente concebida para incriminar Martins, começando pela manchete altamente acusatória (e falsa): “Sob investigação, ex-assessor de Bolsonaro foi a Orlando em 2022 e evaporou.”
Apenas duas semanas depois, o mesmo repórter anunciou que o próprio Moraes havia começado a usar essa alegação, falando em off com vários jornalistas e políticos para lhes dizer que Martins havia ido aos EUA e “desaparecido”, claramente preparando o terreno para ordenar sua prisão. Semanas depois, Moraes fez exatamente isso, emitindo uma ordem que se baseava em um relatório policial com o registro fraudulento da C.B.P. para alegar que Martins havia ido aos EUA e nunca retornado ao Brasil (isto é, “evaporado”).
Não apenas é agora indiscutível que o documento em que essa história se baseou era fraudulento, como até a própria C.B.P. admite, mas ele já era tão obviamente fraudulento desde o início. De fato, em apenas dois dias de investigação do caso lá em 2024, eu já havia obtido tanta prova definitiva de que Martins nunca tinha saído do Brasil que nem mesmo meus meticulosos editores na Folha de S.Paulo tentaram de qualquer forma diluir a linguagem forte da minha reportagem — publicado logo após a ordem original de prisão de Moraes — declarando que Martins tinha sido preso com base em uma fraude clara.
Uma montanha de evidências provou que Martins esteve no Brasil o tempo todo, incluindo voos domésticos que Martins pegou dentro do Brasil na maior companhia aérea do país durante o período em que ele supostamente tinha “evaporado” nos EUA. Até mesmo o procurador federal que tinha solicitado originalmente a prisão de Martins com base no registro fraudulento da C.B.P. admitiu rapidamente que Martins nunca tinha saído do Brasil e instou Moraes a libertá-lo. Mas o juiz recusou, deixando-o preso por mais seis meses com base em uma mentira deslavada.
O processo de Martins nos EUA foi movido contra o Departamento de Estado e a C.B.P. sob a Lei de Liberdade de Informação. Seu pedido via F.O.I.A. buscava todos os documentos internos do governo dos EUA que mostrassem quem foi responsável, durante os anos Biden, pela entrada fraudulenta de imigração e como isso acabou nas mãos de Moraes como pretexto para a prisão de Martins. Quando a C.B.P. se recusou a fornecer esses documentos, alegando uma investigação em curso, ele processou a agência sob a F.O.I.A. Na última audiência judicial, oo juiz sênior nomeado por Clinton ordenou que funcionários da C.B.P. lhe fornecessem todos os documentos relacionados à investigação da C.B.P. que revelam quem foi especificamente responsável por essa fraude e como ela acabou nas mãos de autoridades brasileiras que buscam prender Martins.
O juiz Presnell expressou indignação pelo fato de a C.B.P. ter se recusado até agora a fornecer os documentos. Ele começou a audiência deixando sua visão sobre o caso muito clara, e enfatizou que havia pouco sobre esses eventos que fosse desconhecido ou duvidoso:
Os advogados da C.B.P. ofereceram suas desculpas por não terem produzido ainda os documentos esclarecedores para Martins. Martins, alegaram eles, não especificou quais funcionários da C.B.P. participaram da fraude, e os advogados insistiram que, por isso, não podiam restringir as buscas. O juiz, que agora tem 83 anos e está no tribunal há décadas, mal tentou esconder seu desprezo pela óbvia desonestidade de má-fé que moldava as desculpas dos advogados do governo:
Uma razão pela qual o juiz é tão enfático quanto à clareza dos fatos aqui é que a própria C.B.P., sob grande pressão política para explicar como algo tão estranho e tão prejudicial pôde ter acontecido, admitiu a fraude meses atrás. Em outubro do ano passado, a C.B.P. emitiu uma declaração pública admitindo essencialmente que o registro de imigração que alguém inseriu em seu sistema sob o governo Biden era falso, mas também, simultaneamente, perfeitamente projetado para permitir que o juiz Moraes, no Brasil, justificasse a prisão de Martins. A C.B.P., agora sob o governo Trump, disse:
Após a conclusão da análise, determinou-se que o Sr. Martins não entrou nos EUA naquela data.
Esta conclusão contradiz diretamente as alegações feitas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal brasileiro Alexandre de Moraes, um indivíduo que foi recentemente sancionado pelos EUA por suas violações dos direitos humanos contra o povo brasileiro.
Reconhecemos que o Ministro de Moraes citou um registro errôneo para justificar a prisão de meses do Sr. Martins. A inclusão deste registro impreciso nos sistemas oficiais da C.B.P. permanece sob investigação, e a C.B.P. tomará as medidas apropriadas para evitar que discrepâncias futuras ocorram.
A C.B.P. condena veementemente qualquer uso indevido desta falsa entrada para apoiar a condenação ou prisão do Sr. Martins ou de qualquer pessoa.
Durante a audiência, o juiz novamente enfatizou não apenas a simplicidade dos fatos aqui, mas também o quão perturbadores eles são:
Esta audiência mais recente e essas declarações definitivas do juiz demonstraram por que este caso se tornou cada vez mais suspeito e bizarro. As implicações políticas são óbvias: autoridades do governo Biden — abertamente hostis ao governo Bolsonaro e fortemente favoráveis a Lula — fabricaram deliberadamente um registro de imigração para permitir que Moraes ordenasse a prisão injusta deste alto funcionário brasileiro?
Mas isso também tem graves implicações de segurança nacional para os EUA: se agentes da C.B.P. — ou as autoridades políticas que os supervisionam — estão dispostos e aptos a inserir registros de imigração falsos no sistema da C.B.P. sobre quem entrou no país, ou, inversamente, a remover e deletar registros de entrada genuínos para esconder quem entrou nos EUA, então todos os tipos de perigos à segurança nacional são manifestos.
Em dezembro passado, Martins foi um dos muitos auxiliares de Bolsonaro considerados culpados por Moraes de conspirar com Bolsonaro para arquitetar um golpe, e foi sentenciado a 21 anos de prisão. Bolsonaro foi sentenciado a quase 30 anos. Seus recursos estão pendentes. Pela lei brasileira, um condenado não pode ser preso até que tenha esgotado todos os recursos (este precedente foi estabelecido em 2019, ordenando a soltura de Lula da prisão enquanto aguardava seus recursos).
Mas um mês após a condenação, com Martins em prisão domiciliar, Moraes alegou que Martins de alguma forma violou as restrições ao uso de redes sociais quando seus advogados acessaram uma conta no LinkedIn. Moraes então ordenou que a Polícia Federal prendesse Martins e o levasse de volta para a prisão, onde ele permanece desde então enquanto aguarda seu recurso.
O Brasil tem eleições nacionais agendadas para 4 de outubro de 2026. Não apenas escolherá entre Lula e Flávio Bolsonaro, filho de Jair Bolsonaro, na corrida presidencial, mas também elegerá uma nova lista de senadores federais. O Senado já está muito próximo de ter os votos necessários para remover Moraes do Tribunal por meio de impeachment. Há uma boa chance de que a eleição de outubro entregue os votos finais necessários no Senado para removê-lo.
Nesse meio tempo, parece óbvio que uma investigação séria e agressiva do Congresso é necessária para chegar ao fundo de como o sistema de imigração dos EUA — obviamente vital para a segurança nacional dos EUA — pôde ter sido tão facilmente fraudado e manipulado para fins políticos.

O link do artigo: https://greenwald.substack.com/p/the-biden-era-cbp-fabricated-a-


Fonte: Jornal da Cidade Online

JOSIAS DE SOUSA: Falas de Lula já não atenuam dano político do caso Lulinha

Quarta, 26 de agosto de 2026

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

As declarações do presidente Lula sobre combate à corrupção já não seriam suficientes para reduzir o desgaste político provocado pelas investigações envolvendo seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. A avaliação é do colunista Josias de Sousa, do UOL.

Segundo o jornalista, Lula voltou a recorrer a um discurso utilizado na campanha de 2022, destacando mecanismos de controle e investigação criados durante seus governos. Em entrevista à Record neste domingo, o presidente afirmou que a corrupção é “uma coisa quase incontrolável”, exaltou a capacidade de investigação do país e a autonomia da Polícia Federal.

Lula também repetiu que ninguém está “acima da lei”, incluindo o próprio filho e seu ex-chefe de gabinete, Marcola, ambos alvos de investigações.

Para Josias de Sousa, porém, as falas já não conseguem conter o impacto político do caso. O colunista observa ainda que diminuíram nas redes ligadas ao PT as referências ao chamado “Bolsomaster”, expressão usada para explorar as relações do filho de Jair Bolsonaro com o banqueiro Daniel Vorcaro.

Enquanto adversários exploram eleitoralmente as investigações envolvendo Lulinha, Lula enfrenta a campanha sem poder assegurar publicamente a inocência do filho ou de seu ex-chefe de gabinete diante das suspeitas investigadas.


Auditor da Receita e empresários são presos em operação contra fraudes dentro de Aeroporto

 Quarta, 26 de agosto de 2026

Um auditor-fiscal da Receita Federal e dois empresários foram presos nesta terça-feira (25) durante uma operação que investiga um suposto esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e fraudes em operações de importação no Aeroporto de Fortaleza. 

Os nomes dos suspeitos não foram divulgados.

A Operação Snooker 2 cumpriu três mandados de prisão e 15 de busca e apreensão em Fortaleza, Caucaia e Eusébio, no Ceará, além de Salvador, na Bahia. Durante as ações, também foram apreendidos bens, incluindo veículos e artigos de luxo.

Segundo dados da Receita Federal, as investigações identificaram movimentações superiores a R$ 27 milhões entre empresas relacionadas ao grupo investigado. Os envolvidos também teriam adquirido cerca de R$ 31,8 milhões em criptoativos, volume considerado incompatível com as receitas declaradas oficialmente.

O auditor-fiscal é apontado como líder da organização criminosa investigada. De acordo com as apurações, ele teria recebido aproximadamente R$ 6,8 milhões em vantagens indevidas para facilitar fraudes relacionadas ao comércio exterior.

A Polícia Federal informou que a análise de novas provas indicou a necessidade de adotar medidas para interromper a possível continuidade das práticas criminosas e avançar na identificação de outros integrantes do grupo.

Os investigados poderão responder por organização criminosa, corrupção, lavagem de dinheiro e fraudes em operações de importação.

Como funcionava o esquema

De acordo com as investigações, a organização possuía uma estrutura hierarquizada e era dividida em quatro núcleos: público, empresarial, financeiro e auxiliar. Cada grupo desempenhava funções específicas, que incluíam a atuação de agentes públicos, a participação de empresários ligados ao setor de importações e a movimentação ou ocultação dos valores obtidos ilegalmente.

O principal alvo da investigação é o auditor-fiscal da Receita Federal. Ele teria utilizado sua posição para fornecer informações e orientações sigilosas relacionadas ao comércio exterior a empresas importadoras e despachantes aduaneiros. Em troca, segundo a apuração, receberia vantagens financeiras.

O Ministério Público Federal (MPF) identificou dois mecanismos principais de fraude que teriam sido favorecidos pela atuação do servidor.

No primeiro caso, uma empresa importadora administrada por um empresário cearense teria utilizado classificações incorretas para reduzir a carga tributária. A companhia importava joias de prata, mas declarava os produtos como semijoias ou bijuterias fabricadas com metais comuns, categorias que resultariam em valores de tributação menores.

A segunda frente investigada envolve um casal de empresários de nacionalidade chinesa responsável por outra empresa importadora. Nesse caso, os produtos seriam declarados por valores inferiores aos efetivamente pagos, permitindo a redução dos tributos devidos.

Segundo o MPF, o auditor-fiscal teria atuado diretamente para facilitar a passagem das mercadorias e dificultar a fiscalização aduaneira. A propina paga pelo grupo empresarial é estimada em pelo menos R$ 2,5 milhões.

As investigações continuam para esclarecer a extensão do esquema, identificar outros possíveis participantes e detalhar a origem e o destino dos recursos movimentados pelos suspeitos.

Fonte: Jornal da Cidade Online

“BARRAQUEIRA”: Veja revela mensagens que mostram como Lulinha se referia à madrasta e primeira-dama Janja da Silva

Quarta, 26 de agosto de 2026

Foto: Reprodução

Mensagens anexadas a inquérito da Polícia Federal mostram que Fábio Luís Lula da Silva, mais conhecido como Lulinha, se referiu à primeira-dama Janja Lula da Silva como “barraqueira” após ser informado sobre supostos ataques contra ela nas redes sociais.

De acordo com a revista Veja, os diálogos foram trocados em junho de 2025 entre Lulinha e a empresária e lobista Roberta Luchsinger. Ela relatou que Kalil Bittar, apontado como sócio de Lulinha, teria criado um perfil falso para fazer ataques contra Janja.

Na conversa, Roberta afirmou que havia contado a um interlocutor ligado à Telebras que Kalil não falava em nome de Lulinha e que Janja “odeia” o empresário. Em seguida, a lobista relatou: “Contei da baixaria q ele criou perfil fake p falar mal da first”, em referência à primeira-dama.

A resposta de Lulinha foi curta e chamou atenção: “Barraqueiraaaaaaaaaa”.


Dois ex-ministros do TSE entram para a equipe de campanha de Lula

 Quarta, 26 de agosto de 2026

A campanha do petista Luiz Inácio Lula da Silva ganhou o reforço de dois nomes que já integraram o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os advogados e irmãos Henrique Neves e Fernando Neves foram convidados para fazer parte da equipe jurídica responsável pela disputa eleitoral deste ano.

O convite partiu de Angelo Ferraro, coordenador-geral do jurídico da campanha. A estratégia é ampliar o grupo de advogados que atuará nas questões relacionadas à corrida eleitoral e às demandas jurídicas envolvendo a candidatura petista.

Henrique Neves chegou ao TSE como ministro substituto em 2008, após indicação de Lula. Em 2012, foi reconduzido ao tribunal, desta vez como ministro efetivo, por indicação da então presidente Dilma Rousseff. Fernando Neves, por sua vez, integrou a Corte eleitoral entre 1997 e 2004.

Além dos dois ex-ministros, outros advogados também foram incorporados à equipe por iniciativa de Ferraro. Entre os novos integrantes estão Bruno Mendonça, Luiz Eduardo Peccinin, Michel Bertoni, Fábio Brito, Antônio Leonardo, Miguel Novaes, Raphael Carvalho e Rafael Carneiro, que atua como advogado do vice-presidente Geraldo Alckmin.

Na área criminal, a campanha contará com o advogado Pierpaolo Bottini. A prestação de contas da candidatura perante a Justiça Eleitoral ficará sob responsabilidade de Márcia Pelegrini e Alessandro Soares.

Segundo o coordenador jurídico, os integrantes não terão uma divisão rígida de funções. A proposta é que os advogados trabalhem de maneira integrada, permitindo que diferentes questões sejam analisadas conjuntamente pela equipe.


Fonte: Jornal da Cidade Online

Depois de fazer 'beicinho' para Flávio, Faria Lima se curva à força eleitoral do bolsonarismo e o convida para palestras

 Quarta, 26 de agosto de 2026

'A Faria Lima já começou a marcar jantares para ouvir Flávio Bolsonaro a partir do fim desse mês de agosto'.

A frase não é minha, mas sim do arauto da esquerda, o colunista do jornal O GLOBO, Lauro Jardim. Nada é por acaso essa nota provavelmente foi aprovada pelas agencias milionárias de comunicação que assessoram as corretoras, fundos e bancos de investimentos que se aglomeram na famosa avenida paulistana.

Se você não conhece o conceito de ‘farialimer’, imagine o ex-governador João Dória com pulôver nos ombros, roupas de grife e um belo sapatenis. Eles também têm profundo desprezo pelo interior do país, apesar de adorarem os bilhões de dólares que o agronegócio gera.

Em 2022, o setor financeiro, os bilionários brasileiros (com poucas exceções com Luciano Hang) e toda a Faria Lima apoiou Lula em massa. Quem não se lembra do banqueiro Armínio Fraga declarando à Folha de SP “sonhei que o Lula será moderado”. Agora com a economia do país em frangalhos, empresas falindo e demissões aos milhares, o mesmo banqueiro diz “estou com medo”.

Num primeiro momento, a Faria Lima queira um candidato da 3ª via, um Eduardo Leite ou alguém do outrora PSDB, isso não vai rolar. Depois de festar com  Daniel Vorcaro e serem pegos em relações cabulosas com o PCC na Operação Carbono Oculto da Polícia Federal. Atordoados pela bigorna da realidade a Faria Lima, seus executivos e CEOs com cabelos assentados com muito gel reconhecem: Ou elegemos o Flávio Bolsonaro ou iremos todos para o buraco petista. É como diz o ditado.

"O preguiçoso só aprende a nadar quando a água bate nas nádegas..."
Foto de Eduardo Negrão

Eduardo Negrão

Consultor político e autor de "Terrorismo Global" e "México pecado ao sul do Rio Grande" ambos pela Scortecci Editora.


Fonte: Jornal da Cidade Online

Contato : (84) 9 9151-0643

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