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sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Bolsonaro terá médico 24h, alimentação especial e culto liberado na Papudinha:

Sexta, 16 de janeiro de 2026

Foto: Reprodução

Na Papudinha, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ficará em uma Sala de Estado-Maior de 64 metros quadrados, com 10 metros de área externa, banheiro com água quente, cozinha equipada, lavanderia, quarto com cama de casal e TV, além de espaço para exercícios e banho de sol sem horário fixo.

Bolsonaro cumpre 27 anos e 3 meses de prisão em regime inicial fechado, após condenação definitiva por liderar a organização responsável pela tentativa de golpe de 8 de janeiro de 2023. Moraes reforçou que o tratamento diferenciado se dá pelo cargo que Bolsonaro ocupou, mas não configura benefício fora da Lei de Execução Penal.

Benefícios da transferência

  • Assistência integral de médicos particulares 24h, sem aviso prévio;

  • Deslocamento imediato para hospitais em caso de urgência, com comunicação ao STF em até 24h;

  • Sessões de fisioterapia com horários flexíveis;

  • Entrega de alimentação especial diária;

  • Atendimento médico pelo sistema penitenciário, 24h por dia;

  • Visitação semanal permanente da esposa e filhos;

  • Assistência religiosa de bispo Rodovalho e pastor Thiago Manzoni;

  • Autorização para leitura;

  • Grades de proteção e barras de apoio na cama;

  • Instalação de aparelhos de fisioterapia (esteira e bicicleta);

  • Pedido de smart TV rejeitado.

Estrutura da cela

  • Área total: 64 m² + 10 m² de área externa;

  • Quarto com cama de casal e TV;

  • Banheiro com água quente;

  • Cozinha equipada e lavanderia;

  • Espaço para exercícios e banho de sol sem horário fixo;

  • Igual à cela ocupada por Anderson Torres.

Moraes cita filhos e denuncia ‘tentativa de deslegitimar’ prisão de Bolsonaro

Sexta, 16 de janeiro de 2026

Foto: Arquivo/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, criticou, em sua decisão de transferir o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para a Papudinha, nesta quinta-feira (15), uma “sistemática tentativa de deslegitimar” as condições da prisão do ex-presidente e citou entrevistas de Flávio e Carlos Bolsonaro, que reclamaram de supostos abusos na custódia do pai.

O ministro rebateu dizendo que a prisão “vem ocorrendo com absoluto respeito à dignidade da pessoa humana e em condições extremamente favoráveis em relação ao restante do sistema penitenciário brasileiro”.

O magistrado destacou ainda críticas infundadas sobre o tamanho da cela, banho de sol, ar-condicionado e alegações de que Bolsonaro ficaria trancado o dia inteiro.

Moraes ressaltou que o ex-presidente cumpre decisão judicial definitiva, com pena de 27 anos e 3 meses em regime inicial fechado, e que as acusações de “privilegio” não se sustentam.

Além da família, Moraes citou manifestações da defesa e de aliados como o deputado federal Paulo Bilynskyj (PL-SP) e a senadora Damares Alves (Republicanos-DF).

A decisão mantém benefícios já autorizados: assistência médica integral 24h, fisioterapia, alimentação especial, visitas familiares, banho de sol e exercícios, mas rejeitou pedidos como o acesso à smart TV.


Carlos se manifesta sobre transferência repentina de Bolsonaro

Sexta, 16 de janeiro de 2026




Até então, Bolsonaro cumpria pena na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília.

Para Carlos Bolsonaro, trata-se de uma "maldade praticada contra o último presidente do Brasil que jamais descumpriu uma linha da Constituição".

"Aliados do PT já praticaram atos muito mais graves e nada lhes aconteceu. Ainda assim, condenar Jair Bolsonaro representa o maior dos absurdos. [...]
A transferência para um ambiente prisional severo, somada às aberrações jurídicas apontadas e ao estado clínico delicado, passa a representar mais do que o cumprimento de uma decisão judicial: transforma-se em um marco simbólico de confronto institucional, cujo impacto ultrapassa a figura de Jair Bolsonaro e alcança o próprio conceito de justiça, proporcionalidade e Estado de Direito no Brasil", disse Carlos.


Fonte: Jornal da Cidade Online 

URGENTE: Toffoli escolhe a dedo os peritos da PF que vão investigar provas do Banco Master

Sexta, 16 de janeiro de 2026





Os equipamentos estão sob custódia da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Foram indicados para a função os peritos Luis Filipe da Cruz Nassif, Tiago Barroso de Melo, Enelson Candeia da Cruz Filho e Lorenzo Victor Schrepel Delmutti. Segundo Toffoli, os profissionais terão acesso irrestrito aos materiais recolhidos e contarão com suporte da PGR durante a realização dos trabalhos técnicos.

“Ressalto que os referidos peritos terão livre acesso ao material apreendido e deverão contar com o apoio da Procuradoria-Geral da República para acompanhamento dos trabalhos periciais”, afirmou o ministro em despacho.

A decisão ocorre após idas e vindas sobre a destinação dos aparelhos apreendidos. Na quarta-feira (14/1), Toffoli havia determinado que celulares, computadores e outros dispositivos recolhidos na segunda fase da operação fossem mantidos “lacrados” e “acautelados” na sede do STF. Pouco depois, porém, reviu o posicionamento e definiu que a custódia ficaria sob responsabilidade da PGR.


Fonte: Jornal da Cidade Online

Moraes dá 48h para o Exército se explicar

 Sexta, 16 de janeiro de 2026



A solicitação ocorre quatro dias após o próprio Moraes ter autorizado que o militar, condenado a 26 anos e 6 meses de prisão por envolvimento na suposta trama golpista do 8 de Janeiro, passasse a prestar serviços no órgão federal. No despacho encaminhado ao Exército, o ministro exige a descrição precisa das funções que serão desempenhadas, a natureza das atividades, a carga horária diária e semanal, bem como os dias e horários em que o trabalho será executado.

Moraes havia concedido a permissão para o trabalho do general, fundamentando a decisão no princípio da ressocialização. Na autorização, o ministro destacou que a legislação garante ao preso o “direito-dever” ao trabalho como instrumento de reintegração social.

Em resposta preliminar, o Comando Militar do Planalto informou que a atividade atribuída ao general seria de caráter “intelectual” e que ele não teria acesso à internet durante a execução das tarefas. Ainda assim, Moraes considerou necessário aprofundar as informações, diante da gravidade da condenação e do histórico do réu.

Advogado ligado aos irmãos Batista comprou resort da família de Toffoli

Sexta, 16 de janeiro de 2026




Entre fevereiro e abril de 2025, o advogado Paulo Humberto Barbosa adquiriu todas as cotas do resort Tayayá, localizado em Ribeirão Claro, no Paraná. As participações pertenciam a dois irmãos e a um primo do ministro. Com as compras finalizadas, Barbosa tornou-se, em abril de 2025, o único proprietário do complexo turístico.

O novo dono do resort mantém vínculos empresariais relevantes. Ele é sócio de Renato Mauro Menezes Costa, atual presidente da Friboi, empresa controlada pelos irmãos Batista, e também de Gabriel Paes Fortes, cunhado de José Batista Júnior, o Júnior Friboi, irmão mais velho de Joesley e Wesley. Os três participam da Petras Negócios e Participações, companhia voltada ao aluguel de aeronaves, na qual Barbosa detém 50% das cotas.

Além desse negócio, Paulo Humberto Barbosa possui participação em outras nove empresas registradas em seu nome. As atividades vão desde comércio atacadista até investimentos, passando por setores como agropecuária, o que demonstra um portfólio empresarial diversificado. Paralelamente, seu escritório de advocacia atua em processos que investigam a aquisição de empresas norte-americanas pelos irmãos Batista, operações que teriam contado com financiamento do BNDES.

Em nota, a JBS afirmou que “o escritório do advogado mencionado defendeu a empresa em ações no estado de Goiás. Nem a Companhia nem os acionistas possuem qualquer relação com as empresas citadas ou com qualquer outro negócio do advogado”.

A transação envolvendo o resort Tayayá ganhou ainda mais repercussão por ter sido realizada por meio de um fundo de investimento administrado pela Reag, instituição financeira que está no centro das investigações do escândalo do Banco Master. Essa conexão levantou questionamentos sobre a atuação de Dias Toffoli, relator do inquérito que apura o caso no STF.

O ministro também foi responsável, em 2023, por determinar a suspensão do pagamento da multa de R$ 10,3 bilhões prevista no acordo de leniência firmado pela J&F com o Ministério Público Federal. Embora Toffoli nunca tenha integrado formalmente o quadro societário do resort, ele é conhecido por frequentar o local com regularidade.

No fim de 2025, a imprensa noticiou que Toffoli esteve no Tayayá utilizando uma aeronave pertencente a Roberto Augusto Leme da Silva, conhecido como Beto Louco. Ele é investigado na Operação Carbono Oculto e suspeito de integrar um esquema ligado ao PCC envolvendo evasão fiscal e comercialização de combustível adulterado.

Procurado para comentar as conexões entre o resort, o advogado e as investigações em curso, Dias Toffoli não se manifestou. Paulo Humberto Barbosa também não respondeu às tentativas de contato feitas pela coluna.

Contato : (84) 9 9151-0643

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