Terça, 21 de abril de 2026
De acordo com as informações iniciais, Sylvio atuava no canteiro de obras do portão 4 quando foi atingido por um disparo no peito. O corpo foi encontrado por um encarregado da reforma, caído de bruços próximo a um banheiro químico, com chaves e cadeados espalhados ao redor. Apesar da violência do ataque, os pertences pessoais da vítima, como celular e crachá, permaneceram no bolso da farda.
Equipes médicas da concessionária Aena prestaram atendimento ainda dentro do aeroporto. Em seguida, o vigilante foi levado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Jabaquara, mas não resistiu aos ferimentos e morreu pouco depois de dar entrada na unidade.
Um vigilante que trabalhava nas proximidades relatou ter ouvido um forte estrondo por volta de 1h10. Logo após o barulho, ele afirmou ter visto três homens deixando a área — dois a pé e um em uma motocicleta. Testemunhas que tiveram contato com Sylvio antes do crime apresentaram versões distintas: enquanto um colega disse que ele aparentava nervosismo, um motorista de caminhão-pipa declarou que o vigilante agia normalmente.
A perícia não encontrou estojos de munição no local, o que pode indicar que o material foi recolhido ou que tenha sido utilizado outro tipo de armamento. O caso foi registrado como morte suspeita na 2ª Delegacia de Atendimento ao Turista (Deatur), e as autoridades trabalham para identificar os autores e esclarecer a motivação, já que não houve sinais de roubo.
A empresa responsável pela obra informou que não há câmeras de segurança instaladas no trecho onde ocorreu o crime, devido às fases de demolição e fundação. Há apenas um equipamento de monitoramento operado pela Aena em um ponto mais distante, cujas imagens serão analisadas.
A concessionária lamentou o ocorrido, prestou solidariedade à família da vítima e afirmou que colabora com as investigações, enquanto a polícia busca possíveis registros de câmeras de trânsito na região para avançar na apuração do caso.
Fonte: Jornal da Cidade Online





