Quinta, 13 de agosto de 2026
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) negou nesta quinta-feira (13) que a filiação do senador Flávio Bolsonaro ao partido Missão tenha ocorrido em decorrência de um ataque hacker ao
Segundo o tribunal, o registro foi realizado por meio do uso indevido da ferramenta de filiação por alguém que tinha acesso às credenciais do próprio Missão, utilizadas para efetivar novos vínculos partidários.
Diante do caso, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, encaminhou uma representação à Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) para que sejam adotadas as medidas consideradas cabíveis. O ministro também determinou a abertura de um inquérito pela Polícia Judiciária para investigar as circunstâncias do episódio.
A situação veio à tona depois que a defesa de Flávio Bolsonaro identificou uma mudança na filiação partidária do senador enquanto reunia a documentação necessária para o registro de sua candidatura.
Inicialmente, a equipe jurídica do parlamentar levantou a possibilidade de que o sistema tivesse sido invadido. Maria Claudia Bucchianeri, advogada da campanha de Flávio, afirmou que é "inequívoco que foi fraudulento".
Até então filiado ao Partido Liberal (PL), Flávio passou a aparecer no sistema eleitoral como integrante do Missão. A alteração provocou dificuldades para o registro de sua candidatura ao Tribunal Superior Eleitoral.
O PL já apresentou à Justiça Eleitoral um pedido para desfazer a filiação de Flávio ao Missão. De acordo com o TSE, a solicitação já está em análise.
Fonte: Jornal da Cidade Online



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