martins em pauta

domingo, 4 de outubro de 2026

“DIAS MAIS DIFÍCEIS”: Michelle detalha momento de Bolsonaro após Damares relatar que ex-presidente passou mal

Domingo, 04 de outubro de 2026


Foto: Wilton Junior/Estadão

A candidata ao Senado pelo Distrito Federal Michelle Bolsonaro (PL) precisou cancelar sua participação presencial em um evento de campanha realizado nesta sexta-feira (2), em Brasília. A ausência ocorreu devido a momentos de instabilidade emocional enfrentados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar decorrente de condenação por tentativa de golpe de Estado.

Inicialmente, a senadora Damares Alves (PL-DF), presente no evento, afirmou aos apoiadores que a ex-primeira-dama não pôde comparecer porque Bolsonaro havia passado mal. No entanto, Michelle esclareceu posteriormente que o marido não sofreu um mal-estar físico súbito, mas tem vivido “dias mais difíceis”, marcados por quadros de ansiedade e oscilações emocionais agravadas pela reta final da campanha eleitoral.

Participando de forma virtual e com uma aparência abatida, segundo relatos de aliados, Michelle destacou o desafio de conciliar a agenda política com a dedicação integral ao marido, uma vez que ela própria cumpre restrições de horários de circulação impostas pela Justiça. “Estou presa com meu marido, todo mundo sabe, tenho horário pra sair e horário para voltar. Não é fácil ter que associar também uma campanha com os cuidados de casa e estar ali também dando todo apoio para ele”, desabafou, acrescentando que pediu o apoio e orações de líderes religiosos.

A situação gerou fortes críticas da senadora Damares Alves à condução judicial do caso pelo Supremo Tribunal Federal. Para Damares, as restrições impostas a Bolsonaro — que não possui direito a um cuidador formal — acabam por punir também a ex-primeira-dama. “O ministro Alexandre de Moraes prendeu ao mesmo tempo o Bolsonaro e prendeu a Michelle, pois ele não tem direito a um cuidador. A Michelle é a carcereira do Bolsonaro”, declarou a parlamentar, que também levantou preocupações sobre o impacto da prisão na saúde do ex-presidente.

Com informações do Estadão

Na última live antes da eleição, Flávio cita Moraes e manda recado para Lula

 Domingo, 04 de outubro de 2026

Na última live antes das eleições, realizada neste sábado (3), o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) direcionou críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao Supremo Tribunal Federal (STF). Durante a transmissão, o senador afirmou que Lula dependeria do ministro Alexandre de Moraes para permanecer no cargo.

A transmissão foi realizada pelo canal TV Celular Flávio Bolsonaro. No programa, o candidato também questionou decisões do STF e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), afirmando que integrantes das duas Cortes estariam interferindo no processo eleitoral.

 

"Infelizmente, gente, o Brasil hoje está sem Presidente da República. O Lula, ele está sentado naquela cadeira, ele deve ao Alexandre de Moraes. Ele deve o seu mandato, o Lula deve o seu mandato ao Alexandre de Moraes."

Na sequência, Flávio afirmou que, em sua avaliação, Lula teria reduzido a articulação política com o Congresso e buscado apoio no Judiciário para sustentar seu governo. O candidato também relacionou sua crítica a decisões judiciais tomadas durante o período eleitoral.

"Por isso que esse país está essa bagunça. Ele compartilhou o seu poder, ele abdicou de presidir da forma democrática, ou conversando com o Congresso, e ele simplesmente abriu mão de da sua articulação dentro do Congresso e foi para o Supremo Tribunal Federal se garantir na caneta dos seus amigos."

O candidato ainda fez críticas ao PT e afirmou que Lula estaria buscando permanecer no poder por meio de medidas que, segundo ele, já haviam sido prometidas anteriormente. Flávio também acusou o partido de utilizar estruturas públicas para atingir adversários.

"Pela terceira, quarta vez que ele está tentando ser presidente e tá prometendo de novo o que não vai cumprir de novo. Ele já gastou mais de 350 bilhões de reais para se manter no poder."

Ao abordar a atuação da Polícia Federal e de ministros do STF e do TSE, Flávio associou essas ações ao episódio envolvendo o cancelamento do debate presidencial que seria promovido pela Globo.

"Esse é o PT, que joga o vale tudo, que usa a Polícia Federal para perseguir adversários, que usa os ministros que ele tem dentro do Supremo Tribunal Federal e dentro do TSE para tentar interferir nas eleições."

ELEIÇÕES 2026: Guia prático com o que pode e o que não pode neste domingo

Domingo, 04 de outubro de 2026


Foto: Reprodução/Internet

Milhões de brasileiros vão às urnas neste domingo (4) para o primeiro turno das Eleições 2026. A votação ocorre das 8h às 17h (horário de Brasília) e, para garantir que o processo ocorra de forma tranquila, o eleitor deve ficar atento a uma série de regras estabelecidas pela Justiça Eleitoral.

Quem estiver na fila até as 17h terá garantido o direito de votar. Antes de sair de casa, vale conferir o local de votação (pelo portal do TSE ou aplicativo e-Título), separar um documento oficial com foto e preparar a tradicional “colinha”.

O que está em disputa na urna

Neste pleito, os eleitores votarão na seguinte ordem: Deputado Federal, Deputado Estadual ou Distrital, Primeiro Senador, Segundo Senador, Governador e Presidente da República.

O que é permitido e o que é proibido na votação

Camisetas e manifestações:

É permitido usar camisetas, broches, adesivos ou bandeiras com preferências políticas. Contudo, a manifestação deve ser individual e silenciosa. Abordar eleitores para pedir votos, formar aglomerações com roupas padronizadas ou realizar carreatas e comícios é proibido.

Uso do celular:

O aparelho é proibido dentro da cabine de votação. O eleitor deve desligá-lo e deixá-lo no local indicado pela mesa receptora antes de votar, junto a máquinas fotográficas e filmadoras.

A “colinha” de papel:

É totalmente permitida e recomendada para agilizar a votação, desde que anotada previamente em papel.

Santinhos e propaganda:

A distribuição de santinhos e materiais de campanha no dia da eleição é crime (boca de urna). O “derrame de santinhos” nos arredores dos locais de votação também é rigidamente vedado.

Bebida alcoólica (Lei Seca):

Não existe uma regra nacional única. A proibição da venda e consumo depende de decretos locais de cada estado ou zona eleitoral (no Distrito Federal, por exemplo, não há restrição, enquanto no Ceará a venda foi proibida das 8h às 18h).

Documentação e justificativa

Para votar, é obrigatório apresentar um documento oficial com foto (como CIN, CNH, passaporte ou carteira de trabalho física). A carteira de trabalho digital e certidões não são aceitas. O título de eleitor não é obrigatório.

Quem não puder comparecer à votação deve justificar a ausência em até 60 dias após o pleito, preferencialmente pelo aplicativo e-Título, evitando multas e restrições burocráticas, como impedimentos para tirar passaporte ou assumir cargos públicos.

Com informações do Metrópoles


Em alta desde 2006, abstenção no 1º turno pode definir resultado entre Lula e Flávio Bolsonaro

Domingo, 04 de outubro de 2026


Foto: TRE/SP

A abstenção no primeiro turno das eleições presidenciais brasileiras tem apresentado trajetória de alta desde 2006. O índice acumulou um crescimento de quatro pontos percentuais até 2022, quando alcançou 20,79%, representando a ausência de 32,2 milhões de eleitores. Diante de um cenário atual marcado por grande acirramento e margens apertadas entre os principais concorrentes, analistas avaliam que o nível de comparecimento às urnas poderá ser o fiel da balança na disputa pelo Palácio do Planalto.

No pleito anterior, entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL), a dinâmica foi distinta: com margens mais amplas e menor apatia na reta final, a abstenção caiu no segundo turno pela primeira vez desde 2002. Na corrida atual, contudo, especialistas apontam fatores inéditos, como a ausência de debates entre os principais candidatos e um engajamento geral considerado baixo desde a redemocratização.

O impacto nas bases e divergências entre especialistas

Para o cientista político Antônio Lavareda, presidente da Abrapel, o crescimento da abstenção tende a penalizar a candidatura de Lula. Baseando-se na correlação quase absoluta de -0,97 entre menor escolaridade e abstenção, público tradicionalmente de maior apoio petista, Lavareda argumenta que as dificuldades logísticas e a insatisfação econômica pesam mais sobre os eleitores de menor renda e menor instrução.

“A abstenção vai prejudicar Lula porque ele tem menos votos entre os menos escolarizados do que tinha em 2022. Há uma insatisfação com a economia e a percepção de que ela não melhorará”, aponta o cientista político.

Em contrapartida, Luciana Chong, diretora do Datafolha, pondera que a projeção exata sobre quem será mais prejudicado é complexa. Dados de propensão de voto do instituto mostram perfis de menor engajamento concentrados entre jovens e menos escolarizados, mas com nuances geográficas importantes. Enquanto o Sudeste registra maiores taxas de propensão à ausência, o Nordeste demonstra índices mais elevados de fidelidade ao comparecimento.

O peso histórico e o voto obrigatório

Para Jairo Nicolau, pesquisador do CPDOC/FGV, o cenário atual gera curiosidade por evidenciar um clima de apatia e recusa à política cujos reflexos definitivos nas urnas ainda são imprevisíveis. Já Bruno Reis, professor de ciência política da UFMG, relativiza o impacto institucional do absenteísmo e destaca a resiliência do sistema brasileiro: para ele, mesmo com penalizações brandas pelo descumprimento do voto obrigatório, a taxa histórica de comparecimento em torno de 80% continua sendo um indicador positivo de engajamento cívico.

Com informações da Folha de São Paulo / Blog do BG


Trump acusa Brasil de omissão no enfrentamento ao PCC e ao CV e exige ações firmes imediatas

 Domingo, 04 de outubro de 2026

Em relatório anual enviado ao Congresso americano, a Casa Branca afirma que as facções brasileiras representam ameaça crescente à paz e à segurança mundial. O documento também aponta falhas de outros países e faz gestos positivos a governos recém-eleitos na América Latina.

O governo dos Estados Unidos declarou que o Brasil não tem combatido de forma adequada as organizações criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV). No texto, encaminhado ao Congresso, o governo Trump, cobra do governo brasileiro a adoção urgente de medidas rigorosas contra esses grupos. Segundo o relatório, as facções converteram o país em um importante centro de circulação mundial de cocaína.

O presidente Donald Trump afirma no documento que “essas organizações terroristas brasileiras constituem uma ameaça cada vez maior à paz e à segurança em escala global” e que o Brasil precisa agir com firmeza para enfrentá-las e derrotá-las antes que se expandam ainda mais. PCC e CV foram incluídos recentemente na lista norte-americana de organizações terroristas, apesar de o governo Lula ter sido contrário à ideia...

O texto destaca que, enquanto outras nações do Hemisfério Ocidental adotam iniciativas ousadas contra cartéis, o Brasil não estaria enfrentando adequadamente o PCC e o CV.O mesmo relatório classifica diversos países como pontos de produção ou trânsito de drogas e aponta que Afeganistão, Bolívia, Mianmar e Colômbia também deixaram de cumprir obrigações internacionais de combate ao narcotráfico. México e Canadá são cobrados a intensificar esforços para barrar a entrada de drogas nos EUA. A China é criticada pela continuidade do fluxo de precursores químicos usados na fabricação de fentanil.

Ao mesmo tempo, o documento valoriza mudanças políticas recentes em países sul-americanos, citando de forma positiva avanços em Venezuela, Bolívia e Colômbia, embora ressalte que novas ações ainda são necessárias.

Essa matéria pertence à Revista A Verdade. Acesse a última edição no link: https://assinante.jornaldacidadeonline.com.br/revistas/averdade/302

da Redação / Jornal da Cidade Online

Vereador do PT é apontado pelo MPSP como líder oculto de esquema de lavagem ligado ao PCC

Domingo, 04 de outubro de 2026

Foto: Reprodução

O Ministério Público de São Paulo (MPSP) denunciou o vereador Senival Pereira de Moura (PT) e outras 20 pessoas por suposto envolvimento em um esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC), por meio de empresas de ônibus.

Segundo a investigação, Senival seria o ‘líder oculto’ da Transunião e teria exercido influência sobre decisões e movimentações financeiras da empresa.

O parlamentar chegou a ser preso em 25 de junho durante a Operação Última Parada, mas foi solto no início de agosto após decisão judicial e responde ao processo em liberdade.

A defesa afirma que Senival é inocente e nega qualquer vínculo com o PCC ou participação em lavagem de dinheiro. O vereador também declarou anteriormente que confia na Justiça e que as acusações serão esclarecidas.

Com informações de Metrópoles

[VÍDEO] Pastor reage a fala de Lula sobre a Igreja Lagoinha e dispara: “Lava tua boca, endemoniado”

Domingo, 04 de outubro de 2026

O pastor Samuel Vagner, da Igreja Batista da Lagoinha em Alphaville, reagiu às declarações recentes do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a igreja e fez duras críticas ao petista.

O religioso chamou Lula de “irresponsável” e afirmou que o presidente não deveria criticar uma instituição que, segundo ele, reúne cerca de 1 milhão de pessoas.

“Esse cão desse presidente que falou mal da Lagoinha essa semana”, declarou o pastor. Em seguida, disparou contra Lula: “Lava a tua boca, endemoniado.”

Samuel Vagner também defendeu a atuação da igreja e afirmou que a instituição promove “salvação, libertação, cura” e transformação de famílias.

“A Lagoinha é uma igreja que tem salvação, libertação, cura, transforma família e faz muito mais do que esse presidente está fazendo”, afirmou.

[REVISTA OESTE] Golpe em gestação: Ministros apontam articulação de ala de Gilmar Mendes para contestar a eleição se Flávio Bolsonaro ganhar

Domingo, 04 de outubro de 2026

Foto: Igo Estrela / Getty Images
Por Cristyan Costa para a Revista Oeste
 
“Independência, equilíbrio e prudência.” Nunes Marques escolheu essas três palavras para anunciar como pretendia conduzir as eleições de 2026. Era 12 de maio, e o ministro assumia a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com uma defesa da liberdade de expressão e uma advertência: combater ameaças à democracia não autorizava “excessos incompatíveis com o Estado democrático de Direito”. Quatro anos antes, sob Alexandre de Moraes, o tribunal havia suspendido a divulgação de um documentário da Brasil Paralelo até depois do segundo turno. Agora, o novo presidente prometia contenção. Restava saber quanto espaço teria para praticá-la.
 
No Supremo Tribunal Federal (STF), a promessa encontrou desconfiança. Segundo apurou Oeste, uma ala da Corte discutia rever decisões da Justiça Eleitoral caso considerasse insuficiente a atuação de Nunes Marques e de seu vice, André Mendonça. A convivência tinha os contornos de uma trégua sob vigilância. Em junho, no programa Roda Viva, Gilmar Mendes tornou pública a disposição do Supremo de atuar como instância revisora diante de eventual parcialidade do TSE.
 
Nos meses seguintes, aquilo que parecia uma divergência jurídica começou a ganhar forma concreta em processos, liminares e decisões contraditórias. Na reta final da campanha, porém, três ministros ouvidos pela reportagem passaram a enxergar algo maior. Para eles, uma ala do Supremo prepara as condições jurídicas e políticas para que a disputa sobre os limites da Justiça Eleitoral não termine com a apuração dos votos. Caso o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) vença Lula, a batalha seguinte poderá ser pela legitimidade do próprio resultado.
Construção da narrativa
 
Na avaliação dessas fontes, o núcleo político da eventual contestação já está à vista: a suspeita de “interferência estrangeira” na campanha brasileira. Uma iniciativa do PT ajuda a entender por quê. Em 23 de setembro, o partido pediu ao ministro Flávio Dino uma investigação sobre uma possível atuação do governo de Donald Trump em favor de Flávio Bolsonaro. O pedido não foi apresentado em uma ação eleitoral. Entrou em um processo sobre a barragem de Mariana, em Minas Gerais, que já estava sob a relatoria de Dino. A escolha do caminho não era irrelevante. Naquela mesma ação, Dino havia estabelecido meses antes que decisões judiciais estrangeiras referentes ao Brasil só poderiam produzir efeitos no país mediante autorização do Supremo — uma reação às sanções impostas com base na Lei Magnitsky. O PT pediu que essa proteção fosse transportada para a eleição presidencial e alcançasse votação, apuração, proclamação do resultado e até diplomação do vencedor pelo TSE. “São bons de narrativa”, disse a Oeste um ministro, sob reserva. “Querem uma justificativa para questionar a vitória do adversário de Lula e esvaziar o TSE.”
 
O partido também requereu a abertura de investigação pela Polícia Federal e acesso a relatórios da Agência Brasileira de Inteligência. Pediu ainda que fossem avaliadas buscas no comitê de Flávio Bolsonaro e na sede nacional do PL, além de quebras de sigilo, mediante representação policial ou requerimento do Ministério Público. A petição cita relações com a organização norte-americana Rockbridge Network, publicidade no exterior favorável ao candidato e conteúdos utilizados por estruturas ligadas ao PL. O próprio documento, contudo, reconhece que o eventual financiamento estrangeiro precisa ser comprovado. Contatos internacionais, manifestações políticas e publicações produzidas no exterior, isoladamente, não demonstram que uma candidatura recebeu recursos ilegais.
 
É precisamente nesse espaço entre suspeita e prova que está a preocupação dos ministros ouvidos por Oeste. Uma investigação pode comprovar uma irregularidade. Pode também demonstrar que ela nunca existiu. O temor das fontes é outro: que a acusação adquira força política antes de qualquer conclusão e sobreviva até depois da contagem dos votos. A hipótese dos ministros é que, diante de uma derrota de Lula, a discussão deixe de ser apenas sobre propaganda, abuso de poder ou financiamento de campanha e se transforme em uma questão de soberania nacional. Nesse cenário, a controvérsia sairia da Justiça Eleitoral e chegaria ao Supremo com uma pergunta muito mais grave: uma vitória obtida sob alegada influência estrangeira poderia ser reconhecida? É esse salto — da fiscalização da campanha para a contestação do resultado — que dá dimensão à disputa em curso.
 
Disputa de poder
 
Outros processos das últimas semanas ajudam a compreender por que os ministros levam essa hipótese a sério. Em 25 de setembro, o vice-presidente do TSE, André Mendonça, determinou a retirada de publicações ligadas à informação falsa de que Flávio pretendia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. A ordem atingiu uma publicação do humorista Antonio Tabet. Para contestá-la, Tabet não abriu uma nova ação no TSE nem esperou o julgamento do colegiado eleitoral. Procurou Flávio Dino no Supremo e pediu que o ministro estendesse à publicação os efeitos de uma decisão tomada meses antes em outro caso — um processo envolvendo um vídeo sobre a inelegibilidade do ex-deputado Deltan Dallagnol.
 
Uma ação originada de uma disputa eleitoral no Paraná recebia, assim, um conflito da campanha presidencial. Dino acolheu o pedido e suspendeu a ordem de Mendonça antes de o TSE concluir o julgamento. A defesa de Flávio reagiu pelo mesmo caminho: recorreu a Luiz Fux em outra ação já existente no Supremo. Fux suspendeu a decisão de Dino e restabeleceu a determinação da Justiça Eleitoral. Dentro do próprio STF, portanto, duas decisões individuais apontavam em sentidos opostos sobre uma controvérsia que estava sob análise do TSE.
 
O tribunal eleitoral resolveu a questão em 30 de setembro. Manteve a retirada das informações falsas, mas preservou o post de Tabet depois de Mendonça ajustar seu voto. No dia seguinte, Dino reconheceu que seu processo havia perdido o objeto. Fez, contudo, uma ressalva: em questões constitucionais, a última palavra continuaria pertencendo ao Supremo. O episódio terminou. A disputa institucional, não. Antes disso, o Bolsa Família já havia mostrado como uma questão com impacto direto na campanha poderia sair da órbita do TSE. Em 18 de setembro, a pedido da Advocacia-Geral da União, o decano do STF reconheceu a legalidade do reajuste de 15% anunciado por Lula na véspera. Faltavam pouco mais de duas semanas para o primeiro turno. Gilmar decidiu dentro de um processo sobre a implementação da renda básica. Considerou que o aumento cumpria determinação anterior do Supremo e recompunha a inflação. Segundo apurou Oeste, integrantes da cúpula do TSE se irritaram com a iniciativa por entender que uma discussão sobre os limites eleitorais do reajuste deveria ocorrer na Justiça Eleitoral. O padrão se repetia: uma controvérsia surgida no meio da campanha era levada ao Supremo por meio de um processo aberto originalmente para discutir outro assunto.
 
Movimentos semelhantes apareceram nos Estados. Em Roraima, uma decisão de Dino sobre prazos de desincompatibilização afetou o registro de Arthur Henrique, candidato do PL apoiado por Flávio Bolsonaro. No Rio de Janeiro, um impasse no Supremo interferiu na sucessão temporária do governo estadual. No Ceará, Floriano de Azevedo Marques impôs restrições a adversários do governador petista Elmano de Freitas, decisão posteriormente suspensa por Mendonça. Os casos têm objetos, personagens e fundamentos diferentes. Não demonstram, isoladamente, uma articulação nacional. Para os três ministros ouvidos por Oeste, porém, ajudam a revelar algo que consideram decisivo: o Supremo já encontrou caminhos processuais para interferir em controvérsias eleitorais enquanto elas ainda estavam submetidas ao TSE.
 
Depois das urnas
 
É aqui que a preocupação muda de escala. Até agora, as intervenções atingiram publicações, registro de candidatura, acesso a recursos partidários, propaganda eleitoral e decisões administrativas com consequência política. A hipótese discutida nos bastidores do Supremo é que o mesmo mecanismo seja utilizado, depois da votação, sobre um objeto incomparavelmente maior: o resultado da eleição presidencial.
 
Na avaliação das fontes, a narrativa de interferência estrangeira daria o fundamento político dessa mudança. A disposição do STF de rever atos do TSE forneceria o caminho jurídico. Os pedidos já apresentados ao Supremo proporcionariam os processos. Faltaria o fato capaz de reunir essas peças: uma derrota de Lula. Se Flávio vencer, dizem os ministros ouvidos pela reportagem, a alegação de ingerência norte-americana poderia deslocar a discussão da contagem dos votos para as condições em que eles foram conquistados. O argumento deixaria de ser apenas o de proteger uma campanha contra uma ameaça estrangeira. Poderia servir para questionar a legitimidade da vitória do adversário.
 
Esse ponto é importante porque uma eleição presidencial não pode ser anulada apenas por suspeitas políticas. Seria necessário transformar a acusação em questão jurídica, apontar fatos, estabelecer nexo com a campanha e demonstrar consequência suficiente para comprometer a legitimidade do pleito. É justamente essa distância entre o discurso político e a consequência jurídica que torna decisivo o que ocorrerá depois do primeiro turno. Os três ministros consultados por Oeste não dizem que exista, hoje, uma decisão tomada para impedir a posse de Flávio Bolsonaro. O que afirmam é que estão sendo construídos argumentos, precedentes e vias processuais que poderiam ser acionados caso Lula seja derrotado.
 
Essa distinção precisa permanecer clara. A petição do PT não comprova uma operação para invalidar as eleições. As decisões de Dino, Gilmar ou outros ministros tampouco demonstram, isoladamente, uma ação coordenada. O alerta decorre da combinação desses movimentos e da leitura feita por integrantes da própria Corte sobre onde eles podem desembocar.
 
Na posse de maio, Nunes Marques prometeu independência, equilíbrio e prudência. Às vésperas da votação, porém, a disputa já ultrapassa os limites de sua presidência no TSE. O que está em jogo, na avaliação dos ministros ouvidos por Oeste, é saber se a autoridade da Justiça Eleitoral continuará valendo quando proclamar um vencedor que uma ala do Supremo não deseja. Se a hipótese dessas fontes se confirmar, a intervenção terá mudado de natureza. Deixará de servir apenas para rever decisões tomadas durante a campanha e alcançará a própria escolha feita nas urnas. A suspeita de interferência estrangeira poderá fornecer o argumento; os processos já abertos, o caminho; e o Supremo, a instância encarregada de decidir até onde vale o resultado proclamado pelo TSE. Nesse cenário, a eleição não terminaria com a contagem dos votos. O eleitor elegeria o presidente, mas a escolha permaneceria sujeita à aprovação de ministros que não receberam um único voto. A vontade popular deixaria de ser soberana. Entre a decisão das urnas e o exercício do poder, estaria a toga.
Revista Oeste

Esquenta cada vez mais o caldeirão do STF

 Domingo, 04 de outubro de 2026

Nada se compara ao que vimos nas últimas eleições.

Bolsonaro não podia sequer dar entrevistas dentro do Alvorada. Hoje, o mesmo palácio virou palco de vídeos inflamados e entusiastas.

O voto? Virou mercadoria. Não precisa ser pago na hora: basta esperar o depósito do fim do mês.

Nos palcos de campanha, vale tudo: “cinquenta conto”, pão com mortadela, ônibus para ir e vir.

As fake news? Disparadas sem pudor pelo candidato da esquerda. Até Nossa Senhora já se ruboriza.

O CALDEIRÃO DO PODER

Agora, os “indicados” da presidência — que jamais deveriam ser amigos ou chegados — estão no mesmo caldeirão.

Não apenas colaboram com a campanha, mas temem por seus próprios interesses.

A desfaçatez assusta até o mais simples dos cidadãos.

Ministros discutem abertamente ações contra si, mesmo diante de provas reais.

Definem seus rumos pelo quanto já “levaram”.

INTERVENÇÃO EXTERNA

E ainda se preocupam com a intervenção externa.

A mesma que já lhes foi útil no momento exato.

Escândalos abafados.

Despesas escondidas sob sigilo de 100 anos.

Primeira dama fora do país mais do que piloto comercial.

Malas que todos vêem, mas que “ninguém viu, ninguém verá”.

Proteção infalível do próprio rebanho.

CASAS DO POVO

Presidentes das chamadas “casas do povo” sentados sobre processos que não acabam.

Tudo já demonstrado, mas sempre carecendo de análise.

Os fatos e as falcatruas andam nus pelas ruas.

Mas atreva-se a falar alguma coisa...

E O POVO?

Enquanto isso, o trabalhador acorda às 5 da manhã, pega ônibus lotado, paga impostos caros, e vê seu dinheiro virar segredo de 100 anos.

Quem paga essa conta?

O povo. Sempre o povo. 

sábado, 3 de outubro de 2026

URGENTE: Nova pesquisa aponta vitória de Zucco no 1º turno

Sábado, 03 de outubro de 2026

Pesquisa Quaest divulgada neste sábado (3), na véspera do primeiro turno, mostra Luciano Zucco (PL) na liderança da corrida pelo governo do Rio Grande do Sul. O candidato aparece com 52% dos votos válidos, enquanto Juliana Brizola (PDT) registra 35%. Gabriel Souza (MDB) tem 12%, e Marcelo Maranata (PSDB) aparece com 1%.

Na sequência, Cesar Pontes (PCO), Priscila Voigt (UP) e Rejane de Oliveira (PSTU) registram 0% dos votos válidos. Com o percentual apresentado pela pesquisa, Zucco aparece numericamente acima do patamar necessário para encerrar a disputa já no primeiro turno, embora o resultado oficial dependa dos votos efetivamente registrados nas urnas.

Impressionante! Zucco está pronto para mudar o RS!

O levantamento foi encomendado pelo Grupo RBS e ouviu 2.004 eleitores com 16 anos ou mais entre os dias 2 e 3 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada na Justiça Eleitoral sob o número RS-08922/2026.

Fonte: Blog do BG

Contato : (84) 9 9151-0643

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