martins em pauta

quinta-feira, 21 de maio de 2026

Pesquisas indicam que apoio popular contra escala 6×1 começa a perder força

Quinta, 21 de maio de 2026

Foto: Bruno Peres 

O apoio popular à proibição da escala 6×1 vem perdendo força nas últimas semanas, de acordo com diferentes medições de opinião pública. Segundo dados do Datafolha, da AtlasIntel, da Genial/Quaest e da Escuta Social da Abrasel indicam que esse apoio vem diminuindo à medida que o debate se estabelece e a população passa a conhecer os impactos econômicos, custos e o risco de piora dos serviços essenciais.

Em março de 2026, a Escuta Social da Abrasel registrou 73% de aprovação ao fim da escala 6×1 nas redes sociais. No mesmo período, o Datafolha apontava 71%. Já em 26 de abril, o indicador da Escuta Social caiu para 66%, sinalizando uma mudança na percepção em poucas semanas. Em 30 de abril, levantamento da AtlasIntel mostrou um patamar ainda mais baixo, com 59,4% de favoráveis.

Em 1º de maio, a Escuta Social indicou 67% de apoio, mas a tendência de queda voltou a aparecer na sequência. Em 8 de maio, o Datafolha registrou recuo para 64%. As perguntas das duas pesquisas do Datafolha não eram exatamente iguais, pois em maio a pergunta sobre o apoio era precedida por uma pergunta sobre o nível de conhecimento do assunto, mas as duas avaliaram o suporte à proibição. O percentual de 64% se repetiu no dia 9 de maio na Escuta Social da Abrasel. No levantamento da Genial/Quaest, o apoio, que era de 72% em dezembro, caiu para 68% em maio. O conjunto dos dados revela um desgaste gradual do apoio popular à proposta nos levantamentos mais recentes que permitem comparação temporal.

No caso específico do Datafolha, a Abrasel observa que as perguntas feitas em março e em maio tiveram formulações diferentes. Ainda assim, os resultados ajudam a mostrar uma mudança no ambiente de opinião: em março, quando a pergunta tratava da redução da jornada máxima de trabalho, o apoio foi de 71%; em maio, quando a pergunta passou a tratar diretamente da proposta de fim da escala 6×1, o apoio registrado foi de 64%.

A Escuta Social da Abrasel já aponta que a tendência de recuo segue, de forma ainda mais acelerada, no ambiente digital.

Para a Abrasel, esse movimento mostra que a sociedade não está simplesmente rejeitando o debate sobre qualidade de vida, mas passando a se perguntar: quem paga essa conta e como os serviços vão funcionar?

A Escuta Social da Abrasel é um sistema de medição contínua que acompanha a evolução da opinião pública a partir da análise de publicações e comentários em mídias sociais, como YouTube, Facebook, Instagram, X e TikTok, além de conteúdos publicados em grandes veículos jornalísticos e sites de opinião. O indicador funciona como um termômetro do debate público e permite identificar mudanças de percepção conforme novas informações passam a circular.

Mesmo diante dessa tendência, o Congresso Nacional tem acelerado a tramitação de projetos que tratam da proibição da escala 6×1. Para o presidente da Abrasel, Paulo Solmucci, há um claro descompasso entre o ritmo do Legislativo e o amadurecimento da discussão na sociedade.

A Tarde

[VÍDEO] SOBROU PRO VICE: Alckmin ouve gritos de “Lula ladrão” e “seu lugar é na prisão” em Marcha dos Prefeitos

Quinta, 21 de maio de 2026

Imagens: Reprodução/Bahia Feed

O vice-presidente Geraldo Alckmin (PSD) ouviu protestos durante a sua participação na Marcha dos Prefeitos, em Brasília. Vídeos que circulam nas redes sociais registram o momento em que parte dos presentes iniciou as manifestações.

Mesmo com a ausência do presidente Lula (PT) no evento, o público direcionou as críticas ao governo federal. Coros com as frases “Lula ladrão, seu lugar é na prisão” ecoaram pelo auditório principal do encontro.

O episódio expôs o clima de descontentamento de diversos gestores municipais com a atual gestão federal. Os prefeitos relatam dificuldades financeiras severas devido à queda na arrecadação e ao aumento expressivo das despesas locais.

Enquanto parlamentares da oposição afirmam que o protesto reflete o sentimento real de desgaste do governo em várias regiões, integrantes e aliados da base governista tentam minimizar o ocorrido, classificando o ato como um episódio isolado.

Ministro André Mendonça vai analisar pedidos para criação de CPI do Banco Master

Quinta, 21 de maio de 2026

Foto: Rosinei Coutinho/STF

O ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), foi designado para relatar e analisar as ações que envolvem os pedidos de criação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar o Banco Master.

Com o ministro, há ações apresentadas pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), pelo deputado Kim Kataguiri (Missão-SP) e por outros parlamentares de oposição.

O magistrado terá o poder de destravar ou arquivar uma das principais frentes de pressão política e econômica que miram a instituição financeira nos bastidores do Congresso e do Judiciário.

A decisão de André Mendonça definirá se as suspeitas que orbitam o Banco Master serão debatidas sob o holofote político e midiático de uma CPI ou se a apuração permanecerá restrita aos canais jurídicos e sigilosos tradicionais.

Outros casos

O ministro Kassio Nunes Marques também foi sorteado como relator de um mandado de segurança para forçar o Congresso Nacional a iniciar uma CPI sobre o tema.

Em março, o ministro Cristiano Zanin negou o pedido apresentado pelo deputado federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) para criar uma CPI. Na decisão, o magistrado apontou “defeitos processuais” na petição apresentada ao Supremo e entendeu que o tema deve ser inicialmente analisado no âmbito do próprio Poder Legislativo.

R7


Moraes manda governo brasileiro adotar medidas para extraditar Zambelli

Quinta, 21 de maio de 2026

Screenshot

Foto: Vinicius Loures

O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou nesta quarta-feira (20) que o Ministério da Justiça e o Itamaraty adotem as providências necessárias para iniciar o processo de extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli.

FAB age, avião é interceptado, cai e militares encontram algo chocante

Quinta, 21 de maio de 2026



A ação ocorreu na segunda-feira (18), após os órgãos de segurança detectarem a entrada irregular de um avião no espaço aéreo brasileiro. Segundo as autoridades, a aeronave vinha do exterior e não possuía plano de voo registrado, situação que levantou suspeitas de envolvimento com tráfico internacional de drogas.

Diante da movimentação considerada suspeita, a FAB acionou os protocolos de policiamento e defesa aérea, passando a monitorar o trajeto do avião. Durante a operação, a aeronave realizou um pouso forçado em uma área isolada e acabou ficando submersa na água.

Quando as equipes chegaram ao local da ocorrência, os ocupantes já haviam fugido. Nas imediações do avião, os agentes encontraram diversos fardos de skunk espalhados pela região. A quantidade total da droga apreendida ainda está sendo contabilizada pelas autoridades.

Conhecido popularmente como “supermaconha”, o skunk possui níveis elevados de THC, substância responsável pelos efeitos psicoativos da cannabis. O entorpecente costuma ingressar no país por rotas da Região Norte e frequentemente aparece associado a organizações criminosas envolvidas no tráfico internacional.

A aeronave permanece submersa enquanto equipes da Polícia Federal e da FAB trabalham na retirada da estrutura e no recolhimento completo da carga ilícita.

As investigações seguem em andamento para identificar os pilotos envolvidos, possíveis financiadores do transporte da droga, responsáveis pela logística em solo e eventuais conexões internacionais ligadas ao esquema criminoso.

Governo Federal nomeia mais de mil analistas aprovados no Concurso Unificado

Quinta, 21 de maio de 2026

Foto: Reprodução

O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) oficializou, nesta quarta-feira (20), a nomeação de 1.076 analistas técnicos executivos aprovados na 2ª edição do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU 2). As portarias trazem as listas dos novos servidores da administração federal.

Os selecionados pertencem às especialidades técnico-administrativa, contabilidade, comunicação social, administração e técnico-educacional. Embora a maioria (1.000 vagas) pertença ao quadro do MGI, a atuação será distribuída de forma descentralizada por 40 órgãos públicos, incluindo os ministérios da Fazenda, Saúde e Cidades.

Eles têm o prazo legal de 30 dias para tomar posse, sob risco de terem o ato tornado sem efeito. Os candidatos que optarem por solicitar a reclassificação para o final da fila também deverão formalizar o pedido em até 30 dias por meio do site oficial.

Exigências para Posse

Para garantir o cargo, os aprovados devem providenciar toda a documentação civil, comprovação de escolaridade exigida pelo edital e o registro no conselho de classe competente, nos casos específicos em que a função demandar o registro.

Documentos obrigatórios:

  • Carteira de Identidade (CI/CIN) e CPF

  • Certidão de casamento ou comprovante de união estável (se houver)

  • Certificado de reservista ou dispensa (para candidatos do sexo masculino)

  • Cadastro PIS/PASEP (caso já possua registro)

  • Comprovante de escolaridade e diploma reconhecido pelo MEC

  • Comprovante de conta salário (titularidade do ingressante)

  • Declaração e-Patri e atestado de aptidão física/mental (via perícia médica)

  • Registro Nacional Migratório (RNM/RNE) e passaporte (apenas para estrangeiros)

Exames clínicos necessários (de responsabilidade do candidato):

  • Hemograma completo com plaquetas e Tipagem sanguínea (ABO e fator RH)

  • Glicemia de jejum e Creatinina

  • Lipidograma (colesterol total e triglicérides)

  • AST (TGO) e ALT (TGP)

  • EAS (Elementos Anormais e Sedimento)

Dúvidas sobre o processo de inspeção médica oficial podem ser encaminhadas diretamente para o e-mail oficial do órgão: cape.dgp@gestao.gov.br.

Vaza suposto "prazo" para teste do nome de Flávio e Valdemar se manifesta

Quinta, 21 de maio de 2026

O presidente do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, utilizou as redes sociais para negar que o partido esteja realizando um “teste de resistência” com o senador Flávio Bolsonaro na disputa pela Presidência da República.

As especulações surgiram após uma reunião interna da legenda realizada nesta terça-feira (20), convocada para discutir o desgaste enfrentado pelo senador e os próximos passos da pré-campanha presidencial.

Em publicação nas redes, Valdemar afirmou que suas declarações durante o encontro foram interpretadas de maneira equivocada e garantiu acreditar em uma recuperação do desempenho de Flávio nas pesquisas eleitorais nas próximas semanas.

“Fiz comentários internos sobre um prazo estimado de 15 dias para o início da retomada do crescimento do senador Flávio Bolsonaro nas pesquisas. De forma oportunista e distorcida, tentaram inverter completamente o sentido da minha fala, atribuindo a ela uma interpretação que jamais existiu”, escreveu o dirigente partidário.

Segundo Valdemar, a base política do senador continua fortalecida, apesar das recentes quedas registradas em levantamentos eleitorais divulgados nos últimos dias.

Veja: 

Revelado o que aconteceu com o perito que vazou contrato de Viviane Barci

Quinta, 21 de maio de 2026



Entre as medidas determinadas pela Corte está o afastamento cautelar de um perito da Polícia Federal suspeito de repassar dados da investigação à imprensa.

Segundo comunicado divulgado pelo STF, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão, além da suspensão temporária do exercício da função pública do agente investigado.

Embora a nota oficial não detalhe quais informações teriam sido vazadas, apurações indicam que o foco da investigação envolve documentos relacionados ao contrato firmado entre o Banco Master e o escritório Barci de Moraes Sociedade de Advogados, vinculado à advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes.

De acordo com informações ligadas ao caso, a Polícia Federal já vinha investigando a origem de sucessivos vazamentos desde o início da Operação Compliance Zero. A suspeita é de que o servidor afastado não apenas tenha compartilhado dados sigilosos, mas também orientado terceiros sobre a divulgação do conteúdo.

A investigação foi instaurada no Supremo em março, após solicitação da defesa de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. Os advogados alegaram que mensagens extraídas de celulares apreendidos começaram a circular na imprensa antes mesmo de o material ser disponibilizado integralmente à própria defesa.

Na decisão que autorizou a abertura do inquérito, André Mendonça ressaltou que o objetivo da apuração é verificar possíveis violações funcionais praticadas por pessoas responsáveis pela guarda dos dados sigilosos, sem qualquer direcionamento contra jornalistas ou veículos de imprensa.

O episódio ganhou maior repercussão após a divulgação de detalhes sobre o contrato firmado entre o Banco Master e o escritório Barci de Moraes. Conforme documentos revelados pela imprensa, o acordo previa pagamentos de R$ 129 milhões ao longo de três anos, o equivalente a cerca de R$ 3,6 milhões mensais.

Informações da Receita Federal apontam que o banco declarou pagamentos superiores a R$ 80 milhões ao escritório entre 2024 e 2025. Já dados encaminhados à CPI do Senado que investigou organizações criminosas indicam a realização de 11 repasses mensais de R$ 3,6 milhões durante 2024, somando aproximadamente R$ 40 milhões no período.

Em manifestação divulgada anteriormente, o escritório Barci de Moraes afirmou que prestou serviços de consultoria jurídica e atuação processual ao Banco Master entre fevereiro de 2024 e novembro de 2025. Segundo a banca, o trabalho envolveu 94 reuniões e uma equipe composta por 15 advogados, além do apoio de outros três escritórios especializados.

Contato : (84) 9 9151-0643

Contato : (84) 9 9151-0643