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sexta-feira, 7 de agosto de 2026

Eleição será a primeira deste século sem mulheres em chapas presidenciais competitivas

Sexta, 07 de agosto de 2026

Arte / Folha de São Paulo

A eleição presidencial de 2026 será a primeira deste século a não ter mulheres nas chapas presidenciais competitivas. Desde 2002, ao menos uma mulher foi candidata a presidente ou a vice-presidente nessas chapas, segundo levantamento da Folha.

A reportagem considerou como competitivas as duplas cujo partido do candidato ao cargo de presidente tinha representante no Congresso Nacional e que conseguiram ao menos 1% dos votos no primeiro turno.

Atualmente, apenas duas mulheres compõem uma chapa presidencial com ao menos 1% de intenção de voto em pesquisas como oúltimo Datafolha, do fim de julho: Samara Martins, candidata a presidente pela UP (Unidade Popular), e sua vice, Raquel Bricio, do mesmo partido. A UP não tem representantes na Câmara e no Senado.

Havia a expectativa de que ao menos mais uma mulher compusesse as chapas fechadas para as eleições de 2026. O senador e candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aventou mulheres de vice para diminuir a rejeição junto ao eleitorado feminino, mas definiu nesta quarta-feira (5) o deputado federal Alfredo Gaspar (PL-AL) como parceiro na disputa.

A falta de mulheres com candidaturas para os cargos marca um ano eleitoral no qual a participação feminina na política foi alvo de figuras públicas de direita, como Paulo Figueiredo, aliado da família Bolsonaro que fez declarações questionando o voto feminino, na esteira de investidas contra esse direito no Brasil e nos Estados Unidos.

Nas eleições presidenciais de 2022, três mulheres estiveram em chapas competitivas. Simone Tebet foi candidata a presidente pelo MDB, mas recebeu menos de 5% dos votos no primeiro turno, que disputou ao lado da vice Mara Gabrilli, então no PSDB.

Tebet se tornou ministra do Planejamento no governo Lula (PT) e atualmente é candidata ao Senado por São Paulo pelo PSB.

Também foi vice Ana Paula Matos, na chapa de Ciro Gomes, ambos pelo PDT. Eles tiveram 3% dos votos no primeiro turno.

Já 2018 foi o ano com mais vices mulheres nas chapas presidenciais competitivas. Pelo PC do B, Manuela d’Ávila compôs com Fernando Haddad (PT) a chapa que chegou ao segundo turno, mas perdeu para o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), marcado na vida pública por ataques a mulheres.

Ciro Gomes disputou também naquele ano na companhia de uma mulher, dessa vez Kátia Abreu, pelo PDT. Eles ficaram em terceiro lugar no primeiro turno, com 12,47% dos votos, em cenário no qual parte dos eleitores tentava uma alternativa a Bolsonaro e à candidatura petista.

Foram também candidatas a vice Ana Amélia Lemos, pelo PP, na chapa com Geraldo Alckmin, então no PSDB, e Suelene Balduino, vice de Cabo Daciolo, pelo partido Patriota.

Já Marina Silva, atualmente concorrendo ao Senado por São Paulo, tentou a presidência pela Rede, quando fez 1%.

O ano de 2014 foi marcado pelo feito singular de três mulheres na cabeça de chapas competitivas. Dilma Rousseff (PT) conseguiu a reeleição, mas sofreu impeachment menos de dois anos depois em um processo no qual ela acusou adversários de machismo.

Ela teve como concorrentes Marina Silva, que fez pelo PSB 21,32% dos votos no primeiro turno, e Luciana Genro, com menos de 2% pelo PSOL.

As duas principais concorrentes mulheres também tinham se confrontado em 2010, ano com Dilma e Marina disputando o cargo de presidente da República. A petista fez 46,91% no primeiro turno, contra 19,33% de Marina, que não foi para a segunda rodada da disputa, vencida por Dilma contra José Serra (PSDB).

Em 2006, a única mulher nas chapas competitivas foi Heloísa Helena. Ela fez, pelo PSOL, 6,85% dos votos, ficando em terceiro lugar na disputa. Por fim, 2002 teve uma candidata a vice-presidente: Rita Camata, do PMDB, foi vice de José Serra (PSDB). Eles fizeram 23,2% dos votos no primeiro turno, mas perderam para Lula e José Alencar no segundo.

Folha de São Paulo

Crise entre Brasil e Argentina é ponto mais baixo de 40 anos de boa relação

Sexta, 07 de agosto de 2026

                                                                            Foto: Estadão

O rebaixamento das relações diplomáticas entre Brasil e Argentina, determinado pelo Itamaraty nesta terça-feira (4) em resposta aos ataques do presidente Javier Milei a Luiz Inácio Lula da Silva (PT), é a mais grave crise entre dois países que trabalharam para construir fortes laços nas últimas quatro décadas.

A mais recente derrocada entre os vizinhos teve início em 2019, quando o ex-presidente de esquerda Alberto Fernández assumiu o poder no momento em que Jair Bolsonaro terminava seu primeiro ano de mandato no Palácio do Planalto.

Desde então, houve apenas um ano de trégua, no qual os aliados Fernández e Lula comandaram suas respectivas nações simultaneamente. Mas, mesmo nesse período de desavenças políticas iniciado há sete anos, nunca a relação entre Brasil e Argentina esteve em um ponto tão baixo quanto nos últimos dias.

A tensão teve início em 25 de julho, quando Milei chamou Lula de ladrão e presidiário durante o lançamento da campanha de Flávio Bolsonaro (PL) em São Paulo —um combo que uniu 1. ofensa ao presidente; 2. no evento de um adversário; 3. em solo nacional.

A convocação dos embaixadores da Argentina e do Brasil no dia seguinte não foi suficiente, já que o ultraliberal reafirmou os ataques no último domingo (2), em entrevista a uma emissora argentina. Segundo membros do governo Lula, as relações se darão apenas com os encarregados de negócios nos dois países enquanto os ataques persistirem.

“Isso não tem precedente pelo menos desde o século 19”, afirma Miriam Saraiva, professora de relações internacionais da UERJ (Universidade do Estado do Rio de Janeiro). “Quando um país fica sem embaixador, precisa negociar com o segundo escalão. A relação fica mais limitada à manutenção do que já está em funcionamento, e iniciativas novas não conseguem ir para frente.”

O ineditismo da medida não significa que a convivência entre os dois países sempre tenha sido pacata. A história dessa relação, aliás, é marcada por rivalidades até o começo dos anos 1980 —incluindo conflitos armados quando o Brasil era um império e a Argentina ainda não havia se constituído como nação.

Mais recentemente, no século 20, as disputas se davam principalmente pela influência regional. “No início do século 20, por exemplo, houve a chamada Crise dos Encouraçados, a compra de armamentos navais por Argentina e Brasil que quase incorreu no risco de uma corrida armamentista entre os dois países”, diz Tullo Vigevani, cientista político e professor da Unesp (Universidade Estadual Paulista).

Isso mudou na década de 1980, e os dois tratados que simbolizam esse novo momento são um acordo para uso pacífico da energia nuclear, primeiro passo para a criação da Abacc (Agência Brasileiro-Argentina de Contabilidade e Controle de Materiais Nucleares), em 1991; e, principalmente, a Declaração do Iguaçu, assinada em 30 de novembro de 1985 pelos então presidentes José Sarney (Brasil) e Raúl Alfonsín (Argentina) e embrião do que seria o Mercosul.

Isso não significa que não tenha havido desacordos ao longo desse percurso mais recente. “As tensões nas relações bilaterais entre países sempre existiram; elas são inerentes ao convívio internacional. Assim como existe alinhamento e acordo, existe o conflito e a disputa”, diz Leonardo Granato, professor de administração pública na UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul).

Algumas das principais disputas ocorreram em 1994, quando, sob o governo Itamar Franco, o Brasil pleiteou de forma mais explícita um assento permanente no Conselho de Segurança da ONU; e em 1999, quando o presidente argentino Carlos Menem enviou uma carta ao então homólogo americano, Bill Clinton, pedindo a entrada de seu país como “membro associado” da Otan, a aliança militar ocidental.

Em nenhum momento, porém, a crise chegou ao ponto de rebaixar as relações —mesmo quando os dois países se desencontravam ideologicamente, o que não era um pré-requisito para a boa convivência. Isso mudou com a nova onda de direita na região.

Após Fernández vencer as primárias, em agosto de 2019, Bolsonaro afirmou que poderia haver uma onda de migrantes no Rio Grande do Sul “se essa esquerdalha” ganhasse, ao que o argentino respondeu afirmando que o ex-presidente brasileiro era “racista, misógino e violento”.

Quando Fernández por fim venceu as eleições, em outubro, Bolsonaro disse que a Argentina havia escolhido mal seu representante. Dois dias após o pleito, o então deputado federal Eduardo Bolsonaro compartilhou um meme que colocava lado a lado uma foto dele mesmo segurando um fuzil e do filho de Fernández, Estanislao Fernández, que é drag queen.

“O que a gente viu nos últimos oito anos é inédito nessas quatro décadas. São presidentes que não tem o menor desejo de trabalhar juntos, de manter encontros de alto nível. Isso não é tão essencial para a manutenção das relações —as questões práticas do dia a dia, o comércio, investimentos, se mantém”, afirma Paulo Velasco, professor de política internacional da UERJ. “Mas você não tem um impulso que ajude a catalizar projetos em um momento desafiador para a América do Sul.”

Folha de São Paulo

GOVERNO DO ESTADO É DESMASCARADO: empresa terceirizada desmente secretário de saúde

Sexta, 07 de agosto de 2026


Divulgação / Sesap

A Justiz Terceirização divulgou uma nota desmentindo o secretário estadual de Saúde, Alexandre Motta, que tentou transferir para a empresa a responsabilidade pela possível suspensão dos serviços de média e alta complexidade prestados à rede municipal de saúde de Natal, custeados com recursos financeiros do Orçamento Geral do Estado (OGE).

A empresa anunciou que esses serviços poderão ser suspensos a partir da próxima terça-feira (11) devido à falta de repasses referentes a dezembro de 2025 e fevereiro e maio de 2026. O secretário Alexandre Motta gravou um vídeo alegando que os pagamentos atrasados são referentes a “contratos anteriores que são indenizatórios”, que segundo ele “não estão protegidos por um contrato” e precisam de “um trâmite especial mais lento para poder fazer o pagamento”.

A Justiz, na nota, rebateu o secretário dizendo que a empresa “sempre esteve amparada por contrato regularmente firmado com a Sesap”. Além disso, afirmou que “o teto financeiro foi extrapolado pela própria Sesap”, o que levou à “necessidade de pagamento pela via indenizatória — modalidade que deveria ser usada apenas em situações pontuais, mas que se tornou justificativa para a inadimplência”.

Em bom português, a empresa está dizendo que o secretário criou uma falsa desculpa para justificar o atraso nos repasses, que poderá resulta na suspensão de serviços essenciais para os usuários da saúde pública em Natal. A incompetência do Governo do Estado, em espacial da Sesap, é mais uma vez desmascarada.

ROMBO DA PREVIDÊNCIA: Déficit do RN já supera R$ 1 bilhão em apenas seis meses em 2026

Sexta, 07 de agosto de 2026

Foto: Reprodução

O Regime Próprio de Previdência dos Servidores do Rio Grande do Norte (RPPS) fechou o primeiro semestre de 2026 com um déficit de R$ 1,022 bilhão, segundo dados do Relatório Resumido da Execução Orçamentária (RREO) do terceiro bimestre. O resultado mostra que as receitas do sistema não foram suficientes para bancar o pagamento de aposentadorias e pensões dos servidores. Isso obriga o Tesouro Estadual a cobrir a diferença.

A situação pode se agravar ainda mais até o fim do ano. A projeção apresentada no relatório indica que o déficit previdenciário poderá atingir R$ 2,437 bilhões em 2026. O levantamento também aponta que o Fundo em Capitalização do RPPS vem acumulando resultados negativos no primeiro semestre desde 2019, evidenciando o desequilíbrio entre arrecadação e despesas do sistema.

O déficit previdenciário é um dos principais indicadores das contas públicas estaduais e mede a diferença entre o que é arrecadado para financiar a previdência dos servidores e o total gasto com aposentadorias e pensões. Quanto maior esse rombo, maior a necessidade de aportes do governo estadual para manter o pagamento dos benefícios.

VINGANÇA CONTRA A LAVA JATO: Punição de juíza Gabriela Hardt simboliza inversão de valores no Brasil

Sexta, 07 de agosto de 2026

A decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) de punir a juíza da 13ª Vara Federal de Curitiba, Gabriela Hardt, com o afastamento do cargo por dois anos por falta de cautela e violação de deveres funcionais é mais um capítulo da “vingança” contra a Operação Lava Jato. A opinião é do jornalista Mário Sabino, publicada em sua coluna no portal Metrópoles.

Gabriela Hardt substituiu Sergio Moro na 13ª Vara Federal de Curitiba e condenou Lula no processo do sítio de Atibaia. O colunista afirma que a juíza está sendo punida por erros administrativos enquanto aqueles que protagonizaram grandes esquemas de corrupção escaparam das consequências mais severas.

Foto: Gil Ferreira

Na avaliação de Mário Sabino, o caso representa uma inversão de valores no país. Para o jornalista, integrantes da Lava Jato passaram a ser tratados com rigor extremo por decisões tomadas no exercício da função, enquanto autoridades e figuras influentes que, segundo ele, cometeram crimes graves continuam protegidas pelo sistema. A Justiça, na opinião dele, estaria sendo usada para ajustar contas com quem combateu a corrupção, não para responsabilizar os corruptos.

O jornalista conclui que a punição de Gabriela Hardt aumenta a percepção de que a Lava Jato deixou de ser julgada por seus resultados no enfrentamento à corrupção e passou a ser alvo de uma revanche institucional. Para Sabino, o Brasil vive um momento em que quem aplicou a lei responde com mais rigor do que aqueles que se beneficiaram da impunidade.

“Vivemos em um país onde juízes honestos, como Gabriela Hardt, são submetidos aos rigores da lei, enquanto lei nenhuma se aplica a quem se julga acima dela, como ministros do STF. Não existe ‘falta de cautela’, ‘violação de direitos funcionais’ ou qualquer outra regra de contenção para eles”, escreve ele.


 

Criminalista defende bandido? Então Lula acabou de entregar o filho

Sexta, 07 de agosto de 2026



 

“Ele não era criminalista. E pensaram: ‘O Lula vai perder, porque o Lula não tem criminalista’. Sabe por que eu não contratei criminalista? Porque eu acho que criminalista não sabe defender inocente. Criminalista defende bandido. E foi assim que eu venci. Com muita teimosia, cara. Minha mulher queria que eu saísse da cadeia fazendo um acordo. Meus filhos queriam que eu saísse. Eu falei: ‘Eu não saio’. Era uma obsessão de provar minha inocência…”

Cabe fazer algumas ressalvas à fala do presidente Lula. Primeiro, a condenação de Lula em primeiro grau, proferida pela 13ª Vara Federal de Curitiba, pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro — no âmbito da Operação Lava Jato, envolvendo o caso do triplex do Guarujá e o do sítio de Atibaia —, foi confirmada pelo TRF4 e, posteriormente, pelo STJ.

Encerrada a competência do STJ, a defesa de Lula impetrou habeas corpus, suscitando, estranhamente, a incompetência do Juízo de Curitiba, o que, após a concessão de liminar pelo Ministro Fachin, foi confirmado pela maioria dos ministros do STF.

Como o processo teve de recomeçar ab initio na Justiça Federal do Distrito Federal, e diante do longo lapso temporal, sobreveio a prescrição — que nada mais é do que a perda, pelo Estado, do poder-dever de punir. Daí a fala dos leigos em Direito de que Lula teria sido “descondenado”, e não absolvido, uma vez que as decisões chegaram a reconhecer sua conduta delituosa.

Voltando à entrevista de Lula, faço minhas as palavras contidas na nota publicada pela OAB/SP, parte da qual transcrevo abaixo:

“A fala reflete um preconceito inaceitável quanto à função da advocacia criminal e preocupa ainda mais quando difundida pelo presidente da República. O advogado criminalista não defende o crime; defende a Constituição, o devido processo legal, a ampla defesa e o contraditório, garantias fundamentais asseguradas a todos os cidadãos. Ao reforçar esse estigma, a declaração contribui para a desinformação da sociedade e enfraquece o Estado Democrático de Direito.”

No mais, já é de conhecimento geral a incontinência verbal do presidente Lula e sua propensão a falar bobagens — a exemplo da conversa vazada com Paulo Vannuchi, ex-ministro da Secretaria de Direitos Humanos, na qual se referiu às feministas do Partido dos Trabalhadores como “mulheres de grelo duro”.

Por outro lado, se Lula realmente acredita no que disse, terá reconhecido, por vias transversas, que seu filho Lulinha e a empresária Roberta Luchsinger — investigados em uma série de inquéritos no STF — seriam bandidos e, de fato, estariam envolvidos nos crimes que lhes são imputados. Afinal, ambos se cercaram de advogados criminalistas de renome, como Bruno Salles e Roberto Podval.

Tenho dito!!!

Foto de Bady Elias Curi

Bady Elias Curi

Advogado fundador do Esc. Bady Curi Advocacia Empresarial, Prof. Mestre de Direito, ex-juiz do TRE/MG, escritor.


Fonte: Joenal da Cidade Online

[VÍDEO] Vereadores na Bahia saem na porrada após “bom dia” do presidente da Casa

Sexta, 07 de agosto de 2026

Imagem: Reprodução/Congresso em Foco

Uma sessão da Câmara Municipal de Riachão do Jacuípe, no interior da Bahia, precisou ser suspensa após os vereadores Joquinha (PSD) e João Igor (União) se desentenderem na manhã desta quinta-feira (6).

Os parlamentares entram em confronto físico e trocam socos, enquanto colegas e outras pessoas tentavam separá-los. A Polícia Militar foi chamada, mas não resultou em prisões.

A sessão marcava a reabertura dos trabalhos do Legislativo municipal para o segundo semestre, mas a confusão começou logo depois do “bom dia” dado pelo presidente da Câmara, Franklin Santana (União).

João Igor, vice-presidente, deixou a cadeira na Mesa Diretora e seguiu em direção à saída, por onde Joquinha entrava no Plenário. Eles se esbarram e o confronto começa em seguida.

Após o episódio, o presidente determinou a suspensão temporária dos trabalhos legislativos. Com a confusão contida, a sessão foi reiniciada no fim da manhã, cerca de duas horas depois.

Em nota, a Câmara Municipal chamou a briga de “desentendimento pontual”. A Presidência da Casa lamentou a situação e reiterou o compromisso com o respeito, o diálogo e a convivência democrática.

Segundo a Casa, os vereadores serão enquadrados nos termos do Regimento Interno para assegurar o decoro parlamentar, a harmonia institucional e o funcionamento dos trabalhos.

Com informações do Congresso em Foco

“SANTA INOCÊNCIA”: Amiga de Lulinha diz que “vida virou de cabeça pra baixo”

Sexta, 07 de agosto de 2026

Foto: Reprodução

Investigada pela Polícia Federal (PF) por suspeitas de envolvimento em fraudes no INSS, a empresária e lobista Roberta Luchsinger afirmou nesta quinta-feira (6/8) que sua vida “virou de cabeça para baixo”. As informações são do Metrópoles.

Roberta foi apontada pela PF como personagem central em diferentes frentes de investigação. Ela também é citada por sua proximidade com Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Após as menções, ela publicou um desabafo nas redes sociais. Na mensagem, disse enfrentar “ataques diários” e afirmou que continuará confiando na Justiça.

“Não tem sido fácil viver sob ataques diários. Ver meu nome e também pessoas queridas sendo atingidas por acusações, julgamentos e narrativas que desconsideram os fatos é profundamente doloroso. Minha vida virou de cabeça para baixo. Ainda assim, permaneço de pé. Não permitirei que as dificuldades me façam perder a fé, a serenidade ou a confiança na verdade e na Justiça”, escreveu.

Na publicação, Roberta também criticou o que classificou como tentativa de transformar relações pessoais em motivo de suspeita. “Criminalizar relações de amizade afronta os princípios mais elementares do Estado Democrático de Direito. Nenhuma democracia se fortalece quando vínculos pessoais passam a ser tratados como justificativa para suspeitas ou narrativas que desconsideram os fatos”, afirmou.

 

Com informações de Metrópoles

CASO MARCO BUZZI: Pela primeira vez, STJ aplica perda do cargo a ministro por importunação sexual

Sexta, 07 de agosto de 2026

Ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça — Foto: José Alberto/STJ

Em decisão inédita, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, nesta quinta-feira (6), aplicar a pena de disponibilidade com perda do cargo ao ministro Marco Buzzi por violação de deveres funcionais em processo que apurou acusações de importunação sexual, assédio sexual e injúria. É a primeira vez que um ministro de tribunal superior recebe essa punição.

A decisão foi tomada por maioria absoluta e segue o entendimento recente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que extinguiram a aposentadoria compulsória remunerada como punição máxima para magistrados.

Apesar da condenação, Buzzi permanecerá afastado e continuará recebendo remuneração proporcional até a conclusão dos trâmites legais. O STJ comunicará a Advocacia-Geral da União (AGU), que terá 30 dias para acionar o STF e pedir a perda definitiva do cargo e a suspensão dos pagamentos.

A defesa do ministro nega as acusações, afirma que ele é vítima de um conluio e informou que pretende recorrer da decisão ao Supremo.

As acusações

O processo analisou duas denúncias. A primeira é de uma jovem de 18 anos, que acusa Buzzi de importunação sexual durante uma viagem em Balneário Camboriú (SC), em janeiro deste ano. A segunda é de uma ex-servidora do gabinete, que relatou episódios de assédio sexual e importunação entre 2023 e 2025.

Segundo a Procuradoria-Geral da República (PGR), os relatos das vítimas foram considerados consistentes e compatíveis com as provas reunidas na investigação.

CHEGA DE MIMIMI: Vice de Flávio oferece à PGR material genético para exame de DNA

Sexta, 07 de agosto de 2026

Foto: Lula Marques

O candidato a vice-presidente na chapa do senador Flávio Bolsonaro (PL), o deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), ofereceu à Procuradoria-Geral da República (PGR) a coleta de seu material genético para que seja realizado um exame de DNA, como forma de esclarecer a acusação de estupro de vulnerável apresentada por parlamentares.

Em documento assinado por advogados da campanha de Flávio, Gaspar pede que a PGR faça a comparação genética e promova o arquivamento do caso, se não for identificado vínculo genético.

“Estou implorando para que haja um DNA. O meu material está à disposição há cinco meses da Justiça. A minha verdade não interessa, interessa a verdade científica”, disse a jornalistas.

Gaspar diz que as amostras do material genético já foram coletadas há cinco meses sob supervisão do Judiciário, de perito oficial, da PF e do Ministério Público.

O parlamentar também afirmou estar à disposição para uma nova coleta, caso o exame não seja considerado suficiente.

Segundo o deputado, o caso só teve andamento por ele ter sido anunciado por Flávio para ser vice em sua chapa.

A PGR pediu diligências à PF antes de se manifestar sobre o pedido de abertura de inquérito contra Gaspar. A solicitação foi protocolada pela PGR em 21 de maio, mas o encaminhamento feito pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes ocorreu na quarta-feira, 5.

Alfredo Gaspar nega as acusações e afirma que o caso citado diz respeito a um primo com o mesmo nome, em Alagoas.

Segundo o deputado, não houve crime e há exame de DNA que comprovaria que ele não é o pai da criança mencionada.

Com informações de O Antagonista

O motivo do “cambalacho” envolvendo Lula, Alcolumbre e dois ministros do STF (veja o vídeo)

Sexta, 07 de agosto de 2026




O encontro ocorreu na noite desta terça-feira (4) na casa do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.

Para o senador Esperidião Amin isso não é republicano, nem tampouco institucional. Isso é um "cambalacho político".

Nesta quinta-feira (6), Davi Alcolumbre foi questionado sobre o que foi tratado no famigerado jantar.

Ele respondeu:

“Segredo”.

O jornalista Rodolfo Borges do site O Antagonista tem as hipóteses possíveis para desvendar esse “segredo”:

“Bem mais problemático seria que os três tivessem se encontrado para tratar das três investigações sobre Fábio Luís Lula da Silva, o famigerado Lulinha, como se especulou quando Lula convidou Moraes para ‘tomar um cafezinho’ durante evento no Palácio do Planalto.
Dias depois, um dos três inquéritos sobre suspeitas de tráfico de influência foi parar na mão de Flávio Dino, ex-ministro da Justiça do petista, enquanto os outros dois são relatados por André Mendonça, que cuida do caso do escândalo do INSS, de onde partiram todas as investigações.
A terceira e pior hipótese para o convescote secreto tem relação com a escolha do deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) como vice na chapa presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
IMPEACHMENT DE MINISTRO DO STF
Ao deixar a corrida ao Senado em Alagoas, Gaspar facilita o caminho do ex-presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL) para se eleger senador e disputar a presidência do Senado em 2027.
Alcolumbre não precisa disputar a eleição deste ano, porque se elegeu em 2022, mas já deixou claro que pretende se reeleger presidente do Senado na próxima legislatura.
É aí que entra — e não deveria ter entrado — Moraes na história.
O próximo Senado é tido pelos bolsonaristas como aquele que abrirá o primeiro processo de impeachment de um ministro do STF, e Moraes é o primeiro nessa fila.
A campanha ao Senado neste ano girará em torno disso, como Crusoé já alertava desde o ano passado. Na Sabatina de O Antagonista e G4, que deu início à campanha deste ano, na terça, Flávio disse que a inércia do Senado levou à “situação de um ministro do Supremo tomar medidas completamente inconstitucionais e ilegais”, mencionando Moraes.
DEGRADAÇÃO
Não bastasse, o relator do julgamento da trama golpista já se intrometeu indevidamente na eleição deste ano, ao mencionar de forma gratuita potenciais consequências eleitorais para a campanha de Flávio por causa da exibição de um vídeo de IA de Jair Bolsonaro.
Nesse contexto, o encontro secreto entre o presidente da República, o presidente do Senado e o próximo presidente do STF é o resumo perfeito da degradação institucional do Brasil.

Veja o vídeo:

PF conclui inquérito e prepara primeiro indiciamento de Vorcaro e Paulo Henrique

Sexta, 07 de agosto de 2026

Arte/Metrópoles

A Polícia Federal concluiu as investigações da primeira fase da Operação Compliance Zero, que deu origem ao caso do Banco Master. A coluna de Andreza Matais, do Poder360, apurou que o relatório final do inquérito policial será apresentado nos próximos meses. Será o primeiro indiciamento do ex-dono do Master e de outros investigados na Compliance.

Vorcaro está preso em regime fechado desde 4 de março de 2026 sem inquérito ou denúncia. A prisão preventiva foi pedida pela PF por suspeita de ameaça a testemunhas e determinada pelo relator no Supremo, ministro André Mendonça. Vorcaro teve duas tentativas de delação premiada rejeitadas.

O mesmo ocorre com Paulo Henrique, preso desde 16 de abril de 2026. A PF apontou suspeitas de que ele receberia R$ 146,5 milhões em propina, por meio de imóveis, em troca de favorecer a tentativa de compra do Banco Master pelo BRB.

Já Tanure atuaria como sócio oculto do Master, exercendo influência sobre a instituição por meio de fundos e estruturas societárias. Ao contrário dos supostos comparsas, Tanure não está preso. Ele foi alvo de busca e apreensão na primeira fase da operação.

Metrópoles

Trump assina decreto que barra cidadania por “turismo de nascimento”

Sexta, 07 de agosto de 2026

Foto: Evelyn Hockstein/Reuters

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, prepara uma nova ofensiva contra a cidadania automática concedida a crianças nascidas em território americano. Nesta quinta-feira (6/8), o republicano vai assinar dois decretos que restringem o benefício em casos específicos e ampliam o combate ao chamado “turismo de nascimento”.

A prática consiste na viagem de mulheres grávidas aos Estados Unidos para que os filhos nasçam no país e obtenham automaticamente a cidadania norte-americana. A legislação já proíbe a concessão de visto quando esse é o principal objetivo da viagem, mas o governo quer endurecer a fiscalização e ampliar os mecanismos para impedir esse tipo de entrada.

De acordo com o Axios, um dos decretos também prevê que filhos de integrantes de missões diplomáticas estrangeiras deixem de receber automaticamente a cidadania americana, mesmo quando o nascimento ocorrer em solo norte-americano.

As novas regras fazem parte da estratégia de Trump para reduzir o alcance da cidadania por nascimento. No início do mandato, o presidente assinou uma ordem executiva com esse objetivo, mas a iniciativa acabou barrada pela Suprema Corte. Agora, a Casa Branca aposta em mudanças mais restritas, focadas em situações que considera compatíveis com a legislação e com decisões anteriores da Justiça.

Salário mínimo de 2027 projetado pelo governo Lula fica abaixo do ideal para viver, aponta Dieese

Sexta, 07 de agosto de 2026


Foto: Getty

O salário mínimo projetado pelo governo federal para 2027 deve continuar distante do valor considerado necessário para bancar as despesas básicas de uma família brasileira. Enquanto a estimativa oficial aponta para um piso de 1.717 reais no próximo ano, cálculo do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) indica que seriam necessários mais de 8.110 reais nesse período para sustentar uma família de quatro pessoas.

A projeção para o salário mínimo consta do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO), encaminhado ao Congresso Nacional em abril. Caso o valor seja confirmado, o piso terá aumento de 96 reais em relação aos atuais 1.621 reais, equivalente a um reajuste nominal de 5,92%.

A diferença é significativa quando comparada à estimativa do Dieese. Segundo o levantamento referente a junho de 2026, o salário mínimo necessário para atender às despesas de uma família formada por quatro pessoas deveria chegar a 8.110 reais. O montante equivale a aproximadamente cinco vezes o piso nacional vigente, de 1.621 reais, e a 4,72 vezes o valor projetado pelo governo para 2027.

Divulgado todos os meses, o cálculo do Dieese busca mensurar a diferença entre o salário mínimo efetivamente pago no país e a renda necessária para cobrir o custo de vida. A estimativa leva em consideração os preços da cesta básica de alimentos e as despesas que, de acordo com a Constituição Federal, devem ser atendidas pelo piso salarial para assegurar condições dignas de vida.

O indicador mostra, assim, a dificuldade de famílias brasileiras para financiar despesas essenciais ao longo do mês e permite acompanhar a distância entre a renda recebida pelos trabalhadores e aquela considerada necessária para atender às necessidades previstas constitucionalmente.

Para fazer a estimativa, o Dieese utiliza como referência a cesta básica de maior custo entre as 17 capitais incluídas em sua pesquisa. Em maio, São Paulo voltou a apresentar o valor mais elevado. Com base nesse custo, o departamento calcula quanto uma família composta por dois adultos e duas crianças precisaria ter à disposição para manter um padrão mínimo de bem-estar.

Com informações de Veja

Contato : (84) 9 9151-0643

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