martins em pauta

sábado, 7 de março de 2026

ÁUDIO: PF encontra mensagem de Vorcaro sobre “pessoa mais importante do país” e pedido para “bloquear essas sacanagem [sic]”

Sábado, 07 de março de 2026

Reprodução/Metrópoles

A Polícia Federal analisa mensagens encontradas no bloco de notas do celular de Daniel Vorcaro, CEO do Banco Master. Em um dos textos, o banqueiro escreve sobre alguém que, segundo ele, pode se consolidar como “a pessoa mais importante do país” e afirma que é preciso “bloquear essas sacanagem [sic]”, segundo informações da coluna Tácio Lorran, do Metrópoles.

O trecho diz literalmente: “Tudo de importante no final fica no seu colo! Impressionante! Mas seu legado pro Brasil será eterno. Tenho muito orgulho e tenho certeza que cada vez mais se consolidará como a pessoa mais importante do país. Então todo sacrifício pessoal no final valerá a pena!”.

Em outro parágrafo, ele continua: “Do meu lado, estou vendo chance real de sair ainda mais forte e poder contribuir tb inclusive c Brasil. Temos só que bloquear essas sacanagem pq é muita gente querendo que não dê certo, ainda mais agora que estão sentindo que podem não conseguir”.

Foto: Reprodução

De acordo com os registros analisados pela PF, a mensagem foi escrita às 13h51 do dia 30 de outubro de 2025 no bloco de notas do celular do banqueiro. O arquivo, porém, não deixa claro se o texto chegou a ser enviado para alguém.

Pouco mais de duas semanas depois, em 17 de novembro, Daniel Vorcaro foi preso pela primeira vez no âmbito da Operação Compliance Zero, da Polícia Federal. Na ocasião, ele tentava embarcar para Dubai.


Oposição pede prisão de Moraes após revelação de mensagens com banqueiro Vorcaro

Sábado, 07 de março de 2026

Foto: Reprodução

Parlamentares da oposição ao presidente Lula (PT) passaram a pedir a prisão do ministro do STF, Alexandre de Moraes, após a revelação de mensagens trocadas com o banqueiro Daniel Vorcaro. Os registros teriam sido feitos no mesmo dia em que Vorcaro seria preso pela Polícia Federal pela primeira vez, em novembro de 2025, conforme informações da Istoé.

Dados extraídos do celular de Vorcaro indicam que ele registrava conversas relacionadas ao inquérito sigiloso que tramitava na Justiça Federal de Brasília e chegou a consultar o ministro sobre a lista de convidados de um fórum jurídico realizado em Londres, em abril de 2024. Em um dos registros, Moraes teria determinado que o empresário Joesley Batista, da J&F Investimentos, fosse “bloqueado” do evento.

As mensagens indicam ainda que, para manter sigilo, Vorcaro e Moraes escreviam textos em blocos de notas no celular, faziam capturas de tela e enviavam as imagens com o recurso de visualização única. Por esse motivo, as respostas do ministro não aparecem no aparelho, mas as anotações feitas por Vorcaro permaneceram registradas no histórico.

A repercussão no Congresso foi imediata. O deputado Nikolas Ferreira (PL-MG) afirmou que Moraes deveria deixar o STF e responder na Justiça, Marcel van Hattem (Novo-RS) questionou a conduta do ministro ao citar o voto de Moraes no caso da cabeleireira Débora Rodrigues dos Santos, conhecida como “Débora do batom”, condenada a 14 anos de prisão pelo STF. Já o senador Eduardo Girão (Novo-CE) afirmou que o partido estuda novas medidas institucionais após as revelações.

Do lado governista, o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ) defendeu a criação de um código de ética para ministros do STF, enquanto Tarcísio Motta (PSOL-RJ) pediu transparência na apuração do caso. No Congresso, já foram protocolados dois pedidos de CPI envolvendo o Banco Master, mas a instalação das comissões enfrenta resistência na cúpula do Parlamento.


Moraes nega mensagens com banqueiro Vorcaro e diz que número não é dele após prints virem à tona

Sábado, 07 de março de 2026

Foto: Rosinei Coutinho/STF

O ministro Alexandre de Moraes, do STF, afirmou em nota que uma análise técnica feita nos dados telemáticos do banqueiro Daniel Vorcaro concluiu que as mensagens divulgadas como sendo direcionadas a ele não correspondem a nenhum dos contatos do ministro. As informações são da coluna Manoela Alcântara, do Metrópoles.

Segundo Moraes, a verificação foi feita a partir do material apreendido no celular de Vorcaro e tornado público pela CPMI do INSS. De acordo com a nota, as mensagens de “visualização única” enviadas no dia 17 de novembro de 2025 aparecem vinculadas a pastas de outros contatos da lista do próprio Vorcaro, e não ao ministro do STF.

Ainda conforme o posicionamento divulgado, os prints das mensagens estão armazenados na mesma pasta do computador de quem os gerou. Para o ministro, isso demonstra que o conteúdo está ligado a outros números salvos por Vorcaro, e não ao contato de Alexandre de Moraes.

Os trechos das conversas foram divulgados pela colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo. Segundo a jornalista, mensagens atribuídas ao dono do Banco Master teriam sido enviadas horas antes da prisão de Vorcaro, em 17 de novembro de 2025, no Aeroporto de Guarulhos, quando ele tentava embarcar para Dubai.

No material divulgado, aparecem mensagens enviadas às 7h19, nas quais o banqueiro diz ter tentado agir para “salvar”, em referência à venda do banco, e pergunta se havia “alguma novidade”. As respostas de Moraes não constam no material ao qual investigadores tiveram acesso.

Fonte: Blog do BG


Extorsão documentada dentro do governo Lula vai explodir nos EUA

Sábado, 07 de março de 2026



Ele afirma ter sido vítima de um "achaque" por parte de um dos principais ministros do governo, e garante ter as provas devidamente documentadas.

Na realidade, segundo informações apuradas, o empresário está prometendo entregar uma rede que operava a extorsão, envolvendo uma grande banca de advocacia brasileira e um conhecido advogado de Brasília com forte trânsito no Senado.

A opção pela negociação nos Estados Unidos é algo óbvio. No Departamento de Justiça americano não vai existir facilidades e benefícios. Ou seja, a blindagem que funciona nos tribunais superiores do Brasil, não vai funcionar nos Estados Unidos.

Ademais, com a crise de credibilidade das nossas instituições, essa investigação tramitando nos EUA contra o núcleo duro do governo joga o Risco Brasil para o teto.

Fonte: Jornal da Cidade Online

Escândalo do Banco Master: Nenhum filme sobre a Máfia chegou aos pés dessa realidade

Sábado, 07 de março de 2026


O escândalo que abalou o Brasil explodiu na manhã de 4 de março de 2026, quando a Polícia Federal deflagrou a terceira fase da Operação Compliance Zero e prendeu preventivamente Daniel Vorcaro, dono do Banco Master – liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025 por fraudes bilionárias.

Junto com ele foi detido o cunhado Fabiano Zettel, operador financeiro e grande doador de campanhas de direita em 2022. A ordem partiu diretamente do ministro do STF André Mendonça, indicado por Jair Bolsonaro, em sua primeira decisão como relator do caso. Mantida na audiência de custódia, a prisão levou os dois para o CDP de Guarulhos e, em 5 de março, para o presídio de Potim, no interior de São Paulo. 

Não se trata de um caso isolado de má gestão: é a prova concreta de uma organização criminosa que montou milícia privada, comprou servidores do Banco Central, invadiu sistemas vitais de inteligência, realizou um dos maiores esquemas de tráfico de influência da história nos três poderes, trocou mensagens com altas autoridades do país, ameaçou desafetos entre eles jornalistas, infiltrou o Planalto de Lula e ainda tentou silenciar a imprensa com propinas.

A PF desvendou detalhes bombásticos que mostram o verdadeiro rosto de Vorcaro. Ele comandava um grupo de WhatsApp chamado “A Turma”, uma milícia digital e física para intimidações. Ordens explícitas eram dadas: “moer”, “quebrar os dentes”, “dar um pau” em jornalistas, ex-funcionários e concorrentes. Um exemplo chocante é o plano para agredir fisicamente o jornalista Lauro Jardim, do O Globo: “Quero mandar dar um pau nele. Quebrar todos os dentes num assalto simulado”. O objetivo era calar quem investigava o esquema de títulos de crédito falsos, lavagem de dinheiro, corrupção e invasão de dispositivos. O banco inflou seus ativos de R$ 3,7 bilhões em 2019 para R$ 82 bilhões em 2024, mas tinha apenas R$ 4 milhões em caixa real. A Justiça bloqueou até R$ 22 bilhões em bens. Dois servidores do Banco Central foram afastados e colocados com tornozeleira eletrônica: Paulo Sérgio Neves de Souza, ex-diretor de Fiscalização, e Belline Santana, ex-chefe do Departamento de Supervisão Bancária. Eles repassavam informações sigilosas, atuavam como “consultoria informal” e recebiam propinas, como viagens à Disney, contratos fictícios via empresa do cunhado de Vorcaro e pagamentos mensais.

A narrativa petista, repetida por Paulo Pimenta e sua tropa digital, desmorona diante da cronologia real. Aliados de Lula tentam jogar o escândalo no colo de Bolsonaro alegando que a transferência do antigo Banco Máxima para Vorcaro foi autorizada em outubro de 2019, na gestão dele. Mentira desmascarada pelos fatos: em 2007, ainda no governo Lula, Anthero de Moraes Meirelles entrou na diretoria do BC; em 2011, sob Dilma, foi promovido à Diretoria de Fiscalização; em 2015, Dilma o fez promover Paulo Sérgio Neves de Souza a chefe do DESUP; em 2017, Temer o elevou a diretor e ele indicou Belline Santana. Esses servidores corruptos já estavam entrincheirados muito antes de Bolsonaro e Roberto Campos Neto chegarem ao BC. A auditoria sobre o Master começou em 2018, ainda no governo Temer. O “deep state” petista plantou as sementes da corrupção no Banco Central há mais de uma década. Quem tenta culpar Bolsonaro ignora deliberadamente essa verdade que incomoda a esquerda.

Pior: há conexão direta e comprovada com o governo Lula. Vorcaro frequentou o Planalto pelo menos quatro vezes em 2024. Em 4 de dezembro daquele ano, participou de reunião secreta, fora da agenda oficial, com Lula, Rui Costa, Gabriel Galípolo (então indicado ao BC) e Guido Mantega. Mensagens com a namorada Martha Graeff revelam o tom entusiasmado: “Foi ótimo. Muito forte. Ele chamou o presidente do Banco Central que vai entrar / 3 ministros”. Vorcaro contratou petistas de alto coturno: Guido Mantega recebia R$ 1 milhão por mês como assessor e o escritório de Ricardo Lewandowski faturou milhões enquanto era ministro da Justiça, articulado por Jaques Wagner. Enquanto isso, em mensagens privadas, Vorcaro xingava Bolsonaro de “idiota” e “beócio”. O banqueiro mafioso cortejou o poder petista ao mesmo tempo que atacava quem denunciava o esquema.

Bolsonaro, mais uma vez, esteve do lado certo da história. Desde 2024 ele denunciava publicamente as fraudes do Banco Master, inclusive em postagens sobre gerentes da Caixa que barraram operação suspeita de R$ 500 milhões com títulos do banco. A quebra de sigilo bancário e fiscal nas investigações o inocentou completamente – nenhuma evidência de envolvimento. Fabiano Zettel doou R$ 3 milhões para Bolsonaro e R$ 2 milhões para Tarcísio em 2022, mas isso não serve de salvo-conduto para a narrativa petista: Vorcaro elogiava Lula e tinha acesso privilegiado ao Planalto enquanto xingava o ex-presidente. O meme “Bolsomaster” criado pela esquerda é mentiroso, puro desespero para desviar o foco. Deveria ser “LulaMaster”.

O caso ganhou dimensões internacionais. O Tribunal da Flórida reconheceu a liquidação e bloqueou ativos; o FBI monitora. No celular de Vorcaro, a PF encontrou uma lista de contatos em formato .vcf com verdadeira “fila de pagamento” a autoridades e senadores – esquema que atravessou governos, mas que floresceu com o banqueiro dentro do Planalto de Lula. A pressão por uma CPMI do Banco Master cresce no Congresso. A imprensa alinhada ao PT também está suja: mensagens mostram Vorcaro negociando repasses mensais ao site DCM (Diário do Centro do Mundo) e ao portal O Bastidor. Para o DCM, ofereceu R$ 50 mil mensais (o site pediu R$ 100 mil) para remover matérias críticas; quando falhou, ameaçou incluir o veículo no inquérito das fake news de Alexandre de Moraes e “tocar terror”. Para O Bastidor, pagamentos diretos para cobertura favorável. Hipocrisia pura: sites que se dizem progressistas tentaram ser comprados pelo mesmo mafioso que fraudava 800 mil investidores.

Mensagens revelam ainda proximidade perigosa com Alexandre de Moraes. Vorcaro escrevia casualmente sobre encontros em casa: “To indo encontrar Alexandre Moraes aqui perto de casa” e, depois de ligação, confirmava que era o ministro. A esposa de Moraes, Viviane Barci, tinha contrato milionário de R$ 129 milhões com o Master. Vorcaro se sentia tão protegido que ameaçava colocar críticos no inquérito das fake news do próprio Moraes. Com o centrão não foi diferente: diálogos mostram Ciro Nogueira e Hugo Motta frequentando sua casa para “falar com Alexandre”. Vorcaro chamava Ciro de “um dos meus grandes amigos de vida”, comemorava a emenda dele à PEC da autonomia do BC como “bomba atômica” que ajudava bancos médios como o Master e autorizava “Pagamento para Ciro” na lista enviada pelo cunhado. Hugo Motta aparecia em jantares oficiais e reuniões privadas. Vorcaro comprava influência em todos os lados – Planalto petista, STF, Congresso – menos de Bolsonaro, a quem atacava.

Até a Procuradoria-Geral da República levou bronca pública de André Mendonça. O PGR Paulo Gonet alegou prazo “exíguo” e ausência de urgência para as prisões, mesmo com provas de ameaças físicas a jornalistas. Mendonça foi duro: “Lamento que a Procuradoria não tenha apontado urgência” e “A demora se revela extremamente perigosa para a sociedade”. Ignorou a PGR, autorizou a operação e abriu caminho para eventual delação direta com a PF. Mais uma vez, o ministro indicado por Bolsonaro age com firmeza enquanto instituições capturadas arrastam os pés.

O escândalo do Banco Master não é “herança de Bolsonaro”. É o produto podre de uma burocracia petista entranhada no Banco Central desde os governos Lula e Dilma, que permitiu a um banqueiro mafioso montar milícia para calar jornalistas, fraudar bilhões e se infiltrar no poder. Enquanto petistas tentam desviar o foco com mentiras, os fatos são implacáveis: Vorcaro elogiava reunião secreta com Lula como “ótimo e muito forte”, contratava ex-ministros petistas, xingava Bolsonaro e saía ileso nas investigações. André Mendonça age com coragem. Isso prova o que a direita sempre denunciou: o Estado inchado e capturado por castas de carreira é o maior parasita do Brasil. A verdade dos fatos incomoda a esquerda, mas não muda: o sistema precisa ser limpo. Reforma profunda no funcionalismo e no Banco Central não é luxo, é necessidade urgente para que casos como esse nunca mais se repitam.

Foto de Carlos Arouck

Carlos Arouck

Policial federal. É formado em Direito e Administração de Empresas.

Fonte: Jornal da Cidade Online

Contato : (84) 9 9151-0643

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