A analista de Economia da CNN Brasil Thais Herédia comentou sobre resultados de pesquisas qualitativas e relatou ter ouvido de um pesquisador uma avaliação sobre o desgaste da imagem do presidente Lula entre eleitores, durante a quinta edição do WW Talks, realizada na última quarta-feira (16).
“A gente tem feito grupos qualitativos aqui e há um cansaço da voz do Lula”, disse Thais, reproduzindo a análise feita por um pesquisador. Em seguida, ela explicou que a expressão não se refere literalmente à voz do presidente, mas ao efeito provocado por suas falas.
“O eleitor, quando ele ouve o Lula vendendo alguma coisa, o cansaço da voz do Lula, porque é isso, é a tradução do ouvir o Lula é ouvir o passado, não é mais ouvir o futuro”, comentou.
Desde 1989, Lula participou de seis das nove eleições presidenciais realizadas no Brasil, ficando fora das disputas de 2010, 2014 e 2018.
Um conjunto de fotografias atribuídas a uma festa privada envolvendo um candidato a deputado federal pelo Rio Grande do Sul passou a ser objeto de apuração durante a campanha eleitoral de 2026. A reportagem teve acesso a imagens nas quais aparecem mulheres seminuas em uma piscina ou hidromassagem de um ambiente privado identificado pela fonte como um motel localizado na Zona Norte de Porto Alegre.
Segundo a pessoa que forneceu o material, as fotografias fariam parte de um episódio ocorrido durante a campanha eleitoral de 2024. A fonte afirma ainda possuir fotografias e vídeos que mostrariam o candidato no local e em estado de embriaguez. Essas afirmações, assim como a identificação do político e a relação dele com o episódio, ainda precisam ser comprovadas de forma independente.
De acordo com o relato apresentado à reportagem, mulheres que seriam garotas de programa teriam participado da reunião privada. A reportagem, até o momento, teve acesso apenas às fotografias mencionadas e não recebeu os demais arquivos que, segundo a fonte, comprovariam a participação do candidato ou permitiriam estabelecer com precisão as circunstâncias do encontro.
A mesma fonte afirma que pretende apresentar novos documentos relacionados ao episódio. Entre eles estariam uma suposta fatura referente à festa e registros de uma despesa que teria sido paga com o cartão de crédito de um assessor. Caso esse material seja disponibilizado, será necessário verificar sua autenticidade, a titularidade dos pagamentos, as datas, os valores e a relação entre as despesas e o evento antes de estabelecer qualquer conclusão.
A reportagem também busca esclarecer quem participou da festa, quem teria organizado o encontro, quem arcou com eventuais despesas e se o candidato esteve efetivamente no local. Essas questões são especialmente relevantes porque o episódio teria ocorrido em 2024, enquanto o político disputa uma vaga de deputado federal nas Eleições Gerais de 2026.
A identidade do candidato não será divulgada neste momento porque as informações ainda estão em processo de verificação. A reportagem também busca seu posicionamento sobre o material e as alegações apresentadas pela fonte. Qualquer manifestação do político será incorporada à apuração, assim como documentos ou outros elementos capazes de confirmar ou contestar as informações.
Quem é o candidato? Quem pagou a conta? Quanto teria custado a festa? E o que mostram os vídeos que ainda não vieram a público? São perguntas que os próximos documentos poderão ajudar a responder.
Caso queira ver as imagens íntimas desse encontro, clique no link abaixo:
Mensagens encontradas no celular de Daniel Vorcaro apontam para uma relação de proximidade entre o ex-banqueiro e Benedito Gonçalves, ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), segundo informações publicadas pela Folha de S.Paulo.
Em maio de 2024, Benedito enviou uma mensagem a Vorcaro após reencontrar o então banqueiro em um evento:
“Boa noite. Feliz em rever o amigo. Festa bonita! Parabéns! Ab Benedito”.
Vorcaro respondeu chamando o ministro de “Caro amigo” e, na sequência, escreveu:
“Obrigado pelo carinho”.
O ex-banqueiro ainda sugeriu um novo encontro entre os dois:
“Vamos marcar o charuto em Brasília”.
As mensagens continuaram em 2 de julho daquele ano. Na ocasião, Vorcaro voltou a tratar Benedito como “grande amigo” e propôs que eles se encontrassem na capital federal.
“Grande amigo, tudo bem? Vamos marcar encontro em Brasília no seu retorno do Rio!”, escreveu Vorcaro.
Benedito respondeu que retornaria do Rio no dia 29 e afirmou que entraria em contato com Vorcaro. Na mesma conversa, acrescentou:
“E aqui sempre à disposição.”
O ministro também enviou uma figurinha com um cumprimento entre duas mãos e a inscrição “tamo junto”.
A relação entre os dois também aparece em um evento realizado em Londres, em abril de 2024. Benedito participou de uma degustação de uísque Macallan destinada a autoridades e promovida por Vorcaro naquele período.
CNJ
No primeiro semestre deste ano, Benedito Gonçalves declarou-se impedido de julgar processos relacionados ao Banco Master no STJ.
Atualmente, o ministro ocupa o cargo de corregedor do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), função que exercerá até 2028. Ele sucedeu Mauro Campbell Marques, que tomou posse como vice-presidente do STJ no mês passado.
Entre as atribuições da Corregedoria do CNJ estão o recebimento de reclamações e denúncias sobre possíveis irregularidades envolvendo magistrados, além da realização de sindicâncias, inspeções e correições diante de suspeitas de infrações graves.
Auditoria do BRB nos contratos do Banco Master, realizada pela Polícia Federal, revelou que o escritório da advogada Dalide Corrêa embolsou R$ 33 milhões em 2024, valor que os próprios auditores classificaram como suspeito.
O contrato aparece ao lado de outro com o mesmo problema: o de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes e revisado pelo próprio ministro, que recebeu R$ 40 milhões no mesmo ano.
Segundo o jornalista Aguirre Talento, do Estadão, diálogos entre diretores do Master citam Dalide como "canal direto com o STF". Procurada, ela nega ter atuado pelo banco junto ao Supremo.
O nome não é novidade em Brasília. Dalide já foi diretora do IDP, instituto ligado a Gilmar Mendes, até ser substituída pelo filho do próprio ministro.
Em 2018, ela apareceu em reportagem sobre suposta aproximação da JBS a magistrados via seu instituto, em meio à negociação do acordo de leniência bilionário de Joesley Batista — episódio que a afastou da direção à época, sem que ela reconhecesse vínculo com o caso.
O padrão que se desenha no caso Master já não é mais de contrato isolado, mas de rede de acesso remunerado ao STF, com nomes se acumulando: Viviane Barci de Moraes, Dalide Corrêa e, no episódio da mansão de Carnaval, o ministro Kassio Nunes Marques.
Chama atenção o conflito de interesse que a crise interna da Corte segue sem enfrentar: Alexandre de Moraes investiga o caso ao mesmo tempo em que sua esposa aparece como beneficiária de contrato pago pelo banco sob apuração.
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que Alexandre de Moraes e Flávio Dino “não têm condições” de continuar no Supremo Tribunal Federal (STF) e disse que poderá indicar até seis ministros para a Corte caso seja eleito. A declaração foi feita nesta quinta-feira (17), durante ato de campanha em Vitória da Conquista, na Bahia.
Quatro ministros do STF deverão atingir a aposentadoria compulsória durante o próximo mandato presidencial, o que abriria quatro vagas para indicação do próximo presidente. Para chegar às seis citadas por Flávio, Moraes e Dino também teriam de deixar o tribunal. A saída de um ministro antes da aposentadoria pode ocorrer, entre outras hipóteses, por renúncia ou impeachment.
“Não vão ser quatro, vão ser cinco, porque Alexandre de Moraes não tem mais condições de continuar sendo ministro do STF. Mas já estou pensando que podem ser seis vagas, porque o Flávio Dino também não tem condição de ficar lá”, declarou.
Flávio disse ainda que pretende indicar “homens e mulheres” que sejam contra as drogas e o aborto, respeitem a Constituição e, segundo ele, não utilizem o cargo para perseguir adversários políticos.
No mesmo discurso, o candidato voltou a criticar Moraes ao comentar o julgamento no STF relacionado a um relatório da Polícia Federal envolvendo o ministro e o caso Master. O mérito sobre a abertura ou não de investigação contra Moraes ainda não foi analisado pelo plenário.
Flávio também prometeu, caso eleito, classificar facções criminosas e milícias como organizações terroristas e declarou que pretende intensificar o combate ao que chamou de “narcoterrorismo”.
A defesa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro pediu ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, a revogacão da prisão preventiva do dono do antigo banco Master, que é investigado por corrupção de agentes públicos e fraudes financeiras bilionárias.
Tudo isso ocorre após a "saída" de Mendonça da relatoria do caso, após decisão do próprio Fachin.
No pedido, a defesa argumenta que as investigações do caso Master foram paralisadas devido ao pedido de vista do ministro Flávio Dino na sessão plenária da última terça-feira (15), quando os ministros deveriam ter analisado a eventual abertura de investigação contra o também ministro Alexandre de Moraes.
Com a vista, os processos relativos à Operação Compliance Zero, que investiga Vorcaro, ficaram paralisados no gabinete de Fachin, para onde foram enviados pelo relator André Mendonça em meio a uma crise institucional em torno do caso.
Os advogados de Vorcaro sustentam que seu cliente não pode ficar preso indefinidamente, enquanto o Supremo vive um impasse em torno da própria relatoria do caso Master. Eles destacaram ainda que o ex-banqueiro está preso há mais de 90 dias sem que o Supremo analise um recurso pela soltura.
“Na sessão plenária de 15 de setembro de 2026, a própria definição da relatoria e da competência para a condução dos procedimentos correlatos foi objeto de questão de ordem, cujo julgamento foi suspenso por pedido de vista”, diz a petição da defesa.
Vorcaro está preso desde novembro do ano passado. No momento, ele se encontra no 19º Batalhão de Polícia Militar do Distrito Federal, onde há um pavilhão voltado a presos especiais conhecido como Papudinha, devido a sua proximidade com o Complexo Penitenciário da Papuda.
Entenda
O STF mergulhou em uma crise institucional sem precedentes desde que o ministro André Mendonça, relator do caso Master, decidiu levantar o sigilo sobre um relatório da Compliance Zero que traz mensagens que os investigadores dizem ter sido enviadas por Vorcaro a Moraes.
Com base no documento, Mendonça pediu ao plenário que autorizasse o prosseguimento das investigações contra Moraes.
Áudios atribuídos à influenciadora Glenda Varotto, ex-integrante do Movimento Brasil Livre (MBL), trazem declarações em que ela diz desejar a morte de Renan Santos, candidato à Presidência pelo partido Missão.
“Eu quero ver o cara morto”, afirma Glenda em uma das gravações. Em outro trecho, ela diz: “Por mim, desde que ele esteja morto, eu tô feliz”. Os áudios teriam sido reunidos durante meses por um amigo e ex-professor de inglês da influenciadora. Em um dos arquivos, ela confessa que queria um romance com Renan Santos, mas não foi correspondida.
Nas conversas, Glenda também teria cogitado formas de atingir a imagem do candidato, incluindo atribuir a ele uma declaração sobre Adolf Hitler. Renan apresentou uma notícia-crime à Polícia Federal no dia 27 de agosto e pediu a realização de perícia no material. O caso tramita sob sigilo.
Glenda negou que tivesse intenção real de matar Renan. Ela afirma que as falas foram “desabafos” feitos durante o desgaste provocado por sua saída do MBL, em abril. A influenciadora afirmou ainda que passou a sofrer ataques públicos de dirigentes e apoiadores do grupo após o rompimento.
Pesquisa Futura divulgada mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 48,1% das intenções de voto em um eventual segundo turno da eleição presidencial contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que registra 43,7%.
Flávio aparece numericamente à frente por 4,4 pontos percentuais. Como a margem de erro é de 2,2 pontos para mais ou para menos, os intervalos dos dois candidatos se encontram no limite do empate técnico.
Nesse cenário, 6,5% dos entrevistados afirmaram que votariam em branco, anulariam o voto ou não escolheriam nenhum dos candidatos. Outros 1,7% não soube ou não respondeu.
A Futura Inteligência entrevistou, por telefone, 2.000 eleitores entre os dias 11 e 15 de setembro de 2026. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
O levantamento foi realizado com recursos do próprio instituto, sendo registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR-00749/2026.
Em meio às informações de que Daniel Vorcaro estaria disposto a revelar fatos envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), a Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou a favor da saída temporária do pai do banqueiro, Henrique Moura Vorcaro, da prisão para a realização de exames médicos.
A defesa afirmou que Henrique apresenta sintomas de uma possível crise de diverticulite e pediu autorização para uma consulta com um coloproctologista particular, além da realização de exames complementares. A avaliação feita no presídio não apontou urgência no quadro.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, disse não ver impedimento para os procedimentos, mas ressaltou que a saída deve seguir as regras e o esquema de segurançadefinidos pela unidade prisional. A decisão final caberá ao ministro André Mendonça, do STF.
Vorcaro estaria irritado com a própria prisão e com a detenção de familiares, incluindo o pai, e teria indicado que pode prestar depoimento envolvendo autoridades de alto escalão. Não há, até o momento, indicação de que a manifestação médica da PGR tenha relação com essa possível colaboração.
O presidente Lula (PT) afirmou nesta sexta-feira (18) que não aceita a classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas, defendida pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Para o petista, terrorismo foram os atos de 8 de Janeiro de 2023.
“Eu não aceito a ideia de que as facções bandidas são terroristas, como diz o Trump. Quem era isso? Era o Bolsonaro tentando dar o golpe em 8 de Janeiro. Isso é terrorismo de Estado”, declarou Lula durante o lançamento de um plano de segurança pública no Rio de Janeiro.
O governo Trump criticou o Brasil pelo combate ao crime organizado e apontou o PCC e o Comando Vermelho como ameaças à segurança internacional. O governo Lula rebateu e afirmou que vem adotando medidas para enfrentar as facções.