martins em pauta

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Médico que matou colegas já foi citado em investigação de propina da PF

Terça, 20 de janeiro de 2026

Foto: Reprodução

A PCESP (Polícia Civil do Estado de São Paulo) investiga se o assassinato de dois médicos em Alphaville, na Grande São Paulo, está ligado a disputas comerciais e a contratos na área da saúde pública envolvendo o autor dos disparos, o médico Carlos Alberto Azevedo Filho. Ele foi preso em flagrante, na noite de sexta-feira (16), após matar a tiros Luís Roberto Pellegrini Gomes, de 43 anos, e Vinicius dos Santos Oliveira, de 35 anos, em frente a um restaurante em Barueri.

O caso ganhou novos contornos após a confirmação de que a empresa do atirador mantém contratos com uma organização social investigada por suspeita de esquema de propina.

Segundo os contratos aos quais a CNN Brasil teve acesso, Carlos Alberto e Luís Roberto eram proprietários de empresas que atuam na gestão e intermediação de serviços médicos. Ambos tinham atuação em contratos firmados com organizações sociais e secretarias de saúde.

As investigações indicam que as desavenças entre eles vinham se acumulando havia meses, motivadas por concorrência direta e disputas por contratos na área hospitalar. Vinicius, a segunda vítima, trabalhava como médico vinculado a organizações sociais que mantinham relação profissional com a empresa de Luís Roberto.

A empresa de Carlos Alberto, a Cirmed Serviços Médicos, possui contratos milionários firmados com a Fundação ABC, entidade responsável pela administração de hospitais e unidades de saúde em municípios da Grande São Paulo.

A Fundação ABC foi alvo da Operação Estafeta, realizada pela PF (Polícia Federal) em julho de 2025, que investiga um suposto esquema de pagamento de propina a partir de contratos de gestão financiados com recursos públicos. Embora a empresa do atirador não tenha sido formalmente citada na operação, os contratos assinados previam repasses de milhões de reais por ano para a prestação de serviços médicos.

CNN


Polícia apura denúncia de importunação sexual no BBB 26 após desistência de Pedro

Terça, 20 de janeiro de 2026

Imagem: reprodução/TV Globo

A Delegacia de Atendimento à Mulher (Deam) de Jacarepaguá investiga uma denúncia de importunação sexual envolvendo o ex-participante do BBB 26, Pedro Henrique Espindola.

Segundo a polícia, o caso chegou ao conhecimento da corporação após a exibição das imagens no programa. O material será analisado, o ex-brother será ouvido e diligências estão em andamento para esclarecer os fatos.

Pedro deixou o reality no domingo (18), após acionar o botão de desistência, pouco depois de a participante Jordana relatar um episódio ocorrido na despensa da casa.

De acordo com ela, Pedro entrou no local, colocou a mão em seu pescoço e tentou beijá-la sem consentimento. Ao ser questionado, ele teria dito que agiu por vontade própria.

Minutos após o relato, o ex-participante confirmou a saída do programa e se dirigiu ao confessionário, sem se despedir dos demais.

A produção do BBB ainda não se manifestou sobre o caso. A investigação segue em andamento.

BC deu aval a ex-sócio do Master para comprar banco antes de operação da PF

Terça, 20 de janeiro de 2026

Foto: REUTERS/Adriano Machado

O Banco Central autorizou, em julho de 2025, a transferência do Banco Voiter para Augusto Ferreira Lima, um dos investigados na fraude do Banco Master. A aprovação ocorreu meses antes da Polícia Federal deflagrar a Operação Compliance Zero, que apura crimes contra o Sistema Financeiro Nacional.

Um ano antes, o BC já havia aprovado outra operação envolvendo o Voiter, permitindo que Daniel Vorcaro assumisse o controle do antigo Banco Indusval.

Após a mudança, o Banco Voiter passou a se chamar Banco Pleno S.A., voltado ao segmento empresarial.

Lima e Vorcaro foram sócios no Banco Master até maio de 2024. Ambos foram presos em novembro na Operação Compliance Zero, mas tiveram a prisão preventiva revogada pelo TRF menos de duas semanas depois.

Os investigados devem prestar depoimento à Polícia Federal ainda em janeiro, após o ministro Dias Toffoli, do STF, reduzir o prazo das oitivas para dois dias.

A CNN Money informou que aguarda posicionamento do Banco Central sobre o caso.


[ANÁLISE] ‘O ANTAGONISTA’: Toffoli perdeu totalmente as condições morais de conduzir o caso Master

Terça, 20 de janeiro de 2026

Foto: Reprodução de vídeo

Por Wilson Lima – O Antagonista

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli perdeu todas as condições morais para conduzir as investigações relacionadas ao escândalo do Banco Master.

Os motivos são inúmeros: procedimentos fora dos usuais e uma obsessão quase que doentia pelo controle de todos os processos desta investigação. Nunca, nunca na história da recente República, um ministro de Supremo demonstrou tanto interesse em um caso específico; Toffoli, neste aspecto, conseguiu o exemplo (ruim, diga-se) de ultrapassar os limites já esgarçados pelo seu colega de corte, o ministro Alexandre de Moraes em relação à chamada ação penal do golpe.

Em menos de uma semana, Toffoli impediu que policiais federais tivessem acesso às provas do processo, determinou que peritos – indicados por ele – atuassem na perícia e, pasmem, determinou que as provas fossem armazenadas no Supremo Tribunal Federal (STF).

E, para piorar o cenário, o ministro ainda reduziu o prazo para a PF ouvir os investigados. Eram seis dias; o magistrado reduziu para dois.

A situação foi tão esdruxula que a Associação dos Delegados da Polícia Federal (ADPF) foi obrigada a se manifestar sobre o caso.

Eis o que os próprios delegados afirmaram, por meio de nota oficial.

“Cumpre salientar, a título de exemplo, que, nem mesmo no âmbito interno da Polícia Federal, a designação de peritos ocorre por escolha pessoal ou nominal da autoridade policial. Tal cenário, de caráter manifestamente atípico, além de causar legítima perplexidade institucional, implica afronta às prerrogativas legalmente conferidas aos Delegados de Polícia Federal para a condução técnica, imparcial e eficiente da investigação criminal, comprometendo, inclusive, a adequada e completa elucidação dos fatos em apuração”.

Os procedimentos adotados fora do rito, por si só, causam espanto. Algo que alguns colunistas alinhados ao Planalto classificam como, por exemplo, inusitado. O cenário fica ainda pior quando se constata, que, no passado não muito distante, familiares do ministro Dias Toffoli tiveram relações comerciais com parentes do banco Master, mais precisamente com o cunhado de Daniel Vorcaro.

É tudo muito grave. É tudo muito estranho. É tudo inaceitável do ponto de vista ético. Os ministros do STF adoram afirmar, em seus pronunciamentos, que atuam em prol da estabilidade democrática no país. O problema é que, ultimamente, eles se tornaram o principal fator de instabilidade democrática da República brasileira.


Situação de Bolsonaro chega na ONU

 Terça, 20 de janeiro de 2026



O pedido foi encaminhado por meio do mecanismo de “Urgent Appeal”, instrumento utilizado pela ONU quando há indícios de ameaça concreta à integridade física ou à saúde de uma pessoa sob responsabilidade do Estado.

Segundo a parlamentar, a iniciativa se deu após a circulação de informações que apontam para condições consideradas degradantes, como exposição contínua a ruído por 24 horas, além de demora ou negativa de atendimento médico, o que poderia agravar o quadro clínico do ex-presidente.

Sonaira afirma que o apelo não tem como objetivo interferir em decisões judiciais, mas evitar danos irreversíveis e garantir que Bolsonaro receba tratamento compatível com padrões internacionais mínimos de dignidade humana.

“Solicitamos que a ONU cobre esclarecimentos e providências do Estado brasileiro para assegurar atendimento médico tempestivo, condições de custódia que não configurem tratamento cruel, desumano ou degradante, e a preservação da integridade física. Vamos lutar com todas as opções possíveis”, declarou a vereadora.

Na petição, a parlamentar sustenta que o caso atende plenamente aos critérios exigidos pela ONU: envolve uma pessoa identificada sob custódia estatal, há risco atual de dano e o Brasil é signatário de tratados internacionais que impõem deveres claros de proteção à vida e à saúde de presos.

  • Fonte: Jornal da Cidade Online

Contato : (84) 9 9151-0643

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