martins em pauta

domingo, 5 de abril de 2026

A fé incomoda o poder e a ciência explica o motivo em 3.300 estudos que regimes sempre souberam

 Domingo, 05 de abril de 2026




Menor depressão. Menor risco de suicídio. Maior resistência sob pressão.

Isso não é religião. É pesquisa. Não estou falando de crença. Estou falando de dados.

Passei anos acompanhando homens em crise. E vi o mesmo padrão se repetir: quando a fé era real, a pessoa não se entregava, mesmo depois que tudo desmoronava. A fé impedia o desmoronamento.

Mas tem uma forma de esvaziar a fé sem atacá-la. Regimes inteligentes não a proíbem visivelmente. Até falam de religião. O que fazem é mais sutil: anestesiam. Deixam a fé existir só como conforto, nunca como estrutura. E quando a fé dorme, os valores dormem junto.

O que parece inofensivo, na prática é devastador.

É por isso que regimes preferem uma fé de amuleto. De enfeite. Porque enfeite não organiza resistência. A fé que estrutura civilizações não espera o colapso para entrar em cena. Ela organiza a vida antes que o colapso aconteça. É a diferença entre quem reforça o telhado antes da tempestade e quem corre atrás de balde quando já está tudo molhado.

A ciência demorou para entender isso. Durante boa parte do século XX, a fé foi tratada como coisa de gente que não pensa. Os dados, porém, foram na direção oposta — e foram consistentes o suficiente para mobilizar pesquisadores de Duke (uma das principais universidades médicas dos Estados Unidos por mais de duas décadas).

O que eles encontraram é direto.

Quem vive a fé de verdade desenvolve propósito — um senso de significado que ultrapassa o próprio umbigo.

Quando a vida tem sentido além de si mesmo, suportamos mais. Cedemos menos. Decidimos com mais firmeza.

David DeSteno, psicólogo da Northeastern University, demonstrou em pesquisa controlada que gratidão reduz a disposição das pessoas de mentir mesmo quando há vantagem imediata em jogo. O mecanismo é direto: gratidão cria uma âncora moral por dentro. Quem reconhece que recebeu algo não consegue trapacear para ganhar mais sem um custo interno. A fé alimenta exatamente esse estado — e por isso forma pessoas mais difíceis de corromper.

Junto com isso vem o limite. A fé vivida comunica que existem linhas que não podem ser cruzadas. Não porque a lei proíbe. Não porque alguém está olhando. Porque há um código anterior a qualquer norma e posterior a qualquer conveniência. Um homem que sabe o que não fará — independente do que ganhe ou perca — é muito difícil de comprar.

Depois vem a responsabilidade. A fé cristã não produz passividade. Produz dever. A lógica de que cada um responde pelo que fez com o que recebeu é incompatível com a terceirização de culpa que alimenta o populismo. Quem foi formado assim não transfere para o Estado o que é sua responsabilidade.

E por último, comunidade. Redes religiosas criam vínculos de lealdade que resistem à manipulação do poder.

Não têm um ponto único de controle. Por isso incomodam tanto quem quer controlar tudo.

Propósito. Limite. Responsabilidade. Comunidade. São o que permitem que uma família se sustente sob pressão, que um pai permaneça quando seria mais fácil ir embora, que um profissional ou funcionário público recuse o suborno quando seria mais rentável aceitar.

Agora você entende por que regimes de dominação sempre atacam a fé primeiro?

Não é superstição. É estratégia.

Entre 1917 e 1935, 130.000 sacerdotes foram presos na União Soviética. Noventa e cinco mil foram executados. Na China de Mao Tse-tung, templos foram demolidos sistematicamente. O objetivo nunca foi religioso. Foi sempre político.

Porque a fé que forma caráter não se submete facilmente.

Fé que cria comunidade não tem dono. E o que não tem dono não se confisca.

Fé que ensina responsabilidade não terceiriza suas convicções para o Estado.

Isso incomoda o poder. Sempre incomodou.

A fé não é o lugar onde os fracos se escondem. É o lugar onde os firmes se formam.

Foto de Claudio Apolinario

Claudio Apolinario

Articulista e analista político.

Fonte: Jornal da Cidade Online

Contra a fúria de Moraes, Eustáquio prepara nova estratégia e se tudo der certo ele retorna ao Brasil

 Domingo, 05 de abril de 2026

A questão é simples. Nada impede o jornalista Oswaldo Eustáquio de ser candidato no pleito de 2026, não obstante, ele ter uma prisão preventiva em aberto, determinada por Alexandre de Moraes, e ser considerado foragido pela Justiça brasileira. 

Sua extradição ao Brasil foi negada pela Espanha, onde vive atualmente.

Sua nova estratégia é disputar a eleição para deputado federal pelo estado do Paraná. Pela legislação eleitoral, não há impedimento em concorrer com um mandado de prisão em aberto. A proibição vale para condenados por um órgão colegiado de juízes. Não é o caso de Eustáquio.

Mesmo no exterior, o entendimento de especialistas em direito eleitoral é que ele poderia ser candidato. A lei eleitoral exige apenas domicílio no Brasil, o que é diferente de residência, ou seja, onde a pessoa mora.

Eustáquio tem dito que sua expectativa é que Flávio Bolsonaro vença o pleito presidencial e conceda uma espécie de anistia tanto a seu pai Jair Bolsonaro e a seu irmão Eduardo, quanto a outros nomes, incluindo ele próprio.

Se Flávio perder, Eustáquio afirma que, se for eleito, pretende voltar ao Brasil mesmo assim, uma vez que ainda não foi condenado. E tem demonstrado certo otimismo de que até lá Alexandre de Moraes possa ter sido expurgado do STF.

Fonte: Jornal da Cidade Online

Advogado de Trump mostra ao mundo como Moraes conseguiu devastar o Brasil "sozinho"

Quarta, 05 de abril de 2026

"O relatório da Câmara dos Representantes dos EUA confirma que o Brasil faz parte de uma crescente arquitetura transnacional de censura que também inclui a UE, o Reino Unido e a Austrália, na qual autoridades estrangeiras buscam pressionar plataformas americanas a suprimir discursos além de suas fronteiras e, muitas vezes, em solo americano.
Alexandre de Moraes praticamente sozinho conseguiu colocar o Brasil nessa lista. No momento em que um juiz estrangeiro pode coagir secretamente uma plataforma americana a censurar discursos legítimos nos Estados Unidos, a questão não pode ser simplesmente justificada como "moderação de conteúdo" sem levar em consideração a Primeira Emenda", afirmou.


Fonte: Jornal da Cidade Online 

4 em cada 10 cidades do Brasil dependem em 90% ou mais de verba do estado ou da União

Domingo, 05 de abril de 2026

Boa Esperança do Norte (MT), município mais novo do Brasil, que surgiu após 23 anos de disputas judiciais – Foto: Bruno Santos/Folhapress

Quatro em cada dez municípios brasileiros dependem em 90% ou mais de recursos da União e dos estados para manter suas contas, segundo dados do Tesouro Nacional compilados pelo Ministério da Fazenda.

Em 2024, 2.190 cidades estavam nessa situação, o equivalente a cerca de 40% dos municípios do país. Em 2019, eram 2.950, indicando uma leve redução na dependência.

Apesar da melhora, a dependência ainda é elevada. Em 80% das cidades, a arrecadação própria representa no máximo 20% da receita total.

Especialistas apontam que a queda recente está ligada ao aumento da arrecadação de tributos municipais, como o ISS, além de maior controle fiscal. Ainda assim, a maioria das cidades segue dependente de repasses.

O cenário tem origem na expansão do número de municípios após a Constituição de 1988, que ampliou a autonomia local e facilitou a criação de novas cidades. Desde então, cerca de 1.400 municípios foram criados, muitas vezes sem viabilidade econômica.

Hoje, a principal fonte de recursos das prefeituras é o Fundo de Participação dos Municípios (FPM), formado por impostos federais. Como os repasses são previsíveis, especialistas apontam que isso reduz o incentivo para ampliar a arrecadação própria.

Além disso, despesas obrigatórias com saúde, educação e folha de pagamento consomem grande parte das receitas, limitando investimentos e a capacidade de planejamento.

Para analistas, os repasses são essenciais para manter as prefeituras funcionando, mas também evidenciam a baixa autonomia financeira e os desafios de gestão no nível municipal.

Via Costeira pode atrair R$ 1,4 bilhão em investimentos com novos hotéis e gerar 1,5 mil empregos diretos

Domingo, 05 de abril de 2026

Foto: reprodução/YouTube

A construção de novos hotéis em oito terrenos da Via Costeira, em Natal, pode atrair até R$ 1,4 bilhão em investimentos em cinco anos, segundo estudo da Fecomércio-RN, em reportagem publicada pela Tribuna do Norte. O projeto também tem potencial para gerar cerca de 1,5 mil empregos diretos e movimentar quase R$ 600 milhões por ano na economia local.

A estimativa prevê a criação de 1.520 apartamentos e mais de 5 mil leitos, ampliando a capacidade hoteleira da capital. A arrecadação de impostos também deve crescer, com aumento no ISS, ICMS e IPTU.

Parte dos terrenos, no entanto, está com concessões suspensas por decisão cautelar do TCE-RN. O tribunal identificou que empresas não cumpriram contratos firmados há décadas para construção de empreendimentos turísticos.

Com a medida, novos projetos ficam temporariamente bloqueados até que o Estado apresente um plano de reavaliação e destinação das áreas. A orientação é priorizar transparência e interesse público, podendo incluir novas licitações.

Apesar do entrave, o setor produtivo avalia que destravar esses investimentos é fundamental para ampliar o potencial turístico da Via Costeira, um dos principais polos da cidade.


Fonte: Blog do BG


STF amplia decisões sob sigilo e sem sorteio e entra no período eleitoral em meio à crise de confiança

Domingo, 05 de abril de 2026

Foto: Wilton Junior/Estadão

O Supremo Tribunal Federal (STF) consolidou, desde 2022, um modelo de atuação baseado em decisões individuais, processos sob sigilo e distribuição por conexão — quando casos são direcionados a um mesmo ministro sem sorteio. Segundo especialistas, esse padrão se manteve e pode gerar questionamentos nas eleições de 2026.

Levantamento do pesquisador Ivar Hartmann aponta que o modelo se apoia nesses três mecanismos, que ganharam força durante a eleição de 2022, em meio à polarização entre Luiz Inácio Lula da Silva e Jair Bolsonaro.

Dados indicam aumento do sigilo: 36% das decisões criminais foram sigilosas em 2022, índice que chegou a 46,2% em 2026. Especialistas afirmam que isso reduz a transparência e dificulta o controle público.

O uso da distribuição por conexão também cresceu, passando de cerca de 8% em 2010 para 19% em 2025. O mecanismo concentra processos em determinados ministros, como Alexandre de Moraes e André Mendonça.

Além disso, decisões monocráticas seguem predominantes: em 2022, quase 95% dos julgamentos finais em investigações criminais foram individuais.

Criado em 2019, o inquérito das fake news ampliou esse modelo ao concentrar investigações sob relatoria de Moraes. A partir dele, outros casos foram abertos com base na conexão entre temas.

Para especialistas, medidas adotadas em um contexto de crise institucional foram mantidas mesmo após a normalização do cenário, o que pode afetar garantias processuais e a confiança no STF.

Com esse modelo consolidado, analistas avaliam que o papel da Corte nas eleições de 2026 deve voltar a ser alvo de questionamentos.

Um nome imbatível: Zucco lidera todas as pesquisas, segue crescendo e soma mais um apoio decisivo

Domingo, 05 de abril de 2026


A ex-senadora Ana Amélia Lemos, que retornou ao PP, é um novo e expressivo reforço. Ela vai participar da elaboração do plano de governo de Zucco.

Os dois realizaram uma reunião no decorrer desta semana e tudo ficou confirmado.

O lançamento oficial da pré-candidatura de Zucco ao Palácio Piratini será realizado no próximo dia 11 em evento com a presença do senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato do PL à presidência da República. O evento será no Parque Harmonia, em Porto Alegre.

Fonte: Jornal da Cidade Online

Decisão do STF obstruiu investigação da CPMI impedindo descoberta de mais um escândalo

Domingo, 05 de abril de 2026



A CPMI chegou a aprovar um requerimento solicitando dados de passageiros à Prime Aviation, empresa usada pelo dono do Banco Master para gerir suas aeronaves. A companhia, porém, alegou que não teria tempo para entregar as informações.

Em pelo menos duas ocasiões, a empresa solicitou prazo maior para conseguir reunir os dados. A primeira foi no dia 19 de março, quando alegou não ter recebido o pedido inicial para informar, entre outras informações, voos e passageiros desde 2015.

Com a rejeição do prazo, a Prime Aviation voltou a entrar em contato com a CPMI no dia 24 de março, quatro dias antes do encerramento da comissão. Na ocasião, a empresa disse não ter sido possível reunir as informações requisitadas a tempo.

“Apesar das diligências já realizadas, não foi possível, até o presente momento, reunir a integralidade dos dados necessários ao atendimento completo da requisição, nos moldes em que formulada”, dizia o ofício enviado pela Prime Aviation à CPMI.

Dois dias depois, em 26 de março, o plenário do Supremo se reuniu e derrubou a decisão do ministro André Mendonça de prorrogar a CPMI.

Só esse fato já demonstra que a CPMI poderia ter avançado bem mais, mas foi literalmente obstruída pela inaceitável decisão judicial.


Fonte: Jornal da Cidade Online

Randolfe perde força e caminha para ser expurgado do Senado em outubro

Domingo, 05 de abril de 2026



E a mais recente pesquisa do Instituto AtlasIntel coloca o petista numa situação extremamente desconfortável.

Nos dois cenários apresentados, Randolfe aparece bem distantes dos dois primeiros colocados, Rayssa Furlan (Podemos) e Lucas Barreto (PSD). Confira:

1º cenário:

Rayssa Furlan (Podemos): 33,7%
Lucas Barreto (PSD): 26,4%
Randolfe Rodrigues (PT): 16,3%
Waldez Góes (PDT): 8,1%
Acácio Favacho (MDB): 5,9%
Branco/Nulo: 7%
Não sabe: 2,6%

2º cenário:

Rayssa Furlan (Podemos): 34,4%
Lucas Barreto (PSD): 28,2%
Randolfe Rodrigues (PT): 16,8%
Waldez Góes (PDT): 9,2%
Branco/Nulo: 9,3%
Não sabe: 2,4%

1.029 entrevistados pela AtlasIntel entre os dias 23 e 28  de março de 2026. A pesquisa foi contratada pelo próprio instituto. Nível de confiança: 95%. Margem de erro: 3 pontos percentuais. Registro no TSE sob o nº AP-06595/2026.


Fonte: Jornal da Cidade Online

Deputada, presidente de partido político, rompe com o governo Lula e declara apoio a Flávio

 Domingo, 05 de abril de 2026

Nesse sentido, a deputada Janaína Riva, presidente do MDB em Mato Grosso, anunciou rompimento com o governo de Lula. Como se não bastasse, Janaína declarou apoio à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro.

Janaína descarta apoiar Ronaldo Caiado, lançado pelo PSD, e afirmou que, na avaliação dela, apenas duas candidaturas têm chances reais de vencer a eleição de 2026.

Segundo a deputada, o apoio a Flávio Bolsonaro está ligado principalmente à pauta de costumes, defesa da família e proteção de crianças.

A declaração da parlamentar acendeu um sinal de alerta na direção nacional do MDB.

Fonte: Jornal da Cidade Online

Contato : (84) 9 9151-0643

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