martins em pauta

terça-feira, 22 de setembro de 2026

CRISE NO STF: Fachin revê estratégia de sessões públicas após embates e exposição de divergências entre ministros

Terça, 22 de setembro de 2026

Foto: Alejandro Zambrana/STF

O presidente do STF, Edson Fachin, decidiu rever a estratégia de levar ao plenário, em sessões públicas, as divergências internas envolvendo o caso Master e o ministro Alexandre de Moraes.

A mudança ocorre após a sessão da última terça-feira (15), marcada por discussões entre ministros e encerrada sem uma definição. A avaliação interna é que a tentativa de resolver os conflitos publicamente acabou expondo ainda mais as divisões na Corte.

Fachin já cancelou uma sessão do plenário e adiou o julgamento sobre a atuação de André Mendonça nas investigações do caso Master. Agora, a tendência é reduzir a exposição pública dos embates enquanto busca entendimento com os ministros sobre os próximos passos.

Com informações de O Globo

Em meio à crise, Congresso acumula 84 propostas de mudanças no STF

Terça, 22 de setembro de 2026

Foto: Alejandro Zambrana/STF

O Congresso Nacional tem ao menos 84 PECs em tramitação que propõem mudanças no Supremo Tribunal Federal. São 64 propostas na Câmara dos Deputados e 20 no Senado.

Os textos tratam de temas como idade mínima para ministros, mudanças no processo de indicação, qualificação dos indicados, duração dos mandatos e atribuições do STF. Há ainda propostas sobre inelegibilidade de ministros depois que deixarem o tribunal e alterações na forma de escolha dos integrantes do Supremo.

A discussão ganhou força em meio à crise no STF. Na última semana, a Comissão de Direitos Humanos do Senado aprovou uma indicação para que a CCJ crie um grupo destinado a analisar propostas de reforma do Judiciário e reunir matérias que já tramitam no Congresso.

A proposta mais recente foi apresentada pelo senador Zequinha Marinho (Podemos-PA) e prevê que ministros do STF fiquem inelegíveis por cinco anos após deixarem o cargo. A mais antiga em tramitação é de 2005 e propõe que a escolha dos ministros seja feita pelo Congresso.


Primo de Vorcaro faz pedido inesperado a Fachin envolvendo Mendonça

Terça, 22 de setembro de 2026

A defesa de Felipe Vorcaro, apontado pela Polícia Federal como operador financeiro do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, pediu nesta segunda-feira (21) ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, que devolva ao ministro André Mendonça a ação envolvendo seu cliente. Segundo os advogados, a paralisação de parte da tramitação do caso Master tem impedido a análise de pedidos relacionados à prisão preventiva.

Os defensores sustentam que a decisão de Fachin, tomada em 12 de setembro, prejudica tanto a apreciação do pedido de revogação da prisão quanto a reavaliação da necessidade de manutenção da custódia. A defesa afirma que essa revisão deveria ocorrer dentro do prazo de 90 dias previsto no Regimento Interno do STF.

Felipe Vorcaro está preso em Minas Gerais desde 7 de maio. De acordo com a defesa, o pedido de revogação da prisão foi apresentado a Mendonça em 22 de junho. Os advogados afirmam ainda que o prazo de 90 dias para a reavaliação da custódia terminou em 14 de setembro, considerando como marco a decisão de 16 de junho, quando a Segunda Turma do STF referendou a prisão determinada pelo ministro.

A investigação contra Felipe integra a Operação Compliance Zero, da Polícia Federal. A defesa argumenta, porém, que o conteúdo do procedimento é diferente das questões que levaram Fachin a determinar a remessa de processos relacionados ao Banco Master para a Presidência da Corte. A própria Presidência do STF confirmou que, em 12 de setembro, Fachin determinou o envio das Petições 15041 e 15556, juntamente com processos relacionados, para a Presidência.

No pedido, os advogados afirmaram:

"Seu objeto, no entanto, é distinto daquele que motivou a remessa dos autos à Presidência".

A defesa também argumentou que não existem, no processo envolvendo Felipe, fatos atribuídos a ministros do STF ou diligências direcionadas a integrantes da Corte. Segundo os advogados:

"Não há nesses autos fato atribuído a Ministro desta Corte, diligência dirigida a qualquer de seus integrantes ou questão relacionada à apuração que deu origem às Pets 16.662 e 16.704. A vinculação decorre apenas da origem comum na Operação Compliance Zero, não da matéria que levou à remessa dos feitos à Presidência".

Os representantes de Felipe sustentam ainda que a indefinição sobre os processos envolvendo integrantes do Supremo impede que Mendonça, que classificam como o "juiz natural da causa", analise o pedido considerado urgente pela defesa.

"Embora a determinação de remessa à Presidência não tenha alterado a relatoria da Pet 15.873/DF, ela impede que o em. Min. André Mendonça juiz natural da causa, aprecie o pedido urgente. A agravar o cenário tem-se que o julgamento da Pet 16.662 foi interrompido por pedido de vista, e a Pet 16.704 aguarda essa definição para ser analisada pelo Pleno. Não há, portanto, previsão para a retomada do andamento da Pet 15.873."

O contexto envolve também a Petição 16.662, relacionada a um relatório da Polícia Federal produzido a partir de informações extraídas do celular de Daniel Vorcaro. Em 15 de setembro, o Plenário do STF iniciou a análise de uma questão de ordem que propunha a tramitação conjunta das Petições 16.662 e 16.704. A discussão foi suspensa após pedido de vista do ministro Flávio Dino, sem que o mérito da Petição 16.662 fosse analisado.

Em razão desse pedido de vista, o julgamento da Petição 16.704, que estava previsto para 23 de setembro, foi retirado da pauta. O STF informou que a sessão será redesignada depois que o Plenário definir os parâmetros para a tramitação dos processos relacionados.

A defesa de Felipe afirma que esse cenário deixou sem previsão a retomada da análise da ação que envolve o investigado. O pedido apresentado a Fachin busca justamente permitir que Mendonça volte a apreciar as questões relacionadas à prisão e ao andamento do processo.


Fonte: Jornal da Cidade Online

Campanha de Flávio quer levar vídeo de Moraes em jatinho ao horário eleitoral para atingir Lula

Terça, 22 de setembro de 2026


Foto: Reprodução/TV Globo

A campanha do senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) pretende usar politicamente a repercussão de um vídeo que flagra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), desembarcando de um jatinho ligado ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master. A estratégia visa intensificar os ataques diretos ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

As imagens foram publicadas pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, no último domingo (20). O registro audiovisual mostra o magistrado e sua esposa, a advogada Viviane Barci de Moraes, descendo de uma aeronave no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, em agosto de 2025.

Conforme apurado junto a integrantes da equipe do senador, a ordem no QG da campanha é vincular o episódio diretamente a Lula, avaliando inclusive levar o tema para o horário eleitoral gratuito na televisão e no rádio.

O parlamentar já iniciou as investidas públicas. Logo após a circulação das imagens, Flávio publicou um vídeo em suas redes sociais no qual retoma os ataques a Moraes e tenta colar a imagem do ministro à gestão federal.

Na gravação, o senador responsabiliza o magistrado pelo retorno de Lula ao cenário eleitoral e dispara duras críticas contra o governo: “Sentou na cadeira, aparelhou o Estado e sua máfia implodiu a democracia, sob o falso pretexto de ‘protegê-la’”. Em peças publicitárias anteriores, a campanha do liberal já havia tentado associar o ministro do STF ao Planalto, denunciando um suposto “desequilíbrio institucional”.

Com informações do Metrópoles


Depois de acontecimento estranho, Mendonça finalmente consegue acessar íntegra de dados do celular de Vorcaro

Terça, 22 de setembro de 2026

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), conseguiu acessar o conteúdo completo extraído do celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. O magistrado, que é relator do caso Master, já iniciou a análise das mensagens trocadas pelo ex-dono do Banco Master.

No fim de semana, Mendonça e o ministro Luiz Fux haviam comunicado à Polícia Federal que seus respectivos gabinetes não tinham conseguido acessar a mídia que continha a íntegra dos dados obtidos no aparelho de Vorcaro. Nesta segunda-feira (21), porém, interlocutores de Mendonça informaram que a dificuldade técnica foi resolvida.

No sábado, os dois ministros encaminharam ofícios ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, relatando que não tiveram “acesso efetivo ao material ali contido”. A mídia com os dados havia sido entregue aos integrantes da Corte na quinta-feira, aumentando para cinco o número de ministros do STF com cópias do conteúdo.

Além de Mendonça e Fux, também receberam e analisam as mensagens os ministros Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes. O material reúne dados extraídos do telefone de Vorcaro, apreendido durante a primeira etapa da Operação Compliance Zero.

Nos documentos enviados à PF, Mendonça e Fux solicitaram “auxílio técnico operacional necessário” e a verificação da “higidez do material especificamente entregue” aos gabinetes. Os ministros levantaram duas hipóteses para explicar a impossibilidade inicial de acesso: “dificuldades de ordem técnica operacional” ou “algum tipo de defeito contido na mídia entregue”.

A análise do conteúdo ocorre paralelamente à preparação do STF para o julgamento envolvendo mensagens que Vorcaro teria enviado a Moraes pouco antes de sua prisão. O tema começou a ser discutido na semana passada, durante uma sessão do plenário marcada por divergências entre os ministros.

A tramitação, contudo, foi interrompida depois que o ministro Flávio Dino apresentou um pedido de vista. Pelo regimento, Dino dispõe de até 90 dias para devolver o processo ao colegiado, mas ainda não existe uma data definida para a retomada do julgamento.

Outro ponto que esteve no centro das discussões no STF na última semana foi a possibilidade de reunir a análise do caso envolvendo Moraes com o relatório de inteligência produzido pela Polícia Federal. O documento foi utilizado para sustentar uma suposta parcialidade de Mendonça.

O julgamento relacionado à Operação Compliance Zero estava inicialmente previsto para esta semana, mas acabou adiado em razão do pedido de vista apresentado por Dino.

Fonte: Jornal da Cidade Online

Principais emissoras de TV dos EUA suspendem cobertura conjunta de Trump após veto a jornalistas; decisão envolve CNN, Fox News, ABC, CBS e NBC

Terça, 22 de setembro de 2026

Foto: Ethan Miller/Getty Images

As principais redes de televisão dos Estados Unidos suspenderam nesta segunda-feira (21) a cobertura conjunta de eventos do presidente Donald Trump, após a Casa Branca impedir a CNN de cumprir sua escala no sistema de rodízio entre as emissoras. A decisão envolve ABC, CBS, CNN, Fox News e NBC.

O chamado pool reúne as cinco redes, que se revezam na produção de imagens de compromissos presidenciais e compartilham o material com outros veículos. A CNN estava escalada para acompanhar a viagem de Trump a Nova York, onde ele participa da Assembleia Geral da ONU, mas foi impedida de realizar a cobertura.

Segundo comunicado enviado às emissoras, não haverá uma equipe substituta para ocupar o lugar da CNN. As demais atividades previstas no sistema de cobertura continuam normalmente.

A decisão é uma reação após Trump proibir a entrada de jornalistas da CNN, da MS NOW e do Politico na Casa Branca. O presidente justificou a medida acusando os veículos de produzir “notícias propositalmente negativas” e de divulgar “FICÇÃO e MENTIRAS”.

Nesta segunda-feira, CNN, MS NOW e Politico entraram com uma ação na Justiça federal contra o governo, alegando violação da Primeira Emenda da Constituição americana e pedindo a suspensão temporária da proibição.

Fux manda recado a “banda podre”: Está pronto para a guerra

 Terça, 22 de setembro de 2026

O ministro Luiz Fux disse a pessoas próximas ao longo dos últimos dias que está ‘pronto para a guerra’ e que não pretende retroceder em relação ao seu posicionamento sobre o pedido de investigação contra o seu colega Alexandre de Moraes.

Desde a semana passada, a chamada ‘ala alexandrina’ do Supremo iniciou um movimento para tentar desqualificar o ministro Fux dentro do debate público ao tentar vinculá-lo ao esquema do Banco Master.

A tática era tentar desgastar o ministro por meio de seu filho, Rodrigo Fux, que foi procurado pelo banqueiro em novembro de 2024 para tratar de um recurso que tramitava no Supremo relacionada à discussão de um precatório bilionário que poderia beneficiar o conglomerado de empresas do Banco Master.

Com esse estratagema, os ministros alinhados a Moraes imaginavam que Fux poderia ou se declarar impedido ou mudar seu voto sobre o pedido de providências relacionado a Moraes. Fux, no entanto, deu recados no sentido contrário: não somente ele não pretende retroagir como agora pode partir para o ataque, justamente pelo envolvimento de seu filho no caso.

Fonte: Jornal da Cidade Online

Comitiva de Lula em viagem a Nova York para Assembleia da ONU tem pelo menos 73 pessoas

Terça, 22 de setembro de 2026

Foto: reprodução/Youtube Canal Gov

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) embarcou neste domingo (20) para Nova York, onde participará da abertura da 81ª Assembleia Geral da ONU. Segundo levantamento do Poder360 com base no Diário Oficial da União, pelo menos 73 pessoas foram autorizadas a viajar para a cidade.

O número pode ser maior, já que dois despachos autorizam funcionários do Gabinete Pessoal e da Assessoria Especial de Lula sem informar a quantidade de servidores. Novos nomes também podem ser incluídos posteriormente.

A comitiva reúne ministros, assessores, servidores e integrantes de diferentes órgãos do governo. A primeira-dama Janja Lula da Silva também integra a viagem. Parte dos integrantes participará da Semana do Clima de Nova York, realizada paralelamente à programação da ONU.


Ao vivo na GloboNews, jornalista solta "bomba" sobre ministros e deixa Miriam Leitão desconcertada (veja o vídeo)

Terça, 22 de setembro de 2026

Nem mesmo a GloboNews consegue mais esconder a realidade...

Ao vivo, um jornalista da emissora cravou:

"Teremos processo impeachment de ministros do Supremo no ano que vem."

Miriam Leitão ficou desconcertada...

Veja: 

Moraes toma nova decisão em caso absurdo contra Bolsonaro

Terça, 22 de setembro de 2026

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta segunda-feira (21) que a Secretaria Judiciária da Corte encaminhe à Receita Federal os laudos periciais referentes aos conjuntos de joias apreendidos durante a investigação sobre o suposto desvio de joias sauditas pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A decisão atende a um pedido apresentado pela Receita Federal em 18 de setembro. O órgão havia solicitado ao ministro que fossem adotadas as providências necessárias para garantir o acesso imediato aos documentos produzidos no curso da investigação.

Moraes já havia autorizado o compartilhamento dos laudos e de outros documentos com a Receita em decisão de 28 de agosto, após analisar manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR). Como o material ainda não havia sido encaminhado, a Receita voltou a solicitar a intervenção do ministro.

“Tendo em vista a autorização do compartilhamento, nos termos da decisão de 28/8/2026, DETERMINO à Secretaria Judiciária deste SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL que proceda ao envio de cópia dos documentos solicitados à Receita Federal do Brasil“, diz o novo despacho.

A Receita pretende utilizar os documentos no procedimento administrativo fiscal relacionado ao possível perdimento dos bens. O objetivo é verificar eventuais infrações à legislação aduaneira e reunir elementos técnicos para a análise das joias e de outros objetos que teriam ingressado no país sem a declaração exigida.

O pedido para obter os laudos foi apresentado inicialmente pela Receita em 23 de julho. Na ocasião, o órgão solicitou autorização judicial para que a Polícia Federal fornecesse as avaliações periciais e demais informações técnicas produzidas sobre os conjuntos de joias e outros bens que teriam entrado no território nacional sem a devida declaração aduaneira.

Antes de decidir, Moraes encaminhou a solicitação à PGR. Em 5 de agosto, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, manifestou-se favoravelmente ao compartilhamento do material.

Segundo Gonet, não havia impedimento para o atendimento do pedido, pois “a publicidade processual deve prevalecer como regra e, encerradas as investigações e levantado o sigilo dos feitos, não se justifica a negativa de compartilhamento de provas para instruir feitos de ordem não penal, que envolvem os mesmos episódios”.

O procurador-geral também afirmou que o requerimento “guarda estrita pertinência temática com objeto das investigações deflagradas na seara fiscal e se insere na competência da Receita Federal, órgão integrante do sistema de combate a ilícitos econômicos e aduaneiros, que poderá se beneficiar dos elementos compartilhados”.

Ao acolher a manifestação da PGR em 28 de agosto, Moraes afirmou que o STF “entende inexistir óbice à partilha de elementos informativos colhidos no âmbito de inquérito penal para fins de instruir outro procedimento contra o investigado, observadas a garantia constitucional do contraditório e a impossibilidade de utilização da prova emprestada como único elemento de convicção do julgador”.

A Receita Federal classificou o acesso aos documentos como “imprescindível” para o andamento do procedimento administrativo fiscal de perdimento. Conforme o órgão, os laudos permitirão analisar possíveis violações às regras aduaneiras e preservar o interesse público.

A Receita também argumentou que o compartilhamento da documentação produzida pela Polícia Federal, especialmente dos laudos de avaliação, “fundamenta-se nos princípios constitucionais da eficiência e da economicidade”.

Outro argumento apresentado pelo órgão é que “a medida assegura a higidez e a convergência das informações técnicas sobre os bens sujeitos à pena de perdimento, mitigando o risco de avaliações dissonantes entre a Polícia Federal e a Receita Federal do Brasil. Tal entendimento foi ratificado pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional”.

No pedido encaminhado ao STF, a Receita ainda destacou o prazo para eventual aplicação da pena de perdimento. Segundo o documento, “o prazo decadencial para a aplicação da pena de perdimento é de 5 anos, contados da data da infração aduaneira”.

Como os fatos investigados teriam ocorrido em outubro de 2021, a Receita afirmou que “o prazo decadencial para a eventual aplicação da penalidade encontra-se em vias de consumação, prevista para 21/10/2026“.

Diante da proximidade do prazo, o órgão defendeu que o envio dos laudos e dos demais documentos técnicos fosse realizado com urgência.

“A urgência no compartilhamento dos laudos periciais e demais documentos produzidos que revelem as especificações e valorações técnicas dos bens é, portanto, medida de rigor para viabilizar a atuação da Administração e evitar o perecimento do direito estatal, em atendimento ao interesse público“, prossegue o documento.

“INSUPORTÁVEIS”: Cunhado de Vorcaro reclamou de cobranças de Ciro Nogueira por dinheiro, apontam mensagens

Terça, 22 de setembro de 2026

Reprodução/PF

Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, reclamou ao dono do Banco Master das cobranças do senador Ciro Nogueira (PP-PI) por pagamentos. As mensagens foram obtidas pela Polícia Federal e divulgadas pelo Metrópoles.

Reprodução/ PF

Em 9 de janeiro de 2025, Zettel perguntou a Vorcaro: “Irmão, o que eu faço com Ciro e Sicário? Os dois são insuportáveis”. No dia seguinte, voltou ao assunto e colocou Ciro entre os “mais chatos”. Depois, enviou uma planilha de pagamentos pendentes que incluía R$ 1,4 milhão para o senador.

De acordo com a PF, o nome de Ciro apareceu ao menos 79 vezes nas conversas entre Zettel e Vorcaro, sempre em discussões sobre pagamentos. Em outra mensagem, Zettel afirmou que o senador tinha pressa para receber R$ 2,5 milhões.

A investigação estima que Ciro recebeu ao menos R$ 6 milhões de Vorcaro entre 2024 e 2025, além de ter despesas de viagens e refeições no exterior custeadas pelo banqueiro. Os valores e a natureza dos repasses são apontamentos da PF.

Fraga Alves/Especial Metrópoles

Com informações do Metrópoles

Contato : (84) 9 9151-0643

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