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terça-feira, 14 de abril de 2026

TCU indica arquivamento de pedido sobre contrato envolvendo Lewandowski e Banco Master

Terça, 17 de abril de 2026

 Foto: Reprodução

A área técnica do Tribunal de Contas da União (TCU) recomendou o arquivamento de uma representação que pedia apuração sobre contrato entre o Banco Master e um escritório ligado ao ex-ministro da Justiça Ricardo Lewandowski. Segundo os auditores, o caso não envolve recursos públicos e, por isso, não se enquadra na competência do tribunal.

De acordo com o parecer técnico, os valores pagos pelo banco ao escritório têm natureza privada, sem impacto sobre o erário. Por esse motivo, o TCU entende que não há base legal para atuação no caso.

O documento afirma que, embora a situação possa, em tese, levantar questionamentos sobre possível conflito de interesses, a análise desse tipo de questão cabe à Controladoria-Geral da União (CGU) e à Comissão de Ética Pública da Presidência. Ainda segundo os auditores, não foram apresentados elementos que comprovem influência direta em ato de gestão pública.

Conforme apuração da Folha de S.Paulo, o escritório Lewandowski Advocacia recebeu ao menos R$ 6,1 milhões do Banco Master entre novembro de 2023 e agosto de 2025. O período coincide parcialmente com a passagem de Lewandowski pelo Ministério da Justiça, entre fevereiro de 2024 e janeiro de 2026.

Em nota e declarações públicas, o ex-ministro afirma que se desligou do escritório antes de assumir o cargo, seguindo as exigências legais. Já a defesa do empresário Daniel Vorcaro, ligado ao banco, sustenta que os contratos foram firmados dentro de parâmetros técnicos e regulares.

O parecer da área técnica ainda será analisado pelo ministro relator Augusto Nardes e pelos demais integrantes do TCU, que devem decidir sobre o arquivamento definitivo do caso.

Cármen Lúcia defende mais transparência no STF e diz que Corte “não pode ficar como está”

Terça, 14 de abril de 2026

Foto: Jose Cruz/Agência Brasil

A ministra Cármen Lúcia afirmou nesta segunda-feira (13) que o STF precisa avançar em transparência e declarou que o modelo atual “não pode ficar como está”. Segundo a ministra, ampliar a transparência e a comunicação das decisões é importante para fortalecer o Judiciário.

Para ela, mudanças nesse sentido beneficiam tanto a imagem da Corte quanto o funcionamento interno do tribunal.

Cármen Lúcia reconheceu que o STF vem adotando medidas ao longo dos últimos anos para melhorar esse aspecto. Ainda assim, avaliou que há espaço para avanços e que o processo de aperfeiçoamento precisa continuar. “Não significa que não tenha muito a aperfeiçoar. Acho que temos”, afirmou.

De acordo com informações do próprio STF, a ministra foi designada pelo presidente da Corte, Edson Fachin, para relatar a proposta de criação de um Código de Ética para o tribunal. A iniciativa, segundo relatos, enfrenta resistência entre parte dos ministros.

DESTRUIU: Deputado acaba com narrativa de golpe da esquerda (veja o vídeo)

 Terça, 14 de abril de 2026


Segundo ele, não existe prova nenhuma para comprovar o "nexo causal do presidente com o golpe imaginário".

 "Presidente Bolsonaro é um injustiçado, que está sendo torturado. É refém de um processo totalmente parcial. Um processo que não cumpriu o devido processo legal", afirmou.

Ao jornalista, o parlamentar forneceu uma lista completa dos pontos relevantes para derrubar as afirmações de que o 8 de Janeiro foi uma tentativa de golpe.

Sobre a Débora do Batom, afirmou: não há potencial lesivo.

Confira:

  • Fonte: Jornal da Cidade Online

O relato de revirar o estômago de Débora do Batom: O cúmulo da barbárie (veja o vídeo)

Terça, 14 de abril de 2026



O vídeo ao final do texto é apenas um resumo, com alguns trechos da entrevista completa, que pode ser encontrada no site da Revista Oeste.

Poucas coisas revoltam mais do que a injustiça. E o caso de Débora simboliza bem o colapso moral brasileiro. Uma mulher simples, sem antecedentes criminais, cabeleireira, mãe de dois meninos pequenos, adventista, descreve como foi tratada pelo regime.

Nem mesmo os piores criminosos são tratados assim.

Débora foi presa em 17 de março de 2023, às 5:50 da manhã, na frente dos filhos. As crianças, assustadas, perguntaram: "Mamãe, onde você vai?" Ela respondeu que ia conversar com o policial e que logo voltaria. Foi algemada e levada na viatura. Só voltaria para casa dois anos depois.

Na penitenciária de segurança máxima de Moji Guaçu, as paredes da cela eram sujas de fezes e sangue. O kit de higiene que lhe entregaram estava encharcado de urina. A cela não tinha luz. Débora lia a Bíblia pela fresta de claridade que entrava pela boqueta da porta — o mesmo buraco por onde passavam a comida. Estava menstruada quando chegou e foi submetida a revistas corporais degradantes.

Para ser transferida, foi algemada nos pés e nas mãos. Disse que naquele momento se sentiu "um bicho".

Ficou 2 anos e 11 dias presa. Nesse período, viu traficantes e homicidas receberem indulto e saída de presos, enquanto ela não podia sequer passar o Natal com os filhos.

A primeira visita da família aconteceu somente depois de 20 dias. Quando os meninos entraram, choraram sem parar e perguntaram: "Mamãe, você é criminosa?" Ela ajoelhou no pátio e agradeceu a Deus por vê-los.

O estrago na família foi profundo. O filho mais velho, Caio, parou de sorrir. A professora relatou ao pai que tentava distraí-lo, mas ele mantinha um olhar fixo, ausente. Até hoje, quando escutam uma sirene de polícia, os meninos acham que vão buscar a mãe de novo. A luz de casa chegou a ser cortada. O marido, pintor, interrompia o trabalho para levar as crianças ao psicólogo. Sobreviveram com doações de cesta básica. Débora trabalhava dentro da prisão para pagar o advogado.

Hoje, em regime domiciliar, Débora não pode usar redes sociais, não pode ir aos cultos da sua igreja. Diz que não se sente uma cidadã brasileira.

Num país em que homicidas e estupradores recebem penas irrisórias, em que traficantes e outros ladrões são tratados como "vítimas da sociedade", e os maiores corruptos da República são descondenados, manter uma pessoa honesta, trabalhadora e temente a Deus em presídios fétidos por dois anos é o cúmulo da barbárie.

Espero que algum dia os responsáveis por essas atrocidades sejam devidamente punidos e afastados dos seus cargos. Enquanto esse dia não chega, temos que lutar pela liberdade de Débora e de todos os outros perseguidos políticos, e pelo fim do REGIME DE EXCEÇÃO em curso!

Leandro Ruschel.

Contato : (84) 9 9151-0643

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