martins em pauta

sexta-feira, 6 de março de 2026

Ministros do STF defendem impedimento de Toffoli em julgamento do caso Master

Sexta, 06 de março de 2026

Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo

Ministros do Supremo Tribunal Federal avaliam, reservadamente, como “positiva” uma eventual declaração de impedimento do ministro Dias Toffoli no julgamento da nova fase da Operação Compliance Zero, que pode confirmar a prisão do empresário Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master.

A decisão que determinou a prisão foi assinada pelo ministro André Mendonça e será analisada pela Segunda Turma em sessão virtual a partir de 13 de março.

Nos bastidores da Corte, magistrados afirmam que não há impedimento técnico para a participação de Toffoli, mas avaliam que um eventual afastamento ajudaria a encerrar o desgaste institucional gerado pelo caso.

Toffoli deixou a relatoria da investigação em fevereiro, após reunião convocada pelo presidente do STF, Edson Fachin, depois que a Polícia Federal informou a existência de menções ao ministro em mensagens encontradas no celular de Vorcaro.

Apesar disso, como não houve declaração formal de suspeição, Toffoli ainda pode participar do julgamento. Caso se declare impedido, existe a possibilidade de empate na Segunda Turma — formada também por Gilmar MendesKássio Nunes Marques e Luiz Fux — situação em que prevalece a decisão mais favorável ao réu.

A decisão de Mendonça também autorizou a terceira fase da operação, que investiga um suposto esquema bilionário de fraudes no sistema financeiro, envolvendo crimes como gestão fraudulenta, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Deflagrada em 2025, a Operação Compliance Zero já teve três fases e apura suspeitas de venda de créditos sem lastro, uso de fundos de investimento para circulação de recursos e tentativas de interferência nas investigações.

Com informações de O Globo


Delegado choca ao revelar “a mente” por trás do estupro coletivo no RJ

Sexta, 06 de março de 2026


O quinto participante, um menor de idade, ainda não teve a sua apreensão autorizada. Para o delegado Angelo Lages, da 12ª DP (Copacabana), ele teria desempenhado papel central na trama que levou ao crime.

“A gente representou pela busca e apreensão (do menor), até por entender que ele é a mente por trás disso tudo. Ele que tinha a confiança das vítimas, ele que já teve o relacionamento anterior com essas vítimas, uma de 14 anos, a outra de 17 anos. O promotor opinou pela não apreensão, e a gente está aguardando a decisão da Justiça, que ainda não se pronunciou — explicou Lages, fazendo menção a outro crime de estupro que teria sido cometido pelo mesmo grupo em agosto de 2023. — Em relação a essa nova vítima, a gente precisa trabalhar. O fato foi em 2023, e vamos tentar trazer provas para, e se necessário, representar novamente pela busca e apreensão do menor”.

O delegado lamentou ainda o fato de não ter obtido autorização para apreender os celulares e outros aparelhos eletrônicos usados pelos acusados. Segundo ele, é comum que crimes desse tipo envolvam registros em vídeo e troca de mensagens antes e depois dos fatos. A polícia queria acessar eventuais imagens e conversas que pudessem indicar combinação prévia do encontro e reações após o crime.

Fonte: Jornal da Cidade Online

VÍDEO: Professor aponta para aluno negro e o compara com chimpanzé em Maceió

Sexta, 06 de março de 2026

Um professor de uma escola particular do Benedito Bentes, em Maceió, é investigado por injúria racial após um episódio registrado pelas câmeras de videomonitoramento da instituição.

As imagens mostram a sequência do que aconteceu dentro da sala de aula. Um aluno segura um caderno com a figura de um chimpanzé. O professor se aproxima, pega o material e, em seguida, aponta para um estudante negro. Logo depois, outros alunos riem. O vídeo não tem áudio, mas registra o gesto feito pelo docente.

O caso é apurado pela Delegacia de Vulneráveis da Polícia Civil de Alagoas, que instaurou inquérito para investigar o episódio.

Segundo o advogado da família, o professor teria feito a comparação após um aluno perguntar com quem o animal da capa do caderno se parecia.

Após o ocorrido, o pai do adolescente procurou a direção da escola, que apresentou as imagens gravadas pelo sistema interno.

Metrópoles


Alckmin confirma que deixará ministério no começo de abril

Sexta, 06 de março de 2026

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O vice-presidente Geraldo Alckmin anunciou nesta quinta-feira (5) que deixará o comando do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços no dia 4 de abril.

A saída ocorre para que ele possa disputar as eleições de 2026. Embora a legislação não obrigue o vice-presidente a deixar o cargo para concorrer à reeleição, a desincompatibilização é exigida para ministros de Estado.

O anúncio foi feito durante coletiva sobre os dados da balança comercial.

O movimento faz parte das articulações políticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para fortalecer o palanque em São Paulo. Nas negociações também está o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que vem sendo pressionado por Lula a disputar um cargo no estado.

Integrantes do entorno do presidente avaliam que Haddad poderia ajudar a reduzir a vantagem do governador Tarcísio de Freitas e ampliar a votação de Lula em São Paulo.

Nos bastidores, pesquisas que indicam crescimento da candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro também aumentaram a pressão para que Haddad entre na disputa estadual.

Adeus às longas filas: plataforma de saúde atende 3.935 pacientes em um dia com tempo médio de espera de apenas 1 minuto

Sexta, 06 de março de 2026

Foto: Divulgação

Na segunda-feira, 2 de março de 2026, um número chamou atenção até para padrões de grandes operações de saúde: A plataforma Doutor Benefícios (doutorbeneficios.com) atendeu 3.935 pacientes em 24 horas, com tempo médio de espera de apenas 1 minuto, pela plataforma Doutor Benefícios (doutorbeneficios.com). Em um país acostumado a conviver com filas e demora para se conseguir atendimento médico, o destaque não foi apenas o volume — foi a velocidade em atender o paciente.

A comparação é inevitável e mesmo fora do SUS, o “tempo de espera” raramente é curto. Um estudo apresentado pela KPMG com dados de hospitais participantes apontou 53 minutos como indicador de “espera para o serviço de pronto atendimento” (média reportada no levantamento). É nesse intervalo — dezenas de minutos, às vezes horas — que muitos pacientes ficam em salas de espera, expostos a ambientes cheios, estresse e, em determinados contextos, risco de contaminação.

É nesse cenário que a telemedicina entra como alternativa concreta — e cada vez mais regulada. Pela definição do Conselho Federal de Medicina, telemedicina é o exercício da medicina mediado por tecnologias digitais, e a norma exige assinatura digital qualificada (padrão ICP-Brasil) para atuação e emissão de documentos em teleatendimentos. No plano legal, a Lei 14.510/2022 incorporou a telessaúde à Lei Orgânica da Saúde, definiu o serviço a distância e estabeleceu que os atos do profissional de saúde na modalidade telessaúde têm validade em todo o território nacional.

À frente do feito registrado em 2 de março, o empresário Phablo Luz, potiguar e fundador da Doutor Benefícios (doutorbeneficios.com), diz que o resultado é zero “sorte” e mais “engenharia de operação” — com impacto social direto. “A gente se acostumou a tratar espera como algo normal. Mas esperar por saúde não deveria ser normal. Quando você baixa a fila para 1 minuto, você devolve dignidade e tempo para a pessoa”, afirmou, em entrevista.

Ele destaca que o objetivo não é competir com hospitais — e sim desafogar o que pode ser resolvido de forma segura e rápida. “Tem muita demanda que é orientação médica, continuidade de cuidado, sintomas iniciais, dúvidas de conduta. Se isso é atendido rápido, a urgência real respira”, disse Phablo.

E como isso funciona na prática? 

Phablo explica que na Doutor Benefícios (doutorbeneficios.com), o paciente só precisar se cadastrar na plataforma, efetuar o pagamento de R$ 49,90 por consulta e já começar a ser atendido na hora. “Nós eliminamos qualquer intermediário no meio do caminho e conectamos pacientes diretamente aos nosso médicos 24 horas por dia, de domingo a domingo, inclusive feriados”, afirma Phablo.

E é seguro, os médicos são médicos de verdade, não é i.a, receitas e atestados como funciona?

“Todos os médicos que atendem na nossa plataforma são reais, passam por um rigoroso processo de entrevista e checagem de documentação. Aqui todo o atendimento é humano, seguro, dentro das leis e normas que regulamentam a telemedicina e a parte de documentação, receitas e atestados por exemplo, tem a mesma validade das emitidas em uma consulta presencial, possuem assinatura digital e mecanismos de validação ultra seguros para garantir sua autenticidade e evitar fraudes, explica Dra. Carolina Martins, médica e diretora da Doutor Benefícios (doutorbeneficios.com).

Conforme as regras do CFM, documentos emitidos no contexto do teleatendimento precisam seguir requisitos técnicos, incluindo assinatura digital (ICP-Brasil) e identificação adequada. No campo das receitas digitais, o próprio ecossistema do CFM prevê validação de autoria e integridade e trata a receita digital como documento com validade, a partir da data de emissão. E, de forma mais ampla, o governo federal reforça que assinaturas eletrônicas são reconhecidas legalmente no Brasil, com regras estabelecidas em lei específica.

Para Phablo, o feito de 2 de março é um recado sobre o que pode ser escalado no país quando tecnologia, processos e vontade de fazer se combinam. “O Brasil não precisa aceitar que saúde seja sinônimo de fila. Quando a gente prova, em um dia, que dá para atender milhares com espera média de 1 minuto, a conversa muda: passa de ‘será que dá?’ para ‘por que não está acontecendo mais?’”, concluiu o fundador da Doutor Benefícios (doutorbeneficios.com).

Fonte: Blog do BG

 

Dino barra quebra de sigilo de Lulinha e outros investigados na CPMI do INSS

Sexta, 06 de março de 2026

Foto: Divulgação/STF

O ministro do STF Flávio Dino decidiu ampliar, nesta quinta-feira (5), a suspensão das quebras de sigilo aprovadas pela CPMI do INSS no dia 26 de fevereiro. Com isso, todos os requerimentos votados em bloco na comissão ficam sem efeito, incluindo o que atingia Fábio Luís da Silva, o Lulinha, filho do presidente Lula.

Na quarta-feira (4), Dino já havia suspendido a quebra de sigilo da empresária Roberta Luchsinger. Agora, a decisão foi estendida para todos os pedidos aprovados na mesma votação conjunta feita pela CPMI.

Segundo o ministro, como as quebras de sigilo foram votadas “em globo”, em um único momento da sessão, não seria possível considerar o ato válido para alguns investigados e inválido para outros.

Dino afirmou que isso poderia gerar insegurança jurídica e abrir espaço para questionamentos tanto em órgãos como Banco Central e Receita Federal quanto no próprio Judiciário.

Na decisão, o ministro também afirmou que a CPMI pode realizar uma nova votação caso queira manter as quebras de sigilo. Para isso, porém, os pedidos terão que ser analisados novamente pela comissão.


Opinião dos leitores

  1. Isso é uma vergonha! É essa a justiça brasileira, voltada pra proteger bandidos? Vai vendo, Brasil! Será que se Lula perder a próxima eleição vai ser anulada?


Conversas íntimas de Vorcaro em relatório da PF levantam questionamentos sobre investigação

Sexta, 06 de março de 2026

Foto: Reprodução

A inclusão de conversas íntimas do banqueiro Daniel Vorcaro com sua namorada em um relatório da Polícia Federal chamou atenção por não ter relação direta com as investigações sobre o Banco Master. As mensagens foram extraídas de celulares apreendidos e aparecem no documento mesmo tratando de assuntos da vida pessoal do empresário.

Pela legislação brasileira, gravações ou registros que não tenham utilidade para a prova de um crime devem ser descartados. O artigo 9º da Lei 9.296 determina que “a gravação que não interessar à prova será inutilizada por decisão judicial”, durante o inquérito ou a fase processual, mediante pedido do Ministério Público ou da parte interessada.

No relatório da PF, aparecem registros de relações sexuais entre Vorcaro e sua namorada e também conversas consideradas banais com outras mulheres. O conteúdo, segundo a própria lógica da lei, só teria relevância se revelasse algum tipo de crime, o que não é apontado nesses trechos.

A situação reacendeu discussões sobre limites de investigações e exposição de material pessoal em processos. Casos semelhantes já geraram debate no país durante a Operação Lava Jato, quando conversas privadas sem relação direta com crimes também vieram a público e acabaram alimentando críticas sobre possíveis excessos nas apurações.

Essa doença tem remédio?

Sexta, 06 de março de 2026






Ano após ano, a morte de Marielle Franco foi explorada pelo wokismo racial, pois a vereadora era negra, pelo wokismo de gênero, pois a vereadora era homossexual, e pelo wokismo político esquerdista, pois a vereadora era filiada ao PSOL. Vigaristas são oportunistas. Marielle e seu chofer Anderson foram mortos em março do ano eleitoral de 2018. Essa infeliz coincidência sintetiza as razões para que parcela imensa do jornalismo brasileiro fosse tomada por um ânimo furioso. Era como se militantes de centro acadêmico, sem o menor polimento, ocupassem as redações. Inaugurando o que se veria nos anos seguintes, havia, nesse crime, uma narrativa a ser construída para colocar o cadáver da vereadora no colo de Jair Bolsonaro. De ilação em ilação chegaram a monitorar o condomínio onde o candidato morava e a biografia de seus vizinhos. Doutores que me leem: essa doença tem remédio?

Assim era a “vibe” dos meninos e meninas que passaram a tomar conta do jornalismo brasileiro. O que importava a eles, nesse caso, era “a causa” e a correspondente “narrativa”, ainda que ninguém esclarecesse o motivo pelo qual o acusado estaria interessado, a esse ponto, na eliminação da vereadora...

Dane-se a lógica; hoje estamos saturados de saber que a vontade política é a senhora da razão desvairada!

No caso Marielle Franco, a construção dessa narrativa e a etiquetagem adjetivando Bolsonaro como “miliciano, racista e homofóbico” foram intensas e persistentes. Suscitaram tal animosidade que, seis meses depois, o candidato foi esfaqueado em Juiz de Fora, num crime que, até hoje, não tem mandante ou mandantes identificados. O ato foi festejado como fim do script, só que não. A vítima sobreviveu para padecer reiteradas mutilações institucionais.

A vigarice não pede habeas corpus e depõe contra si mesma. Clama por políticas de desencarceramento. Diz que no Brasil se prende demais. É contra a redução da maioridade penal para 16 anos. Chorou cada bandido morto, mas não derramou uma lágrima por qualquer dos 53 policiais abatidos no Rio de Janeiro no ano passado. Afirma que “saidinha” é bom e faz bem. Pede todo rigor da lei apenas para seus adversários políticos, sendo, essa condição, o delito de seu maior repúdio. Que o digam os presos do 8 de janeiro.

Foto de Percival Puggina

Percival Puggina

Membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de dezenas de jornais e sites no país. Autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia; Pombas e Gaviões; A tomada do Brasil. Integrante do grupo Pensar+.


Fonte: Jornal da Cidade Online

Contato : (84) 9 9151-0643

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