Ryan está preso desde 15 de abril. Ele foi detido durante operação policial que apura atividades de uma organização criminosa. O grupo investigado é suspeito de movimentar valores superiores a R$ 1,6 bilhão através de lavagem de dinheiro e transações financeiras ilegais.
A unidade prisional de Mirandópolis abriga detentos com ligações ao Primeiro Comando da Capital. Uma característica comum à maioria das unidades prisionais do estado de São Paulo. A investigação não demonstrou ainda uma relação direta entre Ryan e a facção criminosa. Ele e pessoas de seu círculo são suspeitos de manter conexões com a organização.
As suspeitas de vínculos com o PCC derivam das investigações conduzidas contra produtoras de funk acusadas de realizar lavagem de dinheiro para a facção. Documentos obtidos pela Polícia Federal indicam que o cantor e empresas vinculadas a ele receberam recursos financeiros dessas produtoras investigadas. As autoridades analisam o padrão de transações financeiras para determinar se há indícios de participação em organização criminosa voltada para atividades ilegais.
A prisão do funkeiro aconteceu durante evento realizado na Riviera de São Lourenço, em Bertioga, litoral de São Paulo. Na mesma ocasião, também foram detidos o cantor MC Poze do Rodo e o influenciador digital Raphael Sousa Oliveira, responsável pela página Choquei. Outros investigados pela operação policial também foram presos. A ação faz parte de um desdobramento da Operação Narco Bet, deflagrada em outubro de 2025.
O grupo utilizava a indústria audiovisual e o segmento de showbusiness digital como mecanismo para integrar atividades ilícitas. As operações associavam tráfico de drogas, jogos de azar e rifas digitais à imagem de influenciadores com amplo alcance nas plataformas de redes sociais. As apurações policiais indicam que o grupo movimentava valores em escala bilionária utilizando empresas de fachada, contas de terceiros e fragmentação de transferências.
Fonte: Jornal da Cidade Online

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