Quinta, 09 de abril de 2026
É o tipo de manchete que parece escrita por um humorista, revisada por um inimigo e publicada por um país inteiro em estado permanente de vergonha alheia.
No país da PIADA PRONTA aparece uma pergunta inevitável — e quase filosófica: O que fazem, diariamente, 40 ministros, cada um cercado de um batalhão de assessores, por oito horas seguidas?
Será que o Brasil produz problemas suficientes para ocupar tanta gente ou isso não importa?
A cena imaginada é simples: gabinetes climatizados, cafezinhos intermináveis, reuniões que só existem para marcar outras reuniões e aquela troca de gentilezas burocráticas tão útil quanto um guarda-chuva furado.
E, claro, quando o expediente entra no modo “hora do tédio”, o velho ditado ancestral se manifesta com a força bíblica de que cabeça vazia é oficina do diabo chegando aos homens que passam metade do dia coçando o próprio saco tendendo inevitavelmente, a deixar a mão subir um pouco mais — até uma cabeça que, infelizmente, não dispõe da menor orientação moral ou intelectual para situações de autopreservação, chegando-se à pergunta irônica e suprema: O Ex-MINISTRO DOS DIREITOS HUMANOS teria resolvido exercer seus “DIREITOS” justamente com a MINISTRA DA IGUALDADE?
O destino, às vezes, tem um senso de humor meio cruel e agora resta saber qual será o próximo capítulo deste teatro pastelão. Será que o STF vai condenar o ex-ministro ou vai interpretar que, assim como o dinheiro público, certos impulsos são simplesmente incontroláveis?
José H. C. Abreu. @camdeab.
Fonte: Jornal da Cidade Online

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