Terça, 17 de fevereiro de 2026
Na ocasião do acidente, Raquel foi atingida por um carro alegórico em movimento e acabou prensada contra um poste. A menina sofreu múltiplos traumatismos, passou por procedimentos cirúrgicos — entre eles a amputação de uma das pernas — e faleceu dias depois, enquanto estava internada na UTI. Diante dos fatos, o Ministério Público do Rio de Janeiro apresentou denúncia contra oito pessoas por homicídio culposo, modalidade em que não há intenção de matar.
À época dos acontecimentos, Palhares ocupava também a presidência da Liga-RJ, entidade encarregada de organizar a Série Ouro do Carnaval carioca. Segundo a denúncia, teriam ocorrido falhas na fiscalização e na adoção de medidas de segurança na área de dispersão, espaço por onde transitam veículos de grande porte logo após os desfiles. A acusação foi aceita pela Justiça, e o dirigente passou à condição de réu em processo que tramita na 29ª Vara Criminal da capital fluminense.
Em manifestações públicas, Palhares e representantes da liga sustentaram que a responsabilidade pelo controle da área e pelo isolamento das alegorias não caberia diretamente à entidade, mas a órgãos municipais e a outros envolvidos na operação do evento. A apuração, entretanto, indicou que havia circulação de crianças nas proximidades dos carros alegóricos, sem barreiras físicas adequadas ou escolta que restringisse o acesso.
O caso permanece em andamento no Judiciário. Para 2025, foram marcadas audiências destinadas à oitiva de testemunhas arroladas pelas partes. Até o momento, não houve sentença proferida.
Fonte: Jornal da Cidade Online

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