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domingo, 31 de agosto de 2025

Vazam os nomes dos figurões da Faria Lima envolvidos pela operação contra o PCC

 Domingo, 31 de agosto de 2025





Eis os nomes vazados de alguns investigados:

João Carlos Mansur, fundador da Reag;
Mohamad Hussein Mourad, que se apresentava como CEO da G8 Log;
Rodolfo Riechert, fundador da Genial Investimentos;
Roberto Augusto Leme da Silva, o "Beto Louco";
Ricardo Magro, controlador da refinaria Refit;
Maurício Quadrado, sócio da Trustee DTVM e do Banvox.

Mansur, que criou a Reag em 2013, administra fundos como Mabruk II e Hans 95. De acordo com a PF, esses fundos teriam sido usados para fraudar e lavar cerca de R$ 250 milhões provenientes do PCC. A Reag está listada na Bolsa de Valores e controla ativos que totalizam R$ 299 bilhões, sendo considerada a maior gestora de patrimônio do país.

Mohamad Hussein Mourad é apontado pelos investigadores como o "epicentro das operações" do esquema. Além da G8 Log, empresa de transporte rodoviário de cargas perigosas, ele tinha participação na Copape, formuladora de combustíveis que figura como elemento central na investigação policial.

Roberto Augusto Leme da Silva, chamado de "Beto Louco", é identificado como líder do esquema criminoso que motivou a operação. Segundo a investigação, ele trabalhava com Mohamad na gestão da Copape e da Aster, empresas que teriam sido utilizadas para fraudes fiscais e contábeis, falsificação de documentos e lavagem de dinheiro.

A refinaria Refit, anteriormente conhecida como Manguinhos, controlada por Ricardo Magro, teria fornecido combustíveis às empresas da organização por meio da distribuidora Rodopetro. Magro foi preso em 2016, acusado de envolvimento em desvios de fundos de pensão.

Maurício Quadrado entrou na investigação por ser sócio da Trustee DTVM e do Banvox, administradoras de recursos que controlam fundos supostamente utilizados pelo grupo criminoso. As duas empresas foram alvos diretos da operação.

A Genial Investimentos, comandada por Rodolfo Riechert, administra o fundo Radford, avaliado em R$ 100 milhões. Segundo o Ministério Público, o fundo foi constituído pelo grupo de Mohamad para servir ao esquema. A instituição é mencionada sete vezes no documento que fundamentou a operação policial.

A investigação demonstra como o sistema financeiro pode ser utilizado para transformar recursos de origem ilícita em ativos aparentemente legítimos no mercado. Os investigados teriam estruturado uma rede de empresas e fundos de investimento para movimentar dinheiro do PCC.

Fonte: Jornal da Cidade Online

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