martins em pauta

domingo, 31 de agosto de 2025

Por likes, influenciadora posta foto do namorado morto em acidente e causa revolta na web

 Domingo, 31de agosto de 2025




A namorada de Dengo, influenciadora Samara Mapoua, confirmou a morte nas redes sociais, mas causou revolta ao publicar uma foto em preto e branco mostrando a mão do namorado logo após o acidente. Na imagem, é possível ver que o corpo dele ainda está no local do ocorrido, já que pedaços da carroceria amassada do veículo aparecem na parte superior da foto.

“A fotinha segurando a mão do morto não poderia faltar”, ironizou um internauta.
“Meu Deus do céu, como a pessoa tira foto do morto pra postar no Instagram por likes?”, questionou outro internauta.

O PT e a destruição da FAB: Comandante usa voo comercial e corta expediente por falta de verba

Domingo, 31 de agosto de 2025

A Força Aerea Brasileira, a gloriosa FAB, se apequenou no atual governo.

O próprio comandante, brigadeiro Marcelo Damasceno, deixou de usar aviões militares desde julho diante da restrição orçamentária e da alta demanda de autoridades por voos da FAB (Força Aérea Brasileira).

O comandante tem recorrido a voos comerciais para suas viagens. Ele passou a utilizar as companhias aéreas porque o baixo orçamento para manutenção causou a paralisação de 40 aeronaves e o afastamento de 137 pilotos desde julho.

Uma vergonha!

Fonte: Jornal da Cidade Online

URGENTE: Embaixada do Brasil comunica Trump sobre início de processo de retaliação

 Domingo, 31 de agosto de 2025




Na véspera, o Itamaraty havia acionado a Camex (Câmara de Comércio Exterior) para dar início às consultas e investigações previstas na lei, após autorização do petista Lula. O governo ressalta, porém, que a tramitação será demorada e que há espaço para negociações ao longo do processo.

De acordo com integrantes do Executivo, a notificação abre oportunidade para que a gestão de Donald Trump dialogue com o Brasil, buscando evitar uma escalada comercial.

“A hora que eles quiserem negociar, o Lulinha paz e amor está de volta”, disse Lula, na quinta-feira (28), durante a posse dos novos diretores das agências reguladoras.

Na prática, porém, o ato é visto como um ataque claro contra Donald Trump.

A Camex tem até 30 dias para apresentar um relatório técnico avaliando se a sobretaxa aplicada pelos EUA se enquadra na Lei de Reciprocidade Econômica, aprovada pelo Congresso e sancionada neste ano. Caso haja respaldo jurídico, será criado um grupo para propor contramedidas, que podem incluir restrições no comércio de bens, serviços e até propriedade intelectual.

O mecanismo brasileiro é frequentemente comparado à Seção 301 da legislação americana, utilizada por Washington para investigar práticas comerciais consideradas injustas e aplicar retaliações. O Brasil passou a ser alvo desse tipo de medida depois que Trump anunciou a nova tarifa.

A tensão toma conta... Mais sanções contra o Brasil podem chegar.

Fonte: Jornal da Cidade Online

Governo Lula reserva R$ 40,8 bilhões no Orçamento de 2026 para emendas parlamentares

Domingo, 31 de agosto de 2025

Foto: Thiago Melo/CC

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reservou R$ 40,8 bilhões para emendas parlamentares no PLOA (Projeto de Lei Orçamentária) de 2026.

O valor é R$ 1,9 bilhão maior que o inicialmente previsto para as emendas no PLOA de 2025 (R$ 38,9 bilhões), que acabou sendo aprovado com R$ 50,4 bilhões carimbados pelos congressistas.

A exemplo do que ocorreu no Orçamento deste ano, o montante destinado às emendas em 2026 também deve subir. A dotação prevista na peça orçamentária é destinada a emendas individuais e de bancada impositivas, cuja execução é obrigatória, e não inclui as chamadas emendas de comissão.

O acordo do governo com o Congresso Nacional, mediado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) e formalizado em lei complementar, previa um limite de até R$ 11,5 bilhões para as emendas de comissão em 2025, valor a ser corrigido pela inflação nos anos seguintes.

Esses recursos, porém, ainda não estão programados no PLOA, e os parlamentares que quiserem recorrer ao instrumento precisarão cortar de outras despesas livres (como custeio e investimentos). Em 2026, o limite atualizado ficará em R$ 12,1 bilhões.

O Executivo ainda tem uma carta na manga para tentar evitar esse desgaste e pretende usar um espaço extra de R$ 13,4 bilhões a ser incorporado ao limite de 2026 para acomodar as emendas de comissão.

O valor adicional, porém, depende da aprovação da nova PEC (proposta de emenda à Constituição) dos precatórios, que flexibiliza o regime de pagamentos de sentenças judiciais devidas por estados e municípios. O texto também contém um dispositivo que, na prática, amplia o limite de gastos do governo no ano que vem.

A proposta orçamentária ainda prevê R$ 1 bilhão para o financiamento de campanhas eleitorais.

Folhapress

Senado impõe sigilo a visitas de outra entidade da “Farra do INSS”

Domingo, 31 de agosto de 2025

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado

Depois de impor sigilo sobre as visitas do lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, o Senado Federal agora se recusa a prestar informações sobre a entrada de representantes de outra entidade investigada no esquema da “Farra do INSS”: a Amar Brasil Clube de Benefícios (ABCB).

No início da semana, a coluna da jornalista Andreza Matais, do Metrópoles, apresentou um pedido ao Senado, por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI), para obter os registros de entrada dos responsáveis pela ABCB: Felipe Macedo Gomes, Anderson Cordeiro de Vasconcelos e Américo Monte Júnior.

Ao negar o pedido, o Senado alegou que os registros de acesso à Casa constituem informações de caráter pessoal e, portanto, estariam protegidos pela Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

Enquanto isso, no Poder Executivo, diversas decisões da Controladoria-Geral da União (CGU) e da Comissão Mista de Reavaliação de Informações (CMRI) têm reiterado que os dados sobre a entrada de pessoas em prédios públicos não estão protegidos pela LGPD e devem ser fornecidos.

“Os dados sobre o acesso de pessoas às dependências do Senado Federal consistem em informações de caráter pessoal, haja vista se referirem a pessoa natural identificada”, disse a Casa em resposta ao pedido via Lei de Acesso.

“Pela LGPD, o detentor do dado somente pode dispor dele em função de finalidades específicas, entre as quais não se enquadra a da presente solicitação, motivo pelo qual ela não poderá ser atendida”, completou a resposta.

Quem é a ABCB na “Farra do INSS”

A ABCB é uma das entidades investigadas pela Polícia Federal na Operação Sem Desconto, deflagrada em abril deste ano. A entidade mantinha um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) com o INSS, o que lhe permitiu receber milhões de reais em descontos de aposentados.

Em auditoria realizada pela CGU, a ABCB não enviou “qualquer documentação” que comprovasse ter a autorização dos aposentados para realizar os descontos. O órgão solicitou os documentos referentes a uma amostra aleatória de 40 associados, mas a entidade não apresentou nenhum.

Além disso, a ABCB filiou 100.624 novos aposentados em apenas um mês — março de 2024. Para a CGU, o número é indício de que as filiações podem ter sido fraudulentas.

A coluna não conseguiu contato com os representantes da ABCB. O espaço segue aberto para manifestações.

Andreza Matais – Metrópoles

Homem é preso após afirmar ter explosivos em sua mochila e ameaçar detoná-los na Praça dos Três Poderes

Domingo, 31 de agosto de 2025

Foto: Divulgação / PMDF

A Polícia Militar do Distrito Federal deteve neste sábado, 30, um homem que afirmava ter explosivos em sua mochila e ameaçava detoná-los na Praça dos Três Poderes, em Brasília. Uma equipe do esquadrão antibombas fez uma varredura do local e inspecionou os pertences do suspeito, e não foi encontrado nenhum explosivo ou arma.

Segundo a corporação, a PM foi acionada às 5h15. “O policiamento local 24h do 6° BPM fez o primeiro contato e iniciou o processo de negociação. Simultaneamente, foram acionados os protocolos das Operações Gerente e Petardo, que incluem o suporte do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope)”, diz nota da PMDF.

O suspeito foi preso por volta das 6h45. O homem foi identificado como Daniel Mourão e “encontrava-se em estado de agitação”, segundo a PM. Ele foi atendido no local pelo Corpo de Bombeiros Militar do DF e, em seguida, conduzido à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de São Sebastião por “apresentar sinais de distúrbios psiquiátricos”, de acordo com a corporação.

Após o atendimento médico, ele será encaminhado à 5ª Delegacia de Polícia (5ª DP) para os procedimentos cabíveis.


Fonte: Blog do BG


Tarcísio diz que primeiro ato, caso se torne presidente, será indulto a Bolsonaro

Domingo, 31 de agosto de 2025

Foto: Tiago Queiroz/Estadão

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), disse que sua primeira medida caso se torne presidente da República será conceder um indulto ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Tarcísio foi questionado se concederia o indulto em entrevista ao Diário do Grande ABC, publicada nesta sexta-feira, 29. “Na hora. Primeiro ato. Porque eu acho que tudo isso que está acontecendo é absolutamente desarrazoado”, afirmou.

O governador voltou a negar, porém, a intenção de se candidatar à Presidência em 2026. “Eu não sou candidato à Presidência, vou deixar isso bem claro. Todo governador de São Paulo é presidenciável, pelo tamanho do Estado, um Estado muito importante. Mas vamos pegar na história recente qual foi o governador de São Paulo que se tornou presidente da República: o último foi Jânio Quadros e o penúltimo foi Washington Luís”, afirmou.

Tarcísio já calibra comunicação, ouve marqueteiros e busca projeção nacional de olho nas eleições de 2026, mas evita dar sinais de campanha antecipada para não virar alvo do bolsonarismo.

Esta foi a primeira declaração do governador citando o indulto como uma ação caso seja eleito para o Planalto. Em julho, Tarcísio havia afirmado acreditar que “qualquer candidato” de centro-direita deveria conceder um indulto a Bolsonaro, caso o ex-presidente seja condenado na ação penal sobre a trama golpista. Na ocasião, Tarcísio afirmou acreditar na inocência do aliado.

Os governadores de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), e Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), pré-candidatos ao Planalto, já se comprometeram publicamente com a medida.

Tarcísio também disse que não confia na Justiça e que não vê elementos para a condenação de Bolsonaro, que começa a ser julgado por tentativa de golpe na terça-feira, 2, no Supremo Tribunal Federal (STF). “Não acredito em elementos para ele ser condenado, mas infelizmente hoje eu não posso falar que confio na Justiça, por tudo que a gente tem visto”, disse.

O governador ainda defendeu a anistia aos condenados por tentativa de golpe de Estado e a “prerrogativa” do Congresso em construir uma “solução política”. “A gente tem falado com partidos, acredito muito em uma saída política via Congresso, e o Congresso tem que ter sua prerrogativa respeitada para construir uma solução política. Essa solução (anistia) não é novidade, esteve presente em outros momentos do Brasil”, disse, citando episódios desde revoltas do período colonial até o “movimento de 64”.

Na entrevista, Tarcísio ainda cobrou o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para que paute a anistia. O governador não citou o deputado nominalmente. “Entendo que os presidentes da Casa têm que submeter isso à vontade do plenário, e não pode ter interferência de outro Poder”, disse.

Estadão Conteúdo

Lula perde para Bolsonaro, Tarcísio e Michelle e empata com outros 6 nomes, diz pesquisa Gerp

Domingo, 31 de agosto de 2025

Fotos: Ricardo Stuckert/Facebook/Reprodução/AEN/Leandro Fonseca/Exame

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) perde em cenários de segundo turno das eleições presidenciais de 2026 contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), segundo pesquisa do instituto Gerp divulgada neste sábado, 30.

Na maioria dos cenários, Lula cresceu ou manteve-se estável em relação ao levantamento de julho.

Na reedição do segundo turno de 2022, Bolsonaro tem 49% das intenções de voto contra 38% de Lula.

Bolsonaro está inelegível e, sem uma mudança de entendimento do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), não poderá disputar a eleição no próximo ano.

Contra Michelle, Lula também é superado para além da margem de erro, com 37% contra 48% da ex-primeira-dama. Um cenário similar ocorre em uma eventual disputa com Tarcísio, onde o governador paulista tem 46% e Lula, 37%.

Nas demais simulações, contra o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL), o governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), o governador do Paraná Ratinho Jr. (PSD), o ex-governador Ciro Gomes (PDT), o governador de Goiás Ronaldo Caiado (União), e o influenciador Pablo Marçal, Lula aparece tecnicamente empatado com todos os nomes.

O petista está numericamente à frente apenas contra Zema, Caiado e Marçal.

Cenários de 2º turno das eleições de 2026

Lula x Bolsonaro

  • Bolsonaro: 49%
  • Lula: 38%
  • Nenhum deles: 8%
  • Não sabe/Não respondeu: 5%

Lula x Michelle

  • Michelle Bolsonaro: 48%
  • Lula: 37%
  • Nenhum deles: 10%
  • Não sabe/Não respondeu: 6%

Lula x Tarcísio

  • Tarcísio de Freitas: 46%
  • Lula: 37%
  • Nenhum deles: 12%
  • Não sabe/Não respondeu: 5%

Lula x Eduardo

  • Eduardo Bolsonaro: 43%
  • Lula: 39%
  • Nenhum deles: 13%
  • Não sabe/Não respondeu: 5%

Lula x Ciro 

  • Ciro Gomes: 38%
  • Lula: 34%
  • Nenhum deles: 23%
  • Não sabe/Não respondeu: 6%

Lula x Ratinho Jr

  • Ratinho Jr: 40%
  • Lula: 36%
  • Nenhum deles: 18%
  • Não sabe/Não respondeu: 5%

Lula x Zema

  • Lula: 39%
  • Romeu Zema: 36%
  • Nenhum deles: 19%
  • Não sabe/Não respondeu: 6%

Lula x Caiado

  • Lula: 38%
  • Ronaldo Caiado: 36%
  • Nenhum deles: 21%
  • Não sabe/Não respondeu: 6%

Lula x Marçal

  • Lula: 38%
  • Pablo Marçal: 35%
  • Nenhum deles: 21%
  • Não sabe/Não respondeu: 6%

Exame

Ex-jogador da Seleção se envolve em rumoroso escândalo policial e mulher recebe medida protetiva

Domingo, 31 de agosto de 2025





Conforme documentos apresentados às autoridades, o ex-jogador enviou mensagens ameaçadoras pelas redes sociais. Em uma delas, David escreveu.

"Eu posso simplesmente fazer você sumir. Eu tenho uma pessoa que sabe onde você está neste momento".

A denunciante expressou medo de que as intimidações pudessem ter consequências graves, mencionando o caso de Elisa Samudio, vítima de homicídio cujo responsável foi o ex-goleiro Bruno Fernandes. A Polícia Civil iniciou investigações para apurar as circunstâncias das supostas ameaças.

O caso ganhou visibilidade quando Karol Cavalcante divulgou capturas de tela com conversas íntimas com o jogador. Nas mensagens, David teria proposto um relacionamento envolvendo uma terceira pessoa, amiga da modelo. O contato entre eles começou em julho de 2025, quando o atleta passou a seguir Karol nas redes sociais, progredindo depois para troca de mensagens.

A ALOB Sports, assessoria de David Luiz, emitiu comunicado contestando parte das acusações. A nota afirma que o jogador apenas interagiu com Karol por mensagens, negando encontros presenciais entre ambos. O ex-zagueiro não se pronunciou diretamente sobre as acusações.

Em 2023, enquanto atuava pelo Flamengo, David esteve envolvido em outro suposto caso extraconjugal com a modelo Julia Calsing. Na ocasião, Julia compartilhou nas redes sociais um ingresso para partida do clube carioca, supostamente presenteado pelo jogador, e declarou desconhecer que ele mantinha um relacionamento estável.

David Luiz, que encerrou seu vínculo com o Flamengo no final de 2024, é noivo de Bruna Loureiro desde 2016, com quem tem dois filhos. A divulgação das supostas mensagens trocadas com Karol gerou repercussão nas plataformas digitais.


Fonte: Jornal da Cidade Online

Fraude exposta: Assessores de Moraes elaboraram documentos, censuraram veículos e bloquearam plataformas, revela Vaza Toga

 Domingo, 31 de agosto de 2025





Os registros revelam ordens transmitidas via WhatsApp, relatórios elaborados sob demanda e decisões tomadas fora dos procedimentos legais estabelecidos. A investigação documenta como servidores dos principais tribunais brasileiros participaram de uma estrutura não oficial concentrada sob a autoridade de Moraes.

O juiz Airton Vieira, assessor de Moraes no STF, enviou instruções ao então chefe da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação no TSE, Eduardo Tagliaferro, solicitando a elaboração de um relatório sobre a revista Oeste em dezembro de 2022.

"Vamos levantar todas essas revistas golpistas para desmonetizar as redes", ordenou Vieira, incluindo um link de uma publicação da Oeste na plataforma X. Quando Tagliaferro respondeu que a revista publicava apenas conteúdo jornalístico, questionando "Não estão falando nada, o que vamos colocar?", Vieira insistiu: "Use sua criatividade" e acrescentou: "Pegue uma ou outra fala, opinião mais ácida. O ministro entendeu que está extrapolando com base naquilo que enviou."

Como resultado, a revista Oeste teve sua monetização suspensa no YouTube por mais de um ano, ficando impedida de receber recursos de publicidade na plataforma. Da mesma forma, o Jornal da Cidade Online também foi desmonetizado.

A investigação também revelou tentativas de bloquear a rede social Gettr. Vieira instruiu Tagliaferro a providenciar o bloqueio da plataforma, compartilhando o link de uma publicação do jornalista Allan dos Santos.

"Vamos ter de fazer igual ao Telegram e derrubar geral", afirmou Tagliaferro na conversa. Vieira orientou que o pedido fosse anexado à Petição 9.935, que já tramitava no STF sob relatoria de Moraes e tratava de medidas contra o Telegram, com base no Marco Civil da Internet.

Moraes havia determinado a suspensão do Telegram em todo o Brasil em março de 2022, alegando descumprimento de decisões judiciais. A medida foi posteriormente revogada quando a plataforma aceitou cumprir as exigências impostas pelo magistrado.

O STF implementou um sistema classificatório para determinar o destino de brasileiros detidos após os eventos de 8 de janeiro em Brasília. O gabinete de Moraes criou documentos denominados "certidões positivas" e "certidões negativas", que funcionavam como carimbos de "culpado" ou "inocente" durante as audiências de custódia.

Manifestantes com certidão negativa tinham alguma possibilidade de libertação, pois o relatório indicava ausência de elementos que os vinculassem a "atos antidemocráticos". Em contrapartida, a certidão positiva praticamente garantia a manutenção da prisão, bastando que o cidadão tivesse publicado críticas ao presidente Lula ou ao STF, ou compartilhado conteúdo favorável a Bolsonaro.

A investigação identificou 42 manifestantes classificados como "positivos" e 277 como "negativos". Nenhum dos que receberam certidão positiva foi libertado, enquanto entre os considerados "negativos", 70% permaneceram detidos, apesar da classificação mais branda.

O caminhoneiro Claudiomiro da Rosa Soares, de 51 anos, recebeu certidão positiva por compartilhar memes sobre o presidente Lula. Na justificativa para classificá-lo como perigoso, o documento registrou: "Perfil no Facebook com postagens antidemocráticas e que revelam inconformismo com os resultados das eleições de 2022".

O vendedor ambulante Ademir Domingos da Silva, 55 anos, teve sua certidão positiva fundamentada em publicações de 2018, com críticas ao PT e ao Supremo. Outro caso similar envolveu Ademir da Silva, 40 anos, enquadrado por tuítes de 2018, utilizados como evidência de "periculosidade política". Já Adenilson Demétrio de Cordova, 43 anos, recebeu condenação baseada exclusivamente em postagens em redes sociais, sem comprovação material de crime concreto.

"A emissão dessas 'certidões' como pseudolegalização de prisões preventivas é abuso de autoridade", afirma a advogada constitucionalista Vera Chemim, explicando que o artigo 312 do Código de Processo Penal estabelece hipóteses específicas para a prisão preventiva: garantir a ordem pública ou econômica, assegurar a instrução criminal ou a aplicação da lei penal.

O advogado constitucionalista André Marsiglia critica: "O uso do STF e do TSE pelo ministro Alexandre de Moraes é ilegal. Os tribunais não têm, nem administrativa, nem judicialmente, o direito de compartilhar funcionários ou informações. Cada investigação é sigilosa e independente. Esse tipo de compartilhamento vai contra o interesse público. O que se viu foi a união de órgãos de Estado contra cidadãos e contra a imprensa, o que gera uma desproporção que fere o princípio da igualdade constitucional."

Especialistas comparam o mecanismo de certidões às práticas adotadas pelo Departamento de Ordem Política e Social (Dops) durante o Estado Novo e o regime militar no Brasil. Naqueles períodos, uma certidão negativa funcionava como um atestado de idoneidade política, documento essencial para obtenção de passaporte ou para assumir cargos públicos.

A certidão positiva marcava o indivíduo como suspeito, mesmo sem processo formal. A simples menção em um relatório de vigilância era suficiente para que a pessoa carregasse o estigma de inimigo do regime.

A advogada constitucionalista Vera Chemim analisa: "Publicações em redes sociais ou críticas a autoridades não se enquadram nessas hipóteses. Pelo contrário, são manifestações protegidas pela liberdade de expressão, inclusive sátiras e memes. Prender por isso é ilegal e configura crime de abuso de autoridade."

Essas ações têm sido justificadas com base na defesa da democracia, argumento que tem legitimado diversas medidas como a censura de jornalistas, o bloqueio de redes sociais, a manipulação de relatórios e a prisão de cidadãos sem provas concretas. O sistema estaria classificando opositores como "terroristas" ou "antidemocráticos", segundo análises de especialistas em direito constitucional.

A Folha de S. Paulo divulgou parte dessas informações por meio de reportagens assinadas pelos jornalistas Glenn Greenwald e Fábio Serapião. Embora alguns veículos tenham repercutido inicialmente o caso, o assunto rapidamente desapareceu das manchetes principais.

O advogado criminalista Gauthama Fornaciari observa: "Há violações claras à liberdade de expressão e à liberdade de imprensa". Ao comentar as ações judiciais em curso, ele acrescenta: "A Constituição proíbe a censura prévia e garante a manifestação do pensamento, vedado apenas o anonimato. O artigo 220 assegura a livre manifestação dos meios de comunicação. No caso das redes sociais, trata-se de mera plataforma: a responsabilidade é pessoal do usuário. Não cabe censura prévia, muito menos filtragem subjetiva feita por assessores ou juízes. O Judiciário está extrapolando suas funções em nome da defesa da democracia, quando, na verdade, viola direitos fundamentais."

O ex-presidente Jair Bolsonaro começará a ser julgado em 2 de setembro de 2025, em um processo que apresenta características semelhantes às reveladas pela operação Vaza Toga. Documentos obtidos indicam que o processo contra Bolsonaro apresenta elementos como relatórios informais e investigações questionadas por juristas quanto à sua base legal.

A defesa do ex-presidente argumenta que as acusações seguem um padrão de generalização semelhante ao observado em outros casos recentes envolvendo o STF. O caso tem como origem o Inquérito das fake news, instaurado em 2019 pelo então presidente do STF, Dias Toffoli, e designado ao ministro Alexandre de Moraes sem o procedimento de sorteio.

Este inquérito tem sido questionado por juristas por não possuir objeto claramente definido, prazo determinado para conclusão ou limites precisos de alcance. A partir dele, surgiram desdobramentos que incluem a produção de relatórios sob demanda, restrições a veículos de comunicação, bloqueios de plataformas digitais como Telegram e Gettr, além de medidas contra jornalistas e parlamentares.

O saudoso jornalista J. R. Guzzo, caracterizou a situação atual do Brasil como estando "sob a sombra de uma árvore envenenada", referindo-se ao conjunto de procedimentos que teriam origem no inquérito de 2019 e seus desdobramentos posteriores.

Documentos revelados pela operação Vaza Toga mostram a existência de um gabinete paralelo que teria atuado em diversas frentes, incluindo a elaboração de relatórios que fundamentaram decisões judiciais. Estes documentos indicam que o gabinete teria participado de ações que resultaram em prisões de manifestantes e no bloqueio de plataformas digitais.

Fonte: Jornal da Cidade Online

Contato : (84) 9 9151-0643

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