Sexta, 03 de abril de 2026
A afirmação foi feita em entrevista, na qual o ex-parlamentar indicou que autoridades brasileiras poderiam ser alvo de sanções internacionais, caso sejam consideradas inadequadas pelas autoridades norte-americanas.
Segundo Eduardo Bolsonaro, o acompanhamento das eleições será feito de forma contínua, com possibilidade de envio de informações em tempo real.
“Nós podemos fazer isso também em tempo real através de conversas de aplicativos de mensagem. Isso daí é importantíssimo. Hoje o mundo funciona em tempo real e a eleição brasileira vai ser muito dinâmica. Então, sim, estarei atento, farei as minhas denúncias quando entender pertinentes. E que Deus ilumine a cabeça das autoridades americanas para entender e adotar as providências”, disse o ex-deputado.
Ele também afirmou que pretende compartilhar suas observações com diferentes atores influentes nos Estados Unidos, incluindo membros do governo, parlamentares e veículos de comunicação internacionais. A estratégia, segundo ele, é ampliar o alcance das denúncias e garantir visibilidade ao tema.
“À Casa Branca, a deputados, a senadores e a quaisquer outras pessoas que tenham algum poder efetivo ou mesmo notoriedade, seja nas redes sociais, seja nos jornais internacionais. Onde eu tiver espaço, onde eu for consultado a levar informação, ali eu estarei para me expressar”, afirmou.
Ao comentar o cenário eleitoral, o ex-parlamentar classificou como um “alerta” o relatório divulgado pelo Comitê Judiciário da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, especialmente no que diz respeito à possibilidade de censura durante as eleições de outubro.
Na avaliação de Eduardo Bolsonaro, o Tribunal Superior Eleitoral deveria adotar medidas preventivas para evitar questionamentos sobre a lisura do processo.
“Tudo isso pode sim gerar consequências reais. Isso tem que ser interpretado como um alerta, e o TSE tem que se movimentar para impedir essa censura nas eleições”, afirmou.
Ele também criticou decisões tomadas pela Corte eleitoral em pleitos anteriores, alegando que houve tratamento desigual entre diferentes candidatos.
“O governo Trump pode implementar medidas contra quaisquer autoridades que identifique como sendo protetoras ou iniciadoras dessa censura, ou que tenham alguma participação em fraude eleitoral”, disse.

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