Sábado, 25 de julho de 20269

Foto: Reprodução
A jornalista e ex-atriz pornô colombiana Deyci Alejandra Omaña Ortiz, de 33 anos, conhecida como Amaranta Hank no mercado de conteúdo adulto, tomou posse como senadora na Colômbia na segunda-feira (20/7), em Bogotá. Ela assumiu a cadeira pelo partido de esquerda Pacto Histórico com uma plataforma voltada à defesa dos direitos de criadores de conteúdo adulto, segundo informou o jornal colombiano “La Opinión”.
Deyci se tornou atriz pornô em 2017 e deixou a indústria dois anos depois para ingressar na política. Eleita em março deste ano pela região de Norte de Santander, ela agora trabalha para garantir direitos de seguridade social aos criadores de conteúdo adulto, defendendo que esses profissionais precisam de proteção legal para evitar a exploração por parte de empresas e agências.
“O problema é que a sociedade consome filmes adultos, mas nos nega a possibilidade de falar em espaços de poder”, afirmou a senadora.
O Pacto Histórico, legenda do atual presidente da Colômbia, Gustavo Petro, é a maior bancada do Senado colombiano, com 25 cadeiras.
Um caminho já trilhado por outras ex-atrizes
Deyci segue os passos de Ilona Anna Staller, atriz pornô de origem húngara mais conhecida pelo nome artístico de Cicciolina, que foi deputada na Itália entre 1987 e 1992. Depois de deixar a Câmara italiana, ela seguiu como ativista política e também abraçou as carreiras de cantora e escritora.
A própria Deyci citou Cicciolina, além da ex-atriz pornô e ex-prostituta holandesa Yvette Luhrs, que também se tornou ativista política, para rebater conservadores que argumentavam que uma ex-atriz pornô não poderia concorrer a um cargo político. “Por que uma mulher que atuou na indústria adulta não pode aspirar a um cargo eletivo? Minha experiência me permitiu compreender a desigualdade, a luta pela liberdade e a economia popular, pautas que agora prometo levar diretamente ao debate legislativo. Há uma transformação política em curso que ainda tem um longo caminho a percorrer, mas o importante é que ela já começou de alguma forma”, declarou a senadora.
Sucessão presidencial na Colômbia
A Constituição da Colômbia proíbe a reeleição presidencial consecutiva, o que impediu Petro de concorrer a um novo mandato. O político conservador Abelardo de la Espriella venceu o pleito mais recente e tomará posse como presidente da Colômbia em 7 de agosto, sucedendo Petro.
O Tempo
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