Domingo, 05 de abril de 2026
A questão é simples. Nada impede o jornalista Oswaldo Eustáquio de ser candidato no pleito de 2026, não obstante, ele ter uma prisão preventiva em aberto, determinada por Alexandre de Moraes, e ser considerado foragido pela Justiça brasileira.
Sua extradição ao Brasil foi negada pela Espanha, onde vive atualmente.
Sua nova estratégia é disputar a eleição para deputado federal pelo estado do Paraná. Pela legislação eleitoral, não há impedimento em concorrer com um mandado de prisão em aberto. A proibição vale para condenados por um órgão colegiado de juízes. Não é o caso de Eustáquio.
Mesmo no exterior, o entendimento de especialistas em direito eleitoral é que ele poderia ser candidato. A lei eleitoral exige apenas domicílio no Brasil, o que é diferente de residência, ou seja, onde a pessoa mora.
Eustáquio tem dito que sua expectativa é que Flávio Bolsonaro vença o pleito presidencial e conceda uma espécie de anistia tanto a seu pai Jair Bolsonaro e a seu irmão Eduardo, quanto a outros nomes, incluindo ele próprio.
Se Flávio perder, Eustáquio afirma que, se for eleito, pretende voltar ao Brasil mesmo assim, uma vez que ainda não foi condenado. E tem demonstrado certo otimismo de que até lá Alexandre de Moraes possa ter sido expurgado do STF.
Fonte: Jornal da Cidade Online

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