sábado, 17 de janeiro de 2026

Um país sem soberania: Médicos brasileiros são impedidos de fazer vistoria em navio-hospital chinês

 Sábado, 17 de janeiro de 2026




Médicos brasileiros denunciam que a embarcação impôs barreiras aos fiscais sanitários nacionais.

Francisco Cardoso, conselheiro federal pelo Estado de São Paulo, questionou a situação.

"O que um navio militar chinês está fazendo no Brasil? Por que tanto mistério? Por que a autoridade sanitária brasileira não pode simplesmente inspecionar um atendimento médico dentro do território nacional?", disse.

O caso ocorre após outro episódio envolvendo um navio de guerra iraniano que foi colocado sob sigilo pelas autoridades brasileiras.

O médico Raphael Campos esteve no local e documentou a presença de militares chineses no navio. Segundo seu relato, o acesso à embarcação é restrito e existem barreiras linguísticas.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) declarou não possuir competência para fiscalizar o navio, justificando que se trata de uma "operação militar". Este enquadramento como atividade militar levanta questionamentos sobre os protocolos sanitários que deveriam ser aplicados independentemente da origem da embarcação.

O Ministério da Defesa brasileiro não se manifestou oficialmente sobre a presença do navio chinês em águas territoriais. Também permanece sem esclarecimento qual seria o papel do ministro José Múcio diante da embarcação estrangeira operando em um porto brasileiro.

A presença do navio-hospital chinês no Brasil se insere em um contexto mais amplo da atuação internacional da China. O país asiático não está apenas "oferecendo saúde", mas expande sua presença global através da diplomacia médica. Pequim utiliza navios-hospitais como instrumentos para projetar sua influência, abrir novos mercados e testar cooperações em setores como vacinas, produtos farmacêuticos e biotecnologia.

A jornalista Karina Michelin, em texto publicado nas redes sociais, faz a seguinte colocação:

“Fica a questão central: que país soberano permite uma missão militar estrangeira atuar em seu território, prestar serviços à sua população e escapar de fiscalização sanitária e debate público? O silêncio das autoridades brasileiras é mais barulhento do que as sirenes desse navio.”


Fonte: Jornal da Cidade Online 

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