sábado, 17 de janeiro de 2026

Enfim, diretor-geral da PF responde Toffoli

 Sábado, 17 de janeiro de 2026




A manifestação da PF ocorreu após determinação de Toffoli, na quarta-feira (14), para que as provas ficassem sob a custódia direta de seu gabinete no STF. Embora reconheça a legitimidade do controle judicial, a corporação avalia que a medida impede o aproveitamento das chamadas “horas de ouro”, período imediatamente posterior à apreensão, considerado crucial para evitar a perda automática de dados por sistemas de segurança e mecanismos de proteção dos equipamentos.

Os esclarecimentos foram apresentados depois que o ministro cobrou explicações sobre o fato de a operação não ter sido deflagrada dentro das 24 horas seguintes à autorização judicial. Na mesma resposta, a PF solicitou que Toffoli reconsiderasse a decisão de lacrar o material e mantê-lo sob a guarda do Supremo, argumentando que a falta de acesso integral aos autos também prejudicou o andamento dos trabalhos.

Paralelamente ao pedido da Polícia Federal, a Procuradoria-Geral da República também se manifestou, solicitando a revisão da medida. Diante disso, Toffoli decidiu que as provas fossem encaminhadas à PGR. Com essa definição, a PF permanece impedida de analisar imediatamente os equipamentos apreendidos, enquanto a Procuradoria, responsável por eventuais denúncias, poderá examinar o conteúdo.

Mesmo sem acesso direto, o ministro determinou que a Polícia Federal mantenha os aparelhos carregados e isolados de redes telefônicas e de wi-fi, como forma de preservar os dados armazenados. A orientação busca evitar qualquer alteração no material até que a análise seja autorizada.

Sobre a alegada demora na deflagração da operação, Andrei Rodrigues negou que tenha havido inércia ou intenção de descumprir ordem judicial. Segundo ele, informações sensíveis precisavam ser confirmadas antes do cumprimento das medidas, o que demandou mais tempo, especialmente porque alguns alvos estavam em deslocamento ou viagem, dificultando a confirmação de endereços.

O diretor-geral também citou a realização de outras grandes operações já programadas para o mesmo período, como a Operação Overclean, que investiga desvios de emendas parlamentares. Por fim, afirmou que todas as informações foram devidamente comunicadas ao STF antes do prazo inicialmente fixado, inclusive por ligação telefônica ao gabinete de Toffoli e por mensagens, reiterando que as limitações de acesso ao material impactaram diretamente o ritmo da investigação.

Fonte: Jornal da Cidade Online

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