martins em pauta

sábado, 6 de dezembro de 2025

Número de feminicídios já passa de mil em 2025, e Brasil tem ao menos três assassinatos de mulheres por dia

Sábado, 06 de dezembro de 2025

Foto: Freepik

O Brasil enfrenta, em 2025, um cenário grave e persistente de violência contra mulheres. De janeiro a outubro, 1.184 mulheres foram assassinadas por feminicídio, número que ainda não inclui os dados de São Paulo e Rio de Janeiro.

O painel do Ministério da Justiça mostra que o país registra, em média, 14 tentativas de feminicídio por dia — e quatro dessas vítimas não sobrevivem. Na prática, o Brasil contabiliza ao menos três mulheres assassinadas diariamente.

A taxa nacional é de 0,67 mortes por 100 mil habitantes. Quando se somam as tentativas, o índice sobe para 1,7 por 100 mil, revelando um problema crônico, segundo especialistas.

A promotora Thais Tarquino, do MPDFT, alerta que a subnotificação e a classificação equivocada de agressões agravam a crise. Muitas tentativas de feminicídio acabam registradas como lesão corporal, crime de pena mais branda, o que reduz a resposta penal e favorece a escalada da violência.

Ela destaca que penas alternativas, falta de prisão preventiva e dificuldades para responsabilizar agressores nos juizados de violência doméstica enfraquecem a proteção das vítimas. “Os índices são inaceitáveis”, resume.

Opinião dos leitores

Turistas passam mal em Pipa e episódio expõe falta de estrutura de primeiros socorros no litoral de Tibau do Sul

Sábado, 06 de dezembro de 2025

A Praia de Pipa, em Tibau do Sul, um dos destinos turísticos mais procurados do Rio Grande do Norte e que recebe diariamente grande fluxo de visitantes, registrou na manhã deste sábado (6) um episódio que evidenciou o despreparo do litoral para atendimento de acidentes e incidentes envolvendo turistas.

Durante passeios de lancha pela região, diversos visitantes relataram queda de pressão, vômitos e mal-estar intenso provocado pelo balanço da maré e pelo deslocamento marítimo. No entanto, o que chamou atenção não foi apenas o número de pessoas atingidas, mas a ausência de suporte mínimo para atendimento emergencial.

Segundo relatos de turistas que acompanhavam a situação, não havia pranchas, cadeiras de rodas ou kits de primeiros socorros disponíveis para auxiliar o deslocamento das vítimas da faixa de areia até áreas em que a ambulância do município pudesse acessar. A assistência, quando realizada, partiu de outros turistas que se sensibilizaram com o episódio e ofereceram ajuda improvisada.

Entre os casos, estava um grupo de mulheres de Pernambuco, que sofreu com os sintomas e precisou de suporte emergencial. Sem equipamentos ou equipes preparadas, o atendimento foi feito de forma improvisada, causando insegurança e constrangimento.

O episódio também expôs o despreparo das companhias que realizam os passeios, bem como a falta de recursos dos fiscais ambientais que atuam naquele litoral, que não dispunham de equipamentos adequados para prestar suporte imediato.

A situação gera preocupação especialmente em um destino cuja economia gira, em grande parte, em torno do turismo e que pratica preços elevados para passeios e serviços.

“É inadmissível que um destino turístico desse porte não ofereça condições básicas de segurança para quem visita a cidade. São situações simples, que podem definir entre uma intercorrência controlada e uma tragédia”, relatou um turista que presenciou o atendimento improvisado.

Diante do ocorrido, fica o alerta para que a Prefeitura de Tibau do Sul e os responsáveis pelas atividades turísticas reforcem protocolos de segurança, capacitação e disponibilidade de equipamentos, assegurando atendimento mínimo, organizado e imediato aos visitantes.

A adoção de kits de primeiros socorros, equipamentos de imobilização e acessibilidade, além de treinamento básico de suporte à vida, são medidas essenciais para prevenir riscos e proteger turistas e trabalhadores.

Pipa é reconhecida internacionalmente por sua beleza e potencial turístico, mas episódios como este expõem fragilidades que podem comprometer a reputação e a segurança dos visitantes.

Espera-se que o poder público e o setor privado tomem providências rápidas e efetivas, garantindo que o turismo local não apenas mova a economia, mas também respeite o bem-estar e a vida de quem o sustenta: os turistas.


Opinião dos leitores

Esposa anuncia separação de deputado pastor e o acusa de traição: “Fazia orgia dentro da minha casa”

Sábado, 06 de dezembro de 2025

A esposa, deputada federal Antonia Lucia (Republicanos-AC) acusa o marido, também deputado federal, Silas Câmara (Republicanos-AM), de traição e faz acusações seríssimas.

Segundo ela, o pastor fazia orgia dentro da casa do casal.

Ela diz ainda que o pastor sumiu de Brasília e que o divórcio não será consensual.

“Já levei para Polícia Federal para saber do teu patrimônio”.

Eis o texto publicado pela esposa traída:

“TIROU A ALIANÇA? MANDA O DIVÓRCIO OU MELHOR PUBLICA PARA TODO SABER. Já entrei na justiça e não será consensual! O divórcio é litigioso . Acabou há um ano! Cercados por pessoas sem moral Alessandro Cohen, Alex Engenheiro da obra do bairro 15 em Rio Bco Acre, que está sob investigação, veio para atuar nas emendas que geram Obras no Amazonas. Ele dep silas camara esqueceu dos mandamentos de Deus? Fazia orgia dentro da minha casa com apoio Ray motorista que já levei para polícia federal para saber do teu Patrimônio. De igual forma fiz com Samuel ladrãozinho descarado! Esqueceu a família do casamento comigo de 33 anos de risos e muita alegria, felicidades extremas sem contar nas vitórias nos dadas por Deus e esqueceu meus 4 netos . Após 10 meses e de baixo de muitos pedidos apareceu diante da minha filha por telefone a semana passada para levar as minhas joias raras no Madeiro do Iguatemi BSB, para juntos comerem um sanduíche, sucos e fizeram compras. Sem assuntos pela distância, do desaparecimento de cara seco sem palavras e gestos de afeto fracassou o encontro! Meus netos perceberam o abandono.Todos sofrem muito e três estão com psicólogos buscando apoio e orações comigo e juntos as famílias das congregações em orações e amigas juntas, que me acompanham em orações, mais ele sumiu de BSB . Tirou a aliança de casamento, antes de ir ao cartório e trazer o documento de divórcio litigioso, para entregar-me? Porque você sumiu? e meus 4 netos como ficam? Igual um garoto de 20 anos. Imagina um idoso moderno de 64 anos e que nem coração tem mais, mas usa marca passo, Deus já tirou o teu coração! . Entre pitadas de cigarros eletrônicos na minha casa escondido ha mais de um ano, venho sofrendo essas humilhações psicológicas. Peço desculpas aos meus irmãos e irmãs mais fez mal à muitas pessoas de bem!”
  • Fonte: Jornal da Cidade Online

Ministros do STF consideram que “Bessias” traiu Gilmar

Sábado, 06 de dezembro de 2025






Em reuniões reservadas, ministros próximos a Gilmar Mendes consideraram a postura do Advogado-Geral da União como um ato de deslealdade contra o magistrado que, até então, era seu principal defensor dentro do Supremo para uma eventual nomeação. Gilmar rejeitou formalmente o pedido da AGU no mesmo dia.

A cronologia do processo foi destacada pelos ministros, que ressaltaram que Gilmar solicitou manifestação da AGU em 30 de setembro, mas a resposta foi apresentada apenas agora, durante a campanha de Messias para uma vaga no STF.

De acordo com informações obtidas em Brasília, os ministros acreditam que Messias buscou explorar o atrito existente entre o Senado e Gilmar Mendes para conseguir apoio entre senadores. Essa estratégia, no entanto, teria desconsiderado o desgaste causado ao ministro que trabalhava para superar resistências de colegas como Alexandre de Moraes e Flávio Dino à sua possível indicação.

O cenário político relacionado à vaga no Supremo já apresentava complexidades antes desse episódio. Moraes demonstrava preferência pelo senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), nome também apoiado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil). Dino, por sua vez, mantinha um histórico de desentendimentos com Messias desde quando ambos integravam o governo federal.

Na decisão contestada pela AGU, Gilmar Mendes estabelece que apenas o chefe da Procuradoria-Geral da República, cargo atualmente ocupado por Paulo Gonet, tem legitimidade para apresentar denúncia visando abertura de processo de impeachment contra ministros do STF.

O Senado reagiu imediatamente após a decisão de Gilmar. Em nota oficial, Alcolumbre exigiu respeito do Supremo e mencionou a possibilidade de alterar a Constituição para defender as prerrogativas do Senado Federal, caso necessário.

No documento apresentado ao STF e posteriormente rejeitado por Gilmar, a AGU solicitava que os efeitos da decisão fossem suspensos até o julgamento definitivo da questão pelo plenário. Ministros da Corte avaliam que, após esse episódio, Messias enfrentará dificuldades maiores para obter apoio no Senado, onde diversos parlamentares mantêm relações próximas com magistrados do Supremo.

Fonte: Jornal da Cidade Online

Maduro completamente isolado

Sábado, 06 de dezembro de 2025

Todos os voos das companhias aéreas que ainda operavam em Caracas suspenderam suas operações.

Os voos para a capital venezuelana estão suspensos por tempo indeterminado. O aumento da tensão regional e a iminência da queda do canalha são as causas.

O chavismo agoniza.

Foto de Marco Angeli Full

Marco Angeli Full

https://www.marcoangeli.com.br

Artista plástico, publicitário e diretor de criação.


Fonte: Jornal da Cidade Online

“Tiro golpista” de Gilmar beneficia Zambelli

Sábado, 06 de dezembro de 2025




Deputados do Centrão indicam que devem se unir à oposição para votar pela manutenção do mandato de Zambelli. Os parlamentares pretendem utilizar o caso como um "recado" ao STF, apesar de a medida de Gilmar Mendes ter sido direcionada principalmente ao Senado.

A manifestação dos deputados está prevista para a próxima semana, quando a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara examinará o processo que pode resultar na perda do mandato da deputada paulista. O descontentamento com a decisão de Gilmar tem aproximado grupos políticos distintos em defesa de Zambelli.

O deputado Diego Garcia (Republicanos-PR), relator do caso na CCJ, já se posicionou pela absolvição da parlamentar. Garcia apresentou seu parecer na última terça-feira (3), afirmando não existirem provas suficientes que justifiquem a cassação do mandato da deputada do PL.

O relator questiona a imparcialidade do ministro Alexandre de Moraes, responsável pela condenação de Zambelli no Supremo. Garcia argumenta que Moraes deveria ser considerado suspeito no caso e alega existir perseguição política contra a deputada federal.

O processo teve início quando Moraes determinou que a Câmara decretasse a perda do mandato de Zambelli após sua condenação pelo STF. A parlamentar foi considerada culpada por comandar a invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

A movimentação dos parlamentares demonstra como decisões do Supremo podem gerar reações no Legislativo, com potencial para influenciar o desfecho de processos políticos como o que envolve a deputada Carla Zambelli.

  • Fonte: Jornal da Cidade Online

Messias faz “tour” pelo Senado, mas entre os senadores que não o receberam, dois chamam atenção

Sábado, 06 de dezembro de 2025

Entre os parlamentares que Messias não conseguiu ter acesso, dois chamam atenção.

São eles: Davi Alcolumbre e Rodrigo Pacheco.

Isso diz muita coisa sobre o que se pode esperar do resultado da votação.

Não é mera 'birra' do presidente do Senado. É um movimento coordenado para barrar a indicação.

Fonte: Jornal da Cidade Online


VÍDEO: Em meio à crise por indicação de Messias ao STF, Alcolumbre faz elogio a Lula em evento no Amapá

Sábado, 06 de dezembro de 2025

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), fez um gesto de aproximação com o governo Lula e elogiou o presidente nesta sexta-feira (5), em meio ao clima tenso provocado pela indicação de Jorge Messias ao STF e pelas críticas do presidente às emendas parlamentares.

Durante a inauguração do primeiro Centro de Radioterapia do Amapá — obra considerada sua principal entrega política — Alcolumbre agradeceu publicamente o apoio do governo federal. Ele pediu ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que levasse seus agradecimentos a Lula, destacando a “sensibilidade” do presidente para concluir o projeto, que permitirá que pacientes com câncer sejam tratados no próprio estado.

A presença de Padilha no evento foi lida como um gesto político do Planalto após dias de atritos. Nos bastidores, aliados dizem que Alcolumbre fez uma “fala de justiça”, reconhecendo que a obra só saiu do papel graças ao investimento federal.

O movimento acontece após o senador criticar duramente o governo e o Supremo no plenário, afirmar que tem recebido “agressões de outros Poderes” e demonstrar contrariedade com a indicação de Messias ao STF — seu preferido era Rodrigo Pacheco.

A relação azedou ainda mais após decisão de Gilmar Mendes que restringiu pedidos de impeachment contra ministros do STF, o que irritou o Senado. A medida será julgada pelo plenário virtual a partir de 12 de dezembro. Alcolumbre já fala em retomar a PEC que limita decisões monocráticas e o projeto que atualiza a lei do impeachment.

Nos próximos dias, governo e Senado devem costurar uma reunião entre Lula e Alcolumbre para tentar reduzir o desgaste político.

A (In)constitucionalidade da Interferência do STF no Impeachment

Sábado, 06 de dezembro de 2025


Inicio minha reflexão pela Lei das leis: a consagrada Constituição Federal. Em seu primeiro artigo, ela é clara ao afirmar:

 

“TODO PODER EMANA DO POVO, QUE O EXERCE POR MEIO DE SEUS REPRESENTANTES ELEITOS OU DIRETAMENTE, NOS TERMOS DESTA CONSTITUIÇÃO.”

Já em seu art. 2º, dispõe:

“São Poderes da União, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário.”

Esses dispositivos consagram a clássica teoria da separação dos poderes de Montesquieu, concebida para evitar a existência de um superpoder soberano sobre os demais. Trata-se da chamada Teoria dos Freios e Contrapesos (Checks and Balances), na qual os poderes se controlam mutuamente, cada qual dentro de suas atribuições legais, prevenindo-se o abuso de poder.

Infelizmente, o que se observa na atualidade é o avanço de um ativismo judicial que vem colocando por terra essa estrutura de equilíbrio institucional. A Suprema Corte, gradativamente, tem se imiscuído e usurpado competências próprias dos outros poderes da nossa já tão sofrida República.

Nesta semana, uma nova decisão do Supremo Tribunal Federal trouxe à tona mais um capítulo dessa preocupante tendência. Em caráter liminar, foi retirada dos cidadãos a prerrogativa prevista no artigo 14 da Constituição Federal — que permite a qualquer cidadão denunciar o Presidente da República ou Ministro de Estado por crime de responsabilidade perante a Câmara dos Deputados —, sob o argumento de que a Lei do Impeachment teria “caducado” em face da Constituição de 1988.

Ainda que a Lei do Impeachment seja antiga e, eventualmente, careça de atualização, tal competência cabe ao Congresso Nacional, jamais ao STF. Declarar sua ineficácia, sobretudo quando se trata de impedir sua aplicação contra ministros da própria Corte, configura verdadeiro contorcionismo argumentativo — uma espécie de “prensa hidráulica dialética” voltada à autoproteção institucional.

Não se pode esquecer que, após a promulgação da Constituição de 1988, essa mesma legislação foi aplicada, e amplamente discutida, nos casos envolvendo dois Presidentes da República: Fernando Collor de Mello e Dilma Rousseff. Ambos foram afastados de seus cargos pelo Congresso Nacional e posteriormente absolvidos pelo STF quanto aos crimes de responsabilidade apontados, o que evidencia, de forma inequívoca, que o processo de impeachment é de natureza jurídico-política e sua competência é do Poder Legislativo.

Não é crível, portanto, que uma lei considerada válida para os mais altos representantes da Nação tenha, subitamente, perdido eficácia apenas quando se cogita sua aplicação aos membros do Supremo Tribunal Federal.

A decisão que atribui exclusivamente ao Procurador-Geral da República a iniciativa de um pedido de impedimento contra ministro do STF, com a devida vênia, equivale a legislar e a alterar o sentido inequívoco do artigo 14 da Constituição, restringindo direitos e subvertendo o equilíbrio entre os poderes.

Mais frágil ainda é o argumento da própria Procuradoria-Geral da República de que o afastamento de ministros comprometeria o funcionamento da Corte, em razão da inexistência de substitutos. A alegação beira o risível. Ao longo da história recente, tivemos aposentadorias antecipadas, como a de Joaquim Barbosa e, mais recentemente, a de Luís Roberto Barroso, além do falecimento do ministro Teori Zavascki em pleno exercício do cargo — e, em nenhum desses casos, o funcionamento do Tribunal foi paralisado.

O que se vê, portanto, é que o casuísmo das decisões judiciais e o avanço incontrolado do ativismo judicial vêm corroendo a credibilidade do Poder Judiciário e afrontando diretamente o Estado Democrático de Direito.

Quando o guardião da Constituição passa a interpretá-la em causa própria, os freios deixam de operar e a democracia começa a ruir silenciosamente.

Tenho dito.

Fonte: Jornal da Cidade Online

Contato : (84) 9 9151-0643

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