martins em pauta

sábado, 20 de março de 2021

86% dos brasileiros não conseguem trabalhar remotamente e estão no grupo que mais sente a pandemia

Sábado, 20 de Março de 2021


Difundido pela pandemia de covid-19, o trabalho remoto passa longe da realidade da grande maioria dos trabalhadores brasileiros. Sem poder trabalhar de casa, esse grupo também encontra mais dificuldade para se recolocar na retomada da economia. Em sua maioria, são trabalhadores mais jovens e de menor escolaridade.

É o caso de garçons, vendedores de lojas, manicures e empregadas domésticas, por exemplo.

Antes da crise, as vagas de trabalho, formais e informais, que necessariamente são presenciais somavam 79,7 milhões de trabalhadores – 86% do total de empregados no fim de 2019. Essa parcela perdeu mais empregos com a crise, na comparação com os 12,9 milhões de trabalhadores em vagas que podiam ser executadas a distância, conforme um estudo em andamento da consultoria IDados, obtido com exclusividade pelo Estadão.

Com a piora da pandemia neste início de 2021, a tendência é que as oportunidades nas profissões necessariamente presenciais sigam mais raras, o que deverá contribuir para a alta do desemprego e o aumento da pobreza – conforme projeção do pesquisador Daniel Duque, do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (Ibre/FGV), sem o auxílio emergencial, 62,4 milhões de brasileiros, quase um terço (29,5%) da população, começaram este ano abaixo da linha de pobreza.

Segundo Bruno Ottoni, pesquisador do iDados, no quarto trimestre do ano passado a população ocupada nas profissões propícias ao trabalho remoto era 3,4% menor do que um ano antes, em igual período de 2019. Enquanto isso, a variação da população ocupada em vagas necessariamente presenciais apontava para o fechamento de 8 milhões de vagas ante um ano antes, um tombo de 10% na ocupação desse grupo. É uma retração três vezes maior do que a vista nas profissões propícias ao trabalho remoto – a discrepância aumentou, em relação ao terceiro trimestre.

O estudo do IDados usa as informações da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua do IBGE, replicando a classificação de ocupações propícias ao trabalho remoto de um estudo publicado no ano passado nos Estados Unidos.

O perfil do trabalhador remoto é composto majoritariamente por mulheres brancas que completaram o ensino superior, diz Geraldo Góes, especialista em políticas públicas e gestão governamental do Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea), órgão do Ministério da Economia. Esse tipo de profissional está concentrado no Sudeste e no Distrito Federal.

“Quanto maior a renda per capita do Estado, maior a escolaridade local, maior a proporção de pessoas trabalhando remotamente. Tem muito pouco trabalho remoto no Norte e Nordeste, mas na Faria Lima tem bastante”, afirma Góes.

Discrepância

Para Ottoni, do IDados, a discrepância na dinâmica de abertura e fechamento de vagas entre os dois grupos tende a aumentar neste primeiro trimestre, quando a economia deverá encolher frente o quarto trimestre de 2020. Os trabalhadores enfrentarão, ao mesmo tempo, a piora da pandemia e a falta do auxílio emergencial, já que a retomada do pagamento do benefício ficou mesmo para abril.

“Minha expectativa, diante do que tenho analisado dos dados antecedentes, é que, em janeiro e fevereiro, as pessoas voltaram para o mercado de trabalho, voltaram a procurar emprego, porque o auxílio acabou”, diz Ottoni.

Os trabalhadores informais devem ter retomado suas atividades, de acordo com Ottoni. Com a abertura de vagas formais nas empresas que estavam funcionando mais ou menos normalmente em janeiro e fevereiro – antes do aperto nas restrições ao contato social –, a ocupação deve ter crescido. Por outro lado, sem o auxílio, os informais podem ter voltado a trabalhar por qualquer remuneração. O rendimento do trabalho pode ter despencado.

Estadão Conteúdo

Governo brasileiro negocia com EUA compra de excedente de vacinas

Sábado, 20 de Março de 2021


O Ministério das Relações Exteriores informou neste sábado (20) que está negociando com o governo dos Estados Unidos a compra de vacinas excedentes contra o novo coronavírus daquele país.

A informação foi divulgada nas redes sociais do ministério, que afirma estar com a negociação em andamento há uma semana.

“Desde o dia 13/3 o governo brasileiro, através do Itamaraty e da embaixada em Washington, em coordenação com o Ministério da Saúde, está em tratativas com o governo dos EUA para viabilizar a importação pelo Brasil de vacinas do excedente disponível nos Estados Unidos”, afirma o texto divulgado.

Na última quinta, os EUA anunciaram que planejam enviar para o México e o Canadá cerca de 4 milhões de doses da vacina contra a Covid-19 produzida pela AstraZeneca/Oxford —cuja autorização de uso ainda não foi aprovada no país.​

FolhaPress

RN recebe novo carregamento de vacinas contra a covid com 81,7 mil doses

Sábado, 20 de Março de 2021

 
Fotos: Elisa Elsie

O Rio Grande do Norte recebeu na tarde deste sábado (20) um novo carregamento de vacinas contra a Covid-19 enviado pelo Ministério da Saúde. Foram mais 81,7 mil doses de imunizante, sendo 16,5 mil da Oxford/AstraZeneca e 65,2 mil vacinas da CoronaVac.

Segundo o Governo do Estado, as vacinas enviadas pelo Ministério da Saúde deverão ter como foco a ampliação da imunização de todos os trabalhadores da saúde, quilombolas, indígenas e previsão de iniciar a vacinação da população de rua. Além da continuidade da vacinação de idosos no RN, ampliando a faixa de idade para 74 e 73 anos de acordo com o plano de operação organizado em cada município.

Com essa nova leva de imunizantes, a Sesap ultrapassa as 150 mil doses recebidas em uma semana. A remessa será organizada na Unidade Central de Agentes Terapêuticos (Unicat) e entregue aos municípios seguindo o mesmo esquema montado para as operações anteriores, com apoio das forças de segurança do Estado.

Ministério da Saúde recomenda aplicar todos imunizantes com 1ª dose, não sendo necessário reservar mete do lote para 2ª dose

O Ministério da Saúde anunciou nas sábado (20) a distribuição de mais cinco milhões de doses de vacinas contra a covid-19 e orientou Estados e Municípios a aplicar todos os imunizantes como primeira dose. Não será mais necessário reservar metade do lote para a segunda dose.

A ação é uma tentativa de acelerar a vacinação. De acordo com o Ministério, as mudanças de orientação acontecem porque a expectativa é começar a receber doses semanais da Fiocruz. Nesta semana, a Fundação já entregou um lote de imunizantes fabricados no Brasil, com Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) importado da China.

Números

Esta semana o RN chegou a 165.375 potiguares que receberam ao menos uma dose de imunizante contra a Covid-19, segundo os dados da plataforma RN+ Vacina. O número representa 62% do público prioritário estimado para a fase 1 do plano de imunização. A Sesap busca atingir ao menos 90% deste público com vacinas. Até o fim desta sexta-feira (19), 55.304 tinham recebido a segunda dose, ultrapassando assim as 220 mil vacinas aplicadas no estado.

Os dados da RN+ Vacina são operados pela Sesap, em cooperação com o Laboratório de Inovação Tecnológica em Saúde da Universidade Federal do RN (LAIS/UFRN) e abastecido pelos municípios.


Fonte: Blog do BG

OPINIÃO DOS LEITORES:
  1. ZéGado

    Quando vejo um bovino defender esse governo no quesito vacina…
    A argola de ferro atingiu o cérebro.

  2. Josa

    Ôôô governo bom!!!

  3. Chicó

    As vacinas estão chegando !!! Falta o estado e a prefeitura agilizarem o processo.

  4. CNN

    Essas vacinas deviam ser aplicadas em dose única nas cidades mais populosas do RN já que são as maiores responsáveis pela aglomeração!!

    • Nildo rocha

      Já venho falando nisso a muito tempo com meus amigos outra questão as cidades pequenas com tipo até 5 mil habitantes já era para ter vacinado toda a população tem cidade no RN com 3 mil habitantes.

  5. Mito

    A VERDADE!!
    Desde que o governo federal recebeu autorização da ANVISA.
    Não faltou vacinas para a campanha de vacinação em todo país.
    O resto é mi mi mi e lacracão por parte dos políticos, mídia e quem perdeu as boquinhas.
    Mas as vacinas estão chegando.
    E TEM MAIS!!!
    PREPAREM OS SEUS CORAÇÕES, TURMA DO CONTRA.
    Num curto espaço de tempo, o Nosso Brasil vai está vendendo e exportando vacinas pra todo o mundo, isso é questão de tempo.
    Essa turma de lacradores, vão ter que enfiar o rabinho dentro das pernas e calar a boca de uma vez por todas.
    Vcs vão vê!!!!

    • Victorino

      Parabéns Mito pelo comentário, esses vermelhos não gostam da democracia, e muito menos são patriotas, para eles quanto pior melhor, vivem num terceiro turno eleitoral eterno, e numa abstinência do dinheiro público.

Contato : (84) 9 9151-0643

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