Sexta, 20 de Novembro de 2020


Sexta, 20 de Novembro de 2020


Sexta, 20 de Novembro de 2020


O caso aconteceu nesta quinta-feira (19) e foram encontrados R$ 2 milhões em espécie, guardados dentro de uma caixa de televisão, em empresa operada pelo ex-deputado, que segundo a PF é o chefe da organização criminosa.
O delegado Carlos Joelson, coordenador da operação, disse que a PF cumpriu 27 mandados de busca e apreensão no Ceará, Rio Grande do Norte e Rio de Janeiro. Foram apreendidos até valores em ouro e euro.
A operação foi deflagrada para investigar um esquema que acontecia há 20 anos na Prefeitura Municipal de Fortaleza e que movimentou cerca de 600 milhões de reais. O grupo fraudava licitações promovidas pela prefeitura para aluguéis de veículos, onde sempre as mesmas empresas eram vencedoras do processo, nas últimas duas décadas.
De acordo com o delegado, “por conta dos contratos, havia repasse de verbas públicas para as contas das empresas e identificamos saques em espécie. Essa empresa utilizava “laranjas” para participarem de um mesmo certame, forjando uma concorrência fictícia. Uma delas vencia a licitação e era celebrado o contrato de locação de veículo".
Confira:



Sexta, 20 de Novembro de 2020

Temos a palavra do TSE, é fato, mas ainda assim perguntamos, é possível fraude no voto eletrônico?
Ou melhor perguntando, qual a segurança do processo de voto eletrônico?
Se há segurança a fraude é pouco provável. Mas, se não há segurança, a fraude é possível.
Estamos falando de probabilidades, de riscos:
- mais segurança -> menor o risco, menor a probabilidade de fraude;
- menos segurança → maior o risco; maior a probabilidade de fraude .
A envergadura moral e política do processo é tanta que a Nação deveria EXIGIR RISCO ZERO.
Para entendermos possíveis riscos do voto eletrônico vamos examinar o sistema sob a ótica da segurança.
O Ponto de Vista da Segurança.
A doutrina da segurança nos ensina que crime acontece quando concorrem 4 fatores:
- agente,
- meios,
- oportunidade e,
- motivos.
O agente de posse dos meios encontra uma oportunidade e, se tiver motivos, comete o crime.
Quer dizer, a probabilidade do agente cometer o crime depende da presença dos outros fatores – meios, oportunidades e motivos.
Por exemplo, o assaltante – agente – de posse de uma arma – meios – aborda uma vítima distraída – oportunidade – e rouba para comprar drogas – motivo.
Se não tivesse os meios – a arma – ou, a oportunidade – a vítima tomasse outro caminho ou, o motivo – não fosse viciado – o crime não ocorreria.
No roubo, a VONTADE DO ASSALTANTE prevalece sobre a da vítima.
Enfim, segurança se resume em controlar a PROBABILIDADE de concorrência dos fatores citados.
O comportamento do agente deve ser contido, obstaculado e/ou frustrado pelos dispositivos de segurança.
Vamos agora analisar o voto eletrônico para identificar possíveis agente, meios, oportunidades e motivos, para depois tirarmos nossas próprias conclusões.
O AGENTE E OS MEIOS. Dando nome aos bois.
No voto em papel o cidadão REGISTRA SUA VONTADE diretamente na cédula com tinta indelével.
A vontade fica registrada firme e incorruptível. Entre o eleitor e o papel só tem a caneta.
No voto eletrônico o cidadão expressa sua vontade tocando a urna, mas QUEM REGISTRA O VOTO na memória eletrônica É O PROGRAMA, o software da urna.
Entre o eleitor e a memória binária existem um teclado, uma tela e mais um complexo e extenso conjunto de software INVISÍVEL e misterioso.
São duas as consequências
- existe um agenciamento, uma intermediação técnica entre a expressão da vontade do eleitor e seu efetivo registro, e
- o voto desaparece, some, se esconde sob camadas de proteção e fica completamente invisível aos olhos do eleitor. O software turba o voto.
Logo, o software funciona como PROCURADOR oculto do eleitor, o eleitor expressa a vontade e o software a registra.
O SOFTWARE é PREPOSTO DO PROGRAMADOR que o confeccionou, atua segundo a vontade daquele (programador).
No voto eletrônico, a VONTADE DO PROGRAMADOR prevalece sobre a do eleitor.
Agora já temos um possível agente e seus meios:
agente → o programador que confecciona sofware para urnas
meios → o software em si.
AS OPORTUNIDADES.
São muitas peças, trechinhos de software coordenados para fazer a urna funcionar, incluindo;
- programa fonte em linguagem de progamação
- compilador, transforma o fonte em linguagem de montagem
- bibliotecas de alto nível incorporadas ao fonte pelo compilador
- ligador, converte o “assembler” em linguagem de “máquina”
- bibliotecas de vínculo estático adicionadas pelo ligador
- bibliotecas de vínculo dinâmico acionadas no momento do voto
- funções incorporadas ao sistema operacional
- serviços vários como SGDBs, COM e outros
- alçapões ocultos no setor de “boot”
- código residente em Eprom
- etc e etc e etc e bote etc nisso.
A princípio, uma fraude pode ser embutida em qualquer dessas peças.
As peças são preparadas por pessoas diferentes, em locais diferentes, em momentos diferentes.
Além do pessoal do TSE, muito provavelmente estrangeiros como os VENEZUELANOS da Smartmatic ou outros da Diebolb, e talvez até CHINESES ligados à Lenovo, tenham oportunidade de alterar algum código que turbe o comportamento final do software.
E não só os programadores e terceirizados das equipes contratadas, mas também terceiros com acesso espúrio ao sistema, via portas de telecomunicação liberadas nos firewalls, por exemplo.
O MANTO DE SEGREDO – Sobre as oportunidades.
O agenciamento técnico existe no nosso cotidiano por exemplo em caixas de banco, mas com a diferença que no banco o cliente verifica o extrato, confere nas câmeras de segurança, reclama ao gerente, vai ao Procon, reclama no Banco Central, enfim, sua vontade não é substituída por outra.
Seu direito não é absorvido pelo caixa eletrônico.
E mais, os sistemas são auditáveis segundo inúmeras técnicas, desde replicação e espelhamento de transações a blockchains.
Mas tais recursos NÃO EXISTEM NO VOTO ELETRÔNICO.
O sigilo do voto afasta do processo a possibilidade de instalação de praticamente qualquer recurso de auditoria dos dados.
Por exemplo, se um eleitor filmar seu voto com celular e depois armar barraco pois detectou uma fraude, ele – o eleitor - vai responder por crime eleitoral e a gravação de nada servirá pois será uma prova obtida por meio criminoso.
Enfim, o programador poderia, por exemplo, registrar como 13 dois votos de cada cinco no 17. A imaginação é o limite e tudo se passa no sombrio segredo das entranhas da urna.
A premissa do voto secreto submerge o processo sob espesso manto de segredo e torna impossível a auditagem dos dados, ou seja, o Manto de Segredo cria as oportunidades.
Enfim, o TSE esconde o processo mas em troca oferece algumas garantias.
AS GARANTIAS DADAS PELO TSE.
Antes, uma palavrinha sobre testes de programas.
Nenhum teste de programa é conclusivo nem exaustivo, o resultado do teste do software é apenas indício da correção.
A validade do teste só alcança o escopo do teste em si. É limitada às condições do teste em si. No nosso dia-a-dia temos muitos exemplo de APPs que mesmo após bilhões de acionamentos apresentam algum comportamento imprevisto.
Se tal acontece frequentemente sem intenção, imagine se a anomalia, se o vício oculto, for intencional, proposital e cuidadosamente implantado para que fique latente mas fora do alcance dos testes !!
A prova dessas afirmações é dada pelo próprio TSE que, mesmo após 24 anos de funcionamento das urnas, ainda promove os testes públicos de segurança e ainda surgem resultados anômalos.
Voltando às garantias que o TSE oferece à sociedade basicamente são cinco, não vamos nos aprofundar num assunto por demais técnico, mas em resumo são
- permitir que representantes de algumas entidades acompanhem a confecção dos programas próprios do TSE, por até 6 meses antes da eleição.
- assinatura eletrônica – hash code – do fonte em cerimônia após o qual o fonte é trancado em cofre
- simulações com urnas sorteadas quando da eleição, como um se fosse um teste de programa
- auditorias quando de denúncias, nas quais se reafirma a condição original da urna e não a denúncia em si
- testes públicos de integridade onde pessoas se voluntariam para quebrar o segredo da urna, e se algum técnico descobre alguma vulnerabilidade, o TSE a corrige. Ou seja, a cada teste mais se esconde as entranhas da urna, se reduz as possibilidades de auditagem independente, mais se espessa o manto do segredo.
Por que não se expõe TODO o conjunto de software em linguagem fonte, do compilador ao SGDB e aplicativos e se hasheia tudo segundo algoritmo padronizado, para que milhares de estudantes de TI possam fazer suas próprias verificações?
Não agir com total e ampla transparência, nos parece, é restringir a possibilidade de verificação a pouquíssimos indivíduos se comparados aos milhões de brasileiros, ampliando-se assim as oportunidades.
Todos as garantias acima são vinculadas a decisões técnicas tomadas por um grupo restrito de pessoas que detêm muito poder, o poder de substituir mais de 200.000.000 de brasileiros.
CONCLUSÃO.
No nosso entender -e sem nos alongar na seara técnica - existem sim os agentes potenciais, as oportunidades e os meios.
O processo oculto acompanhado por raros especialistas iluminados corre longe dos olhos da sociedade.
Então o foco se volta para a motivação.
Será possível que alguma pessoa em posição chave, no processo, do compilador ao auditor que verifica o processo – e mais inúmeras pessoas e etapas intermediárias - se corrompa?
Será mesmo possível que alguém ceda a chantagens, ameaças, subornos milionários, dentre outras fontes de motivação?
Será possível, por exemplo, alguém fazer “vista grossa” na auditoria?
Claro que tudo é possível, mas a probabilidade de acontecer é condicionada à motivação.
Então devemos crer que TODOS os potenciais agentes, com as oportunidades que o manto de segredo propicia e acesso a meios longe do alcance da Nação, que essas pessoas não terão nunca, nenhum deles, jamais, qualquer motivo – seja financeiro, político ou psicológico– para implantar mecanismo fraudulento no sistema.
Em conclusão, um processo VITAL para a Nação parece depender da SANTIDADE de um grupo seleto de agentes.
Enfim, parece mesmo que acreditar em voto eletrônico é ato de pura fé.
Mas, fica a grande dúvida: por que se gastam bilhões para manter um processo anacrônico?
Por que tanto esforço para se equiparar a Venezuela e Cuba insistindo-se num arremedo de modernidade?
Pedro Jales.
Fonte: Jornal da Cidade Online
Sexta, 20 de Novembro de 2020

O exército da Etiópia acusou o diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Adhanom , de apoiar e tentar conseguir armas e apoio diplomático para os rebeldes que estão na região de Tigray.
Tedros, nascido na região de conflito, foi Ministro da Saúde e das Relações Exteriores, entre 2005 e 2016, durante o governo do grupo que, agora, controla aquela região, no Norte do país.
“Este homem é um membro desse grupo e tem feito tudo para apoiá-los”, afirma General Birhanu Jula, chefe do Estado-Maior do Exército, em comunicado na televisão que presta informações sobre a ofensiva militar do governo etíope na região de Tigray comandada pelo partido Frente de Libertação do Povo Tigray (FLPT).
O partido FLPT comandou por décadas a Etiópia mas, nas eleições de 2018, quem saiu vitorioso foi Abiy Ahmed, que foi eleito como um “reformista”. Sem medo, ele acusou ex-funcionários do governo de corrupção e abusos aos direitos humanos e expulsou do governo políticos da FLPT.
Determinado, o novo primeiro ministro dissolveu a coalizão multiétnica e criou o Partido da Prosperidade (PP), aumentando a tensão política.
Eleito Nobel da Paz, por conseguir finalizar uma guerra de 20 anos entre Etiópia e Eritreia, Ahmed se vê agora em outro conflito; já que a região de Tigray realizou eleições regionais sem o aval do ministro, que tinha prorrogado o pleito por causa da pandemia.
Os rebeldes não aceitaram o pedido e elegeram seus representantes. Abiy Ahmed, autoridade maior do país, não reconheceu a legitimidade das eleições e cortou as verbas para a região.
A Etiópia é o país mais populoso da África. Várias potências mundiais mantêm bases militares no Chifre Africano e analistas temem uma grande guerra civil.
Fonte: Jornal da Cidade Online
Sexta, 20 de Novembro de 2020
por Diana Lott | Folhapress

Sexta, 20 de Novembro de 2020

Foto 1: Josué Damacena/Fiocruz/ Foto 2: Reprodução CNN Brasil
O Brasil já detectou pelo menos 30 linhagens diferentes do novo coronavírus. Felipe Naveca, pesquisador e vice-diretor de Pesquisa e Inovação do Instituto Leônidas & Maria Deane (ILMD/Fiocruz Amazônia), liderou um estudo que identificou oito linhagens diferentes do coronavírus na região amazônica. Em entrevista à CNN, ele explicou o motivo de as mutações do vírus não serem motivo de preocupação. ASSISTA VÍDEO AQUI.
“Quanto mais o vírus é transmitido em uma população, mais ele acumula mutações. É um fenômeno natural, vai acontecer principalmente nos vírus que tem genoma RNA, como é o caso do novo coronavírus. Não é motivo de alarde, mas estamos monitorando. A priori, baseado no que sabemos para outros vírus, essas mutações não devem afetar o desempenho das vacinas [contra a doença], pois elas devem ser suficientemente eficazes contra todas as variantes”, disse.
Naveca também afirmou que, até o momento, não há estudos científicos publicados que descrevem linhagens do coronavírus que causem sintomas mais graves para os seres humanos do que os já conhecidos desde o início da pandemia.
“Ainda não temos descrição de linhagem que afeta mais o sistema nervoso ou o pulmão. Isso pode ocorrer, seria uma situação mais rara, mas pode ocorrer e por isso [as mutações do coronavírus] são monitoradas no mundo inteiro.”
CNN Brasil
Sexta, 20 de Novembro de 2020
Monitor do PIB — Foto: Reprodução/Ibre
A economia brasileira registrou alta de 7,5% no terceiro trimestre, na comparação com os três meses anteriores, segundo dados do Monitor do PIB-FGV, divulgados pela Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta quinta-feira (19). Frente ao mesmo período de 2019, no entanto, o resultado é uma queda de 4,4%.
Segundo a FGV, em setembro o PIB teve uma alta de 1,1% ante o mês anterior. Já na comparação com o mesmo mês do ano passado recuou 2,3%.
“O forte crescimento de 7,5% da economia brasileira no 3º trimestre, reverte, em parte, a forte retração de 9,7% registrada no 2º trimestre deste ano, em função da chegada da pandemia de Covid-19 ao Brasil, a partir de março”, diz em nota o coordenador da pesquisa, Claudio Considera.
Ele ressalta, no entanto, que o crescimento não é suficiente para recuperar o nível de atividade econômica, que segue 5% abaixo do observado no 4º trimestre do ano passado.
De acordo com Considera, o setor de serviços ainda tem dificuldades para se recuperar – mesmo com a flexibilização das medidas de isolamento – por conta da elevada incerteza quanto ao futuro da pandemia.
Principais resultados
O Monitor do PIB apontou que no terceiro trimestre, em comparação com o mesmo período de 2019:
O consumo das famílias caiu 5,1%, com retração de 8,7% no consumo de serviços;
Os investimentos (formação bruta de capital fixo) tiveram queda de 2,2%, com recuo de 8,2% em máquinas e equipamentos;
A exportação teve alta de 1,7%; enquanto a importação encolheu 24,4%.
Perspectivas e projeções para 2020
O indicador da FGV ficou melhor que o apontado pelo Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), do Banco Central (BC), que apontou uma alta de 1,06% no mês.
O mercado financeiro estimou, na segunda-feira (16), uma retração de 4,66% para a economia brasileira neste ano
Na terça (17), o governo brasileiro reduziu para 4,5% a expectativa de queda para o PIB de 2020
O Fundo Monetário Internacional (FMI) projeta um tombo do PIB de 5,8% em 2020.
G1
Sexta, 20 de Novembro de 2020
Um vídeo feito em zoológico de Nova Gales do Sul (Austrália) está derretendo o coração de muita gente nas redes sociais. Um gorila foi filmado por uma visitante do zoo cuidando de um passarinho ferido que caíra no seu cercado.
Quando a filmagem começa, o gorila é visto indo até o pássaro ferido que está deitado na grama.
“Oh, ele está pegando o pássaro, olhe!”, diz a mulher que fez as imagens a uma amiga.
O gorila então se deita para examinar o pobre pássaro antes de se levantar novamente e pegá-lo delicadamente com a mão esquerda. O símio rapidamente solta o pássaro quando ele tenta bater suas asas, mas rapidamente aborta a tentativa, e o gorila mais uma vez o segura em suas mãos.
Uma das mulheres que podem ser ouvidas no vídeo diz:
“O pássaro deve estar ferido.”
Em seguida, o gorila tenta encorajá-lo a voar, cutucando suavemente o pássaro com um dedo.
Quando o pássaro tomba de lado, uma das mulheres pode ser ouvida dizendo:
“Sim, está ferido.”
O gorila não desiste de cuidar do pássaro e parece tentar persuadi-lo a voar. Mas o pobre pássaro mal se move, e o gorila se inclina para vê-lo mais de perto, como se o examinasse.
Após a última tentativa, o gorila decidiu se afastar.
“O quão incrível foi isso?”, uma das mulheres pode ser ouvida dizendo.
A outra mulher pergunta:
“Atordoada?”, antes de a amiga responder “Sim”.
A autora das imagens disse ao “Sun”:
“Foi incrível que um animal tão grande pudesse ser tão gentil. Ele se aproximou do pássaro e tentou muito gentilmente fazer o pássaro voar para longe. Como o pássaro não voou, o gorila foi embora sem machucá-lo.”
Não se sabe como o pássaro se machucou, mas se acredita que ele tenha batido no vidro que cerca o recinto do gorila.
Page Not Found – Extra – O Globo
Sexta, 20 de Novembro de 2020

A fim de aumentar a amplitude da investigação sobre os ataques sofridos pelo Tribunal Superior Eleitoral no dia das eleições municipais em 2020, o TSE escolheu o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes para presidir a comissão que investiga os ataques.
A escolha de Moraes se deu pelo fato dele ser o relator das investigações sobre os atos antidemocráticos e das fake news e o intuito é usar a expertise do ministro e sua equipe para cruzar dados das investigações e tentar descobrir relação entre os casos.
O TSE quer descobrir se existe relação entre os caluniadores, já identificados nos outros dois inquéritos, com a tentativa de invadir o sistema do TSE. O ataque foi usado para que fossem despejadas na internet uma série de teorias da conspiração a respeito das urnas.
O objetivo é realizar um cruzamento de dados para ver se há ação coordenada de propagadores de fake news que já estão na mira do STF.
O juiz instrutor e a secretaria administrativa da comissão criada pelo TSE são dois assessores de Moraes, que já atuam nos inquéritos de fake news e dos atos antidemocráticos.
CNN Brasil
Sexta, 20 de Novembro de 2020

A pandemia de covid-19 e a crise econômica gerada pelo novo coronavírus farão com que mais 130 milhões de pessoas cruzem a linha da pobreza extrema em 2020 e 2021, o que resultaria no primeiro aumento, desde 1998, da porcentagem da população mundial que vive nestas condições, segundo um relatório das Nações Unidas divulgado nesta quinta-feira (19).
Se em 2018 a proporção da população mundial vivendo situação de extrema pobreza, com menos de US$ 1,90 (cerca de R$ 10) por dia, era de 8,6% (cerca de 650 milhões de pessoas), até o final ano deste pode alcançar 8,8%, de acordo com a projeção apresentada pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad).
O relatório, que prevê um impacto muito mais duradouro da crise econômica do que da sanitária, estima que quase 70 milhões de pessoas passarão a viver na pobreza extrema até o final de 2020, e que outras cerca de 60 milhões o farão em 2021.
Retração econômica é de 4,3%
A Unctad prevê uma retração de 4,3% do PIB mundial para 2020, projeção semelhante à do Fundo Monetário Internacional, que em outubro estimou uma queda de 4,4%, ambas inferiores à divulgada pelo Banco Mundial em junho (-5,2%).
“O vírus se beneficiou das interconexões e fragilidades derivadas da globalização, transformando uma crise sanitária em um choque econômico global que atingiu principalmente os mais vulneráveis”, explicou o secretário-geral da Unctad, Mukhisa Kituyi, durante a apresentação do relatório.
Em 2020, o estudo prevê que a pobreza extrema aumentaria especialmente na África Subsaariana, com um crescimento relativo de 2,74% com base na população que vive atualmente nestas condições (31 milhões de pessoas a mais).
O Sul da Ásia seria a segunda região mais afetada tanto em termos relativos, com um crescimento de 1,25% da pobreza extrema, quanto em números absolutos, com mais 23 milhões de pessoas nessa situação.
A Unctad também estima que, ainda em 2020, mais 3,58 milhões de pessoas cruzariam a linha da pobreza extrema na América Latina, enquanto no Oriente Médio e no Magrebe esse número superaria 4,91 milhões, no Leste Asiático e no Pacífico 4,41 milhões e na Europa e na Ásia Central 1,16 milhão.
Esses dados representam o primeiro retrocesso em três décadas: em 1990, a população mundial que vivia abaixo da linha da pobreza era de 35,9%, uma porcentagem que havia caído para um quarto atualmente.
Disparidade entre os mais afetados
O relatório fala de um efeito desproporcional tanto a nível regional, que afeta especialmente os países menos desenvolvidos, quanto no âmbito setorial, uma vez que atividades como as relacionadas ao turismo ou a pequenas e médias empresas foram muito mais impactadas pela pandemia do que outros setores da economia.
A análise da Unctad também indica que, embora idosos do sexo masculino tenham sido as principais vítimas do novo coronavírus, os mais prejudicados pela crise econômica foram os jovens e as mulheres, que também foram especialmente afetados pelo fechamento temporário de escolas em todo o mundo durante os meses em que muitos governos decretaram medidas de confinamento para conter a propagação da covid-19.
O estudo mostra ainda uma grande disparidade na resposta das diferentes economias à crise. Nos países desenvolvidos se investiu em média US$ 1.365 (cerca de R$ 7,2 mil) per capita em estímulos fiscais e outras medidas de recuperação econômica, valor que alcançou apenas US$ 76 (cerca de R$ 403) per capita nas nações em desenvolvimento.
Por isso, a Unctad pediu que haja um maior cooperação internacional para compensar essas disparidades, que se traduza, por exemplo, em alguma forma de alívio de dívidas externas e em mudanças na estrutura econômica global para que o caminho para a recuperação seja melhor e mais igualitário.
“A covid-19 causou dor e alterou o curso da história, mas pode ser um catalisador para uma mudança necessária”, destacou Kituyi, que julgou ser necessário “reformar as redes globais de produção e reiniciar a cooperação multilateral”, o que também poderia ajudar a promover uma distribuição mais justa das vacinas contra o vírus, quando elas sejam aprovadas para o uso em massa.
O secretário-geral da Unctad também acrescentou que a pandemia criou oportunidades para se avançar na transição para modos de produção menos prejudiciais ao meio ambiente.
Nesse sentido, o estudo estimou que as emissões de dióxido de carbono cairiam 8% este ano, devido à suspensão das atividades de alguns setores da economia, mas que é justamente o tipo de redução que precisa ser mantida a cada ano para garantir o cumprimento da meta estipulada pelo Acordo de Paris para a mudança climática.
“Apesar das perspectivas sombrias, ainda é possível fazer com que a covid-19 marque um momento positivo para as Nações Unidas e que ajude a construir um futuro mais inclusivo, resiliente e sustentável”, concluiu Kituyi.
R7
Quinta, 19 de Novembro de 2020
Quinta, 19 de Novembro de 2020
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