terça-feira, 6 de outubro de 2026

Após vitória da direita, oposição e empresários se mobilizam para esvaziar votação do fim da escala 6×1

Terça, 06 de outubro de 2026

Foto: Hugo Marques/VEJA

A vitória da direita nas eleições de domingo já provoca reflexos no Congresso. Senadores da oposição e representantes de setores empresariais articulam uma estratégia para dificultar o avanço da PEC que prevê o fim da escala 6×1, enquanto o governo Lula tenta levar a proposta adiante durante o segundo turno da eleição presidencial.

Segundo a Veja, empresários dos setores de comércio, serviços e indústria têm pressionado senadores a não comparecer às sessões. Paralelamente, a oposição busca adiar a análise da proposta. Para uma PEC ser aprovada, são necessários pelo menos 49 votos entre os 81 senadores em cada um dos dois turnos de votação.

O primeiro teste acontece nesta terça-feira (6). O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), manteve a PEC 221/2019 na pauta e marcou para as 14h a primeira das cinco sessões de discussão exigidas antes da votação em primeiro turno. Outras sessões estão previstas para quarta e quinta-feira, embora o governo ainda possa tentar acelerar o processo por meio de um calendário especial.

A movimentação para frear a proposta já havia ocorrido em setembro, quando a PEC passou pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Na ocasião, o líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP), atribuiu a Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Rogério Marinho (PL-RN) uma articulação que impediu a tentativa de levar imediatamente a matéria ao plenário.

O cenário, porém, mudou depois das eleições. De acordo com a publicação, o avanço da direita no Senado tornou mais difícil a articulação governista em torno da PEC. Nos bastidores do governo, já existe a avaliação de que a aprovação ficou politicamente mais complicada.

A proposta reduz de 44 para 40 horas a jornada máxima semanal, estabelece dois dias de descanso e proíbe redução salarial. Na votação realizada na CCJ, Rogério Marinho, Tereza Cristina, Hamilton Mourão e Jaime Bagattoli foram os únicos a votar contra o parecer favorável à PEC.

Com informações da Veja

Opinião dos leitores

  1. Trabalho por hora é a solução. Cada trabalhador escolhe a carga horária que lhe convém. O mundo já é assim.

  2. Pobre… Não assina carteira de pobre. A falacia sobre a escala 6×1 não diz que o Governo recebe 40% do dia trabalahdor e sem fazer nem um esforço.

  3. “Flávio vai melhorar minha vida!” Quem votou em Flávio vai aprender que só a vida do patrão vai melhorar kkkkkkkkkk

    1. Quer ser patrão pode idiota, é questão de talento pra empreender,se não tem continue “pião”!Simples assim !

    2. Não melhorou com broxo, nem lule. Presidente nhm vai melhorar a vida de ninguém faça o teu e se vira.

    3. Sem patrão vc morre de fome querido.
      Como é que vc vai tomar café e comer Almoço e janta?
      Vc vai produzir fabricar macarrão e a bolachinha do café?
      Vai adoçar o café com o quê?
      Açucar?
      Como sem os patrões usineiros ?
      Rapaz, vá trabalhar, vai arrumar um jeito de ser patrão, as oportunidades estão aí ou tú quer mesmo ficar a vida inteira comendo capim?
      🫏 🫏 🫏 🫏 🫏.

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