Segunda, 14 de setembro de 2026
Policiais militares impediram que um pen drive com arquivos não autorizados fosse entregue ao banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, na Papudinha, em Brasília. O episódio foi comunicado ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), em 13 de julho deste ano.
Segundo a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), responsável pela administração da unidade prisional, o dispositivo deveria armazenar apenas músicas. Durante a inspeção, porém, foram identificados “arquivos incompatíveis” com o conteúdo previamente autorizado, o que impediu a entrada do equipamento.
A utilização de dispositivos eletrônicos para reprodução de músicas era permitida administrativamente na Papudinha, mas havia uma condição: o conteúdo armazenado deveria ser apresentado antecipadamente para análise e autorização da unidade.
Após o bloqueio realizado pelos policiais militares, investigadores da Polícia Federal (PF) foram até a Papudinha em 15 de julho e formalizaram a apreensão do pen drive. O dispositivo tinha capacidade de armazenamento de 64 GB.
A apreensão passou a ser conhecida publicamente depois que Mendonça retirou o sigilo do processo que trata do episódio. O equipamento foi encaminhado ao Instituto Nacional de Criminalística, onde deveria passar por perícia.
Entre as medidas solicitadas pela Polícia Federal aos peritos está a extração e identificação de possíveis e-mails, planilhas e documentos de texto armazenados no dispositivo. A intenção é verificar se havia outros tipos de arquivos além dos conteúdos autorizados para entrada na unidade.
Os investigadores também solicitaram uma análise das alterações realizadas nos arquivos e na pasta “trash”, correspondente à lixeira do sistema. A perícia deverá tentar determinar quando esses elementos foram modificados e, se possível, identificar o computador ou o usuário responsável pela manipulação dos dados.
Até o momento, os documentos que tiveram o sigilo retirado não revelam quais eram os arquivos encontrados no pen drive. Também não há, no processo, a identificação de quem levou o dispositivo até a Papudinha.
O que se sabe é que a PMDF reteve o equipamento antes que ele chegasse às mãos de Vorcaro. Posteriormente, a Polícia Federal assumiu a apreensão e encaminhou o pen drive para análise pericial, que poderá esclarecer a natureza dos arquivos e a origem das eventuais alterações identificadas.
Fonte: Jornal da Cidade Online

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