domingo, 25 de janeiro de 2026

Entre Manés e Forrest Gump: o Brasil insiste em sobreviver

Domingo, 25 de janeiro de 2026




O instinto gregário não é ideológico, é biológico. Ainda assim, o mundo globalizado prometeu liberdade e entregou isolamento. A felicidade individual depende do pertencimento coletivo, hoje fragmentado e desacreditado.

As grandes revoluções não nascem de planilhas nem de modelos racionais perfeitos. Surgem quando a razão institucional falha e a justiça não alcança. Nesse vazio, a intuição coletiva substitui o cálculo. É a força ingênua, desprezada pelos intelectuais, mas historicamente decisiva.

Dessa descrença nascem os “Manés” e os “Forrest Gump” da vida real: figuras improváveis, ridicularizadas por não dominarem a linguagem certa, mas movidas por fé moral e vontade de justiça. Não falta inteligência ao mundo contemporâneo; falta crença de que vale a pena lutar.

Nesse contexto, um jovem deputado inicia uma caminhada solitária em busca de liberdade e sentido. Chamado de mané, transforma o isolamento em adesão. O gesto individual ganha corpo coletivo e expõe o erro recorrente das elites: subestimar a força que nasce fora da sofisticação.

Diante disso, impõe-se a pergunta inevitável: vencerão os ímpios, corruptos e tiranos? Ou estamos prestes a assistir à revolução dos manés, à semelhança da caminhada de Forrest Gump, que começa solitária, é ridicularizada, mas aos poucos passa a reunir milhares?

Como será o amanhã — o dia 25 de janeiro, em pleno ano eleitoral?

Seremos resilientes o bastante para sair do modo sobrevivência e voltar a viver?

Seguir adiante rumo ao propósito final: liberdade e justiça para todos.

Foto de Bernadete Freire Campos

Bernadete Freire Campos

Cidadã brasileira, especialista em neurociência, estudiosa do comportamento humano no contexto político.


Fonte: Jornal da Cidade Online

Nenhum comentário:

Postar um comentário