domingo, 19 de abril de 2026

Trump diz que Irã “não pode chantagear” ao fechar Estreito de Ormuz

Domingo, 19 de abril de 2026

Foto: Alex Brandon-Pool/Getty Images

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reagiu, neste sábado (18/4) à decisão do Irã de voltar a restringir o tráfego no Estreito de Ormuz e afirmou que Teerã “não pode chantagear” a comunidade internacional.

“Eles queriam fechar o estreito novamente, como vêm fazendo há anos, e não podem nos chantagear”, declarou. Segundo ele, há “conversas muito boas” em andamento com o Irã e novas informações devem ser divulgadas ao longo do dia.

O republicano adotou um tom duro ao comentar a postura iraniana, afirmando que o país “tem agido de forma esperta há décadas” e que, agora, está sendo confrontado. “Ninguém nunca os enfrentou. Nós os enfrentamos.”

Trump também fez críticas à capacidade militar do Irã e voltou a mencionar ações passadas dos Estados Unidos no Oriente Médio, incluindo a morte do general Qasem Soleimani, em 2020. “Eles mataram muita gente. Muitos dos nossos foram mortos ao longo dos anos pelo Irã”, enfatizou.

Apesar do discurso, o republicano sinalizou que busca uma solução negociada. “Estamos conversando com eles. Estamos adotando uma postura firme”, disse, acrescentando que o fluxo de navios para portos norte-americanos, como Texas e Louisiana, tem aumentado no contexto da crise.

Escalada no Golfo

A fala ocorre após o Irã anunciar, na manhã deste sábado, que voltou a controlar de forma mais rígida o Estreito de Ormuz. A ação é uma resposta ao bloqueio naval imposto pelos EUA a embarcações ligadas a portos iranianos.

Mais cedo, forças iranianas chegaram a disparar contra navios com a bandeira indiana que cruzavam a região para forçar a saída. Segundo autoridades marítimas, apesar do incidente, tripulações não ficaram feridas.

O vice-presidente iraniano, Mohammad Reza Aref, afirmou que o país manterá o controle da rota estratégica e alertou que pode endurecer a postura caso não haja avanço nas negociações.

Deputada federal propõe que tornozeleira eletrônica de agressores de mulher seja cor-de-rosa

Domingo, 19 de abril de 2026

Foto: Reprodução Governo Ceará/Modificada por IA

A deputada federal Coronel Fernanda (PL-MT) protocolou, nesta semana, na Câmara dos Deputados, um projeto de lei que propõe uma nova identidade visual para as tornozeleiras eletrônicas usadas por agressores em casos de violência doméstica e familiar contra a mulher.

Segundo a parlamentar, o objeto de monitoramento “poderá ser determinado por decisão judicial fundamentada” para ser cor-de-rosa, especialmente em contextos de alto risco.

A matéria pretende alterar a Lei nº 15.383/2026, que instituiu a tornozeleira a agressores como medida protetiva autônoma e, por sua vez, também alterou a Lei Maria da Penha.

A justificativa do projeto é estabelecer a identificação visual padronizada para facilitar a fiscalização e o reconhecimento das autoridades competentes, além de reforçar a proteção preventiva da vítima, contribuir para a inibição de novas condutas violentas e reforçar a conscientização social acerca da gravidade da violência contra a mulher.

O projeto determina que a padronização visual deverá observar

  • Critérios de razoabilidade e proporcionalidade.
  • A vedação a qualquer forma de exposição vexatória ou degradante.
  • A finalidade exclusiva de segurança pública e proteção da vítima.

Se aprovado no Congresso, caberá ao poder Executivo regulamentar as especificações técnicas, os níveis de visibilidade e as hipóteses excepcionais de dispensa da identificação visual.

“Importante destacar que a medida não possui caráter punitivo adicional, mas natureza instrumental de proteção, sendo aplicada mediante decisão judicial fundamentada e observando os princípios constitucionais da dignidade da pessoa humana, da proporcionalidade e da vedação a tratamento degradante. Dessa forma, busca-se fortalecer política pública já estabelecida, ampliando sua eficácia na proteção das vítimas e na prevenção da violência”, defendeu a Coronel Fernanda.

Uso imediato de tornozeleira

Neste mês, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou lei que autoriza o juiz a obrigar o uso imediato de tornozeleira por agressores se verificar alto risco para a mulher em situação de violência doméstica e familiar (Lei 15.383/2026).

Em cidades que não são sede de comarca (sem juiz disponível), delegados de polícia também poderão determinar o uso imediato do dispositivo.

A lei também coloca como prioridade a compra e manutenção das tornozeleiras e de dispositivos de acompanhamento para as vítimas e torna permanente o programa de monitoração eletrônica e de acompanhamento de mulheres em situação de violência.

Metrópoles

Identificado adolescente morto em engavetamento em Curitiba: É o herdeiro de um forte grupo empresarial

 Domingo, 19 de abril de 2026



Ele era um dos herdeiros do Grupo Barigüi, um dos maiores revendedores de automóveis e caminhões do Sul do Brasil. A empresa, fundada pelo avô de Lapo, também possui um banco digital e um instituto de educação.

O acidente aconteceu na tarde de sexta-feira (17), no km 143, após um caminhão não conseguir frear a tempo ao se deparar com trânsito lento em uma descida. A vítima, que estava com o irmão gêmeo e um grupo de jovens em uma van, foi ejetada do veículo, de acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF).

A assessoria do grupo Barigüi informou que não irá se manifestar no momento em respeito ao luto da família.

Fonte: Jornal da Cidade Online

“Queima de arquivo” assombra ex-deputado preso na Bahia

Domingo, 19 de abril de 2026




Uldurico Jr. foi detido durante a Operação Duas Rosas, sob suspeita de ter recebido R$ 2 milhões para facilitar a fuga de 16 detentos do Presídio de Eunápolis em dezembro de 2024.

Inicialmente mantido no Centro de Observações Penais (COP), ele foi movido para uma cela coletiva no Complexo Lemos Brito, em Salvador.

A defesa alega que o ex-deputado necessita de cuidados médicos e psicológicos urgentes, e que o ambiente atual agrava seu quadro clínico.

O clima de tensão em torno da segurança de Uldurico Jr. coincide com rumores de uma colaboração com a Justiça.

O ex-deputado teria informações sobre esquemas de corrupção envolvendo figuras ligadas ao governo do petista Jerônimo Rodrigues.

Investigadores teriam apreendido um manuscrito com Uldurico que serviria como ‘roteiro’ para futuras gravações e denúncias contra agentes públicos.

A notificação oficial foi enviada ao governador Jerônimo Rodrigues, ao secretário de Relações Institucionais (Adolpho Loyola) e ao titular da Seap (José Castro). O documento exige medidas imediatas do Estado para garantir a integridade física e mental do detido, sugerindo que a transferência para uma cela comum seria uma tentativa de silenciá-lo.

Fonte: Jornal da Cidade Online